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quinta-feira, 1 de abril de 2021

A Liga da Justiça no Master System

Olá, amigos do QG Master!

Tudo bem com vocês?

Com o hype estrondoso que, a Liga da Justiça do diretor Zack Snyder fez no mundo, me veio a idéia de pegar carona nisto. Então, pensei em associar com o Master System e escrever sobre. Inicialmente, cogitei abranger outras plataformas também mas, ficaria um texto enorme porque, certas personagens, aparecem todos os anos e em mais de um título por vez. Aí, "força a amizade", concordam comigo?

Portanto, a questão que fica é "Quais heróis da DC Comics, tiveram encarnações no Master?". A resposta, infelizmente, são apenas três. Aliás, o gênero de super heróis como um todo, tem pouquíssimos exemplos em sua biblioteca. Foi o preço que, o videogame pagou, por não ser feito tanto sucesso no mercado (desconsiderando, a "Terra Brasilis").

Sendo assim, vou começar pelo Cavaleiro das Trevas, o Batman. A personagem, rivaliza com o
Homem Aranha em quantidade de títulos lançados para várias plataformas desde os anos 80. No Master System, ele chegou na adaptação do filme de 1991, o Batman Returns.

O jogo, foi meu primeiro texto/review aqui no QG. Portanto, estaria sendo redundante em comentar determinadas informações sobre ele. Porém, posso dizer que é uma produção muito bacana da Sega e que, pode enganar, numa olhada despretenciosa. Os sprites pequenos, num cenário tão amplo, pode passar a impressão de ser bobinho mas, com o passar das fases, vai se deparar com momentos de "arrancar os cabelos" de tanta raiva. E, o mais legal é que, você tem duas opções de rotas..."fator replay" em dobro!

Encarne o ímpeto do vigilante de Gothan City e supere todos os desafios (sem Continues ou Save States, de preferência) porque, vale muito a pena. Um dos meus preferidos no sistema.

O Superman, tem a importância, de ser o "pilar mestre" dos super heróis. A partir dele, tudo mudou e, não há alma viva no planeta Terra, que olhe para seu símbolo e não saiba do que se trata. Claro, ele não ficaria de fora dos videogames, porém, contrariando a sua popularidade, não tem tantas aparições quanto o "Morcegão" ou o "Cabeça de Teia". Acredito que, um dos motivos para isto, seja o fato dele ser extremamente poderoso e, adaptar suas habilidades para um game, não é uma tarefa das mais fáceis. Uma "nerfada" se faz necessária e, o óbvio, sempre acontece: A Reclamação (A.K.A. Mimimi). 

Esta versão da Virgin Games é um port do game para Mega Drive, uma produção da competente Sunsoft. Na época, não faltou gente torcendo o nariz dizendo coisas como "Que droga! O Super não voa!" ou "Onde já se viu, ele morre rapidinho!". Eu já rebatia esses comentários (na verdade, ironizava), dizendo que não deveriam ter passado da primeira fase. Ou seja, as famosas habilidades do "Escoteiro," vão aparecendo ao longo das fases deste super game (não resisti em fazer o trocadilho barato. Rss!!!).

Supondo que, os desenvolvedores da Virgin tomaram nota das queixas, incluíram o vôo em sua versão. Mas... prestou? A meu ver, estragou. Somado a comandos erráticos, inimigos que surgem repentinamente e, o nosso "boneco" ser um fracote, tornam o game difícil de ser apreciado. Sim... quem reclamou que o kriptoniano era fraco no Mega, aqui, ele consegue ser ainda mais. Além de precisar de mais de um soco para abater qualquer um dos inimigos, sua resistencia à dano é ridícula. Só faltou, fazerem ele morrer como o Alex Kidd.

Nem tudo é um "Apocalipse" pois, os gráficos são bonitos e, os efeitos sonoros, estão OK. Como todo game, caso ele seja minimamente jogável, você consegue driblar esses problemas e avançar. Porém, se tiver que optar, vá de Mega Drive... será uma experiência bem mais recompensadora (e justa). 

Por fim, uma grata surpresa: The Flash. Este, não tive contato na época de seu lançamento e, mesmo em emulação, não cheguei a experimentá-lo. Acreditem, nem vídeo no You Tube, me dignei à conferir. E, como não tenho a capacidade do defensor de Central City de voltar no tempo, não tive como avisar meu "eu do passado" para correr atrás deste game. Ainda bem que, hoje, o acesso é fácil e pude, enfim, conhecer essa pérola.

O jogo é baseado na série de TV do início dos anos 90. A Probe estava inspirada e, já na "Tela da Sega", fizeram um gracejo, enaltecendo a velocidade do herói. O visual é bonito, com gráficos competentes, definidos e com bom uso de cores. O Flash, mesmo pequeno, possui uma animação suave e rápida... mas, bota rápida nisto! Aqui, repousa a única queixa que faço pois, penso eu, "pesaram a mão" na tentativa representar o quão veloz ele é. Se acostumar, será difícil no início mas, mesmo habituado, vai passar algum apuro com burados, espetos no chão, inimigos estrategicamente posicionados, etc. O curioso é que, até saber o que tem pela frente, você vai lutar para não deixar o "Velocicista Escarlate" desembestar à correr.

Mesmo assim, curti a aventura gamística desta personagem clássica da DC Comics. É um dos poucos títulos disponíveis em que faz parte, sendo protagonista então, só conheço dois (junto do Justice League Heroes - The Flash, para Game Boy Advance).

Recomendo!

Então, é isso. Fico por aqui desta vez.

Até a próxima galera!


terça-feira, 16 de março de 2021

QG Recomenda - Jogos de Guerra dos anos 80

 




Por Douglas Deiró


E aí, galera do QG Master!

Como vão as coisas?

Desta vez, saí um pouco do foco dos reviews, a minha editoria de costume. Recentemente, por conta de alguns games que tenho revisitado e/ou conhecido, me deu vontade de indicar alguns que considero bacanas. Um tipo se repetiu e, assim, resolvi abordar os de guerra dos anos 80. Porém, tentei focar, naqueles que acredito serem pouco conhecidos do povão.

Naqueles tempos, era corriqueiro, vermos filmes, desenhos ou HQs com tal tema e, claro, os games surfaram nesta onda. Aliás, as produções de Hollywood, com seus "brucutus exércitos de um homem só", serviram de inspiração para vários deles. 

Mas, chega de enrolação!

Vamos lá!

P.O.W. - Prisioners of War (SNK)

A SNK, apostou bastante, neste segmento. Em P.O.W., você está na pele de um... adivinha... prisioneiro de guerra, que precisa abrir caminho até a liberdade. Mas, o mais interessante aqui, é que ele fará isto na base da porrada. A ação acontece já na saída de sua cela, explodindo a porta e partindo para cima dos soldados inimigos (esse cara, é bravo mesmo, hein?).

Jogando sozinho ou, na companhia do segundo player (como todo bom beat'n up), todo tipo de oponente surgirá para impedir sua fuga. Os locais das fases, são aqueles típicos do cinema, como os campos de concentração, acampamentos, pátio de armamentos, entre outros. Embora a premissa seja a "pancadaria desenfreada", ocasionalmente, armas ajudarão em sua missão, como facas, metralhadoras ou granadas.

A versão de arcade saiu no ano de 1988 e, no ano seguinte, o Nintendo recebeu uma adaptação surpreendente, de tão fiel que ficou ao original (mesmo, perdendo o modo para dois jogadores). Qualquer uma delas, vale a pena conferir.

Jackal (Konami)

Não foi apenas em Contra, que esta empresa japonesa, usou a guerra como temática em seus games. Metal Gear, também é famoso mas.. e Jackal? Pelo menos, não vejo (nem ouço) muitas citações sobre ele na internet. O game, se tornou obscuro, pelo visto.

Lançado em 1986 para os arcades, você controla um jipe (com visão aérea da ação) e, tem a missão, de localizar as instalações dos prisioneiros e realizar o resgate. Feito isto, terá que levá-los à uma zona de pouso segura, onde serão transportados para fora dali, via helicóptero. Portanto, como essas ações são realizadas dentro do território inimigo, espere por muita artilharia, bombas, soldados, tanques de guerra, todos, querendo acabar com a sua raça.

A partir do ano seguinte, o game, começou a ser portado para vários sistemas de sua época, sendo a versão do NES, a mais conhecida. 

Heavy Barrel (Data East)

A Data East também aprontava das suas e, Heavy Barrel, trouxe alguma novidade ao gênero. A principal delas é, o fato, da nossa personagem ser capaz de se mover e atirar em direções distintas (um direcional para o "boneco" e, outro, para rotacionar os disparos). Há ainda powerups encontrados em caixas desbloqueáveis com chaves, que dão acesso à granadas, orbs de proteção ou peças da Heavy Barrel, a super arma que dá nome ao jogo. 

O cenário do game (lançado em 1989) tem um leve toque futurista, que se assemelha bastante, ao Contra da Konami. E, assim como aconteceu com tantos sucessos, acabou parando nos computadores e no Nintendo 8 bits (este último, o melhor port).

Green Beret/Rush'n Attack (Konami)

"Boina Verde" (como aprendi à chamar), foi um dos primeiros jogos de fliper que conheci no ano de 1986. Junto de Ms. Pac-Man, Pole Position, Karate Champ, Galaga, Popeye, Gyruss, Pit'n Run e Kung Fu Master, arrancou os primeiros trocos de pão da minha vida. 

Alguns anos depois, soube que havia uma versão para o NES, porém, nunca a vi. Cheguei à encomendar com um muambeiro que ia no Paraguai mas, segundo ele, este game não existia. "Será que estava enganado?" assim pensava, deixei para lá e o "futuro chegou". Um certo dia, me deparo com uma rom chamada Rush'n Attack e, para meu espanto, era o danado do Green Beret, que tanto quis jogar em casa no passado. E, esta descoberta, faz pouquíssimo tempo, por volta de 2017. 

Resumindo tudo... se trata um port muito fiel ao arcade, com fases a mais. O título alterado, é um trocadilho esperto da frase Russian Attack (Ataque Russo). Um clássico, que não pode ser esquecido jamais.

Rambo (Sega)

Se, um filme, pode servir de inspiração na criação de um jogo, por quê não, o contrário? Esse "caminho inverso" aconteceu inúmeras vezes no mercado... era algo inevitável. Embora, oficialmente, o game se chame Rambo - The First Blood Part 2, pouco do filme será visto aqui. 

Também conhecido por Secret Commando ou Ashura (porque, a Sega é malandrinha e lucrou três vezes com o mesmo jogo), é bastante "inspirado" no clássico Commando, da Capcom. Controlamos a personagem, com visão por cima de sua cabeça, mandando bala numa horda interminável de inimigos. Tem gráficos e sons muito bons, levando em conta, ser um jogo de apenas 1 mega de memória. 

Por hora, fica a recomendação. Em breve, terá review mais detalhado desta pérola esquecida do mundo dos games.

Então é isso. Espero que curtam as indicações.

Até mais!


quinta-feira, 4 de março de 2021

Master Review - RoboCop Vs The Terminator (1993)








Saudações, amigos! 

Tudo bem com vocês?

No meu primeiro texto de 2021, falarei deste crossover que foi muito popular nos anos 90, o encontro do policial ciborgue de Detroit com as máquinas de matar vindas do futuro. 

Se segura aí, porque, será bala para todo lado!

Vamos lá para fora!

Naquele período, houve a tendência das produtoras de, não apenas licensiarem uma determinada personagem, mas sim, algum arco de história, saga ou evento dos quadrinhos onde ela fez parte. Como exemplos, tivemos The Death and the Return do Superman, Spiderman and Venon Maximum Carnage, Alien Vs Predator, entre outros. Assim, RoboCop Vs The Terminator, também ganhou adaptações para o Mega Drive, Master System, Game Gear, Super Nintendo, Game Boy... e, quase, uma para o Nintendo 8 bits (guardem essa informação). 

Os jogos (publicados pela Virgin Games), seguem de perto, a trama das HQs publicadas pela editora norte-americana Dark Horse. Roteirizada por Frank Miller e desenhada por Walt Simonson em 1992, nos quatros volumes, vemos a junção dos universos das duas franquias onde, a criação do RoboCop - a mais bem sucedida fusão homem/máquina - serviu de base para o surgimento da Skynet, resultando, naquele futuro apocalíptico. Na blindagem do nosso herói, você deve salvar a humanidade do destino derradeiro.

Meus amigos, me chamam de Murphy...

O game para o Master, com certeza, é um dos melhores trabalhos para o sistema. Usando dos mesmos modelos gráficos da versão Mega Drive ("downgradeado", evidentemente), apresenta um visual impressionante. Os sprites são grandes e detalhados e, assim como no 16 bits, eles explodem em sangue quando atingidos. O próprio RoboCop possui movimentos fluídos e, se mostra bem, em qualquer posição na tela, seja caminhando, atirando, pulando ou pendurado. As músicas são muito boas e combinam com o rítmo e ambientação. Já os efeitos sonoros, não se destacam em nada, apenas, cumprem seu papel. Pelo menos, adicionaram algumas vozes - com frases icônicas do policial do futuro - no início e fim dos estágios. Um bom incremento, com certeza.

Quanto ao gameplay... bem... melhor mudar de tópico.

Procurando por problemas?

Desbalanceado... se tem uma palavra que descreve este jogo, é esta. A tentativa de deixar a produção tão próxima a do Mega prejudicou o desempenho pois, o framerate, é instável em determinados momentos. O RoboCop anda rápido, move-se pendurado mais ligeiro ainda mas, para pular, parece que está na Lua (sem gravidade); os "bonecos" podem surgir flutuando do alto; cairá em abismos que não existem (na segunda e penúltima fases), será atingido por tiros invisíveis (o famoso "pisca-pisca" de sprites); mirando para cima, se precisar mudar de lado repentinamente, o braço pode ficar travado (precisando reposicioná-lo); e certos chefes de fase (descubra quais... sem spoiler) que, não vencerá, sem perder vidas no processo por, não haver, um padrão claro para evitar as investidas. Estes problemas são corriqueiros e, somado ao fato do dano provocado pelos inimigos ser elevado, morrerá rapidinho se não estiver esperto. 

Mas, não se desespere, nem desista. Uma vez que estiver ciente de tudo, dá para evitar estes detalhes e seguir até a conclusão numa boa. Um ponto que corrobora esta minha opinião é que, a quantidade de ítens de recuperação de energia é grande (exagerada, diria)... sempre aparecerá um ou dois (as vezes, até três) em cada segmento da fase. Muito provavelmente, os desenvolvedores, deram uma aliviada para nós players, porque, além dos problemas técnicos, ainda há os inimigos implacáveis. Entretanto, como disse antes, se pegar a manha, é possível desfrutar do game.

Vivo ou morto, você vem comigo!

Para controlar o "Oficial Alex Murphy", não tem segredo. O Direcional serve para movimentarmos pelo cenário, subir e descer escadas ou correntes (Esquerda, Direita, Cima e Baixo... como de praxe). Também, é possível se pendurar em "canos", saltando (Botão 2) com o Direcional para Cima, que o fará se segurar. Uma vez na estrutura, pode-se ir para os lados ou, para se desprender dela, basta saltar novamente. Ainda sobre os pulos, mantendo o 2 pressionado, a distância deles serão maiores.

Para efetuar disparos, use o Botão 1. Com o auxílio do D-Pad, escolha alvos à sua frente, para cima, diagonais superiores e inferiores (durante saltos/canos/escadas, idem). As armas têm disparo contínuo, se mantiver o botão pressionado, porém, se o apertar repetidamente, a cadência será mais veloz.

Por falar no armamento, temos quatro tipos:

_ Pistola - A arma padrão do RoboCop... aquela mesmo, que ele guarda na perna. Pode ser a mais fraca mas, é eficiente. Caso perca uma mais potente, mantenha a calma, não estará em completo apuro. Lembrando, sempre que perder uma vida, é com ela que terá que se virar. Curiosamente, no Master System, em escadas ou canos, não é possível usar as armas especiais (somente a pistola);

_ Rifle de Plasma - A primeira arma especial que surge no jogo. Tem cadência e potência medianas, comparada às demais;

_ Lança Foguetes - Mantê-la o máximo de tempo possível, pode ser a melhor opção. A cadência de tiro é mediana mas, tem o melhor dano.

_ Rifle Laser - Tem a mesma potência do Plasma, porém, a cadencia é a mais alta e acaba compensando.

Uma observação... no "frigir dos ovos", qualquer uma das armas especiais, dará na mesma ao fuzilar a horda de inimigos. Infelizmente, ao contrário do que acontece no Mega Drive (que tem mais opções), as diferenças entre elas, são sutis.

Com relação aos itens, temos as "papinhas energéticas" (lembram delas?), que são potes contendo a reposição parcial ou completa de sua barra de vida. É possível ainda, recuperar "life" resgatando reféns, quando estes aparecerem. Também há a invencibilidade momentânea (representada pelo escudo com a letra "S") e, as cabeças do RoboCop, que dão vida extra ao jogador (no máximo nove). 

Obrigado por sua cooperação.

RoboCop Vs The Terminator é um game muito legal, mesmo, com os problemas técnicos. Somando os prós e contras, o saldo é positivo. Falo isto porque, os desenvolvedores, conseguiram preservar a essência vista no "Megão" e fizeram caber nos limites do Master... um trabalho excepcional. Afirmo isto sem medo de errar, dá para sair do 16 bits e se adaptar rapidamente pois, as mecânicas básicas, existem nas duas versões (algo similar, vi acontecer poucas vezes).

E, minha experiência com este crossover, não se encerrou aqui...

Pense de volta, idiota!

O Nintendinho também tem... graças a internet!

O que aconteceu comigo, talvez, possa ter ocorrido com mais pessoas. Não faz muito tempo (cerca de cinco anos), soube que havia uma versão para o Nintendo 8 bits. Achei estranho não ter tido consciência disto pois, por se tratar de um lançamento de destaque, acredito, que lembraria. Pesquisando, se tratava de um protótipo não comercializado e, vendo o que sairia dali, pensei "Ainda bem que cancelaram! Que tosco!". Mas, será mesmo?

Confesso... fazer este review, foi motivado por este de Nintendo. Não sei porque, quis encarar o game de Master System, ao contrário do Mega Drive, que conheço bem e o revisito de tempos em tempos. O joguei por um tempo e, por impulso, me deu vontade de conferir melhor o do NES... para a minha surpresa, é muito bom! Impressionante como, uma primeira e rápida impressão, pode enganar.

De cara, o que me chamou atenção, foi a qualidade da animação do RoboCop, que está suave e natural. Ele não é tão "serelepe" como nas demais versões (que pula feito macaco). A meu ver, assim, ficou mais fiel à personagem pois, nos filmes, é pesado e lento feito um tanque de guerra. A física aplicada é realista também. Por exemplo, quando salta, tem mais dificuldade para sair do chão mas, na descida, cai mais rápido. Ainda assim, os comandos respondem bem e te dão segurança nessas manobras.

A parte gráfica é competente, lembrando bastante, os jogos da Sunsoft (como o Batman de 1989, baseado no filme). A ambientação sombria e rústica dos universos de cada franquia, combina com a paleta de cores limitada no NES. Os artistas que sabiam trabalhar com essas restrições (e foi o caso aqui), conseguiam driblá-las e usavam o fundo de tela preto de forma convincente. Em suma, economizavam sem fazer serviço porco, coisas para poucos talentosos. Ainda há cutscenes entre determinadas fases, algo, que nem no Mega Drive tem, hein?

A parte sonora é muito boa, tanto nas melodias e efeitos, principalmente, os disparos das armas e explosões. As fases possuem design interessante, que irão pedir certo grau de exploração. Em dados momentos, precisará ir em um ponto para, liberar o acesso, em outro setor. O jogo é longo, com fases grandes que podem cansar os pouco pacientes (para os adeptos, o "save state" vai ajudar). Para terem idéia, num vídeo de speedrun que achei no You Tube, o jogador levou 48 minutos para concluir o game.

Agora, respondendo a mim mesmo (no breve contato de anos atrás), penso que a Virgin poderia tê-lo lançado, sim. Naqueles tempos, teria curtido jogar em meu Top-Game VG-9000. Entretanto, ponderando a respeito, em 1993, o Nintendinho estava nos "49 do Segundo Tempo", num mercado, dominado por Super Nintendo e Mega Drive... que rumavam, também, para o fim de seus reinados. Fora que, se compararmos com outras versões em 8 bits (Master System e Game Gear), a discrepância é brutal. Provavelmente, este teria sido o motivo do cancelamento, a incerteza de retorno financeiro.

Independente disto, ainda bem que existe a internet e, os desenvolvedores, podem vazar essas roms para conhecermos suas obras. O mais legal aqui, é o fato do game estar completinho, talvez, só faltando alguns poucos ajustes (que, nunca saberemos se fariam). 

Fica a recomendação extra, ok? Vale a pena.

Agora sim...

Está Terminado!






segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Meme Retrogamer: O que Você jogou em 2020?

 


Salve pessoal!

2020 foi um ano atípico e não é surpresa pra ninguém!

Muita correria, adaptação, notícias tristes, mas também alguns momentos de alegria e alívio.

Mesmo assim, seguimos a tradição e nossos membros vão contar sua experiência gamer do ano e o que recomendam:

 

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ADINAN

 

Saudações amigos!

 

Dizer que esse ano foi um terror é um eufemismo. Espero que todos estejam bem e se protegendo dessa pandemia, e que 2021 seja melhor e de preferência livre desse vírus. Felizmente ainda pude aproveitar alguns jogos este ano. Vou listar aqui os que mais curti, tudo RPG:

 


Crusader of Centy (Mega Drive)

 Esse jogo é bem curioso. A maioria conhece por causa do Easter Egg do Sonic na praia, mas o mais interessante é como esse jogo surgiu. Foi o primeiro jogo do projeto Mega RPG Project, uma iniciativa da Sega de 1994 para competir com a vasta biblioteca de RPGs do SNES. Pena que o projeto perdeu o foco por causa do Sega Saturn, rendendo apenas 5 jogos para o Mega e 2 para o Sega CD, mas ao menos tivemos este game que é um ótimo action adventure inspirado em Zelda. Neste game controlamos um garoto que está passando para a fase adulta e deseja seguir o caminho de seu pai que foi um bravo guerreiro. À medida que o jogo progride perdemos a habilidade de falar com seres humanos e passamos apenas a falar com os animais, e aí entra um elemento interessante que é a equipe de animais. Podemos recrutar cachorro, pinguim, leão e outros animais, e cada um acrescenta uma habilidade ao herói. O jogo é recheado de puzzles e vai fritar bastante os neurônios do jogador para progredir na aventura.

Vale muito a pena conhecer este jogo, um excelente produto do Mega RPG Project!

 


Drakkhen (SNES)

Caindo um pouco de nível (talvez um pouco mais) vamos conhecer este que é considerado por muitos o pior RPG do SNES, se não o pior jogo do console. Mas vou confessar: gostei do game.

Ele tem claramente aquela cara de jogo de lançamento, e tem umas bizarrices com relação ao som dos inimigos que parecem estar vomitando o tempo todo. Mas sendo um port de jogo de computador, Drakkhen é um cRPG. Ou seja, aqui não temos um jogo na pegada de Final Fantasy ou Phantasy Star, mas sim algo mais próximo de Ultima ou Might & Magic. E considerando os limites do SNES e o fato de ser um jogo de lançamento, o port ficou competente. O jogo oferece um tutorial para ajudar a se acostumar com a interface e os comandos, e apresenta uma direção inicial ao jogador. Tudo é recheado de mistério, e andamos pelo mapa sempre com a sensação de que o perigo está à espreita, qualquer coisa pode dizimar a equipe. E essa atmosfera e a narrativa mais aberta tornam este jogo bem interessante, e depois que se pega o jeito fica até fácil de jogar. Lógico que o SNES tem RPGs muito melhores, mas acho que vale a pena conferir com a mente bem aberta e ciente das limitações.

 



Emerald Dragon (SNES)

Para finalizar, mais um RPG desconhecido que por muito tempo ficou restrito ao Japão mas felizmente foi todo traduzido. O gameplay dele é bem esquisito, nas batalhas controlamos apenas o protagonista e o restante da equipe é comandada pelo PC, o que não é muito efetivo. Mas o ponto forte deste jogo é sem dúvida a história, sobre a amizade entre um dragão jovem chamado Atrushan e uma humana chamada Tamryn que sobreviveu a um naufrágio e passa a morar na ilha dos dragões por toda a infância. A ilha é o único lugar onde dragões podem morar, pois fora dela há uma maldição que enfraquece dragões até a morte. Ao se tornar adulta ela decide partir, e Atrushan lhe dá o seu chifre esquerdo, dizendo a ela que caso precise de ajuda, é só assoprar o chifre que ele viria em seu auxílio. Anos depois o chifre é assoprado, e assim Atrushan precisa se tornar humano para poder sair da ilha e atender o chamado de Tamryn. 

A partir daí conhecemos mais personagens e nos envolvemos em uma guerra da resistência contra a Devil Army comandada por lorde Ostracon e o rei demônio Garcia. A trama básica de um bom e velho jRPG. Mas apesar do clichê a história é bem escrita e os personagens são memoráveis e carismáticos. 

Certamente é um RPG bem diferente em termos de combate e sistema, mas vale a pena conhecer mais um exemplar da vasta biblioteca de RPGs do SNES.

   

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DOUGLAS

 

Saudações, amigos do QG Master! Tudo bem com vocês?Seguindo com a tradição - elas são importantes, livram a humanidade da barbárie (profundo, não? Rss!!!) - trago aqui, alguns dos games que mais gostei neste ano de 2020. São títulos que revisitei depois de muito tempo, outros,que conheci tardiamente e acabaram chamando minha atenção. Vamos à eles!

 


Playstation 2 - O absurdamente bem vendido Playstation 2, por incrível que pareça, foi um que não tive em sua época. O pouco contato, se deu, por meio de amigos e de forma esporádica. 

Levando em conta, o fato, que perdi o"hype" de acompanhar de perto o mercado, fez com que sentisse pouca necessidade de me atualizar. Meu último videogame de ponta foi o Dreamcast e, Mega Drive, Master System, Nintendo ou Super Nintendo (por exemplo) ainda me divertem horrores. Por aí, ja dá a idéia, do tipo de gamer que sou. Este meu console surgiu, repentinamente, no começo do ano. Simplesmente, me deu vontade e fui procurar um. 

Em abril, no post de dicas do aniversariante, cheguei a citar alguns e, durante os meses, acabei conhecendo Need For Speed Undercover e Mortal Kombat Armageddon. A franquia de velocidade da Eletronic Arts, chegou com o Undercover no Play 2 em 2008, já com os consoles da geração posterior dominando. Até tomei um susto com a qualidade gráfica por, não esperar, algo deste nível. Aí,quando reparei na data, fez todo sentido. A empresa explorou ao máximo as capacidades do aparelho e entregou um produto competente e bonito de se ver, ainda hoje. O game tem aquele "Modo História" característico, mapas enormes e uma penca de carros estilosos para comprar e "tunnar". Um prato cheio.

Já Armageddon é algo curioso. O comprei, praticamente, junto com o videogame e só dei uma testada básica... e nada mais. Porém, bastou ver os anúncios dos novos packs de MK11 e pensei: "Tenho um aqui e nem joguei".Coloquei o disco na bandeja, liguei o console e falei em voz alta: "P@#$ que P@#$%! Isto é bom pra C@#$%^&!".MKA reúne as melhores coisas dos games de luta de seu tempo, uma mistura (das boas) entre o próprio Mortal Kombat, Soul Calibur e Tekken... e tudo funciona que é uma maravilha! Ed Boom e "Cia Ltda", mandaram bem demais. Além do elenco gigante (cheio de "genéricos" mas, os clássicos, estão todos presentes... ufa!), o conteúdo extra é equivalente em tamanho, coisa rara, mesmo em títulos atuais. 

Temos um modo principal que todos conhecem; o Konquest, "adventure" que explora a história do armagedom; o Motor Kombat, um bacanudo game de kart; e aversão arcade de Ultimate Mortal Kombat 3. Como se não bastasse ter um verdadeiro "Compre 1 e Leve 4",  ainda pode acessar a "Kript" e destravar itens como skins, artes, fotos, vídeos e sons. 

E não acabou ainda! Se achar 62 selecionáveis pouco, que tal, fazer seu próprio? Com o "Kreate a Fighter, um editor bem completinho, é possível criar uma gama de tipos enorme. Ryu, de Street Fighter, fazendo Fatalities? Edite-o e vá para cima dos oponentes sem dó nem piedade (o Akuma seria mais indicado, né? Dá para fazer ele também)."Agora, que não jogo outra coisa mais!" ... e tem sido assim, desde então. 

 


Master   System   -  O   Play   2   foi   tão   presente   que,   mesmo   o   Master,   joguei   emulado   nele.  As  praticidades   da tecnologia, estão aí, para isto mesmo.  

Aerial Assault  é um que, volta e meia, o revisito. Ele é muito simpático,possui uma simplicidade em seu visual que me agrada. Nada ali é exagerado, até porque, armamentos bélicos do mundo real, serviram de inspiração (na maior parte do tempo). Portanto, nada de raios laser e monstros pavorosos do tamanho da tela. 

Agradáveis também, são as melodias que acompanham a ação, a pura essência do 8 bits da Sega é escutada aqui.As fases são longas e, o desafio, fica bem afiado da segunda fase em diante. Mas, tudo bem. Os controles são precisos e não te deixarão na mão em nenhum momento. Shooter dos bons, um dos meus preferidos. 

Earthworm Jim, no Master, é uma das proezas da Tectoy. Convertido à partir da versão de Game Gear, me causou surpresa ao  vê-lo.  Aliás,   nem me lembro,   porque o selecionei no meio de tantas roms. Melhor  assim, o game conseguiu me prender. Com certeza, na tela pequena de um portatil, os gráficos se tornam melhores de se ver. 

Entretanto, numa TV (ainda mais, nas de hoje), qualquer falha, fica muito evidente. Como não há cenários de fundo, com tudo numa única cor, o visual ficou pobre. Por outro lado, se levarmos em conta o "demake", é um trabalho excepcional. A animação do Jim,mesmo com sprites reduzidos, possui boa qualidade. Ele corre, atira, se pendura e escala plataformas de forma bem fluída. Até a fase da "motoca espacial", incluiram aqui... e ficou bem decente, viu?Mas, nem tudo são flores. O hitbox equivocado, torna dificil, saber a distância do alvo porque, o que é visto, não bate com o tamanho do sprite. A "chicotada" é ruim de acertar e, a pistola, não se sabe de imediato, se está atigindo o inimigo. Até acostumar com o timing, vai passar apuro e tomar muito dano. Mesmo com esses detalhes, valeu a pena conferir o game. Recomendo!

Então, é isso!Que 2021 seja repleto de alegrias, sucesso e diversão para todos nós.

Até mais!

 

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RODRIGO

 

Saudações a todos!

2020 foi um ano tenso em todos os sentidos. Inclusive não foi um ano fácil pra se dedicar aos games, mas o que nós desfrutamos este ano?

 


Contra: Hard Corps (Mega Drive)

Definitivamente um dos melhores shoot n' up do Mega Drive este clássico da Konami. Ele aparece cronologicamente num período após a Guerra Alien (Contra 3 do SNES). Podemos escolher entre 4 heróis: o fortão, a mocinha, o lobisomem metamorfo, o robô. Uma pena é que uma das versões foi censurada colocando os 4 como robôs aleatórios. Por acaso, a versão americana é mais difícil, pelo fato de ser "tocou-morreu". E o melhor de tudo são os vários caminhos que podem levar a fases e finais diferente.

 


Mazin Saga (Mega Drive)

Tá aí um jogão que ouvi muitos elogios nas revistas da época e nunca mais ouvi falar na Internet.

o jogo que leva o subtítulo de Mutant Fighter é baseado num anime ambientado num futuro distópico: tem gelo na Índia, deserto na França, etc. e o herói de armadura e espada conta com uma bela movimentação e golpes bonitos. Destaque nos sub-chefes enormes e no Boss Battle com os lutadores em close no estilo Black Belt. Jogão!

 


Beyond Oasis (Mega Drive)

Poderia citar algum RPG que sempre falo, (sim zerei Phantasy Star 2 com muito suor) mas destaco este jogo que me divertiu bastante. O Mega tem alguns "clones" de Zelda, mas este aqui com uma pegada Beat n' up, é muito original pra ser simplificado assim.

Beyond Oasis conta a história de uma ilha em que o príncipe Ali encontra o bracelete de ouro e deve vencer o poder do bracelete de prata que traz o caos ao mundo. 

Um conceito muito legal são os espíritos conjurados pelo bracelete e para isso são necessários elementos no cenário com fontes d'água, fogueiras, etc. E alguns chefes te surpreenderão pelo tamanho e visual. Uma obra-prima 16 bits!

 

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Bom pessoal, isto é um pouquinho que temos pra compartilhar com vocês.

Esperamos que 2021 seja um ano melhor e com muita jogatina!       

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Launch Lineup - Os jogos lançados nas estreias dos consoles

Saudações amigos!

Estamos no momento vivendo a transição de gerações de consoles, indo para a nona geração com PS5 e XSeries X/S. E toda geração que sai vemos os primeiros jogos e ficamos babando com o que eles podem fazer em relação aos consoles da geração anterior, e sem sequer termos uma noção do que será atingido depois no final da geração, quando os desenvolvedores estiverem mais acostumados com o novo hardware e começarem a tirar leite de pedra dessas plataformas.

Eu pessoalmente gosto bastante de conhecer os jogos que saíram com o console, eles acabam ditando uma tendência, demonstrando o uso de recursos novos para atrair jogadores. É visível posteriormente como eles ficam defasados em relação aos jogos lançados do meio pro final da geração, mas apresentam aquele charme de novidade nas transições de uma plataforma para a outra. Apresentam os argumentos para uma criança convencer o pai de que precisa daquele novo console.

E é sobre esses jogos que quero conversar neste post.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Master Review - Dick Tracy (1990)















Saudações, Master Maníacos!
Tudo bem com vocês?
Voltando ao tema dos reviews, pensei em fazê-lo agora, baseado no game deste personagem bastante antigo... o Dick Tracy. Ele anda sumido mas, como a nossa pegada principal é esta mesmo, o resgate de clássicos, aqui estou.
Vamos lá, porque, o crime não não compensa!

A bela tela título do game.
Quem é Dick Tracy?

É um detetive surgido nas tiras de quadrinhos, pelas mãos do cartunista Chester Gould em 1931. Estreando em 4 de outubro daquele ano, foi distribuída pelo Chicago Tribune Syndicate. Ele o escreveu e desenhou até 1977. Uma das características principais de Dick Tracy, era a de ser difícil de ser baleado, um atirador rápido, inteligente e ter vilões de aparência grotesca. 
Nas histórias, Gould, retratava a violência urbana na cidade de Chicago, mantendo-se atualizado, sobre as mais recentes técnicas de combate ao crime, a ciência forense e aparelhagem eletrônica. Ao logo dos anos, o sucesso, levou o detetive à aparecer em todas as mídias disponíveis, como no filme de 1990 estrelado por Warren Beatty. E é aqui, que entramos! Se, na década de 30, não existia videogames, 60 anos depois, foi possível curtir suas aventuras num Master System. 

O jogo
Aquele fim de anos 80 e início dos 90, a Sega teve que se virar para suprir seus consoles, o Master System (SMS), Game Gear e o Mega Drive/Genesis. Desta forma, se encarregou, de criar os games baseados na película de cinema do defensor de Chicago. 
Numa comparação direta entre Master e Mega, a empresa, conseguiu fazer com que ficassem muito parecidas (dada a capacidade de cada aparelho), seja em jogabilidade, gráficos e sons. É fácil notar que se empenharam nisto, talvez, para que os donos do 8 bits, não se sentissem "desamparados".

Dick Tracy "tocando o terror" na bandidagem.

O jogador se desloca da esquerda para a direita, socando, atirando (Botão 1) e saltando (Botão 2). Até aqui, seria como a grande maioria dos jogos desta época mas, há um diferencial que agrega muito ao gameplay: é possível atingir elementos (bandidos, janelas, etc) que se encontram no fundo do cenário. Segurando o Botão 1, Tracy dispara sua "Tommy Gun" e, com o direcional, você guia a saraivada de balas.
Outras implementações interessantes são as fases que o detetive - "pendurado" na lateral do carro - precisa atingir meliantes vindos de outros carros, além, das de bônus. Nesta última, dentro de uma galeria de tiros, é preciso acertar apenas os bandidos e evitar atingir os cidadãos (Botão 1, atira para a esquerda e o 2, para a direita).

Gráficos, sons e jogabilidade
Ao longo das 6 fases (divididas em três áreas cada), enfrentará uma horda de gangsters vindos de todos os lados. Entretanto, o início de sua jornada, terá um desafio extra: os próprios controles. Como os comandos são um tanto "lerdinhos", precisará se acostumar com o delay. Felizmente, não é um problema tão grave que atrapalhe, por completo, a experiência.
Os gráficos são decentes, porém, apresentam muita repetição de elementos nos cenários. Em compensação, eles conseguem captar a atmosfera do filme, com seu visual cartunesco inspirado nas histórias em quadrinhos. Vale ressaltar ainda, as ilustrações (tela título, entre-fases e bonus stage) de qualidade, grandes e bem definidas. Outro ponto que merece elogios, foi terem conseguido manter o efeito de marcas de bala nas paredes, algo muito raro, de se ver num 8 bits.
Já a parte sonora, é o de praxe no gênero e cumpre o seu papel. As melodias são boas e conseguem embalar a jogatina.

Dois momentos, que o game, apresenta jogabilidade diferenciada.

Considerações finais
Dick Tracy não deixa de ser um game bacana, mesmo, com os pequenos problemas. Muitos neste período, apresentavam os mesmos "defeitos" e, nem por isto, deixávamos de jogar. Neste, pegando o timing da resposta aos comandos, você progredirá tranquilamente.
Um costume que a Sega tinha, era fazer versões diferentes entre Master System e Mega Drive. Desta forma, uma não inviabilizava a outra e, ambas, poderiam ser jogadas no 16 bits via adaptador. Entretanto, não é o caso aqui pois, no Master, é como se fosse um "demake".
Hoje, em pleno 2020, onde tudo está à mão de forma tão fácil, chega a ser ridículo afirmar certas coisas. Mesmo assim, digo que, se tiver que optar por uma única versão, encare a do "Megão das Massas". Agora, se nos colocarmos no lugar daquele moleque em 1990, que só tinha um "Master Singelo" à disposição, alguém diria que ele se sentiu frustrado? A meu ver, de forma alguma.
Até mais!

As marcas de balas ficam nas paredes, efeito raro em games da época.


sexta-feira, 24 de julho de 2020

QG Recomenda 2JogUS - 24 de julho

2 + Jogos + Underrated = 2JogUS

Final de semana com 2JogUS. O nosso encontro com jogos esquecidos e alma retrô. Vem comigo?

sexta-feira, 17 de julho de 2020

SNES How to Use: Jurassic Park (1993) - Parte III

Dando seguimento ao nosso How to Use, vamos hoje dissecar mais alguns aspectos importantes para enfim partir de vez para o jogo e seus muitos passos para finalizá-lo.

sábado, 11 de julho de 2020

QG Recomenda 2JogUS - 11 de julho

 2 + Jogos + Underrated = 2JogUS

Dois jogos pra animar o seu final de semana e olhar pra fora do mainstream. Quem sabe hoje é não uma boa hora para se divertir ou mesmo dar uma chance a um novo gênero?

Vem comigo?

quinta-feira, 25 de junho de 2020

SNES How to Use: Jurassic Park (1993) - Parte II

INTRODUÇÃO
Jurassic Park para Super Nintendo era diferente de tudo que eu tinha visto até então. Não era um Zelda (A Link To The PastSnes, 1991), mas me pareceu mais interessante que Super Mario World e diferente de hits da época como Street Fighter ou Mortal Kombat. Esse jogo tinha uma música bacana, era complicado, cheio de idas e vindas e com um mapa enorme para ser explorado. Cada nova descoberta implicava numa nova busca, sem falar no nível de dificuldade (bem alto na minha opinião).

Defeitos todos os jogos tem, ou apenas posso pensar que em algum ponto eles podem não nos agradar em alguns aspectos. Normal. Escrevi esse How to Use não com o intuito de apontar defeitos ou dissecar erros. A intenção é ajudar aqueles que assim como eu não tiveram a chance de explorar mais afundo esse jogo esquecido do Super Nintendo.