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domingo, 26 de abril de 2026

Michael Jackson está vivo!

Saudações, amigos dos QG Master!

Tudo bem com vocês?

Não poderia começar o texto com outro título. Mais uma vez, pegando carona em um hype do momento, estou aqui novamente. No último dia 25/04, assisti a cinebiografia do Michael Jackson e, como o Rei o Pop tem uma conhecida ligação com a Sega, achei que precisava fazer esse registro pessoal.

A sala de projeção estava lotada mas, não apenas este recinto, o cinema inteiro estava cheio de espectadores de todas as idades, alguns, vestidos à caráter. Antes mesmo do filme começar, na fila, havia os que cantavam, dançavam e os que lembravam daqueles gloriosos anos 80. O clima era bastante festivo.

No meu caso, foi inevitável lembrar dos games, tendo o filme Moonwalker como tema. Tenho meu cartucho do Master System até hoje, ganho, na época de seu lançamento no Brasil e possuo muito carinho por ele. Entretanto, não foi a primeira versão que tive contato, mas sim, a de fliperama quando em visita ao Playcenter em 1991.

O gabinete era muito legal. Com três controles, poder escolher com qual cor de Michael jogar, era um charme a mais. Sem falar em vê-los lutando juntos, nos cenários inspirados nos maiores sucessos do artista, foi de encher os olhos. E como não poderia deixar de ser, a qualidade sonora tinha que estar à altura e, quando começavam a dançar na tela, até quem estava nos controles, não conseguia ficar parado. Memorável!

No mesmo ano, a Tec Toy, começou a divulgar seus lançamentos daquele período... Moonwalker era um deles. Queria, a todo custo, ter aquele game. Quando, enfim, pude tê-lo, a emoção foi grande. Talvez, para quem não era vivo na época, não compreenda a dimensão do que foi Michael Jackson. Ele era onipresente e, toda aparição gerava comoção, um fenômeno midiático sem precedentes. Então, ser fã e não ter o cartucho rodando em meu videogame, era inconcebível. Tive esse privilégio e sempre fui muito grato.

Hoje, com a internet e plataformas como o Spofy, não existe a necessidade de gravar as músicas do game em uma fita cassete para poder escutar num “Walkman do Paraguai”... sim, eu fiz isto! E nem eram os sons da versão Mega Drive, muito melhores que os do Master, hein?

E por falar no 16 bits, foi o título que me fez ter a dimensão exata entre Mega e Master. Até então, como não entendia esses conceitos técnicos e tecnológicos, pensava, que os “Megas” ditavam tudo sobre o quão bom um jogo era. Em partes sim mas, dentro de um mesmo sistema, não de forma geral e em consoles diferentes: “São 2 Megas de um Master System, Douglas”, disse um primo meu e nunca mais esqueci desta lição.

Comparativamente, tem coisas que gosto mais em cada uma delas. Com exceção  da versão de arcade, que é totalmente diferente que a de consoles, Mega e Master se assemelham no principal, uma aventura de plataforma onde exploramos o cenário em busca das Annies* raptadas pelo Mr. Big, o vilão (*só há a mesma menina, a Annie, espalhada no jogo inteiro).

Assim, tirando os limites de cada aparelho, gosto mais do combate final no Master, enquanto, ver os inimigos no Mega perfilando para dançar juntos, é sensacional. Nem os cachorros resistem ao poder da música do astro, lembro de ter rido muito ao ver pela primeira vez.

Sabem o que é curioso? Eu não sabia que Moonwalker era baseado em um filme até me deparar com ele na locadora... foi uma baita surpresa. Eram outros tempos, muita coisa passava batido e nem fazíamos idéia. Claro, no meio daquele frenezi, tive que assistir e o ciclo se fechou, tudo no jogo passou a fazer mais sentido.

Então, vou ficando por aqui. Esta foi, apenas, uma forma de externar os sentimentos que tive ao assistir Michael no cinema. A despeito das polêmicas que o cercam, a história ali contada me despertava memórias de criança. Na estreia mundial de Thriller que, aqui no país, passou no Fantástico da Rede Globo, não havia uma alma viva na rua. Todos estavam em suas casas para assistir aquele evento histórico. No dia seguinte, na escola, a molecada não fala em outra coisa.

Saí da sala de projeção com um sentimento leve e feliz, em ver, que as novas gerações estão curtindo algo que eu adorava quando eu era mais novo. Michael Jackson continua vivo por meio de sua obra e, seu legado, também alcançou nossos amados vídeo games. Então, que tal darmos uma jogadinha no Moonwalker também? Não sei vocês mas, eu já fiz isto. Assim que cheguei em casa, espetei meu cartucho no Master System para, continuar, àquela “overdose de anos felizes”.

Até mais, pessoal!

P.S.: Não dêem crédito às críticas enviesadas. Se gosta do Michael, podem assistir sem medo. É diversão, emoção e nostalgia garantida.

 




 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Sessão do Aniversariante - Rats! (Game Boy)

Saudações, amigos do QG Master!

Tudo bem com vocês?

Abril é o mês do meu aniversário e, como manda a tradição aqui, o aniversariante recomenda um game.

Recentemente, passei por um procedimento cirúrgico e, durante minha recuperação, passei muito tempo deitado. Embora não houvesse objeções quanto à ficar sentado, a posição era muito incômoda. Como estava com tempo ocioso, queria jogar algo e o meu velho “Game Boy Tijolão Amarelo” salvou a pátria.

Com o advento de um everdrive, opções para passar esse período, eram fartas. Entre os games que eu já conhecia e que, volta e meia os revisito, haviam aqueles desconhecidos e, um deles, me chamou a atenção: Rats!

Esta produção da Take 2 Interative de 1998 é um típico game para se aproveitar em um portátil, divertido e descompromissado. Você controla um rato com panca de Duke Nuken e precisa recolher doces nas fases para poder avançar para a próxima. Entretanto, o level design foi concebido para sua missão não ser óbvia, precisando, de estratégia para conciliar o trajeto certo para acessar as guloseimas dentro do tempo estipulado. E, para atrapalhar sua missão, há caramujos, minhocas, e outros ratos que, muitas vezes, estão posicionados, para te arrancar uma vida se não estiver prestando a atenção. Mas, nosso roedor, não está desprotegido... mande bala em todos eles!

O ponto curioso, pelo menos para mim, é que prefiro jogar no Game Boy original, em “preto e branco” (ou, “tons de verde”). Como não gosto da paleta do Color - somente algumas empresas, sabiam trabalhar com esta limitação de cores -, esse recurso da versão melhorada do pequeno notável da Nintendo não me agrada na grande maioria dos títulos... com Rats!, não foi diferente.

Independente da forma como vai jogar - hoje, é possível emular consoles clássicos até em torradeiras - recomendo este game. Ele é viciante e muito divertido.

Vou ficando por aqui.

Até a próxima, pessoal!







terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O Reencontro com Safari Hunt (Feat. Rambo 3 e Wanted)

Saudações, amigos!

Tudo bem?

Recentemente (dia 24/01), estive na inauguração da Mundo Warpzone, na cidade de São Paulo. Capitaneada pelo grupo do canal do You Tube Warpzone, tem de tudo para virar um ponto de encontro para os adoradores de videogames. Recomendo a visita, é muito bacana mesmo.

Mas, o que me fez escrever essas linhas, tem a ver, com a experiência que tive ao jogar Grand Shooter (da Grumpyfox Games), arcade “de pistola” exposto no local. Disparar naquela tela, avivou lembranças da época que ganhei um Master System e tive contato, pela primeira vez, com Safari Hunt. De 1990 para cá, muitos anos se passaram e, por diversos motivos, nunca mais pude abater aqueles bichinhos virtuais, naqueles cenários tão coloridos e cativantes... até hoje (27/01).

Não sei porquê, “cargas d’águas”, olhei para uma TV antiga aqui de casa - que, acreditava-se, não funcionar mais e que iria ser jogada fora – e resolvi ver se dava sinal de vida: “Lembro que parou do nada... deve ser algum mal contato”, pensei. Ao colocar na tomada, ouvi barulho de corrente passando pelos componentes e me enchi de esperanças. Apertei o botão de ligar, nada num primeiro momento, porém, o led acendeu: “Opa! Será que vai?!”. Mas, na segunda tentativa, o que ninguém mais esperava, aconteceu: “GENTE! A TV FUNCIONA!”.  

Foi um corre-corre danado, para ver o milagre (?): “Como assim, ainda funciona? Ficou parada por anos!”. Na mesma hora, peguei meu Master, o Everdrive, a Light Phaser e, a escolha do game, não poderia ser outra: Safari Hunt!

Fui tomado por lembranças de uma época mágica. O dia da compra do console, a vinda de Santos/SP, lendo os encartes no ônibus, a instalação do console e, enfim, vê-lo ligado e decidindo qual aproveitar primeiro – na tela, entre Hang-On e o próprio Safari Hunt. Tudo tão vívido em minha cabeça, como se fosse ontém. 

Também, fiquei feliz em saber, que minha Light Phaser estava funcional, afinal de contas, não a usava há mais de trinta anos! E não foram apenas as lembranças “na cachola” que voltaram, a memória muscular foi reativada com sucesso, a ponto, da taxa de acertos ser alta, com pouquíssimos erros nas primeiras fases.

E fiquei apenas nisto? Claro que não!

Como estamos 2026, o problema de escassez de cartuchos não existe mais. Logo, aqueles que só via nos catálogos, estão todos disponíveis dentro de um mesmo cartão SD. Ainda não brinquei em todos neste estilo mas, Wanted, não poderia deixar escapar neste meu resgate gamístico. A partir deste ponto, virará “mini reviews”, ok?

Wanted (1989) - Com ambientação no velho oeste norte-americano, a produção, captura toda a vibe que víamos nos filmes de “bang-bang”. A ação se passa nas ruas de areia das cidades, em saloons, nas galerias de tiros improvisadas, no galopar por paisagens desérticas, tudo incluso, num grafismo bonito e colorido, típico, do 8 bits da Sega.

É dividido em sete fases onde, terá de abater, uma horda de foras da lei que, estão dispostos, a te transformar em peneira. Para que isso não ocorra, seja mais rápido e sente o dedo sem dó na bandidagem. Entretanto, só tome cuidado com os civis, nem atire, quando um meliante estiver com os braços levantados ou não tiver sacado a arma pois, será penalizado, com a perda de seu life. Lembre-se, você é o cherife, não um cangaceiro.

Um detalhe que achei bem legal é que, apesar de atirar contra a tela como forma de gameplay, nós, na verdade, encarnamos o “bonequinho” (o cherife) embaixo da tela. As ações dele estão sincronizadas com nossos disparos... realmente, muito criativo.

Rambo 3 (1988) – Este, era sonho de consumo da molecada e, tive a sorte, de me deparar com o cartucho na única locadora que tinha jogos de Master System na cidade.

A Sega, fez um trabalho caprichadíssimo neste jogo e, arrisco dizer, que é o mais completo do sistema neste segmento. Além de possuir gráficos extremamente detalhados e bem ambientados, a ação é frenética e exigirá precisão nos disparos. Os sons também são competentes e, as músicas, apesar de não serem os temas dos filmes, são boas e cumprem seu papel.

A gameplay, mesmo não evitando o óbvio (é só uma pistola), há recursos extras como a granada, a garrafa de bebida (está assim no manual) e o contador de munição. O primeiro, explode tudo na tela, eliminando todos os inimigos (inclusive civis, cuidado), a bebida recupera toda a barra de vida e a munição, ao zerar, só disparará uma bala por vez (seja preciso, ou estará lascado).

Um dos destaques, vai para as ilustrações, presentes, na abertura, entre as fases e no final. Num período onde, a economia de memória era grande, ver tantas imagens digitalizadas em um título de 8 bits, foi de encher os olhos... coisa rara.

Considerações Finais – Este texto não estava planejado, sendo fruto, de uma empolgação súbita. Reviver momentos de minha juventude, fazendo algo que curtia demais depois de tanto tempo, é algo que não tem preço.
Talvez, quem estiver lendo, possa achar exagero... até entenderia tal pensamento. Entretanto, para mim, o prazer de ter contato novamente com algo na forma como foi concebido (no “tubão” e light gun), é incomparável. Poderia ter usado emuladores com mouse? Sim, chances eu tive mas, por não ser a mesma coisa, nunca cogitei.

Sei também que, TVs de tubo de imagem, são artigos em extinção. É sabido que, em dado momento, elas não existirão mais e, a única forma de usufruir esses jogos antigos, se perderá para sempre. Ainda assim, como existem algumas por aí, quem puder ter a mesma experiência que tive hoje, pode se sentir um privilegiado... é para poucos sortudos.

Até mais!

 

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Master Review - Stella in Adventure World (2024)

Saudações amigos!

Tudo bem com vocês?

Neste primeiro texto de 2026, falarei de um game que citei no fim do ano passado para a coluna Meme Retrogamer. Tem a haver com um segmento que tenho acompanhado com empolgação, a cena indie de desenvolvimento. Se você curte os videogames clássicos e, não sabe, que existe uma galera que se dedica à manter esses aparelhos vivos, não faz ideia do que está perdendo. O Master System – por exemplo ao nosso blog - tem recebido lançamentos com frequência e, o que trago hoje, é um dos mais legais.

O Brasil é um universo à parte no mercado mundial e, o Master, é adorado por uma legião de fãs. Igualmente adorado, o Alex Kidd, deixou muitos gamers desejosos por outros títulos além do último, saído para o Mega Drive. A sorte é que, existe gente talentosa dando conta do recado.

Foram realizadas continuações de “Miracle World” que, são projetos, muito bacanas. São hacks que reorganizam os elementos presentes no original, tornando-os, assim, novos jogos. Entretanto, a sensação de mesmice neles, é alta. Felizmente, com Stella the Adventure World, esse sentimento quase não existe... pelo contrário, tudo ressoa como novidade, dada, a quantidade de melhorias vistas aqui.

Nesta produção - feita em 2024 pelo grupo TSP - toda a arte foi refeita, bem como, sua trilha sonora inédita. Temos novos layouts de fases, inimigos, ambientação e, claro, nossa heroína Stella, a namoradinha do Alex Kidd como a personagem principal.

História – Os eventos se passam antes de Alex Kidd and The Lost Stars, e possui ligações com Shinobi World e Hightech World... preparem-se, para ver, referências à estes ao longo da aventura. Stella fica sabendo que alguém está atrás das Pedras do Sol e da Lua, partindo ao encontro do Alex Kidd no Castelo Amakara para investigar esse mistério.

Entretanto, o caminho que ela terá de percorrer é bastante longo e difícil. Ao todo, são 17 níveis a serem superados: City of Silence, The Wrong Side of Town, Pastel Beach, Amakara Cowntryside, Autumn Grove, Hightech World, Speedboat River, Lamerburg, Little Jambarik, Mount Leone, Adventurers Plaza, Sunken Acropolis, The Living Horror, Jungle Pyramid, ????? (assim mesmo), Path to Sky Zyggurat, The Sky Zyggurat. E aí, tem coragem? Olha o tamanho da encrenca!

Jogabilidade – Quem já encarou o original “Miracle”, saberá como desempenhar aqui pois, são os mesmos comandos. A Stella, também, domina a arte marcial Shellcore que a faz arrebentar pedras, como se estivesse espatifando pamonhas (pressionando o Botão 1). Ela é super ágil, capaz de saltos gigantescos, assim como, seu namorando famoso (Botão 2).

Com o botão Pause, você acessa os itens mágicos que auxiliam na missão. Embora o visual tenha sido alterado, são os mesmos de Miracle World. Portanto, o bracelete de poder, as cápsulas Alfa e Beta, o escudo, entre outros, estão presentes e com as mesmas funções.

E, como não poderia faltar, a motoca, a lancha e o peticóptero podem ser pilotados no game. Todas as máquinas, exigem boa dose de habilidade para serem controladas e, os desenvolvedores, tornaram as coisas ainda mais complicadas que o jogo base. Desta forma, graças aos próprios desafios dos estágios, perdê-las é bem fácil.

Resumindo este quesito, a palavra que pode definir esta produção é “difícil”. Fica evidente que, levaram em conta, que as mecânicas já são conhecidas, portanto, precisou-se subir o nível. Podemos notar saltos milimétricos, inimigos estrategicamente posicionados e puzzles não muito óbvios que, farão o jogador, sofrer bastante (porém, sem ser injusto).

Outro fator a ser considerado, é o elevado número de fases. Enfrentá-las aos moldes de antigamente, sem nenhum tipo de “save state”, custará muito tempo e paciência (principalmente). Todavia, o final reserva uma surpresa especial e que, com certeza, compensa todo o sacrifício. Eu mesmo, curti demais e até chegou a emocionar.  

Considerações Finais – Fico, de verdade, contente em saber que há fãs do Master System, capazes, de manter o legado do console vivo após 40 anos. Stella the Adventure World é uma prova que, a dedicação gera, não somente tais lançamentos mas, acima de tudo, obras primas como esta.

É uma hack mas, de tão bem feita, poderia ter sido comercializada nos anos 80/90 sem problemas e teria agradado, elogiada e, quem sabe, incentivado a Sega a não abandonar o Alex Kidd da forma como fez. Hoje, talvez, teríamos aventuras dele junto do Sonic, os dois, recebendo games novos e oficiais regularmente. Mas, se a dona deles não faz, os fãs, dão um jeito... ainda bem!

Até mais!



quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Meme Retrogamer - O que você jogou em 2025?



Como já tradição (e elas, não podem acabar jamais), finalizamos mais um ano de atividades com o aquela questão marota: O quê jogamos durante os 365 dias que compuseram 2025? Se foi uma jogatina nas horas vagas ou, se foi possível, um engajamento maior, pouco importa. O que mais vale a pena, é mantermos nosso amor pelos "videojogos" vivo e, nós do QG Master, seguimos com esse pensamento.

Sendo assim, daremos início com a participação do...


RODRIGO

Fala, meus bacanos!

O ano de 2025 me surpreendeu pois, sempre acredito, que vou dizer para nossos fieis e resilientes leitores que “ estou jogando menos do que antes”. Infelizmente, dessa vez, nenhum RPG pôde estar na lista, nem mesmo os Phantasy Star peguei, no máximo, uma introdução do Chrono Trigger. Mesmo super ocupado e com dificuldades de ajuste da nova TV para rodar retrogames, deu para jogar algo.

A principal causa, também, foi ter me presenteado com um R36S e jogar naqueles momentos de espera de uma fila ou na estrada. Não tive o Game Gear que tanto queria no passado, adquiri um SUP - que não é lá essas coisas - que só emula alguns repetitivos jogos do Nintendinho mas, o R36S, compensa toda essa espera.

Após compartilhar minha alegria com vocês sobre a nova aquisição, vamos falar o que joguei mais.

Samurai Spirits 2 (Neo Geo) - Sempre menciono um joguinho de luta e joguei esta jóia da franquia de espadas da SNK. Os Samurais 1 (Arcade e Mega) e o 5 (Playstation 2) foram os que mais me dediquei, então, me permiti aproveitar um pouco mais este em 2025 pelo Stick Game.

A lore da franquia ainda estava em desenvolvimento em relação ao que conhecíamos. Após a derrota de Amakusa, lembro da estreia de quatro personagens, a Chan-Chan (irmã de Tan-Tan), Sieger (guerreiro prússio com uma luva bizarra, o único que foi substituído), Nicotine e Genjuro (respectivamente, mestre e colega de treino de Haohmaru).

É estranho, quando você se acostuma com as táticas do 1 e, o segundo game, simplesmente facilita as limitações originais. Por exemplo, Haohmaru e Ukyo tem golpes de investida ou Charlotte ter magias, além, de gostar de usar Genjuro, Ukyo e Hanzo. A única coisa do SS 1 que queria manter, era a cimitarra do Wan-Fu. Posso destacar ainda que, esta versão, inclui vários dos meus cenários preferidos de toda a saga.

Ainda sobre as mecânicas, a SNK incluiu o aparamento de espada com as mãos e a “abaixadinha” para magias (similar à esquiva em KOF), que foram boas novidades. Além disto, o Especial que quebra a arma, torna o fator replay garantido.

The Last Blade (Neo Geo) - Mais um duelo de espadas da SNK que me pegou de jeito. Esse vi algumas vezes nos Arcades mas, tive pouca oportunidade de joga-lo na época.

Acontece que, The Last Blade tem muito mais ambientação anime que Samurai Spirits, com direito a belíssimas cutscenes que fazem ter entendimento da história. Há uns elementos interessantes como, só a menina sacerdotisa - que é um alívio cômico -  ter uma “imunidade” aos fatalities. Menção honrosa ao protagonista Kaede e seus irmãos, Moriya e Yuki.

Golden Axe II (Mega Drive) - Uma das minhas franquias preferidas desde que me entendo como gamer. Nele, o terrível Dark Guld se apossa do Golden Axe e, o antigo grupo que venceu Death Adder volta para derrotá-lo, enfrentando uma nova leva de inimigos.

Não há muita diferença do original em termos de concepção, tirando aperfeiçoamentos pontuais nos golpes, como direcionar onde o inimigo será arremessado (podendo derrubar outro oponente). As magias são diferentes ao game original, com Ax Battler usando o Vento, Gilius as Rochas e Tyris permanecendo com o Fogo. Ainda sobre as magias, é possível escolher o nível de poder a ser liberado por vez.

Com relação às montarias, as melhores da franquia estão aqui e, apesar dos Chicken Legs serem os mais famosos, os dinossauros roubam a cena. Dos inimigos, destaque para os homens lagarto e os cavaleiros que mudam a tática dos anteriores. Diversão garantida.

Snoopy and Red Baron (Atari) - Classiquinho do Atari que, entre todos os que joguei na infância, foi o que mais me pegou este ano. O personagem Snoopy tinha uma cena clássica que, imaginava sua casinha de cachorro, como um avião da Primeira Guerra. Então, este game é baseado neste confronto Imaginário.

O Snoopy aguenta um número de tiros (que aparecem como buracos na sua casinha) e deve derrubar um certo número de aviões inimigos. Ainda existem power-ups deliciosos como ossos, ração ou sorvetes.

Manobrar e atirar neste duelo, tornou minhas tardes de infância incríveis e, em 2025, provei deste gostinho novamente.


MENÇÕES HONROSAS:

Justice League: Task Force (Mega Drive) - Como o nosso amigo Douglas diz, é o “Injustice de Pobre”. Mesmo com as críticas da revista Gamepro, fiquei muito curioso em conhecer este game que trazia a Liga da Justiça antes, da versão Warner dirigida por Bruce Timm, Dan Riba e outros, retomar a popularidade desta super equipe dos quadrinhos. A minha motivação foi ter procurado, este ano, os filmes da DC na HBO, eu que sempre fui mais fã da Marvel.

O jogo em si, poderia ser melhor feito. Nele, Darkseid cria clones dos heróis para distrair a Liga enquanto ataca bases militares da Terra. Temos 6 heróis - Superman, Mulher Maravilha,  Batman, Aquaman, Flash e  Arqueiro Verde, além de 3 vilões, Despero, Cheetah e Darkseid.

O visual é ok mas, três elementos, poderiam ser melhor trabalhados: maior similaridade com os quadrinhos (o Superman tirar energia mesmo sobre a defesa, o Batman usar mais geringonças, além de melhorar combos e colisões), melhor música e efeitos sonoros (as pancadas são ocas, não passam ideia do poder dos heróis) e, ao menos, ter 12 personagens (como o Lanterna Verde, Homem Borracha, Brainiac e Sinestro).

Concluindo, vários ajustes seriam necessários para fazer jus aos personagens  que, aliás, se seguram apenas pela presença deles. O game é legalzinho, e só.

X-Men: Gamemaster's Legacy (Game Gear) - Agora vamos à Marvel. Nunca deixo de jogar algo ligado ao Master System no ano mas, desta vez, foi apenas uma conversão do Game Gear. Enquanto, o Master, só foi agraciado com X-Men: Mojo World (lamento, até hoje, ter vendido o que tinha), o Game Gear tem uma trilogia razoável. 

No segundo game, encontramos o maior número de personagens, até mesmo, se comparar com as versões do Mega Drive. Você começa com Cyclops e Tempestade em fases selecionáveis do tipo labirinto e, após terminar cada uma, desbloqueamos um personagem para a equipe.

O game é mais parecido com o Mojo World do que o primeiro game, seja no gráfico e na jogabilidade mas, acho, mais bem acabado que o terceiro jogo. É verdade que Jean e Tempestade são praticamente o mesmo personagem com visual diferente, entretanto, a gente pode desbloquear um secreto, o Cable. Por fim, temos uma luta com o Sr. Sinistro.

Para quem gosta da simplicidade do Game Gear, pode se divertir bastante com esse game.

Mas e aí, o que vocês tem jogado? Deixe nos comentários.


DOUGLAS

Saudações amigos!

Tudo bem?

“Piscamos” e mais um ano se passou! Sei que é repetitivo vir aqui e falar que o tempo tem passado rápido mas, é um sentimento, que tenho tido. Independente disto, os momentos que passei em meu hobby favorito não podem acabar e, na medida do possível, tem dado certo.

Esse 2025, foi pautado, por minhas idas à eventos retrogamers, como a Game Collection Show, Retrocon e Canal 3 Expo. Nesses, o que mais me chamou a atenção, foi o cenário dos desenvolvedores independentes e, a galera, tem mandado bem demais... são lançamentos de games novos para diversas plataformas. Só que, desta vez, focarei no Master System, o que mais de dediquei neste período.

Um deles, cheguei a fazer review, literalmente, assim que cheguei em casa da Retrocon: o Noturno produzido pela LMS Retro. No mesmo stand, havia outra pérola, o Frontier Force. Este, não fiz texto ainda mas, merece, ser devidamente mencionado futuramente. O que posso dizer de antemão, é que se trata de um produto extremamente bem acabado, com gráficos lindos e gameplay rápida e precisa, na medida, que um shooter precisa ter.

Ainda da LMS, o trabalho mais recente deles, é a versão dos Goonies, lançado para o Nintendo no final dos anos 80. Feito sob a engine do Alex Kidd in the Miracle Wolrd – onde a comunidade, tem realizado diversos trabalhos -, possui jogabilidade ágil e dinâmica. Além disto, tem ótimos gráficos e trilha sonora empolgante, uma versão chiptune do tema famoso do filme. Quem se interessar em ter os cartuchos da LMS Retro, basta entrar em contato em suas redes sociais... vale – e muito – tê-los em sua coleção.    

Outro Master indie muito legal, já um tanto antigo - que, deixei passar e preciso remediar isto – é Galactic Revenge, da Mik Games. Se é um leitor de nosso blog, já deve ter se deparado com outras duas produções da empresa, o Astro Force e Silver Valley. Igualmente bem feito, GR é um “action shooter” com visão área, onde controlamos Olivia Gunn, que jurou vingança aos alienígenas que mataram seu namorado e, para piorar, levaram seu Master System. Com este plot inusitado, é diversão garantida.

Por fim, temos o super simpático Stella in Adventure World. Como disse antes, os desenvolvedores, tem usado a engine de Miracle World para realizarem novas aventuras para o herdeiro do trono de Radaxian. A qualidade deles varia e, meio que, são “mais do mesmo”... mas, em Stella, a coisa vai muito além.

Não me estenderei demais porque, tenho material engatilhado sobre. Mas, posso dizer que, todos os elementos presentes em “Miracle” foram retrabalhados, desde os cenários, passando pelos sprites e efeitos sonoros. O visual á ainda melhor que o jogo original, ficando bem próximo, do que vimos em “Shinobi World”. As mecânicas são as mesmas, porém, a dificuldade, é ainda maior (como, se precisasse, aumentar mais. Rss!!!). Se aventurem aqui também, certeza, que irão gostar.

Então, é isso. Vou ficando por aqui.

Desejo um ano de 2026 repleto de bençãos a todos.

Abraços!

domingo, 7 de dezembro de 2025

Especial Zeebo 02 - Need for Speed Carbon (2009)


Saudações amigos!

Tudo bem com vocês?

Como “Especial de Fim de Ano”, trouxe esse texto há muito engavetado. Demorei bastante para voltar a falar do Zeebo e o farei agora, porém, antes de continuar, preciso fazer uma consideração.

Este material estava “pré-feito” há anos sem que, tivesse tido a chance, de voltar à escrevê-lo. O tempo passou, muitas coisas aconteceram e, uma delas, foi a morte de meu console... ele liga mas, não acessa a bios. Não sou um colecionador e, os games que tenho, eu jogo. Por essa razão, senti muito o ocorrido pois gosto bastante dele.

Esta parte inicial, usei para justificar uma mudança de decisão, do que seria, uma coluna dedicada à este famigerado aparelho da Tectoy. Pensei em não dar mais continuidade, somente, entregar este que já estava quase pronto e outro sobre o Double Dragon, título, que se tornou o mais cobiçado do sistema.

Não sei o “Dia de Amanhã” mas, por enquanto, fica assim, ok?

Então, feita a explicação, sigam com o material original...

Assim como no primeiro texto, falarei dele por meio dos jogos disponíveis no sistema. Como proprietário de um, tentei fazer algo que não caísse no escárnio, que costumam fazer, em cima desta empreitada desastrosa da Tec Toy.

De início, havia a promessa de bons horizontes, com anúncios, de títulos consagrados de empresas famosas... a Eletronic Arts, foi uma delas. A empresa brasileira, já tinha enfiado, games da EA naquele "Mega Drive Saboneteira" anos antes. Por conta disto, tal parceria, propiciou que chegassem ao Zeebo também.

As coisas começaram razoavelmente bem, mesmo, com as turbulências vindas desde o projeto (esperava-se um processador e, tiveram que se contentar, com um mais modesto). Jogos novos chegavam com certa regularidade, porém, no dia 21 de julho de 2010, Need for Speed Carbon sumiu do catálogo para download da Zeebo Net. O quê estava acontecendo? Era o início do fim... aliás, um fim anunciado, disfarçado como "realinhamento de mercado".

Reza a lenda que, os associados mexicanos - os majoritários - tiveram a infeliz idéia de alinhar o console brasileiro com o da terra de Chapolim Colorado, focado no público infantil e forte caráter educativo. A Tec Toy havia apostado no extremo oposto, jogos mais maduros como Quake 1 e 2 (também retirados do catálogo neste período). Nunca se deram conta que, tal abordagem, não deu certo em lugar nenhum do mundo? Imagino que sim pois, acabaram dando kits com teclado e controles novos para os antigos proprietários na, tentativa vã, de salvar a reputação.

Abrir mão da base instalada de games mais "parrudos", foi a causa principal do fracasso? A própria trajetória do aparelho, demonstrava, que não teria vida longa de qualquer forma. Todavia, ajudou sim, na sua derrocada.

O Jogo - Todo console que se preze, tem que ter bons jogos de corrida. Por incrível que pareça, o Zeebo tem bons exemplos à disposição... Need for Speed Carbon, é o mais completo deles. Assim como os grandes do gênero, possui bastante conteúdo à ser explorado e rende bastante tempo de jogatina.

Os modos disponíveis são:

Domine a Cidade:

_  É onde tudo acontece, o "Modo História" do game.

Partida rápida:

_ Corra Já (O game, escolhe para você, o carro e a pista de forma aleatória);

_ Corrida em Gangue (Corra, tendo o apoio tático de um membro de sua gangue. Ele, será o mesmo, que estiver selecionado no "Modo História");

_ Corrida Rápida (Pode-se escolher qualquer pista e um dos carros adquiridos no "Modo História").

Meu NFS:

_ Estatística (Conferir a carreira, gangue e bônus destraváveis);

_ Opções (Parâmetros como controles, sons, etc);

_ Dados do Jogo (Salvar, Carregar e Apagar).

Extras da EA:

_ Perguntas Frequentes (O "Manual de Instruções" de NFS);

_ Galeria de Arte (Ilustrações, encontradas em caixotes espalhados na cidade. Algumas, estão bem escondidas);

_ Créditos (Os envolvidos na produção do game). 

O Modo História - Como dito antes, é aqui, que NFS Carbon rola para valer. A longo das corridas e territórios conquistados, será narrado os desdobramentos da trama, sempre, acompanhada de belas ilustrações.

Tudo isto acontece dentro do mapa da cidade, que é bem grande. Graças à isso, é possível ter trajetos bem variados para todos os tipos de provas e desafios propostos. Tais missões, também incluem, a destruição de um determinado número de viaturas da polícia, entregar um pacote em uma determinada localidade ou derrotar um líder de gangue, entre outros.

E como manda a cartilha desta série de velocidade, a quantidade de possantes disponível é respeitável. Você tem à disposição 29 modelos emblemáticos como o Pontiac Firebird, Ford Mustang 1967, Lotus Elise, Aston Martin DB9, Porsche 911 Carrera S, Lamborghini Gallardo e mais... todos customizáveis. 

Parte Técnica - Aqui, rola uma divergência. Como o Zeebo teve vendas baixíssimas, muitos dos que criticam, sequer, viram um de perto. Desta forma, estes que falam mal, provavelmente, só viram vídeos no Youtube.

De fato, se formos comparar essa versão com a de consoles mais poderosos, o desempenho deste “Need” é inferior. Ao começar à jogar, nota-se uma lentidão que chegou a me incomodar quando o encarei pela primeira vez. Entretanto, com o passar do tempo, comprando veículos e fazendo upgrades, os “bichinhos” ficam bem velozes, eliminando, a sensação ruim do começo... é questão de costume.

A parte gráfica é competente e a construção da cidade é convincente. Dá para perceber que estamos saindo do centro e indo para o subúrbio, ou, adentrando na zona portuária pois, vemos a mudança nas edificações e mudanças no cenário de forma bem natural.

A parte sonora, possui todos os sons característicos de um game do tipo mas, o ponto forte, são suas músicas. Temos canções como Bounce e After Party (Dynamite MC); Hard Drivers (Ekstrak feat. Know-1), Signs Of Life (Every Move A Picture), Sugar (Ladytron), por exemplo e, todas, capturam o clima underground das ruas e combinam com a ação perfeitamente.

A jogabilidade é precisa e, os carros, respondem de pronto aos comandos. Evidente que, em jogos assim, alguns serão mais rápidos e ágeis que os demais e, comprando outros ou adicionando os kits de desempenho, influenciará no comportamento na pista. Mas, em nenhum momento, haverá delay que atrapalhará sua condução. 

Todavia, para não dizer que “tudo são flores”, há um probleminha sim. Sempre que houver carregamento de uma música, o jogo dá uma travadinha de leve que, em alguns momentos, pode te prejudicar em um ponto mais delicado do circuito. Felizmente, elas ocorrem poucas vezes e, por conta disto, não chegam à comprometer as partidas como um todo. 


Considerações Finais -  Esta parte, não existia ainda no material original. Segmentos acima, da “Parte Técnica”, também sofreram modificações e acréscimos inexistentes antes. Infelizmente, não tive como, tirar alguma foto da tela de um gameplay pois, meus carros são customizados na cor dourada e, nem todos, possuem kits de desempenho completos (gosto de privilegiar a estética). Mas, como estava em dívida, fiz este review agora em 2025.

Need for Speed Carbon é um game bastante divertido, com conteúdo suficiente para horas e horas de jogatina. Percorrer a cidade, desafiar e vencer outros competidores, ganhar grana para comprar novos veículos e fazer os “tunings” são uma marca registrada desta franquia da Eletronic Arts e, esta versão, tem tudo isso.
Além disto, é possível destravar conteúdos extras - as artes conceituais – espalhadas e escondidas no cenário. Embora não seja algo extraordinário, com certeza, agrega valor à produção.

O chato de se recomendar um game de uma plataforma como o Zeebo, é a dificuldade de se conseguir um. Somado ao fato do console não ter trabalhado com mídias físicas, torna a tarefa de se experimentar seus exclusivos (como o famoso Double Dragon) quase impossível.

Ainda assim, caso tenha a oportunidade de ter um com todos os títulos instalados, digo que vale a pena ter em seu acervo. Eu mesmo, sinto, que o meu não funcione mais. Só o fato de escrever estas linhas, já me deu vontade de jogar e ficarei sem poder fazê-lo. É a vida... nada dura para sempre.

Vou ficando por aqui.

Até mais!

 

 

domingo, 21 de setembro de 2025

Canal 3 Expo 2025 – Tradicional evento retrogamer agitou São Paulo

Por Douglas Deiró

Saudações, amigos do QG Master! 

Tudo bem com vocês?

Desta vez, escrevo, sobre mais um de meus passeios gamísticos por aí. Quem acompanha o cenário retrogamer de perto, já deve ter ouvido falar da Canal 3 Expo. Já tradicional, acontece todos os anos e, a cada edição, só cresce em tamanho. Não por acaso, vem sendo realizado no State Innovation Center, localizado no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo.

Nos dias 13 e 14/9, os fãs compareceram em peso, lotando, o pavilhão nos dois dias de feira. Lá, se tinha algo nunca visto de perto ou, que nem fazia ideia que existia, no Canal 3 você achava. No meu caso, nem sonhava em reencontrar um Dynavision Cybergame, desde quando, “explodi” o meu tempos atrás. Não estava procurando, achei um em ótimo estado/preço e trouxe o danado para casa.

Entre atrações retrô e novidades, a feira foi um prato cheio e, passar o dia curtindo tudo, foi uma delícia. Estive, um bom tempo, nas máquinas de arcade, batendo papo com os desenvolvedores independentes, visitei stands de expositores/comerciantes, assisti apresentações de temas de seriados japoneses... enfim, opções não faltaram.

Para mim, um dos maiores destaques, foram os já citados indies. Conversando com Yuri Davila (da Davila Games), soube um pouco sobre o processo de produção de seus jogos, principalmente de seu último lançado, o Lunatic Fighters para o Mega Drive. Revelou também, estar estudando o hardware do Master System para, possíveis, games futuros. Ele tem talento de sobra e, coisas boas, podem estar por vir.

Por falar no Master, finalmente, conheci o desenvolvedor do Noturno, produção, que já abordei aqui no QG. Lucas Munhos, da LMS Retro, estava lançando seu novo trabalho, uma homenagem à Little Samson, o Tribute. Com gráficos bonitos e gameplay preciso, é uma ótima pedida para engordar sua biblioteca de títulos do 8 bits da Sega.

Voltando ao Mega, fiquei bastante tempo com o Mauro Xavier. Se não está ligando o nome à pessoa, é o responsável pela excelente versão de Final Fight. Neste dia, a demo disponível, dava suporte para se jogar com três bonecos simultaneamente. Chega a ser inacreditável, ver o que este console da Sega, é capaz de fazer com as técnicas de programação de hoje.

E não parou por aí. O Mauro levou ainda seu novo trabalho,  Driftin’ Rage. Esse jogaço de corrida, já hypado até no exterior, é fortemente inspirado em grandes como OutRun, Top Gear, Hang-On e Lotus Turbo Challenger. Apresenta gráficos lindos, ótimo framerate e jogabilidade afiada, rápida e precisa. Cada veículo tem suas próprias respostas aos comandos, além, dos atributos de piloto e fatores de pista, influenciarem na dirigibilidade da máquina escolhida. Como se não bastasse, está prevista a conexão de cabo link para dois jogadores, cada um, controlando em sua própria tela. Como falei à ele, “não vejo a hora de ficar pronto... vou comprar logo dois!”. A previsão, é para o ano que vem.

Sabe aqueles jogos de plataforma piratas de Pokémon, que “deram cria”, em tudo quanto foi console nos anos 90? Pois bem... alguém pegou essas ideias e resolveu fazer algo realmente decente. Com lançamento previsto para 2026, Emocre – Emotion Creatures promete fazer sucesso com essa fórmula de “bichinhos briguentos”. Com gráficos muito bonitos e bom gameplay, percorrerá as fases em estilo plataforma, encontrando e batalhando com os Emocres, cujas caraterísticas, se baseiam em emoções, não, em elementos (como nos seus “primos” mais famosos). Neste, também ficarei de olho.

Por fim, destaco o stand do Luiz Fernando, o Nai, do Canal Nai Adventures. Conhecido no cenário dos desenvolvedores independentes, esteve presente com seu Dragon Ball, “briga de rua” para o Saturn. Porém, o que me chamou mais a atenção, foi o que trouxe para o Dreamcast. Além do shooter Metal Canary, o projeto de um novo controle bluetooth com tela colorida (no lugar do antigo VMU), foi de encher os olhos. Essa galera, parece, não conhecer limites.

De modo geral, algo que citei à todos eles, é o quanto devemos ser gratos à esses gênios. Graças à seus esforços, consoles que já deveria ter sumido da face da Terra, continuam vivos e nos divertindo. Se alguém saído do futuro, chegasse para mim e dissesse “Guarde seu videogame! Em 2025, ainda sairá jogos para ele”, seria difícil de acredita. Ainda bem, que é a mais pura verdade.

Então, vou ficando por aqui.

Até a próxima!