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sábado, 28 de janeiro de 2023

Master Review - Strider (1991)

Saudações, amigos do QG! Tudo bem com vocês?

Depois de um “longo inverno”, volto à escrever um review. A mera citação desta estação do ano em associação à vídeo games, me lembra Strider (e sua segunda fase na Sibéria).

Esta pérola da Capcom, marcou época e foi portado pela Sega de forma brilhante, a ponto, de ser aclamado pela revista EGM como “Jogo do Ano” e sendo o de “Melhores Gráficos” em 1990 mas... esta é a versão Mega Drive. Será que a de Master System, manteve o mesmo padrão de qualidade?

Onde estão os 4 Megas?

Enquanto, no 16 bits, Strider foi o primeiro cartucho com 8 Megas de memória e tudo ali se justificava, no Master, parece que não usaram todos os 4 que disseram ter. Mesmo na época, foi esta a impressão que tive assim que comecei à jogá-lo. Toda aquela fluidez de jogabilidade e beleza gráfica, se perdeu nesta transição.

“Douglas, é um Master System. Claro que teria perdas”, alguém poderia me questionar. Entretanto, a própria biblioteca do sistema (em jogos mais antigos, inclusive), comprova que faltou capricho aqui.

Não sei dizer se, mapear toda a área onde o “boneco” interage (paredes, plataformas, aclives e declives) pesa demais na programação mas, o que se nota, é a lentidão das ações do ninja futurista. O mais curioso é que, tentaram reproduzir a complexa animação (que possui bastante frames) e cortaram a mais básica: mexer os braços/golpes. A espada é como “bambolê luminoso” ropodiando na cintura da personagem.

Com tudo isso, o game é ruim?

Como prefiro dizer, é preciso pesar todos os prós e contras. E, levando em conta o trabalho realizado aqui, o saldo ainda é positivo. Temos um bom trabalho gráfico e sonoro (ainda que, a música tema, toque em todas as fases desde a abertura). A jogabilidade, mesmo com um ritmo mais lento, possui comandos funcionais e, a fidelidade de ambientação comparado ao original é grande.

Neste ponto, temos as 5 fases do Arcade/Mega e enfrentamos a horda de inimigos do vilão Grand Master Meio. Passaremos pelo Kazafu/Kazaquistão, Sibéria, Fortaleza Voadora/Ballog, Amazonas e Estação Espacial/Chefe Final. O grau de dificuldade é moderado e, não se espante, se concluí-lo após meia dúzia de partidas (como ocorreu comigo, causando certa decepção).

O arsenal de Hiryu

Na antiguidade, os ninjas, já eram famosos por manusear um vasto arsenal e, no caso de Strider Hiryu, não seria diferente. Além de sua espada de plasma (a Cypher), ele conta ganchos de escalada (para se pendurar em plataformas e subir paredes) e dróide de apoio (o Oroboros, que caça os inimigos nas proximidades).

Para fazer uso de todo esse repertório, o Botão 1 é responsável pelos ataques, enquanto o Botão 2, realiza os saltos. Ainda com o 2, junto do direcional para baixo, o herói deslizará pelo chão (o slide) ou, após um salto com o D-Pad para cima, subirá a plataforma (quando estiver grudado por baixo dela).

E, nessa missão de livrar o mundo das forças do mal, você contará com 4 vidas e 3 continues. Derrotando Grand Master Meio, será agraciado com um dos finais mais “WTF?!” da história dos games (até em Marvel X Capcom, aparece “aquilo”).

Conclusão

Strider tem grande parcela de contribuição para a ascensão dos vídeo games ao status que ele tem hoje. Seu sucesso, se fez mostrar, nas inúmeras versões que recebeu, tanto no período de seu lançamento, como na atualidade.

Nos tempos que a Nintendo tinha o apoio das principais empresas do setor, a Sega teve que produzir as suas e, o recém lançado Mega Drive/Genesis, tinha que mostrar ser uma máquina de arcade dentro dos lares dos consumidores. Este título, como sabemos, caiu como uma luva. 

O Master System, precisava receber games de potencial e, claro, também ganhou seu port. Embora tenha ficado aquém do que deveria, engrossou o catálogo do sistema num momento importante no mercado. Mais de trinta anos depois, pode ser conferido à título de curiosidade apenas... não creio que, renderia muito tempo de jogatina, para os que não tiveram a chance de jogá-lo em 1991.

Então, é isso por enquanto.

Vou ficando aqui.

Até mais! 



 

 

 

 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Tartarugas Ninjas e Tyris Flare, dão vida nova, à Streets of Rage 2 e Golden Axe de Master System

 
Saudações, amigos do QG!

Tudo bem com vocês?

Não sei vocês mas, volta e meia, me pego pensando como reagiria à certas coisas que vejo hoje se, tivessem ocorrido, anos atrás. Se uma máquina do tempo existisse, voltariam e contariam à suas “contrapartes do passado” como seria o futuro?

Mesmo correndo o risco de destruir o universo no processo (segundo teorias de “De Volta para o Futuro”), contaria sim. Uma delas é, que jogos incríveis continuariam sendo feitos para aquele videogame da época. Mais ainda, que os próprios fãs, trabalhariam neles dando sobrevida – ou melhorando – aqueles mesmos que, já tinham perdido toda a graça.

Se meu “eu mais jovem” acreditaria em mim, não tenho como saber, porém, algo é fato: que época bacana para os que curtem games clássicos, viu? Vários lançamentos - sejam inéditos ou “hack roms” - tem saído e feito a alegria dos “velhacos” de plantão.

O Mega Drive tem sido o maior privilegiado, recebendo melhorias em sucessos produzidos nos anos 90. Tivemos jogos das franquias Street Fighter 2 e Mortal Kombat, por exemplo, que ganharam implementos gráficos e, até, de conteúdo. Os títulos do Sonic, também, são muito trabalhados pelo “moders” que, em alguns casos, transformam as antigas versões em algo totalmente novo, como se fossem, feitos pela própria Sega.

Em cima disto, outro que tem recebido modificações, é Streets of Rage 2. Há algum tempo, a galera que “manja dos bits” tem incluído personagens como Ryu, Robocop, Mike Haggar, entre tantos outros... porém, era “somente” isto. O que vimos, todo o conteúdo restante, era o mesmo em sua origem (provavelmente, não sabiam como realizar, algo mais elaborado até então). Isto, viria à mudar e atingir outro patamar de qualidade, no final de 2022.

Em dezembro do ano passado, surgiu a hack denominada Teenage Mutant Ninja Turtles – Shredder’s Re-Revenge. O trabalho feito é impressionante pois, as alterações feitas, transformaram o SoR2 em algo distinto. Todas as referências visuais foram alteradas para se tornar um game das tartarugas, incluindo sprites, telas de apresentação e finais ficando, inalterados apenas, músicas e efeitos sonoros. O destaque aqui, são os “bonecos”, extraídos, do último game lançado pela empresa Dotemu, o Shredder’s Revenge.


Já o cenário voltado ao irmão mais velho do Mega, o Master System, não é tão ativo mas, tem recebido suas pérolas. No início dos anos 90, quem tinha o 8 bits e queria jogar Golden Axe, teve que se contentar com uma versão muito simplificada, comparada ao arcade. Mesmo sendo um bom port, os cortes que foram feitos, tornaram a experiência insuficiente pois, além de não poder jogar de dois jogadores simultâneos, só tinha o Ax-Batt... digo... o Tarik. Pelo menos, dava para escolher as magias da Terra, do Trovão (de Gillius Thunderhead) e do Fogo (Tyris Flare).

Talvez, inspirado na versão Guy de Final Fight de Super Nes, um abençoado (ou abençoados, não sei dizer, desculpem-me) resolveu incluir a amazona no GA de Master. O mais legal aqui é que, as mudanças, também foram profundas. Além da Tyris estar muito bem desenhada, com ótimo detalhamento, refizeram a tela de abertura, cenas finais, paleta de cores retrabalhada e inclusão de detalhes nos cenários, tornando o visual mais fiel ao original de flíper.

O game, continua truncadinho e, carece, de atenção ao timing nos comandos. Ainda assim, fico na torcida, para que façam agora o “Golden Axe Gillius” (e demais personagens da franquia, porquê não?).

Então, é isso pessoal. As roms estão rodando a internet e está facinho encontrá-las. Recomendo, fortemente, que experimentem esses trabalhos fantásticos.
Até mais!

                             

 

sábado, 31 de dezembro de 2022

Meme Retrogamer - O quê você jogou em 2022?

                            

E não é que, mais um ano se foi?

Caindo no clichê, de falar que o tempo “voou”, estamos aqui mantendo uma tradição. Neste período, costumamos compartilhar as nossas experiências ao longo desses 365 dias com algo que gostamos muito, os vídeo games.

Seja revisitando aquele jogo mais querido ou descobrindo pérolas novas – ainda, que sejam, as “perdidas no passado” - esse hobby que crescemos cultivando, ainda nos diverte bastante.

Então, sem mais delongas, quem faz as honras de iniciar seu relato é o...

Rodrigo

Olá amigos!

Parece uma constante que não jogamos mais como na época de juventude, seja pela família, seja pelo trabalho.

Mas jogamos alguma coisa, até para pôr as novidades da página do Face em dia. Vamos lá para lista de preferidos?

Castlevania (Mega Drive)

                         

De vez em quando, retorno a este clássico do terror em videogame pela versão do Mega Drive. Não temos Belmont aqui, o jogo se passa ao meu entendimento, após o Castlevania clássico. Gosto de jogar com o Eric devido aos ataques e saltos com lança.

É bem bacana a ideia de fazer um tour pela Europa, sendo que a primeira fase é uma releitura do primeiro jogo na Transilvânia. A fase da Alemanha, me faz lembrar tanto de Shinobi quanto de Master of Darkness. Recomendo muito.

Xenocrisis (Indie)

                         

Um shooter multiplataforma feito por uma equipe de desenvolvedores ultra experientes da Bitmap. Fuzileiros descobrem mistérios sobre um ataque de estranhas criaturas no futuro.

Como dar errado esse jogo? É um jogo ágil, difícil, com grande variedade de itens que podem ser comprados e um segredo a ser revelado no final. Gostei demais, a única coisa que lamentei foi não ter tido um parceiro para jogar esse novo clássico.

Mortal Kombat II (Mega Drive)

                       

Um dos jogos mais esperados e viciantes da década de 90. Ou estou ficando meio velho, ou não sinto mais o mesmo impacto de estréia, como foi, na época de ouro das locadoras e fliperamas.

Esta versão do jogo é a minha preferida. O primeiro jogo, me parece hoje, meio experimental e, os 3 e 4, já não tem tanto a ambientação fortemente oriental.

E, embora houvesse a hegemonia da versão SNES, curti muito a versão Mega pela jogabilidade mais ágil. Deixei um pouco meus favoritos Liu Kang e Sub-Zero. Experimentei jogar mais com Kung Lao e, percebi, o quanto o jogo favorece usar a Mileena… por algum tempo.

A Turma da Mônica em: O Resgate (Master System)

                     

E vamos brincar de ser criança. A esposa está liberando mais a pequena conhecer games, então, deixei os jogos mais violentos e fomos com os personagens favoritos dela.

Descobri que conheço esse jogo de cor mas, continuo me divertindo muito com seus cenários e músicas coloridas, além, do charme de ver todos os personagens queridos do Maurício no game.

Bom, é isso pessoal!

Ficam as dicas e espero que tenhamos tempo para manter a vibe gamer por muitos anos! =) 

 

Douglas

Saudações, amigos do QG!

Tudo bem?

Este ano, comparado aos anteriores, foi mais proveitoso em jogatinas. Foi um período de muitas “garimpagens” e descobertas de games que, ou não fazia ideia que existiam ou deixei passar por algum motivo.

Também, me deu vontade de revisitar alguns títulos. Como numa espécie de “tira teima”, quis saber se eu era melhor no passado ou, se eram mesmo, tão difíceis como achava que fossem.

Há ainda, os que foram abordados por mim aqui no QG em 2022. Como não costumo escrever sem jogá-los antes, acabam entrando na lista, de qualquer forma.

Então, vamos lá!

Tough Guy – Fighting Titans (PC)

                          

Nos garimpos que fiz, me deparei com muita coisa obscura. Como não existia internet, inúmeros jogos pegaram carona no sucesso de Street Fighter 2 e nem ficamos sabendo (isto, daria um texto para o QG). Um desses casos curiosos, é Tough Guy – Fighting Titans.

Feito pela coreana Panda Games no concorrido ano de 1995, chegou primeiro nos arcades. Agora em 2019, a Super Fighter Team adquiriu os direitos e o portou para PCs, usando a engine MUGEN. Sim, aquela que todos usam para fazerem seus próprios jogos.

Independente de como a empresa gerencia seus negócios (estão disponibilizados de forma gratuita no site deles), o game é surpreendentemente bom. Com gráficos bonitos, jogabilidade precisa e sons que cumprem seus papéis, dá para reunir os amigos e descer a porrada numa boa. Os lutadores, não fogem muito dos tipos comuns do gênero mas, são bem elaborados e com animações bem fluídas.

Se curte jogos de luta, vale a pena dar uma conferida.

Sonic and All Star Racing Transformed (X-Box 360)

Aqui, foi um caso de amor à primeira acelerada... que jogo lindo!

Há muito tempo, não consigo mais acompanhar a evolução tecnológica dos videogames e, os tenho experimentado, tardiamente. Por exemplo, o X-Box 360, só adquiri um este ano.

Este game do Sonic, o conheci em visita à casa de amigos e já tinha me cativado. Agora, com a possibilidade de jogá-lo a fundo, me apaixonei. Só tive tamanho ímpeto, nos tempos de Master System/Mega Drive e, tanta dedicação, me fez concluir e destravar tudo nele (incluindo os níveis “Expert”).

Sonic and All Star Racing Transformed é bonitinho na aparência, passando bem longe, de ser algo para crianças. É desafiador de “arrancar os cabelos” onde, qualquer vacilinho durante o percurso, pode dar adeus às chances de vitória.

Este título é uma ode ao legado da Sega, com seu elenco, pistas e trilha sonora (destaque para a pista “Race of Ages” com a trilha de Space Harrier).

Se é fá da empresa, este jogo é obrigatório.

Soldiers of Fortune (Mega Drive)

Este, poderia ter entrado naquele recomendado de jogos de guerra, que fiz, meses atrás. Curto bastante esses de ação com visão por cima e, aqui, há um diferencial bacana: mesmo em “single player”, terá a companhia de outro guerreiro.

Dentre todos os que podemos escolher, cada um, possui um tipo de comportamento diferente durante o combate. Uns são mais cautelosos, outros mais atirados ou, ainda, os “gulosos” que correm na sua frente para pegar os itens. Então, a escolha da dupla, tem papel fundamental para se sobreviver nos labirintos que compõe as fases.

Com gráficos muito bonitos, gameplay afiado e boas músicas para embalar o tiroteio, Soldiers of Fortune é mais um jogaço da biblioteca do Megão. Só me espanta, não ser muito conhecido.

H.E.R.O. e River Raid (Atari)

Citei esses dois mas, de um modo geral, as obras da Actvision são as que melhor resistiram ao teste do tempo. Desde o meu preferido do Atari 2600 (Frostbite), passando pelo frenético Megamania ou mesmo o singelo Freeway, os games da empresa, são os melhores do sistema disparado.

Tirando o período de, aproximadamente 10 anos (onde não tinha como jogá-los mais) até a chegada dos emuladores aqui em casa, de tempos em tempos, ainda os revisito. Entretanto, me vi dedicando mais atenção à estes dois.

H.E.R.O. o achava difícil demais naqueles tempos e não ia muito longe. River Raid, era bom o suficiente para ser um dos mais “viciados” entre os amigos. Então, quando vejo meu desempenho hoje, claramente superior à antigamente, brinco pensando “Ah, se tivesse uma máquina do tempo!”.

Se você diz ser um apaixonado por vídeo games, só quer saber dos “Playstations” e não dá bola para clássicos do passado, não sabe o que está perdendo. Essas pérolas são garantia de diversão, no sentido mais puro da palavra.

Montezuma’s Revenge (Master System)

Chegamos ao Master System mas, esta história, se conecta com o Atari. Tinha alguns naquele período que não conseguia dominar, por ser muito novo. Superman, Adventure, Halloween, entre outros, simplesmente, não entendia como proceder e logo abandonava... o mesmo vale para o Montezuma’s Revenge.

Alguns anos depois, já com a chegada dos consoles de terceira geração no Brasil, a informação de que “Montezuma” era muito cultuado entre os jogadores de computador, não me pareceu muito crível: “Aquilo lá?! Não acredito!”. Mas, precisou chegarmos em 2022 para que eu, finalmente, desse uma chance. Então, escolhi a versão do 8 bits da Sega para me aventurar.

Agora, compreendo muito bem, o porquê de gostarem tanto dele. É um jogo de plataforma com “quebra-cabeças” muito bem elaborados. Sabem aqueles que, te obrigam à explorar salas para achar um item que, só abrirá uma porta, em outro lugar da fase? É o que encontrará aqui e de forma brilhante... quase um “Metroidvania”, muitos anos antes, do termo ter surgido.

Mais um que, deixou sua marca, no mundo dos games.

Então, vou ficando por aqui.

Que, 2023, seja repleto de alegrias e realizações à todos.

Até mais!


sábado, 3 de dezembro de 2022

Black Belt - O Retorno de Riki

 

Graças ao indie Ganbatte Karate, o herói clássico, tem seu retorno triunfal ao mundo dos games

 Por Douglas Deiró

Este título, bem que poderia, ser de uma nova aventura do karateca Riki, de Black Belt. Infelizmente, a Sega, nunca fez a sequência deste clássico do Master System, muito amado, por fãs que viveram o final dos anos 80 e início dos 90 (período do lançando do console no país).

O fato do game ter sido uma “gambiarra” da empresa para aproveitar os códigos de Hokuto no Ken no mercado ocidental, não ajudou muito a popularizá-lo. Somado ao fato deste 8 bits não ter tido boa aceitação do público exterior, só piorou a vida do nosso herói. Essa batalha, ele não conseguiu vencer.

Entretanto, no Brasil, ele foi um dos mais vendidos para do sistema, o que, demonstra, ter caído no gosto da galera. Não por acaso... além do fato de, naquele período, haver poucos jogos de porrada disponíveis, possui bons gráficos, trilha sonora empolgante e gameplay eletrizante. O pacote completo para uma diversão viciante, com toda a certeza.

Os anos se passaram e, o cenário para a produção de jogos indies, cresceu de tal forma que, podemos encontrar, verdadeiras obras de arte... algumas, até rivalizam com as de grandes estúdios. Neste mundo fantástico saído da mente criativa de muitos talentos, encontra-se Ganbatte Karate, idealizado por Ulisses Lopes da Silva e sua Ulisoft.

O criador e seu trabalho, já foi tema de matéria aqui mesmo no QG Master (dê uma busca no blog, a conversa com ele, ficou bem bacana). Na ocasião, o projeto estava no começo mas, mesmo assim, o potencial era enorme. Tanto é que, hoje, o elenco do game triplicou.


Ganbatte Karate, como o próprio nome sugere, reúne personagens praticantes desta arte marcial, saídos, de várias mídias diferentes. Será que, Daniel Larusso (Karate Kid), teria vencido do torneio All Valley se, o finalista, fosse o Ryu (Street Fighter) ou o Jin Kazama (de Tekken)? Aqui, há a possibilidade de colocar isto à prova.

Ao “passear” pela tela se seleção, verão muitos chars originais... e, é aí, que GK brilha ainda mais. Tais lutadores, são pedidos de fãs por intermédio de ”comissions”. Sim, não leu errado! Se é um dos inúmeros gamers que, sempre sonhou, em ter um personagem “trocando sopapos” em um fighting game, chegou sua hora.

Quanto ao retorno do Riki à ativa, ele se deu, justamente, pelo fato de ser muito querido entre os brasileiros. Perguntado sobre os critérios para a escolha do elenco de “Ganbatte”, Lopes disse buscar por aqueles interessantes e que possam agradar a maior parte do público. Assim, fiquem atentos! Em 2023, a segunda temporada, promete a chegada de outros grandes nomes do “karatê midiático”.

O faixa preta veterano ficou incrível com o novo visual, inspirado, nos jogos da SNK para o Neo Geo Pocket. Ainda assim, preservou-se suas características de ser um guerreiro formidável, capaz, de dar golpes potentes nos adversários. Lembrando, no game de 1986, os inimigos “explodem” quando atingidos, herança, da versão japonesa Hokuto no Ken. E por falar neste último, Kenshiro (o protagonista) foi a inspiração óbvia para completar o “move set” de Riki, medida necessária pois, seu repertório antigo seria insuficiente.

Então, fica minha a recomendação máxima. Se é um fã do clássico Black Belt e gostaria de fazê-lo duelar com outras estrelas dos jogos de luta, não perca tempo. O game é gratuito e pode ser baixado via site Game Jolt (gamejolt.com/ulisan/games) ou, ainda, mantenha-se informado sobre todas as atualizações no Facebook (SNK Vs Capcom – Rivalry Conclusion).



sexta-feira, 15 de julho de 2022

Os jogos do RoboCop, o Policial do Futuro

 

Olá, amigos do QG!

Tudo bem?

Pegando carona, mais uma vez, em alguma novidade do mundo gamer, aqui estou novamente. No último dia 08/07/2022, foi anunciada a produção de um novo jogo do RoboCop pelas mãos da empresa Teyon, que deve chegar para quase todas as plataformas disponíveis no mercado em 2023.

O policial ciborgue de Detroit, apesar da grande popularidade que atingiu no fim dos anos 80 e início dos 90, caiu um pouco no ostracismo e, games com ele, acabaram ficando raros. Mas, os fãs, nunca o esquecerem por completo e sempre comemoram o seu retorno, não importa a mídia em que apareça.

Sendo uma dessas pessoas, listarei neste texto, jogos clássicos envolvendo a personagem. Os mencionados em questão, não são "Melhores de Todos os Tempos", mas sim, aqueles que mais gosto.

Assim, começo por...

RoboCop 3 (Nintento - Ocean Software - 1993) - O filme, em si, foi tão ruim que decretou o fim da franquia no cinema (desconsiderando, o remake de 2014). Nos games, as coisas foram pelo mesmo caminho e, RoboCop 3, não recebeu nenhuma adaptação gamística de muito destaque... porém, temos esta versão de NES. 

O game possui bons gráficos, sprites bem detalhadas e animação do "nosso boneco" suave e convincente. A trilha sonora é muito boa, principalmente, o tema de abertura. Os efeitos sonoros surpreendem e, em dados momentos, dá pra "sentir" o peso do RoboCop ao aterrizar de um salto ou quando toma um disparo inimigo pois, o som produzido, casa perfeitamente.

Além disto, algo que achei bem legal é que, entre as fases, podemos fazer reparos no RoboCop. O vemos sentado naquela sua cadeira no laboratório e, selecionamos as partes à serem arrumadas, de acordo, com a quantidade de ítens "P" coletados. Outros pontos que merecem destaque, são os "robôs-ninjas" e o uso do jetpack em um estágio mais adiantado no jogo (como no filme). Até chegar lá, seu amplo arsenal, o ajudará na difícil missão.

Em minha opinião, é o game o mais divertido, entre, os que se basearam na terceira parte da trilogia cinematográfica. 

RoboCop (Game Boy Advance - Titus - 2002) - Juntamente com o anúncio do novo game de 2023, surgiu no You Tube, a indicação de video deste para Game Boy Advance. Estranhamente, nunca tinha ouvido falar de um para o portátil da Nintendo... também, pudera, ele nunca foi lançado oficialmente. 

A rom deste protótipo, ao que parece, surgiu na internet no início deste ano. O jogo está praticamente pronto, tirando o fato, do dano de algumas armas extras estar "desregulado" (derrotando chefes de fase com um único hit, por exemplo). Ainda assim, é possível curti-lo porque, como as fases tem limite de tempo e o jogador tem uma única vida, há um desafio ali à ser superado. 

A produção que a Titus cancelou, tem forte inspiração, no arcade da Data East de 1988 e nas versões caseiras de RoboCop 3, principalmente, no quesito artístico. Os controles, são os já conhecidos do herói em outras encarnações, ou seja, andar e atirar em todas as direções. A parte sonora é boa, porém, um tanto genérica.

Uma pena que, a softhouse, tenha desistido de lançar o game. Quais os motivos disto? Fica o mistério no ar.

RoboCop Vs The Terminator (Mega Drive - Virgin Games - 1994) - Para muitos, a melhor aparição do "Oficial Alex Murphy" em um video game... elementos para isto, "tem de sobra". Esta obra prima da Virgin Games, teve versões para as principais plataformas da época mas, no Mega Drive, se sobressaiu. A história, é a adaptação do crossover entre estas famosas franquias do cinema publicada pela Dark Horse em 1992. 

Aqui, podemos nos deleitar com gráficos super detalhados, trilha sonora competente e muito "gore"... os inimigos abatidos explodem em sangue, quase um Fatality de Mortal Kombat. Os controles são rápidos e precisos, bem como deveria ser mesmo pois, o tiroteio é frenético e seus reflexos são testados a todo momento. Muito difícil, porém, justo. Um jogo obrigatório... para fãs ou não.

P.S.: Tem review da impressionante versão de Master System aqui no QG. De quebra, no mesmo texto, há citações do game não lançado de Nintendo 8 bits. 

RoboCop 2 (Arcade - Data East - 1990) - Lembro de pessoas próximas que estranharam o gameplay, por ser bem diferente do visto no primeiro game, também, uma produção da Data East. Como conhecia NARC (da Midway), já tinha feito a associação e curti esta similaridade. Talvez, tal alteração no estilo - de um "run and gun" para um "beat'n up" - tenha desagradado o público de maneira geral pois, não vejo, citarem muito ele.

Temos o que havia de melhor no período, com gráficos bastante detalhados que capturam a atmosfera do filme com fidelidade. Os sprites são grandes, bem definidos e animados, o RoboCop se movimenta com extrema fluidez na tela... um trabalho competente, sem sombra de dúvida. A parte sonora, mantém o alto nível e empolga a jogatina numa boa.

Estranhamente, não é absurdamente difícil para os padrões dos arcades, que eram "Buracos Negros dos Trocos de Pão". Aqui, você será exigido na medida certa, tornando o esforço mais recompensador. 

Se não conhece RoboCop 2, experimente! Recomendo!

RoboCop (Game Boy - Data East - 1990) - Gosto mais desta versão do Game Boy, comparada a do NES. Aliás, acho esta última muito "esquisita" e truncada... até os cachorros, dão um cacete no RoboCop. Sei que há muitos que curtem mas... sei lá... este port da Data East não me agradou muito. No portátil, fizeram o "arroz com feijão" e, por conta disto, as chances de errar foram menores.

As limitações do aparelho, não impediu os desenvolvedores, de elaborarem "bonecos" grandes e com bom detalhamento. A jogabilidade é a básica "andar e atirar" mas, com um desafio afiado. O ritmo de jogo não chega à ser frenético (longe disto), porém, os inimigos estão posicionados em pontos estratégicos para te dar bastante dor de cabeça. Somado ao fato de possuir tempo para a conclusão das fases, demorar demais no avanço, será seu fim.

Os direitos da personagem para os video games pertenciam a Ocean Software que, "sub-locava" para a Data East. Então, houve também versões para os PCs, feitas por esta empresa e baseadas nesta de GB (ou, foi o contrário?). De minha parte, considero esta do "Pequeno Notável da Nintendo" como a melhor versão caseira do primeiro RoboCop, mesmo, com todas as restrições técnicas. 

RoboCop 3 (Master System - Flying Edge - 1993) - Este, fiz um review há alguns anos aqui no QG Master e, tentarei, não me repetir demais. Este port para o 8 bits da Sega, me agrada mais que as versões de Mega Drive e Super Nintendo. Evidente que houve perdas nesta transição mas, para um Master System, ficou mais condizente que as de 16 bits que, àquela altura, poderiam ter entregado um game bem melhor. Ainda assim, praticamente, todo o conteúdo foi preservado.

É um jogo com a mecânica comum dos jogos do RoboCop, entretanto, houve com a inclusão das fases de vôo com o jetpack. Colocarem esta parte "de navinha", foi uma novidade interessante naqueles tempos. Agora, o que não entendo, de onde saiu a ideia de ter ratos como inimigos? Sim, aqueles de esgoto mesmo! Não faço a mínima do porquê mas, repetiram a dose, no FPS lançado para o Playstation 2 em 2002. Vai entender...

RoboCop (Arcade - Data East - 1988) - Mais acostumado ao Atari 2600, ainda que já frequentasse os fliperamas, me deparar com o RoboCop foi uma experiência sem igual. O "Policial do Futuro" andava, dava porrada, sacava a arma da sua perna... E FALAVA! As frases famosas do cinema, eram ditas no game de forma clara e cristalina... aquilo tudo, era incrível e a fila para jogá-lo era enorme. Somado à uma trilha sonora "top de linha", não tinha como não se impressionar com a novidade. 

A ambientação, se assemelha pouco ao filme. Ainda assim, algumas das locações vistas (cidade, ferro-velho, galpões e prédio da OCP) estão presentes, com um trabalho artístico impecável. Os controles são precisos e, a dificuldade, não é exagerada. Lembro que, muitos jogadores iam longe com uma única ficha e, alguns outros, o concluíam sem maiores problemas. Eu mesmo, que era bem novo, jogava relativamente bem. Parece que, a Data East, não era tão "sádica" quanto as outras empresas.

Clássico máximo que, mesmo em 2002, consegue ser bonito nas telas de uma TV moderna. Não sei se, o vindouro RoboCop da Teyon fará juz ao legado mas, este de 1988,  permanece no topo de minha lista de melhores. 

Então, é isso.

Até mais, pessoal! 


segunda-feira, 27 de junho de 2022

QG Recomenda - Games com Personagens Marvel Comics

Olá, amigos!

Como vão as coisas?

Ano passado, fiz um texto inspirado na Liga da Justiça do Zack Snyder, cuja versão do diretor, tinha acabado de estrear na HBO Max. Na época, elenquei quais games do Master System continham os ícones da DC Comics... infelizmente, são poucos. Hoje, quase como um complemento daquele material, "cruzei para outra realidade" e abordarei títulos com personagens da Marvel Comics. Desta vez, não vou me restringir apenas ao 8 bits da Sega porque, no segmento de super heróis, as opções são escassas. 

Por hábito, apontarei aqueles que considero pouco conhecidos do público... ao menos, não vejo sendo citados com freqüência. E, para não me perder em meio a vastidão, vou focar nos velhos clássicos, ok? 

Sendo assim, darei inicio à...

Wolverine (Nintendo - 1991) - Algumas empresas no mundo dos video games, ficaram famosas, por conta de seus sucessos... mas, o contrário, também ocorreu. Se tem uma que, ficou marcada por despejar no mercado produções de qualidade duvidosa, é a famigerada LJN. Especialmente, considero essa fama exagerada e, como "até relógio quebrado, acerta duas vezes", vou falar sobre Wolverine. Este jogo é tão bom que, muita gente, nem sabe que saiu daquela publisher.

Inspirado nas histórias solo do "Carcaju", veremos um padrão gráfico que, se assemelha muito, com a impressão de cores das páginas de uma HQ da época. Neste ponto, a paleta de cores do Nintendo "caiu como uma luva" pois, a compatibilidade é total. Um ponto à se destacar, é animação de sprites da personagem, que é bem feita e apresenta movimentos naturais e suaves. A parte sonora se mostra competente, como boas composições que combinam com a aventura.

O Wolverine, costuma dizer, que é o melhor naquilo que faz. Se for encacar esse desafio, seja destemido porque, é um jogo inclemente. Por ser um clássico do gênero plataforma, vai aprender a evitar os obstáculos e inimigos com o tempo, porém, ainda assim, vai penar bastante... a taxa de dano é alta e, morrer, é muito fácil. 

Está entre os meus preferidos no NES. Aliás, poderia colocá-lo também, em listas de melhores do sistema facilmente. 

Iron Man and X-Or Manowar in Heavy Metal (Game Boy e Game Gear - 1996) - Na verdade, este crossover entre os "armadurados" da Marvel Comics e Valiant Comics, foi um lançamento multiplataforma, cujas versões principais, saíram para o Saturn e Playstation. Com uma combinação entre o 3D pré-renderizado (personagens) e o 3D real (ambientação), foi um game interessante na época. Anos depois, por meio de emulação, soube que existiam para os portáteis da Sega e Nintendo... o resultado, me surpreendeu.

Os jogos de Game Gear e Game Boy são, basicamente, os mesmos (com excessão das cores, claro). A desenvolvedora conseguiu reproduzir, na medida do possível, as produções de 32 bits, muito parecido, com o que a Rare fez com o Killer Instinct do mesmo Game Boy. Vale dizer que, este tipo de técnica gráfica, ficou popular graças ao maravilhoso Donkey Kong Cowntry, para o Super Nintendo.

O jogo em si, não tem nada de inovador... mas é legal. Você pode escolher entre os dois protagonistas e percorrer as fases, mandando raios laser nos inimigos. Os controles respondem bem e a dificuldade é moderada, ideal, para aqueles "30 minutinhos" que tiver sobrando no seu dia. Hoje, com o advento dos "save states", dá para curtir o game aos poucos, como se fosse, a aquisição de um exemplar novo de HQ.

Daredevil (Game Boy Advance - 2003) - Desconhecia a existência do "Demolidor de GBA" por completo... soube, há pouquíssimo tempo. Ao me deparar com imagens na internet, fiquei curioso em experimentá-lo, o que fiz hoje (25/06/2022). É curioso, como ainda há, tanto jogo "perdido" à ser descoberto.

O game pode dividir opiniões, assim, como foi o filme estrelado pelo Ben Affleck. Até poderia se passar por um de Super Nintendo ou Mega Drive se fosse feito anos antes, porque, não apresenta nada novo ao estilo de ação/plataforma. Entretanto, os desenvolvedores, fizeram o "arroz com feijão bem temperadinho" pois veremos bons gráficos e trilha sonora, além, de controles ágeis e precisos.

A trama, segue de leve, os eventos do filme. Há personagens que existem somente nas HQs mas, que deram as caras aqui, tornando as coisas mais interessantes. Ainda assim, imagens digitalizadas com cenas da película hollywoodiana são abundantes e com qualidade impressionante. Também, é possível destravar outras (e demais extras) coletando os símbolos do herói (os "DD") espalhados pelas fases. A dificuldade é moderada mas, como a tendência é ir à caça de todos os ítens escondidos, precisará jogar bastante até conseguir cravar os 100%. Em suma, vai render muito tempo de jogatina. 

Mesmo não sendo revolucionário (há inúmeros como ele), Daredevil é um game bacana. Para quem curte, vale a pena dar uma conferida.

Spiderman - Return of the The Sinister Six (Nintendo e Master System - 1993) - Lembram, do que disse no Wolverine, sobre "relógio quebrado"? Se a LJN acertou duas vezes, outro exemplo disto, é este game do "Amigão da Vizinhança". Uma prova que, se os desenvolvedores fazem o básico mas, com competência e honestidade, sai boa coisa.

Aqui, veremos o Aranha encarando seus maiores inimigos em fases amplas que, dão a possibilidade, de explorar as capacidades do herói (disparar teias e escalar paredes, não poderiam faltar em um game dele, né?). Os gráficos são "Ok" e cumprem seu papel. Para compensar, no início da cada missão, veremos imagens grandes mostrando o inimigo a ser batido... num 8 bits, de maneira geral, não era algo tão comum assim. Doutor Octopus, Electro, Homem Areia, Mistério, Abutre e o Duende Macabro, estão muito bem desenhados nestas telas, o que, me impressionou na época. 

Primeiro, conheci a versão do Nintendinho e, posteriormente, a de Master System (um port da Flying Edge/Akclaim). Ambas são muito parecidas, entretanto, os detalhes que as diferem, transformam por completo a experiência. Por exemplo, o Homem Aranha tem apenas uma barra de vida no NES. No console da Sega, os itens estão em locais mais fáceis de encontrar. Além disto, os vilões Doutor Octopus e Mistério, que possuem apenas uma barra de vida, no Nintendo, regeneram algumas vezes antes de serem derrotados. Em suma, deram uma aliviada (desnecessária, a meu ver).

Enfim, o herói mais popular da Marvel, deve ser o que mais recebeu títulos ao longo das gerações de consoles. Assumir os controles de games deste período, é como abrir um livro de História.

Então, é isso... vou ficando por aqui.

Até mais! 


terça-feira, 3 de maio de 2022

Decepções com os Video Games


Saudações, amigos do QG!

Tudo bem com vocês? 

Sabemos, as coisas por aqui, andam meio paradas. Ainda assim, de tempos em tempos, sairão textos sobre nosso hobby favorito (mesmo com o rítmo de vida nos retardando). Podem continuar nos visitando, OK?

Deixando a enrolação de lado, o que me trouxe à estas linhas agora, foi a inspiração de um vídeo do canal Warp Zone, no You Tube. Nele, foram abordadas situações de decepção relacionadas aos video games. Embora, discorde de alguns tópicos citados ali (a meu ver, se enquadram mais como contratempos ou chateações), me fez lembrar de alguns momentos ocorridos comigo no passado.

Então, começarei por...

Ms. Pac-Man / Double Dragon - Calma! Não esperava um crossover da "Sra. Come-Come" com os Irmãos Lee. Já frequentava "flipers" em meados dos anos 80 e, os primeiros contatos que tive com estes títulos, foram no arcade. Muitos "trocos de pão" gastos neles, viu?

Ms. Pac-Man conheci em 1986 e, neste mesmo ano, ganhei meu Dynavision/Atari. Num dado dia, indo na locadora, me deparo com a tarjeta do jogo no quadro e não pensei duas vezes, afinal de contas, estaria no conforto da minha casa, sem disputar a máquina com dezenas de outras pessoas. Para minha frustração, não era nada igual àquilo que via no "Bar do Bigode" (onde jogava).

No ano seguinte, seria a vez de conhecer Double Dragon. Era um alvoroço danado, somente, para conseguir enxergar a tela... jogar mesmo, tinha que esperar bastante para minha vez chegar. No fim de 1990, fui presenteado com o badalado Master System e, a versão do 8 bits da Sega, era uma das opções disponíveis na loja. A volta para casa, que não dura mas do que trinta minutos de carro, pareceram horas. Vim foleando os encartes, manuais, tudo, para entrar no clima. Chegando em casa, instalei o console, conectei o cartucho e... "Que p@#$% é essa?!". Naquele exato momento, estava tendo minha segunda decepção com video games porque, os bonequinhos eram baixinhos e cabeçudos.

Numa época que era, complemente, alheio às questões sobre informática, as coisas "eram como eram". Nestes dois exemplos, pensava que foram feitos assim e pronto, sem qualquer conceito de hardware envolvido, se eram capazes de executar um determinado game, etc e tal. Algo que, começou a mudar, com a primeira edição da revista Video Game pois, continha, bastante informação sobre aquela febre que acabara da aportar no Brasil (os consoles de Terceira Geração).

Ah sim! Antes que me esqueça... o impacto negativo no início logo passou, ambos, são muito bacanas. Hoje, lembro com bastante carinho, daqueles tempos mais simples e sem maiores compromissos na vida. 

P.S.: Confiram um texto, que pode complementar este tópico, chamado "Double Dragon, Velho de Guerra". É uma das minhas primeiras participações aqui no QG Master.

Shinobi / Batman Returns - Se tem uma coisa que, todo gamer preza, é ser recompensado com um final de jogo decente. Em alguns casos, dava para sentir, que lutou ao lado do herói naquela missão tão difícil. Assim, esperamos que seja épico. 

Até, por volta da metade dos anos 80, poucos jogos possuíam cenas finais. Normalmente, eram executados em looping e com aumento na dificuldade... o objetivo era, tão somente, marcar pontos. A partir dali, estávamos começando a nos acostumar com a idéia de, os jogos eletrônicos, estarem emulando os filmes do cinema. O protagonista salvava o mundo (ou a donzela em perigo da vez) e curtíamos o "Happy End", não é mesmo?  E, quando não tinha nada ali?

Estava aproveitando meu Master e, tendo contato, com os primeiros jogos do sistema. Foi neste contexto, que tive acesso a Shinobi. Os ninjas estavam em alta e "pipocavam" em todas as mídias... lógico que, me empolguei com a chance de encarar aquela aventura! Tudo estava indo bem, o que experimentava ali era muito legal, com gráficos e sons competentes e um desafio afiado (que gosto bastante) mas, depois de um "suador" daqueles e vencer o último chefe, sou premiado com uma tela de "Game Over". Sim... uma tela preta, com as letras brancas de um banal "Game Over!" Me deu tanta raiva e, quase, taquei o controle na parede.

Cerca de dois anos depois, algo similar, ocorreu com Batman Returns de Mega Drive. Com o sucesso do filme, sua adaptação gamística, era disputado na locadora. Para evitar um pouco isso, costumava locar nas sextas-feiras para, uma entrega, somente na segunda seguinte e poder aproveitar um dia a mais. Conforme o tempo foi passando, via a perspectiva de concluir o game, algo raro, somente com o tempo de um aluguel. Só que, chegava o horário final e tinha empacado no Pinguim, o último chefe. "Falta tão pouco... entrego amanhã" e, assim, resolvi ficar com a fita em casa. Chegou a terça-feira, finalmente derrotei aquele lazaranto e... GAME OVER! 

Paguei o equivalente a três locações (pelo menos, o dono era gente boa e não cobrou multa), fiquei horas em cima daquilo (até, o prato de comida, levava para junto da TV), cheguei a sonhar com o jogo e recebo uma tela de Game Over? Soltei muitos palavrões na hora. Se bem que, diferente de Shinobi, a Sega reaproveitou a cena da abertura do prédio como cenário. Mas, a frustração foi gigante do mesmo jeito. 

Certas informações, como os limites de memória dos cartuchos, já eram de conhecimento do público jogador. Sabíamos que priorizavam o game em si e, caso sobrasse espaço, incluíam os finais. Eu nem ligava tanto se eram elaborados ou mais simples mas, tinha que ter alguma coisa, nem que fosse uma fotinha ou um texto. Não ter absolutamente nada é relaxo, a meu ver.

Danan, The Jungle Fighter - A Tec Toy (quem era vivo na época, sabe) pegou forte no marketing e, no fim de 1991, se traduziu num vasto número de lançamentos para Mega Drive e Master System. Em relação ao Master, houve um tratamento diferenciado, com jogos voltados para o público brasileiro com a chegada da Turma da Mônica ("No Castelo do Dragão"), a tradução para o português do RPG Phantasy Star, entre outros. 

Com a cobertura da imprensa especializada, não foi diferente e tivemos várias matérias publicadas com reviews destes títulos recém chegados, dentre eles, o Danan - The Jungle Fighter. O que era dito e mostrado nas fotos, se mostrava acima da média, com cenários detalhados, sprites grandes e bem definidos. O herói parecia uma mistura de Rambo com Tarzan, um sujeito parrudo e intimidador... tinha tudo para ser uma experiência recompensadora. Meu hype só aumentava e, matutava, como iria conseguir esse cartucho (pelo menos por aqui, por serem caros, o jogos de Master eram poucos, mesmo, nas locadoras).

Para minha "sorte" (as aspas, farão sentido mais à frente), alguns poucos dias depois, um amigo disse que estava com o Danan emprestado de um primo dele. Por essa razão, não poderia deixar comigo por muito tempo e que, no fim da tarde, passaria em casa para pegar de volta. Isto me daria, no máximo, quatro horas de jogatina... "Melhor do que nada", pensei.

Sem perder tempo, me atirei naquele mundo que prometia muitas emoções. Comecei sem problemas, até aí, normal, as primeira fases costumam ser de aprendizado e dificuldade baixa. Vieram os estágios seguintes, fui avançando (com alguns "tropeços") mas, algo me intrigava: parecia estar chegando no fim. Para minha surpresa, assim que derrotei aquele "gafanhoto gigante", o game acabou. É exatamente o que leram... o concluí na primeira partida! 

Para piorar, quando esse meu amigo retornou, contei isso a ele e achou que estava mentindo. Fomos até o console e finalizei novamente: 

_ Você já tinha jogado isto antes. Não é possível!

_ Sim, hoje... quando você trouxe. Essa foi minha segunda partida nele. 

Esperar um desafio grandioso e receber uma "baba" daquela, foi ridículo. Mas, a parte engraçada é que, meu amigo foi embora incrédulo, sem entender, como aquilo pôde acontecer.  

Shadow Dancer / Indiana Jones - Neste fim de 91, Shadow Dancer era uma das novidades que a Tec Toy trouxe para os donos de um Master System. Mais uma vez, a possibilidade de ter um arcade em casa me empolgou. Chegado o dia que ganharia o tão sonhado cartucho, partimos, eu e meus pais, para Santos/SP (cidade vizinha à minha). 

Além das compras de fim de ano de costume, meu pai tinha que pagar algumas contas, como a de um consórcio para a aquisição de uma TV e um vídeo cassete. No prédio onde quitaria tal débito, havia uma loja de departamento no térreo e, na vitrine, dava para ver o que queria. Entrei num "frenezi" e corri lá para dentro dizendo "É esse jogo, pai! É esse que quero! Compra, que só tem esse!". Então, em resposta, falou "Vamos lá em cima pagar esse consórcio. Esses cartuchos são caros demais, ninguém vai comprar isso agora". Ao ouvir aquilo, senti uma "perturbação na Força", algo ia dar errado. 

Não sei dizer quanto tempo se passou mas, lembro bem, da angústia que me acometia. O atendimento na agência era moroso (ou aparentava ser, estava agoniado) e não via a hora de voltar na loja e ter o game em mãos. Depois de "séculos" de espera, enfim, retornamos e o desespero bateu, "Cadê o Shadow Dancer?! Compraram o Shadow Dancer!", ele não estava mais na vitrine. Quando o vendedor confirmou que era, de fato, a última peça disponível, quase chorei de desgosto. Acabamos rodando a cidade, indo em outros estabelecimentos e nada! Na última tentativa, me dei por vencido e acabei aceitando um "prêmio de consolação", o Indiana Jones and the Last Crusade (também, um lançamento).

Retornando para casa, foleando os encartes e manuais do "Indy", me lembrei das propagandas da Tec Toy e pensava "Ah! Tudo bem! Parece ser um jogo legal". Entretanto, bastou ligar o game, iniciar a primeira fase e "Cadê a música?!". Além de ganhar um jogo que não queria, fui tapeado por uma propaganda enganosa de televisão. E, como se não bastasse, o game é extremamente curto e, uns ou três dias depois, já tinha dado cabo dele. 

Com o tempo, passei a curtir o game como ele é. Ficava bolando maneiras diferentes de detoná-lo, como forma, de estabelecer novos tipos de recordes (costume que tinha com todos os jogos). No caso do Shadow Dancer, só consegui ver como era em 1998, por meio de emulação. A julgar pelo que vi (somado ao fato de ser "chato"), tenho minhas dúvidas se teria gostado na época, ele é bem truncadinho. Então, talvez, tivesse me frustado do mesmo jeito... nunca saberei.

P.S.: Tem review do Indiana Jones aqui no QG Master, também, um dos primeiros textos que fiz no blog. Dêem uma conferida lá pois, é um retrato, de um período muito bacana.

Dreamcast, o fim de um sonho - Agora, o salto temporal será grande, dos anos 90 para os 2000. Ao longo desse período, o mercado de video games amadureceu e, seu público, idem. Assim, frustrações não me ocorreram mais, até porque, já sabia o que esperar das empresas e suas produções. O fluxo de informação era robusto o bastante para embasar, diretamente, nossas escolhas. "As revistas e a galera, dizem que é bom. Deu vontade de jogar" e, quando não era, logo ía atrás de outro... o acesso, já estava mais fácil.

Pulei a geração 32 bits e, só não fiquei completamente alheio a ela porque, ou estava jogando Playstation ou Saturn na casa de um amigo ou, a partir de 1998, recorria aos ports feitos para os PCs. Sem falar que, ainda tinha meu Mega Drive/Sega CD, o meu principal console. Em meados dos anos 2000, a configuração do meu computador não dava mais conta dos games do momento e, assim, achei mais viável recorrer a um "Play" e seus "dois discos por R$ 10,00". Como esse assunto daria outro texto, deixarei para outra oportunidade. Basta saberem que, em vez do console da Sony, fui seduzido pelo maravilhoso Dreamcast.

Naquela famosa disputa entre Sega e Nintendo, era "Team Sega". Mesmo menino, quando via a logomarca da empresa nos arcades, sabia que tinha algo bom ali. Space Harrier, Golden Axe, Moonwalker, Altered Beast, Hang-On, After Burner, entre tantos outros, não me deixam mentir. Desta forma, o "Siga a Sega" (frase usada nas propagandas da época do Mega Drive), com aquele aparelho revolucionário e cheio de recursos, foi muito fácil... me sentia fazendo parte da história.

Dead or Alive 2 e Soul Calibur, com seus visuais absurdos e colírios para os olhos, foram os que me fizeram comprar o video game. Phantasy Star Online e Shenmue me prenderam por horas a fio, prática, que não conseguia mais... a empolgação ao jogar, havia voltado. Capcom Vs SNK 2, The King of Fighter 99, Crazy Taxi, Spiderman, Power Stone 2, Outrigger, Quake 3 Arena, Daytona USA 2001, Cannon Spike, Glauntlet Legends, Fighting Force 2, Star Wars - Jedi Power Battles, Marvel Vs Capcom 2, Head Hunter e tantos mais, me proporcionaram muitos momentos de diversão também. Então, pouco mais de seis meses depois da aquisição do Dream, uma notícia bombástica pegou o mundo de surpresa... a Sega o descontinuaria no primeiro trimestre de 2001 e que, passaria apenas, à lançar seus jogos para suas antigas concorrentes. Estava atônito, parecia, que havia perdido um parente... fiquei arrasado.

Chega a ser engraçado lembrar disto mas, até entendo, o "Meu Eu" de 20 anos atrás. Antes de ganhar meu Master System, os games da Sega já haviam me cativado. Mesmo com o lançamento estrondoso de Street Fighter 2 para o Super NES, quis ter um Mega Drive ("Logo sairá um pro Mega também", assim pensava, e saiu). Adquiri um Sega CD e, com este "Zord" a mais, foi meu companheiro de jogatinas até a chegada do poderoso Dreamcast. Então, é certo afirmar, que a Sega fez parte de um período marcante da minha vida e, vê-la deixar um dos ramos que a tornou famosa, foi como a despedida de um velho amigo. A parte boa é que, as lembranças, permaneceram.

Então é isso, amigos.

Espero que tenham gostado desses "causos". Qualquer hora dessas, posso compartilhar mais deles, OK?

Até a próxima!