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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Meme Retrogamer: O que você jogou em 2021?


Mais um ano acabou e, muitos, podem estar pensando algo como "Nossa! Como passou rápido!". De fato, parece que os dias tem se tornado mais curtos, devido, ao ritmo de vida cada vez mais corrido. Com tudo isto, ainda nos sobra tempo para nossa diversão favorita? Mesmo naqueles "trinta minutinhos" da hora do almoço, a gente, sempre acaba dando um jeito.
Como manda a tradição aqui no QG, comentamos sobre alguns dos games que curtimos ao longo dos últimos 365 dias... e, com 2021, não seria diferente.
Sendo assim, começaremos com o... 

Rodrigo

Olá a todos!
Tudo bem com vocês pessoal?
Este ano de 2021 foi de menos jogatinas que os últimos anos, mas ainda assim, mais jogatinas que 2020. Não sei se dá para entender...
Vamos à lista:

MORTAL KOMBAT II UNLIMITED (MEGA DRIVE)


Sempre volto aos ports da SEGA do Mortal Kombat, desta vez o que mais joguei é este remake em que algumas cores foram modificadas, cenários de MK 1 foram acrescentados e para completar o que sempre quis: controlar os chefes e personagens secretos. Não tem preço colocar Jade clássica para enfrentar Ermac no Goro's Lair. Diversão e pancadaria do início ao fim.

SHINOBI (MASTER SYSTEM)


Sempre joguei as continuações de Shinobi para Mega Drive e Game Gear, mas quase nunca valorizei este port do primeiro jogo do Arcade. Neste ponto, sempre fui mais o Ninja Gaiden da concorrência. Acho que descobri a manha dos chefes e como conseguir/liberar as magias fez diferença para minhas jogatinas nos anos 90. Muito bom, envelheceu muito bem.

BONANZA BROS. (MASTER SYSTEM)


Gosto de jogos de ação que não sejam óbvios como bata-e-ande. Este game me faz lembrar os bons tempos que jogava o "Pega Ladrão" do Atari (como é o nome mesmo?) Muito legal invadir os locais e executar os roubos, é um jogo que trará diversão por muitas horas.

É isso pessoal!
O que será que desbravaremos ano que vem? 
Até a próxima!

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Adinan

Saudações amigos leitores!
Esse ano tivemos uma melhora em relação a pandemia mas ainda precisamos ter cautela. Felizmente, tudo indica que a situação está melhorando, e aos poucos podemos retomar a normalidade das nossas vidas.
Mas pelo menos nosso hobby, os games, continua sendo uma ótima opção em meio a pandemia! Inclusive estou me apaixonando por um gênero de jogos das antigas, o Shmup ou jogos de navinha (talvez o mais antigo gênero, só perde para esportes com o Pong e o Tennis for Two). E de quebra, estou desbravando a biblioteca de jogos de um console que sou deveras apaixonado, mesmo sem ter praticamente visto um na minha frente: o PC Engine/TurboGrafx 16.
Sem mais delongas, vamos aos jogos que mais me marcaram neste ano de 2021.

HELLFIRE S (PC ENGINE)


Com uma trilha sonora estupenda e CGs caprichadas, a versão em CD deste shmup que possui uma versão caprichada pro nosso Megão não faz feio no obscuro console da NEC. É verdade que por conta das limitações de hardware não temos parallax tão bom quanto das versões de Mega e Arcade, mas o gameplay continua excelente, como todo bom shmup da Toaplan (se você gosta de jogos de navinha, sabe bem que empresa é essa! Se não sabe, Truxton manda lembranças)
Basicamente não há variedade de tiros neste jogo, mas controlamos a posição dos canhões, que podem atirar pra frente, atrás, tiros pra cima e pra baixo ou atirar nas 4 diagonais. E as fases são feitas para testar o nosso uso dessas posições e encarar da melhor forma possível os desafios. Vale muito a pena conhecer este jogo!

GATE OF THUNDER (PC ENGINE)


Dos desenvolvedores de Thunder Force, surge este shmup belíssimo com uma trilha sonora rock'n roll de respeito! Aqui a jogabilidade é bem tradicional, podendo ter entre 3 tiros diferentes. Os power ups são bem generosos, o que passa a sensação de ser um jogo absurdamente fácil, mas o desafio ainda é alto. No entanto, é um jogo altamente recomendado para quem quer ingressar nos jogos de navinha mas considera o gênero muito difícil e frustrante.

SHADOW OF THE BEAST (PC ENGINE)


Não sei até hoje o porquê de gostar tanto deste jogo. A temática bizarra e o gameplay frustrante e injusto na maior parte do tempo deveria afastar qualquer um. Mas Shadow of the Beast tem um charme difícil de explicar. E para muitos esta versão é a melhor até hoje. A jogabilidade foi refinada, fazendo com que acertar um soco não seja mais algo tão frustrante ou que exija tamanha precisão como a maioria dos ports e da versão original. E o que falar da trilha sonora lindíssima em CD deste game? Se não se importar com a estética demoníaca deste jogo, encontrará uma boa dose de ação e aventura neste port.

WIZARD OF WOR (COMMODORE 64 / ATARI 2600)


Pra finalizar, dois ports de um arcade que eu mal conhecia e me arrependo demais de não ter jogado antes. Wizard of Wor é um jogo de labirinto comum nos anos 80, mas na pegada do Berzerk. Atire nos inimigos e vá para o próximo labirinto até acabarem suas vidas. Mas aqui os inimigos são variados para os padrões da época, e alguns podem ficar invisíveis, sendo que é preciso usar o radar para tentar localizá-los antes que te peguem de surpresa. Além disso, vez ou outra um inseto pode aparecer após matar todos os inimigos e caso consiga destruí-lo, terá um bônus de placar duplicado no labirinto seguinte. Além disso, o próprio feiticeiro de Wor pode tentar te atacar, sendo um baita desafio conseguir acertá-lo. Pode parecer apenas um jogo de tiro em labirinto, mas considerando a sua época, é um jogo a frente de seu tempo, e ainda muito divertido. Especialmente nesses ports para C64 que foi bem fiel ao original, e do Atari que mesmo com suas limitações conseguiu replicar a diversão do arcade em casa.

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Douglas

Saudações amigos do QG!
Espero que todos estejam bem.
2021 foi um tanto "esquisito" e, infelizmente, o tempo disponível para um dos meus hobbies preferidos ficou em segundo plano. Ainda assim, nos períodos de calmaria (mesmo de forma involuntária), dediquei-me à revisitar títulos que há muito não jogava ou, àquelas, "dívidas do passado".
Como manda a tradição aqui, citarei alguns que me divertiram este ano. Além destes, se "passearem" pelo blog, verão outros abordados por mim e, portanto, podem considerá-los também, ok?
Vamos lá! 

DOUBLE DRAGON V - THE SHADOW FALLS (MEGA DRIVE)


"Nunca joguei este Double Dragon V. Será ruim mesmo, como dizem?" 

Qual foi minha conclusão? 
Uma grata surpresa. É uma produção muito competente.
Naquela primeira metade dos anos 90, qualquer empresa que quisesse peitar Street Fighter 2 ou Mortal Kombat, já saía em desvantagem, apenas, na mera comparação... logo, recebiam o rótulo de cópia ou plágio. A própria SNK, penou bastante, para equilibrar a disputa pelo coração dos fãs com títulos diversos. Então, o que esperar de um jogo feito diretamente para um console caseiro, por um licenciante (Tradewest), desenvolvido por um estúdio desconhecido (Leland Software) e baseado num desenho animado inspirado no primeiro Double Dragon do Nintendo 8 bits? 
Creio que, além de mim, muitas pessoas nem deram atenção para ele. Mesmo nas revistas, as imagens que ilustravam os reviews, nunca me empolgaram à ir na locadora. O tempo passou e aqui estou, falando deste fighting game tão peculiar. 
Como disse no começo, DDV é uma produção muito competente. A despeito do gosto duvidoso no estilo artístico adotado, os gráficos são detalhados e coloridos. Os sprites dos lutadores são grandes, bem desenhados e animados. Os efeitos sonoros são úteis somente mas, as músicas, são muito boas.
A Leland fez a "lição de casa" e, não se envergonhou, em copiar o deu certo em outros jogos do estilo. Os comandos funcionam direitinho, embora, haja alguns pouco práticos como o de "hadouken invertido" (deslizar o direcional da frente para baixo). Fora isso, o game apresenta finais para todos os lutadores no modo "Tournament" (dificuldades "Hard" e "Pro") e temáticos, entre heróis e vilões, no modo "Quest".
Recomendo uma conferida mas, acredito, que jogar com um amigo seja mais agradável. A CPU é muito chata, "adivinha" tudo que o vai fazer e não pára de te bater um instante. Então, até descobrir os macetes, vai passar muita raiva.

DOUBLE HAWK (MASTER SYSTEM) 


Este, desconhecia de sua existência por completo. 
Fuçando entre as roms de Master System que rodam no meu Playstation 2, me deparo com Double Hawk. Pelo nome, pensei se tratar de um game de "navinha", não, um no estilo Dynamite Duke (com visão por trás do herói). Aqui, você controla um "Rambo Genérico" (sem camisa e faixa na cabeça) e vai metralhando tudo o que aparecer na tela, entre soldados inimigos, tanques, helicópteros, etc. 
Como a Sega era muito sem vergonha em plagiar sucessos de terceiros, esse game lançado em 1990, muito provavelmente, pegou carona nas películas protagonizadas por Sylvester Stallone. Levando em conta que, Rambo 3 de Mega Drive tem disputas contra chefes similares à Dynamite Duke e, este último, ganhou versões para Master e Mega nesta época, minhas suspeitas só aumentaram com tamanha semelhança. 
Um game que a Tec Toy poderia ter lançado no Brasil, porque, ele é bem bacaninha.

SUPER THUNDER BLADE (MEGA DRIVE) 


Outro que, em seu tempo, não tive contato. Embora tivesse o cartucho de Master System, a versão parruda do Mega Drive, só conheci por intermédio dos emuladores a partir de 1998... ainda assim, não liguei muito para ele. Houve um período que me desfiz do meu Mega e, em 2006, vi um anúncio das Casas Bahia do Super Mega Drive 3 com 72 jogos na memória. Por um precinho camarada, achei em conta, para sanar a nostalgia.
Super Thunder Blade foi um dos primeiros que encarei desta seleção e achei muito interessante, levando em conta, se tratar de um dos primeiros títulos do 16 bits da Sega. O "Super" do nome, não faz alusão às capacidades do jogo em si pois, seria impossível, replicar o absurdo técnico do original de arcade. Entretanto, se faltou recurso, a Sega fez sobrar no quesito ação.
Meu amigo, o ritmo dos ataques inimigos é alucinante... "piscou, morreu"! Na maior parte do tempo, fazendo movimentos circulares e ininterruptos, você consegue se desvencilhar dos tiros. Porém, haverá momentos, que obstáculos obrigarão à mudar de direção e, é aí, que mora o perigo. Nos padrões deste game, as fases 1 e 3 são relativamente tranquilas, ao contrário da 2 e da 4, que testarão seus reflexos ao máximo. 
Apesar de curto, STB é bastante desafiador. Este é, justamente, o que dá maior longevidade ao game pois, terá que voltar nele muitas vezes até conclui-lo. 

P.S: Uma curiosidade, que não vejo comentarem sobre Thunder Blade. 
A Sega, como já disse aqui, era danada para se "inspirar" em propriedades intelectuais de terceiros. Começou na manha, usando sons em um determinado game, uma plaquinha da "Shell" num de corrida qualquer, passando para cenas digitalizadas nos finais de outros, etc. Como nunca "pegou nada" para a empresa, subiu o tom, motivando-se à fazer jogos baseados em filmes de sucesso mas, sem pagar royalties. 
Em After Burner, há cenas extraídas de Top Gun e utilizadas nas versões lançadas para arcade, Master System e Mega Drive. Em Thunder Blade, ela se superou! Além de usar o modelo do helicóptero Blue Thunder ("Trovão Azul") - criado, especificamente, para o filme/série - usou imagens de lá sem a menor cerimônia... logo na tela de abertura, tem uma! 
E eu, que tenho meu Trovão Azul de brinquedo desde aquela época, não saquei a artimanha? 
Seeeeega! Sega! Sua malandrinha!

Até mais, amigos!
Que 2022 seja repleto de alegrias e realizações. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Master Review - Férias Frustradas do Pica-Pau (1996)


Saudações, Masteramigos do QG!
Dezembro chegou e, com ele, o período de férias. Opções para aproveitar os dias de descanso variam, de acordo, com o gosto de cada um. As viagens são mais do que bem vindas e, costumam ser, o lazer preferido das famílias. Ao contrário do título que abordarei (cujo nome, faz muito sentido), desejo que a diversão dos que forem passear, seja bem satisfatória.
Para o texto de hoje, tomei por base a versão do Master System mas, farei citações pontuais, sobre a de Mega Drive, dada suas semelhanças (no bom e mau sentido).
Apertem os cintos e se preparem pois, essa aventura, será "punk"!

Os anos 90

Quem viveu a época, presenciou o surgimento e agigantamento da Tec Toy. A empresa investiu pesado no ramo de brinquedos tecnológicos e, enveredar-se no mercado de videogames, foi o caminho natural. Ainda assim, seu sucesso surpreendeu a todos pois, como o Brasil não é para amadores (com impostos obcenos), tudo custava "os olhos da cara"... eletrônicos, eram para gente abastarda. Os mais humildes, se viraram em crediários, parcelando em várias prestações para obter as maravilhas de última geração.
Mesmo com esse cenário econômico caótico, a empresa viu seu faturamento aumentar, firmou parceira com a Sega, trouxe seus produtos e, o resto, é história. É sabido também, que localizou títulos para nosso português, transformou personagens japonesas em "Golduchas Dentuças" (por meio de hackroms) e ousou fazer seus próprios games. Mas, será que deu certo?

Nunca, um nome, fez tanto sentido

Frustradas... esta palavra, define o game de forma retumbante.
A movimentação do Pica-Pau é esquizofrênica, por vezes é travada e, "do nada", se desembesta à correr. Entretanto, tal ação, o torna ainda mais lento porque, o jogo todo fica lerdo. Na segunda fase, no "Hotel do Leôncio", o framerate cai tanto que, não é possível dar o comando para correr (dois toques rápidos para frente) pois, simplesmente, não funciona.
Como se isto não fosse ruim o bastante, há momentos que é preferível ignorar algum item porque, não conseguirá acessar determinadas áreas. Se, o nosso boneco, estiver num nível abaixo e for saltar, baterá a cabeça na plataforma acima, tendo o movimento interrompido. O mesmo vale, quando estiver perto de uma parede, ficando "grudado" e precisando fazer a manobra à certa distância dela. Tais problemas, num game de plataforma, é catastrófico. Calma, que ainda tem mais! Outra coisa horrorosa, são as colisões de sprites. É tão complicado acertar a bicada em alguns inimigos (como os cachorros) que, é melhor, passar direto por eles.
Agora, não sei se descobri um lado mazoquista que desconhecia mas, a raiva, virou motivação. No fim das contas, peguei a manha em domar esse emplumado mequetrefe e... pasmem! Fui até o fim deste inferno e voltei, para com a história (as imagens, são de meu gameplay).


Mas, tem algo que se salve?

Passada as agruras desta aventura tortuosa, o sentimento que bateu, foi o de pena. A galera da Tec Toy tinha boas intenções pois, é visível, no trabalho com os gráficos, animações e trilha sonora. Tiveram sacadas inspiradas nos jogos do Sonic, aqueles gestuais, que faz ao perder equilíbrio na beirada de plataformas ou quando fica muito tempo parado. Há ainda, partes com ação diferenciada, como um singelo teleférico e a descida com esquis montanha abaixo (fase três), além de uma fase subaquática e as de bônus. Enfim, tinha potencial mas, sobrou amadorismo.
E, o que dizer, da dificuldade e level design? Chega a ser frustrante saber que, se os controles não fossem tão problemáticos, o game seria ridículo de fácil. Depois que aprendi à dominá-los, evitando os pontos mal projetados (que acabam em morte certa) e driblando os inimigos difíceis de acertar, concluí tudo sem morrer uma única vida... foi quase um "speedrun".
Aliás, vida é o que não falta, é uma festa de tantas que surgem. Já se começa no máximo (seis) e, durante as fases normais e de bônus, dá para repor tudo. Suspeito que, cientes destes problemas, os desenvolvedores deram uma aliviada para nós jogadores.
Seria interessante se, algum programador talentoso, refizesse esse game. As comunidades de modificadores dos jogos do Sonic, realizam muitas proezas e, um deles, acabou fazendo Sonic Mania para a Sega. Quem sabe, redimam o Pica-Pau e ele possa virar um novo "cult" dos games retro?

Considerações Finais

Do game em si, há pouco à dizer, além do que é praxe no gênero. Portanto, vou concluir nosso bate-papo com "divagações" (gosto muito disto, aliás).
Nos dias atuais, existe ferramentas que auxiliam a criação de jogos. Engines como o MUGEN, OpenBor, RPG Maker ou o 2nd Fighting Maker, praticamente, te economizam toda a parte de programação. Além destes, volta e meia, surge novos recursos que possibilitam criar direto para os consoles antigos, como a Genesis Fighting Engine... fãs estão "botando a mão na massa", confeccionando cartuchos e vendendo aos interessados. Este cenário não existia nos anos 90 e, por isso, louvo o esforço da Tec Toy em desenvolver seus projetos.
Eles já sabiam modificar uma rom, citando os games da Mônica. Depois, passaram a portar jogos de Game Gear para o Master System e, num momento posterior, desenvolveram tal método de fazer seus próprios. Então, com essas linhas de conhecimento, não seria possível, pegar um game pronto e fazer um hack mais "pesado", ao invés, de trocar uma imagem por outra apenas? Neste caso, modificariam-se fases (aumentando o número delas, por exemplo), elementos estéticos, sonoros, etc.
Em suas defesas, alegam que não tiveram acesso aos kits de desenvolvimento da Sega e, não tenho motivo, para duvidar. Somado à isto, como não entendo de programação, fica difícil dizer, se meu pensamento faz algum sentido... só posso deduzir.
Por quê estou expondo tais argumentos? Porque, depois de me frustar no Master, fui redobrar meu sofrimento no Mega Drive e... SURPRESA! Esta versão se tornou "jogável", acreditam nisto? Foi como treinar com gravidade aumentada em Dragon Ball Z (Rss!!!).
E vou deixar perguntas no ar...
A Tec Toy, apanhou mais no Master do que no Mega? Todas as empreitadas dela no 8 bits da Sega (tirando as alterações em roms), foram desastrosas. Entretanto, no 16 bits se saiu melhor, tanto na versão do Pica-Pau como o port de Duke Nukem 3D (este último, é surpreendente e roda lisinho). Qual é o mistério?
Se, por acaso, trampou lá na empresa e leu este texto, nos elucide esta dúvida... por gentileza.

Até mais, pessoal!
Os vejo em 2022.



sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Double Dragon - Master System X Nintendo


Nos saudosos anos 80 e 90, a treta que permeava o mercado de videogames, era o da Sega contra a Nintendo. Como, até os que nem eram nascidos sabem disto e, o material que aborda o tema é farto, não entrarei em detalhes. Focarei num dos "fronts" deste campo de batalha, as versões de arcade feitas para esses consoles. O escolhido, é do primeiro game dos Irmãos Lee, que tornou o gênero dos "Briga de Rua" extremamente popular. Embora considere a versão do Master System melhor, meu intuito, não é menosprezar a do NES, que tem seus méritos. Assim, procurei destacar as diferenças entre elas. 


De cara, digo que essas versões caseiras são muito diferentes entre si, em vários aspectos. Enquanto, no Master System, temos um cenário que buscou a fidelidade ao original, no Nintendo, fizeram uma adaptação que se afastou bastante desta comparação. Dá para supôr que, quiseram dar uma driblada nos limites técnicos do console e, ao mesmo tempo, oferecer uma vida útil maior. 
Um ponto curioso que, sempre chamou minha atenção, é o fato do design dos sprites serem muito semelhantes... aliás, parecem feitos pelos mesmos artistas. As duas são de 1988 e, enquanto um diz ser "Reprogramado pela Sega" o outro é da Technos Japan Corporation e distribuido pela Tradewest. Em teoria, foram feitos no mesmo período de tempo por empresas diferentes mas, os "bonequinhos", são praticamente iguais. Parte deste mistério, foi elucidado somente, com a chegada da internet. O trabalho no Master foi terceirizado para a Arc System Works... ela mesmo, a de Gulty Gear. Hoje, a empresa é dona do espólio da antiga Technos e, de quebra, ainda soltou Double Dragon 4 em comemoração aos 30 anos da franquia, em 2017.
Então, será que a adaptação do NES, teve o dedo deles também? Não achei nada a respeito mas, arrisco dizer que sim. A própria Sega não creditou o trampo aos caras, sendo assim, o mesmo expediente, pode ter se repetido no Nintendinho. 


Começo discordando de alguns canais do You Tube, onde alegam, que a jogalidade de Double Dragon de Master é falha. Não se joga da mesma forma que em Final Fight (Capcom), portanto, não é possível "fazer fila" de inimigos, parando-os apenas com socos. Em DD, eles reagem assim que tomam o primeiro hit e, vai te exigir, uma metodologia mais cadenciada de ação. Esta particularidade, está presente, EM TODAS as versões e demais títulos da série clássica. É como jogar Mortal Kombat e migrar para Tekken, ou seja, são completamente diferentes.
Os comandos respondem de imediato e a "colisão de sprites" é precisa. Pegando a manha, dá para fazer "combos", inclusive (nada muito complexo, por ser um game antigo). O detalhe que pecaram mesmo, foi terem feito as pernas muitos curtas que, por ironia, são menores que os braços. Isto torna tais ataques difíceis de encaixar, porém, se acostumando com timing, o problema desaparece.
 Outro detalhe que, não sei dizer se foi proposital, é que dificultaram a forma como se agarra os inimigos. No original, com a sequência normal de socos ou um chute, você o "tonteia" e pode segurá-lo para aplicar as joelhadas. Aqui, será necessário enfraquecer o oponente primeiro (geralmente, depois da primeira queda ao chão) para prendê-lo, gesto, que fará automaticamente ao se aproximar dele. Já, aquela gama toda de golpes que ajudaram na fama de DD, foi bem adaptada para os controles do 8 bits da Sega. Com excessão do "salto simples" (a voadora faz este papel), todos foram incluídos. No NES, tudo o que disse sobre o Master vale mas, com um detalhe: os chutes são melhores! A perna do boneco tem o tamanho certo (olha, vejam só). 
Ainda sobre o console Nintendo, como os desenvolvedores quiseram uma versão diferentona, incluíram um sistema de experiência que, ao longo da aventura, vai liberando os golpes mais radicais dos Lees. No começo, só será capaz de dar socos e chutes e, ganhando mais corações (o medidor de XP), os demais movimentos ficam disponíveis. Uma adição curiosa que, eleva, o desafio para o jogador.


Naqueles tempos, falava algo como "basta colocar um do lado do outro" pois, a diferença é gritante. Eram títulos ideais para confrontar os potenciais de Master System e Nintendo e sepultar a discussão... geralmente, funcionava. Os "Dragões Gêmeos" não ficaram ruins no NES, entretanto, não tem muito o que comentar, se sairmos, da questão jogabilidade (neste quesito, se equivalem). 
Numa época que, a fidelidade na conversão era aspecto muito relevante, a encarnação do console da Sega leva vantagem. A arte gráfica usou cores com tonalidades mais vivas, comparadas, as frias e opacas convencionais do sistema da Nintendo. Aqui, não tinha o quê fazer e era o esperado, dada as especificações de cada aparelho. Também, há um detalhe que pode parecer bobo mas, não ter os dragões na tela de abertura, foi uma baita mancada... tinha que ter pois, era algo que a molecada "babava" de tão legal que era aquilo. A logomarca de Double Dragon, se tornou, um dos ícones da história dos videogames. 
A parte sonora segue pelo mesmo caminho, ou seja, "cada um na sua". No geral, curto mais o chip sonoro do NES (comparado ao Master) que tem umas "batidinhas de fundo" mais frenéticas e, em DD, isto se manteve. No Master, tanto com efeito FM ou sem ele, as melodias são vibrantes e ajudam à embalar a pancadaria. Só de escrever isto, as melodias, ecoam na minha cabeça. Em ambos os ports, os compositores souberam explorar as qualidades dos consoles. 
Com relação ao level design, fica difícil emparelhar os dois porque, suas propostas, são completamente distintas. Um buscou a fidelidade ao máximo, enquanto o outro, visou uma experiência nova como as sessões inteiras de plataforma no Nintendinho (escolha discutível, diria). Provavelmente, estas medidas, serviram para compensar a grave ausência do modo para dois jogadores simultâneos. Um "Alone Dragon" (desculpe-me os fãs), não dá para perdoar... perdeu-se, justamente, o que dá sentido ao nome do jogo. 
"Ah, Douglas... e o pisca-pisca frequente no Master?". Eles ocorriam bastante nos jogos do NES também, eram comuns nos 8 bits e não existia quem reclamava disto (muitos, acho, nem notavam). Aliás, vejo tais queixas, vindas dos "Especialistas do Novo Milênio" que nasceram jogando Playstation 2. Em nossa "época sofrida", jogávamos Street Fighter 2 da Yoko Soft e nos divertíamos do mesmo jeito.
O que soube sobre os famigerados "piscas", é que são uma artimanha para colocar mais sprites na tela, sem custar, o aumento na quantidade de dados. No Master há o "Modo Co-op" e, em certos momentos, exibia até cinco "hominhos" ao mesmo tempo. Para conseguir isto, os programadores deram um jeito de compartilhar a mesma "banda de dados" para os sprites, alternando, a leitura entre eles. Numa explicação rasteira, enquanto um estava na tela o outro sumia mas, como essa alternância era rápida, tudo o que enxergávamos eram os pisca-piscas. Será que, não era possível, fazer o mesmo no NES? Jogos posteriores provaram que sim, todavia, nunca saberemos como foi o processo de produção. 
Mas, se não dá para jogar com um amigo como no arcade, implementaram um "Modo B" (de "Batalha", suponho). Nele, é possivel escolher entre seis personagens e trocar bordoadas, similiar ao "Duel" do Golden Axe de Mega Drive, que a Sega fez tempos depois. Pode não ter sido o ideal e frustrou muitos jogadores mas, tal decisão, evidencia que os desenvolvedores estavam cientes e não queriam entregar um produto de baixa qualidade. A meu ver, tiveram êxito. 

OBS.: Um pensamento... devia ser difícil ter um "Co-op" em consoles 8 bits pois, vários games de sistemas diferentes, limaram tal função. A Sega mesmo, cortou isto, em quase todos os títulos que viria a produzir. 


Este texto, de certa forma, foi como revisitar aquelas discussões (por vezes, acaloradas) que tínhamos com nossos amigos nos recreios da escola. Munidos das informações das revistas, apontávamos as qualidades e defeitos de nossos jogos preferidos. 
Neste caso, já disse logo no início, qual dos Double Dragons acho melhor... trata-se de mero gosto pessoal. Aliás, os textos do QG Master são assim e, fazê-los concordar com o que afirmamos, nunca foi nossa intenção. Pelo mesmo motivo, fazer avaliação e dar notas, não faz muito sentido. Quantas vezes, você se deparou com uma cotação positiva de um game e, ao vê-lo, achou uma porcaria (ou, o contrário)? Na época das revistas mesmo, acontecia o tempo todo. 
Trouxe essa comparação, porque, ela se encaixa perfeitamente neste tema. O que torna, de fato, uma versão melhor do que a outra? Como já conhecia nos arcades, ao ganhar meu videogame e ter algo similiar em casa, fez toda a diferença. Agora, não posso desmerecer aqueles que tinham um "Phantom" e preferem o do NES, justamente, por ter conteúdo diferente. O argumento que é decisivo para mim, pode não ser para o amigo... e vida que segue. 
Antigamente, tinhamos que nos contentar com o que aparecia. Como, o acesso é tão fácil hoje, experimente os dois (se limitar, para quê? Rss!!!). 
Até mais!



sábado, 8 de maio de 2021

Master Review - Rambo (1986)

Olá, amigos do QG!
Tudo certinho?
Como promessa é dívida, falarei mais a fundo deste clássico da primeira safra de títulos do Master System. Em texto recente com games de guerra dos anos 80, citei  esta "marotagem esperta" que a Sega aprontou. Ela era danada em fazer essas coisas.
Amarre a faixa vermelha na cabeça, pegue o facão, a metranca e vamos lá!

O primeiro sangue
Rambo é uma daquelas pérolas que, a Sega, conseguia produzir com míseros 1 mega de memória. Mesmo com tão pouco, o trabalho ainda se mostra bonito visualmente. O áudio não faz feio e, as melodias, grudam na tua cabeça. E, com trabalhos caprichados com este, claro, que a empresa iria tentar lucrar o máximo em cima deles, né? Só que, tem um detalhe... qual veio primeiro, este, Secret Commando ou o tal Ashura? Não entendeu nada? Já explico.
A empresa aproveitou a produção de Ashura no Japão e, o converteu em Rambo, para o público norte-americano. Expirada a lincensa do filme, acabou virando o Secret Commando depois. Fato é que, o expediente de hackear seus próprios games e lançarem em mercados diferentes, era uma prática bem comum por parte dela. Hokuto no Ken virou Black Belt e Last Battle; World Soccer transformou-se em World Cup Italy 90; Dynamite Deka "hollywoodiou-se" em Die Hard Arcade; e por foi. E mais, ainda é uma cópia descarada do Commando da Capcom... outra coisa que, a "Mãe do Sonic" fazia bastante (isto, daria outro post).
Com relação ao ex-combatente do Vietnã, em jogo, quase nada lembra o filme. Tirando a tela de abertura com a imagem da personagem (com seu tema musical famoso) e umas ilustrações bem porcas no fim de cada fase, é tudo genérico. Mas, calma... o game é bacaninha e pode render alguma diversão.


O que chama de inferno, ele chama de lar
O game é um autêntico fruto de seu tempo, com jogabilidade e mecânicas bem simples. Aqui, o negócio é se movimentar pelo cenário e mandar bala no que aparecer pela frente. A ação acontece em seis diferentes áreas, que compreendem a selva, floresta, pântano, deserto, montanha e costa litorânea. No fim de cada uma delas encontrará uma barricada que, precisa ser destruída, para acessar a próxima fase. Porém, não se engane com as aparências pois, se prepare para um verdadeiro "One Hit Kill" infernal.
Os inimigos aparecem um atrás do outro sem parar, por vezes atirando ou lançando granadas. Há os que se movimentam e atiram mais rápido que os demais (te surpreendendo); os com lança-chamas; bazuca; tanques de guerra; atiradores de faca; entre outros lazarentos. Todos eles surgem mesclados, te obrigando, à prestar atenção nos tipos diferentes de ataques ao mesmo tempo. Para piorar, os programadores, ainda os fizeram bem sacanas... eles costumam atirar à queima-roupa também, ou seja, seu tempo de reação será quase zero ("Puuuta mundo injusto, mêu!").
Um detalhe que, no início, vai estranhar bastante: o Rambo só dispara para a Frente (e Diagonais). Se colocar o direcional para Baixo (e Diagonais Inferiores) ele fará "Strifes", o movimento de andar de lado atirando. Para isto, você tem a disposição os ataques com o Botão 1 (Metralhadora) e o 2 (Flechas Explosivas). 
Só um aviso... não fique parado por muito tempo! Os malfeitores se acumularão e, como o Rambo é bem lerdinho, estará em maus lençóis quando estiver cercado por vários deles.  


ProgramaDOS para matar
Na companhia de seu amigo Zane... opa! Mas, quem é esse cara?! 
Ele é o Player 2, que a Sega inventou, para podermos detonar tudo "de dois" simultaneamente. A diferença entre eles é meramente estética, não muda nada na foma de agir. Como já foi dito, eles possuem metralhadoras e flechas explosivas que, podem ser melhoradas, no decorrer da partida. Mas, aqui, tem um diferencial interessante: os itens surgem, de acordo, com um número não especificado de pontos (no manual, diz serem "Bônus Surpresa").


_ Flechas Explosivas - Representado por um aljava que, aparecem, ao libertar prisioneiros dos campos de concentração. Para isto, basta explodir as construções onde eles estão (o teto delas piscam, as identificando). É possível ampliar o raio da explosão (com reação em cadeia, inclusive) ao coletar o ícone da "flecha brilhante". O estoque desta munição vai além de nove, diferente, do que mostra o contador;
_ Speed - O manual, não explica, o porquê do símbolo ser um "S". Como a cadência e o alcance dos disparos aumentam, deduzi assim. Com este ítem, os tiros tornam-se perfurantes, acertando mais de um inimigo por vez;
_ Life - A letra "L", só pode ser vida. Até porque, ganha-se uma extra ao obtê-la;
_ Interrogação - O resultado é aleatório. Pode ser, desde a eliminação de todos os inimigos na tela ou uma vida extra.

Considerações Finais
Olhava o Rambo nos encartes da Tec Toy, sempre tive vontade de conhecer mas, nunca vi o cartucho de perto. Também, não me recordo das revistas falarem dele, no máximo, uma nota ou comentário breve. Mesmo hoje, não vejo a galera o citando. Por esta razão, me deu vontade, de fazer justiça à esta jóia esquecida do Master System.
Quem era vivo nos anos 80 e pôde frequentar os fliperamas, sabe que jogos assim eram comuns. Como não é segredo para ninguém, eles chegavam aos consoles caseiros e seguiam a esteira de sucesso. E, aqui, verá exatamente o que se produzia naqueles tempos, sem tirar, nem pôr. Para os que curtem (assim como eu), vai encontrar uma diversão "Old School" da melhor qualidade. Mas, vá com o espírito de "Exército de um Homem Só" pois, o desafio, é acima da média.
Até mais.









sábado, 24 de abril de 2021

Sessão do Aniversariante: Abril de 2021



 Oi  Pessoal!

Durante o ano comemoramos o aniversário de um dos nossos integrantes com dicas do que ele tem jogado.

Nós fazemos aniversário, mas quem ganha é você!

O aniversariante deste mês é o DOUGLAS.

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Saudações!

Tudo bem com vocês?

Como, abril, é o meu mês aqui no QG Master, venho por meio desta "epístola digital" indicar alguns games que julgo interessantes. Levando em conta que, fiz posts seguidos neste período de 2021, podem considerar alguns dos citados como recomendações também, ok?

Sendo assim, vamos as novas dicas!

 


Ganbatte Karate (Indie)

Começarei por uma produção independente, o Ganbatte Karate, da Ulisof. Por meio das mãos talentosas do Ulisses Lopes, se trata de um torneio onde, os lutadores, são praticantes de karate das mais variadas mídias. Na primeira temporada, confrontos entre os famosos Ryu e Jin Kazama são possíveis, por exemplo. Futuramente, mais personalidades do mundo da luta adentrarão no ringue. Um ponto que se destaca, é seu visual retrô, inspirado nos games da SNK para o Neo Geo Pocket. E, não pára por ai!

Se é um daqueles que, sempre quis ter sua própria personagem num game, aqui, dá para ter! Basta entrar em contato com o desenvolvedor e, enfim, estipular as bases de sua criação e fazê-lo figurar no elenco nas próximas temporadas. Eu fiz isto... meu "char", Donovan Santos, ficou bem legal.

O game pode ser baixado gratuitamente no site Game Jolt (gamejolt.com/@Ulisan) e, para mais detalhes, visite a página no Facebook (SNK Vs Capcom - Rivalry Conclusion). O desenvolvedor Ulisses, já foi tema de entrevista aqui mesmo no QG. Dê uma busca, confira a matéria e conheça mais sobre ele e suas outras criações. Vale a pena!

 


Jurassic Park (NES)

Quando se fala de Jurassic Park em game, lembramos logo do Mega Drive. Outros, lembrarão da versão do Master System e, alguns, do Super Nintendo. Mas, e o Nintendo 8 bits? Este console recebeu, por parte da Ocean, uma produção divertida e que - mantendo as devidas proporções - não deve nada para as demais encarnações.

Com gráficos competentes e boa trilha sonora, é um jogo com visão aérea onde controlamos o Dr. Grant (o protagonista do filme) em missões que, lhe obrigam, a procurar cartões de acesso em determinado ponto para, liberar a passagem, em outra localidade. Tais cartões, são achados, ao coletar os ovos de dinossauro espalhados nas fases. No meio disto, os "lagartões" surgirão para te estraçalhar e, para isto não acontecer, terá que mandar bala neles. Exploração com tiroteio... quer coisa melhor que isto?

É um dos meu preferidos no Nintendinho que, desde aquela época, o revisito com certa freqüência.

 


Pac-Mania (Multi)

Não tenho como recomendar uma versão especifica pois, todas as que conheço, são igualmente bacanas. Seja a original de arcade e sua versão para o Zeebo (a que mais jogo), ou a de Master System, Mega Drive e Nintendo, são diversão garantida.

Pac-Mania foi a verdadeira evolução do clássico "Come-Come", com labirintos grandes em visão isométrica e número de fantasminhas maior. Tirando o acréscimo da nova habilidade de saltar, a forma de se jogar não mudou, ou seja, continuará percorrendo os corredores e comendo os pontinhos, frutas e as "pílulas especiais" que, dão a possibilidade, de jantar os inimigos (literalmente).

Games assim, com mecânicas simples (como eram feitos no passado), ainda são a melhor forma de se aproveitar aqueles "30 minutinhos" que sobraram de um dia corrido... uma jogatina rápida e despretenciosa.

(Obs.: Nas fotos, a versão Master System).

 


Taz-Mania (Master System)

Um "mania" me lembrou de outro. Este game do "Diabo da Tazmânia", também, é uma ótima pedida para se desestressar porque, além de não ser difícil é bastante simpático, graças, à seus gráficos simples e bem feitinhos.

Este, não segue muito de perto a famosa versão do Mega Drive, ainda assim, a forma de se jogar é similar. Taz dá seus saltos ágeis, usa seus ataques em forma de redemoinhos e continua carrancudo e guloso, como o conhecemos nos desenhos animados. Assim como na TV, algumas personagens conhecidas aparecem aqui, como a planta carnívora e a bruxa.

A única coisa que precisa tomar cuidado no início, é a fisica dos pulos do nosso "boneco". Ele avança para frente muito rápido e, pode ocorrer, de passar do ponto de uma plataforma e cair no buraco. Mas, isto é um mero detalhe que, não estraga nada, a experiência.

 

Bom amigos, é isso.

Espero que gostem das indicações.

Até mais!

 

 

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

A Liga da Justiça no Master System

Olá, amigos do QG Master!

Tudo bem com vocês?

Com o hype estrondoso que, a Liga da Justiça do diretor Zack Snyder fez no mundo, me veio a idéia de pegar carona nisto. Então, pensei em associar com o Master System e escrever sobre. Inicialmente, cogitei abranger outras plataformas também mas, ficaria um texto enorme porque, certas personagens, aparecem todos os anos e em mais de um título por vez. Aí, "força a amizade", concordam comigo?

Portanto, a questão que fica é "Quais heróis da DC Comics, tiveram encarnações no Master?". A resposta, infelizmente, são apenas três. Aliás, o gênero de super heróis como um todo, tem pouquíssimos exemplos em sua biblioteca. Foi o preço que, o videogame pagou, por não ser feito tanto sucesso no mercado (desconsiderando, a "Terra Brasilis").

Sendo assim, vou começar pelo Cavaleiro das Trevas, o Batman. A personagem, rivaliza com o
Homem Aranha em quantidade de títulos lançados para várias plataformas desde os anos 80. No Master System, ele chegou na adaptação do filme de 1991, o Batman Returns.

O jogo, foi meu primeiro texto/review aqui no QG. Portanto, estaria sendo redundante em comentar determinadas informações sobre ele. Porém, posso dizer que é uma produção muito bacana da Sega e que, pode enganar, numa olhada despretenciosa. Os sprites pequenos, num cenário tão amplo, pode passar a impressão de ser bobinho mas, com o passar das fases, vai se deparar com momentos de "arrancar os cabelos" de tanta raiva. E, o mais legal é que, você tem duas opções de rotas..."fator replay" em dobro!

Encarne o ímpeto do vigilante de Gothan City e supere todos os desafios (sem Continues ou Save States, de preferência) porque, vale muito a pena. Um dos meus preferidos no sistema.

O Superman, tem a importância, de ser o "pilar mestre" dos super heróis. A partir dele, tudo mudou e, não há alma viva no planeta Terra, que olhe para seu símbolo e não saiba do que se trata. Claro, ele não ficaria de fora dos videogames, porém, contrariando a sua popularidade, não tem tantas aparições quanto o "Morcegão" ou o "Cabeça de Teia". Acredito que, um dos motivos para isto, seja o fato dele ser extremamente poderoso e, adaptar suas habilidades para um game, não é uma tarefa das mais fáceis. Uma "nerfada" se faz necessária e, o óbvio, sempre acontece: A Reclamação (A.K.A. Mimimi). 

Esta versão da Virgin Games é um port do game para Mega Drive, uma produção da competente Sunsoft. Na época, não faltou gente torcendo o nariz dizendo coisas como "Que droga! O Super não voa!" ou "Onde já se viu, ele morre rapidinho!". Eu já rebatia esses comentários (na verdade, ironizava), dizendo que não deveriam ter passado da primeira fase. Ou seja, as famosas habilidades do "Escoteiro," vão aparecendo ao longo das fases deste super game (não resisti em fazer o trocadilho barato. Rss!!!).

Supondo que, os desenvolvedores da Virgin tomaram nota das queixas, incluíram o vôo em sua versão. Mas... prestou? A meu ver, estragou. Somado a comandos erráticos, inimigos que surgem repentinamente e, o nosso "boneco" ser um fracote, tornam o game difícil de ser apreciado. Sim... quem reclamou que o kriptoniano era fraco no Mega, aqui, ele consegue ser ainda mais. Além de precisar de mais de um soco para abater qualquer um dos inimigos, sua resistencia à dano é ridícula. Só faltou, fazerem ele morrer como o Alex Kidd.

Nem tudo é um "Apocalipse" pois, os gráficos são bonitos e, os efeitos sonoros, estão OK. Como todo game, caso ele seja minimamente jogável, você consegue driblar esses problemas e avançar. Porém, se tiver que optar, vá de Mega Drive... será uma experiência bem mais recompensadora (e justa). 

Por fim, uma grata surpresa: The Flash. Este, não tive contato na época de seu lançamento e, mesmo em emulação, não cheguei a experimentá-lo. Acreditem, nem vídeo no You Tube, me dignei à conferir. E, como não tenho a capacidade do defensor de Central City de voltar no tempo, não tive como avisar meu "eu do passado" para correr atrás deste game. Ainda bem que, hoje, o acesso é fácil e pude, enfim, conhecer essa pérola.

O jogo é baseado na série de TV do início dos anos 90. A Probe estava inspirada e, já na "Tela da Sega", fizeram um gracejo, enaltecendo a velocidade do herói. O visual é bonito, com gráficos competentes, definidos e com bom uso de cores. O Flash, mesmo pequeno, possui uma animação suave e rápida... mas, bota rápida nisto! Aqui, repousa a única queixa que faço pois, penso eu, "pesaram a mão" na tentativa representar o quão veloz ele é. Se acostumar, será difícil no início mas, mesmo habituado, vai passar algum apuro com burados, espetos no chão, inimigos estrategicamente posicionados, etc. O curioso é que, até saber o que tem pela frente, você vai lutar para não deixar o "Velocicista Escarlate" desembestar à correr.

Mesmo assim, curti a aventura gamística desta personagem clássica da DC Comics. É um dos poucos títulos disponíveis em que faz parte, sendo protagonista então, só conheço dois (junto do Justice League Heroes - The Flash, para Game Boy Advance).

Recomendo!

Então, é isso. Fico por aqui desta vez.

Até a próxima galera!


terça-feira, 16 de março de 2021

QG Recomenda - Jogos de Guerra dos anos 80

 

E aí, galera do QG Master!

Como vão as coisas?

Desta vez, saí um pouco do foco dos reviews, a minha editoria de costume. Recentemente, por conta de alguns games que tenho revisitado e/ou conhecido, me deu vontade de indicar alguns que considero bacanas. Um tipo se repetiu e, assim, resolvi abordar os de guerra dos anos 80. Porém, tentei focar, naqueles que acredito serem pouco conhecidos do povão.

Naqueles tempos, era corriqueiro, vermos filmes, desenhos ou HQs com tal tema e, claro, os games surfaram nesta onda. Aliás, as produções de Hollywood, com seus "brucutus exércitos de um homem só", serviram de inspiração para vários deles. 

Mas, chega de enrolação!

Vamos lá!

P.O.W. - Prisioners of War (SNK)

A SNK, apostou bastante, neste segmento. Em P.O.W., você está na pele de um... adivinha... prisioneiro de guerra, que precisa abrir caminho até a liberdade. Mas, o mais interessante aqui, é que ele fará isto na base da porrada. A ação acontece já na saída de sua cela, explodindo a porta e partindo para cima dos soldados inimigos (esse cara, é bravo mesmo, hein?).

Jogando sozinho ou, na companhia do segundo player (como todo bom beat'n up), todo tipo de oponente surgirá para impedir sua fuga. Os locais das fases, são aqueles típicos do cinema, como os campos de concentração, acampamentos, pátio de armamentos, entre outros. Embora a premissa seja a "pancadaria desenfreada", ocasionalmente, armas ajudarão em sua missão, como facas, metralhadoras ou granadas.

A versão de arcade saiu no ano de 1988 e, no ano seguinte, o Nintendo recebeu uma adaptação surpreendente, de tão fiel que ficou ao original (mesmo, perdendo o modo para dois jogadores). Qualquer uma delas, vale a pena conferir.

Jackal (Konami)

Não foi apenas em Contra, que esta empresa japonesa, usou a guerra como temática em seus games. Metal Gear, também é famoso mas.. e Jackal? Pelo menos, não vejo (nem ouço) muitas citações sobre ele na internet. O game, se tornou obscuro, pelo visto.

Lançado em 1986 para os arcades, você controla um jipe (com visão aérea da ação) e, tem a missão, de localizar as instalações dos prisioneiros e realizar o resgate. Feito isto, terá que levá-los à uma zona de pouso segura, onde serão transportados para fora dali, via helicóptero. Portanto, como essas ações são realizadas dentro do território inimigo, espere por muita artilharia, bombas, soldados, tanques de guerra, todos, querendo acabar com a sua raça.

A partir do ano seguinte, o game, começou a ser portado para vários sistemas de sua época, sendo a versão do NES, a mais conhecida. 

Heavy Barrel (Data East)

A Data East também aprontava das suas e, Heavy Barrel, trouxe alguma novidade ao gênero. A principal delas é, o fato, da nossa personagem ser capaz de se mover e atirar em direções distintas (um direcional para o "boneco" e, outro, para rotacionar os disparos). Há ainda powerups encontrados em caixas desbloqueáveis com chaves, que dão acesso à granadas, orbs de proteção ou peças da Heavy Barrel, a super arma que dá nome ao jogo. 

O cenário do game (lançado em 1989) tem um leve toque futurista, que se assemelha bastante, ao Contra da Konami. E, assim como aconteceu com tantos sucessos, acabou parando nos computadores e no Nintendo 8 bits (este último, o melhor port).

Green Beret/Rush'n Attack (Konami)

"Boina Verde" (como aprendi à chamar), foi um dos primeiros jogos de fliper que conheci no ano de 1986. Junto de Ms. Pac-Man, Pole Position, Karate Champ, Galaga, Popeye, Gyruss, Pit'n Run e Kung Fu Master, arrancou os primeiros trocos de pão da minha vida. 

Alguns anos depois, soube que havia uma versão para o NES, porém, nunca a vi. Cheguei à encomendar com um muambeiro que ia no Paraguai mas, segundo ele, este game não existia. "Será que estava enganado?" assim pensava, deixei para lá e o "futuro chegou". Um certo dia, me deparo com uma rom chamada Rush'n Attack e, para meu espanto, era o danado do Green Beret, que tanto quis jogar em casa no passado. E, esta descoberta, faz pouquíssimo tempo, por volta de 2017. 

Resumindo tudo... se trata um port muito fiel ao arcade, com fases a mais. O título alterado, é um trocadilho esperto da frase Russian Attack (Ataque Russo). Um clássico, que não pode ser esquecido jamais.

Rambo (Sega)

Se, um filme, pode servir de inspiração na criação de um jogo, por quê não, o contrário? Esse "caminho inverso" aconteceu inúmeras vezes no mercado... era algo inevitável. Embora, oficialmente, o game se chame Rambo - The First Blood Part 2, pouco do filme será visto aqui. 

Também conhecido por Secret Commando ou Ashura (porque, a Sega é malandrinha e lucrou três vezes com o mesmo jogo), é bastante "inspirado" no clássico Commando, da Capcom. Controlamos a personagem, com visão por cima de sua cabeça, mandando bala numa horda interminável de inimigos. Tem gráficos e sons muito bons, levando em conta, ser um jogo de apenas 1 mega de memória. 

Por hora, fica a recomendação. Em breve, terá review mais detalhado desta pérola esquecida do mundo dos games.

Então é isso. Espero que curtam as indicações.

Até mais!