sábado, 18 de maio de 2019

Master Review - Line of Fire (1991)


Olá galera!
Como a ação no nosso QG não pára, que tal, um review de um game cheio de ação também? Sejam bem vindos ao mundo de Line of Fire, um shooter dos bons, uma pérola do nosso querido Master System!
PREPARAR... APONTAR... FOGO!!!

O Jogo – Line of Fire (LoF) não nasceu no 8 bits da Sega, mas sim, nos arcades no ano de 1989. Porém, era totalmente diferente, um “jogo de pistola” onde se mandava bala apontando a arma contra a tela. Os motivos que levaram a empresa a não fazer uso da Light Phaser na versão caseira, é um mistério.
Pensando por outro lado, quem sabe, quiseram dar uma revigorada na fórmula, o transformando, num shooter de scrooll vertical? Se foi isto mesmo, não sabemos mas, tal escolha, propiciou um game superdivertido, com características que o diferencia de outros no gênero.
Você assume o papel de um militar chamado Jack. Infiltrado numa base inimiga, acabou por descobrir planos de um novo tipo de arma muito poderosa, que pode significar, grande perigo nas mãos de algum ditador maluco ou terroristas sedentos por destruição. E, para conseguir dar o fora dali, o herói assume a direção de um jipe e, assim, tem início sua difícil missão em território hostil.


Gameplay – Como dito antes, Jack pega um jipe para escapar dos inimigos mas, não será o único veículo que utilizará. O diferencial de LoF é o fato do jogador poder controlar outros também, como uma lancha e um helicóptero. Cada um possui suas peculiaridades de manuseio, o que é a grande sacada do jogo, algo pouco comum para a época.
A troca de veículos acontece em cada fase. Nas de número 1, 2 e 4, o jogador guiará o jipe; na 3ª, a lancha; e, nas duas últimas (5ª e 6ª) pilotará o helicóptero. Com todos eles, você atacará da mesma forma, com a metralhadora (Botão 1 - munição infinita) e o lançador de mísseis (Botão 2 – tiros limitados).
Uma coisa que precisa estar atento. Estando no solo, a “metranca” só atingirá alvos em terra. Para os aéreos, será preciso disparar os mísseis. Caso esteja pilotando o helicóptero, esta razão se inverte. Ainda há uma “marotagem” que, os programadores bolaram e achei criativa. Nas fases de jipe, você encontrará rampas. Elas são necessárias para saltar rios mas, também, para alinhar seu carro com os alvos que estão voando. Desta forma, é possível acertá-los com a metralhadora em pleno salto (mais “Bollywoodiano”, impossível!).

Parte Técnica – LoF possui trabalho gráfico competente, tendo cenários variados e bem definidos. Você não se confundirá com nada, pois não apresenta “flickelings” (sprites piscando) e poderá enxergar tudo nitidamente, principalmente, os tiros inimigos. Isto é importantíssimo em shooters pois, dá muita raiva, morrer sem saber o quê o atingiu. Outro ponto que merece destaque, é que tudo flui com suavidade, sem slowdowns. Ou seja, o pacote é completo... se morrer, é por sua culpa mesmo.
Músicas e efeitos sonoros são bem feitos e casam com todas as situações presentes no game. Mesmo que as melodias sejam poucas, não chegam a cansar os ouvidos. Aliás, repetir músicas nas fases, era um expediente comum nos 8 bits, dada a limitação de memória.
Os controles são bastante responsivos, tudo funciona de imediato. Mas, há um detalhe curioso: os tiros acompanham os movimentos de seu veículo. “Como assim, Douglas? Você bebeu?”, podem estar se perguntando agora. É o seguinte... normalmente, em outros games, você efetua o disparo e ele segue sua trajetória, independente, do que você faça depois. Aqui, você pode atirar e, se reparar que vai errar o alvo, basta se movimentar até que acerte. É estranho, porém, acaba sendo bem útil em muitos momentos.
A dificuldade não é nenhum absurdo mas, te exigirá bastante. O desafio vai aumentando de forma bem gradual, nada de “Bullet Hell” sem sentido, só para dizer que o game é para poucos “cabras-machos”.
Algo que os programadores fizeram e que vai exigir um pouco mais de perícia, é o uso dos mísseis. Por serem limitados, terá que lançá-los nos momentos certos, principalmente, nos chefes de fase. À saber, você começa a partida com três vidas, 50 mísseis e 24 barras de energia. Em caso de Game Over, terá 2 Continues.

 

Considerações Finais – Line of Fire é um jogo muito competente, fruto, da criatividade em alta da Sega nos seus tempos dourados. A sua característica “Jogo de Navinha... sem navinha” é seu maior diferencial por conta dos veículos que você pode controlar.

Com trilha sonora e ambientação que, casa perfeitamente, com a proposta de ser uma aventura em tempos de guerra (como nos filmes de ação dos anos 80 onde, Stallone, Schwarzenegger, Norris e Van Damme eram reis), o game é diversão garantida.

Podem encarar sem medo, porque é mesmo muito legal!

 

Até mais!







3 comentários:

  1. Caramba, Douglas!!
    Arrebentou MESMO neste post e posso dizer que foi um dos melhores reviews que você fez!
    Line of Fire eu conheci aqui mesmo no QG com os amigos, e esse jogo achei bem diferenciado, garantindo diversão variada para o jogador. É realmente um game muito bonito no seu acabemento. Quanto ao truque que me lembrou do filme "Jumper" não sabia e vou experimentar.
    Novamente, parabéns pela matéria!

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    1. Saudações, Rodrigão!
      Tudo certo?
      Este é um game que não conheci na época. Passaram-se os anos, só o vi em emulação e foi "daquele jeito"... olhei o nome da rom e não sabia que jogo era. Quando o rodei, me lembrei de já ter visto fotos em alguma revista de games clássica. E era tudo o que sabia dele, uma imagem ou duas.
      Este, foi mais um que me causou aquela sensação de "arrependimento" por não ter jogado em seu tempo porque, iria pirar, de tão bom que é. Somada à magia de enxergar o mundo com olhos de criança, Line of Fire, teria sido paixão ao primeiro "Start". Rss!!!
      Sorte nossa que a internet ajuda a perpetuar pérolas como esta. Assim, podemos conhecer algo que teria ficado, apenas, no passado.
      Abraço!

      P.S.: Valeu pelos elogios!

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  2. Outro jogo que não joguei achei bem maneiro gostei bastante dos gráficos vou adicionar a minha lista para jogar depois.

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