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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Empacado no jogo – Uma sina eterna

Saudações amigos!

Aqui estou de volta, para lhes contar, mais um “causo” de minha vida gamística. Algo que acho legal é, quando ouço relatos de outras pessoas, seja em conversas ou canais do Youtube, muitas destas vivências, acabam se assemelhando às minhas também. Creio que seja, pelo fato, de gostarmos do mesmo hobby e termos vivido na mesma época.

Há um tópico em específico que, me faz pensar, sobre os motivos e porquê sempre ocorrem... chega a me intrigar, inclusive. A questão é, mesmo tendo passado muitos anos, tal situação não muda de jeito nenhum: EMPAQUEI NO JOGO!

As razões, podem variar. Por vezes, aquele game é bastante difícil ou, a própria mecânica, não permite que eu me adapte à ele.

Sendo assim, darei início ao “vexame auto imposto” com...


Eternal Champions (Mega Drive) – Pensei em tirar esse tópico pois, esta “pauta caiu” no fim de 2024, com menção, no Meme Retrogamer daquele ano. Mas, como este texto estava engatilhado desde então, só fiz uns ajustes pontuais.

Podem falar o que quiserem sobre esse fighting game da Sega pois, o acho para lá de injustiçado. Que ele não tem o mesmo nível técnico de Street Fighter 2, todos sabem. Aliás, até mesmo a SNK, penou para chegar perto do “ajuste fino” que a Capcom sabia dar.

Meu sofrimento neste jogo durou mais de trinta anos. É um título que sempre revisito e nutria o desejo de, enfim, derrotar o tal “Campeão Eterno”. Sei jogar com todos os lutadores, os “maceto” de tudo quanto é jeito, porém, eterna, parecia ser o tamanho da minha humilhação.

Akuma, Bison, Geese Howard, Rugal, Ignis, Goenitz, Goro, Shao Khan, Dural e demais chefes chatões, no “Hall de Derrotados”, agora consta o lazaranto do Eternal Champion também! Mas deu um trabalho danado, viu?



Aerial Assault (Master System) –
Os jogos de navinha, possuem algumas mecânicas, que se tornaram padrão no gênero. Um dos pesadelos do jogador é, ao perder uma vida com nossa arma no máximo, ter que encarar a horda de inimigos apenas com a arma básica. Dá até vontade de resetar.

Aerial Assault não possui dificuldade muito alta, porém, tem algo que atrapalha bastante: os itens (armas, velocidade, bombas, etc), vão direto na sua direção! Esta particularidade, com a tela cheia de tiros, é um perigo. Levando em conta que, existem algumas armas que não prestam para nada, fazer esta troca sem querer é irritante. O mesmo vale para o símbolo de velocidade onde, o ideal, é pegar somente um ou, o avião, ficará rápido demais.

Por conta disto, nunca consegui passar da segunda fase. VERGONHOSO!




Samurai Shodown (Arcade) – A SNK, em sua busca de superar a Capcom, inovou no gênero ao trazer samurais, ninjas e espadachins diversos para a arena. Não por acaso, foi eleito “Jogo do Ano” em 1993. Foi de encher os olhos na época, com toda a certeza.

Mesmo com minha pouca bagagem em fighting games – afinal de contas, o próprio estilo ainda era novo – estava me acostumando com certa facilidade às mecânicas dos títulos que, até então, chegaram ao mercado... menos neste.

Em suma, simplesmente, “falta algo” em mim que me impede de aproveitar melhor esse jogaço. Resultado? Desisti da série após SS2. O engraçado é que, a versão de Game Boy (que é incrível), dominei muito bem.

Vai entender...




Thunder Blade (Master System) – Esse “Trovão Azul não licenciado” da Sega, tem fama de ser muito difícil. Em sua versão original de arcade, o maior desafio, estava em dominar os controles de manche, que simulavam, os de um helicóptero real. Como eu era muito novo, não conseguia jogar aquilo e nem conto como um fracasso de minha parte. Talvez, hoje, se me deparasse com aquele gabinete novamente, o resultado fosse melhor. Já o port para o Mega Drive, de “Super” mesmo, não tem muito pois, sabendo o macete na pilotagem, as coisas fluem mais tranquilamente.

Agora, o que me trouxe aqui, foi o game de Master System. Desde 1991, o problema é o de nunca ter passado da terceira fase. A primeira cena, com visão por cima, sigo tranquilo. Entretanto, na sequência – a de visão por trás da aeronave – é um tormento que perdura até hoje. Quando sobrevoamos aquele rio cheio de inimigos, em dado momento, é tanta informação na tela que não sei se fujo, ataco ou faço as duas coisas ao mesmo tempo.

Como nesses últimos tempos, tenho tentando me redimir com alguns games, Thunder Blade não vai escapar de minha “revolta”. Se der certo, volto ao QG Master e relato essa experiência... virou questão de honra!




Battletoads/Double Dragon The Ultimate Team (Nintendo e Mega Drive) – Sempre curti crossovers. Assim que vi, em uma edição da revista Ação Games, que fizeram a união dos Irmãos Lee com os Sapo Guerreiros, fiquei doido para ver isso em minha TV. Naquelas páginas, a versão abordada era a do Nintendo mas, estranhamente, o cartucho tardou à aparecer na locadora. Assim, por volta de 1996, a mesma locadora tinha um exemplar para vender... e acabei comprando.

Posteriormente, em 1998 com acesso à emuladores, conheci as versões de Mega Drive, Super Nintendo e Game Boy, sendo a minha preferida, a do 16 bits da Sega. Todas elas, são produções bem feitas e dentro do que, cada plataforma, podia oferecer. Falando do jogo em si, ele é baseado nas mecânicas do original Battletoads, com os mesmos comandos e as famosas interações com os cenários. O diferente aqui é que, a dificuldade é bem menos insana, porém, longe de ser molezinha.

E, como o tema desse texto é “empacamento”, eu não consigo passar da penúltima fase, a invasão/interceptação do foguete inimigo que está indo em direção à Terra. Como chego lá com poucas vidas porque, a fase anterior é longa e bastante complicada – com a morte acontecendo à qualquer vacilo – torna a tática de “tentativa e erro” pouco eficiente, dada às poucas chances para repetições.
Volta e meia, ainda revisito esta aventura. Quem sabe, um dia, eu consiga vencer?




Ms. Pac-Man (Multi) – Aqui, é uma história, que perdura por quarenta anos. A “Senhora Come-Come” foi o primeiro arcade que tive contato, num longínquo ano de 1986. Aquele gabinete com monitor “em pé”, imagens super coloridas e os “filminhos” do casal Pac-Man (se conhecendo, casando e tendo filho), foi bastante marcante. Mesmo tendo um “Dynavision/Atari em casa, não era a mesma coisa que jogar no “flíper”... aquilo lá era outro nível de diversão.

Acontece que, por mais que eu melhorasse, nunca passava a “Fase da Banana”, a sétima. Os gabinetes de Ms. Pac-Man acabaram sumindo e o tempo foi passando. Em 1994, inesperadamente, me apareceu um cartucho multi-jogos de Mega Drive e o game era um deles. Fiquei super feliz e me vi engajado novamente, porém, o resultado ainda era o mesmo: BANANA!

Quatro anos depois, já com um PC em casa e uma cacetada de roms dos principais consoles, lá vou eu novamente. Seja na versão de Nintendo (a da Tengen), Game Boy e Master System, empaco no mesmo ponto.

Ah sim... a do Atari? Pelo menos nessa, não só passava como dava “looping” nos labirintos. Os fantasmas são burrinhos, tornando tudo muito fácil.




Então, é isso. Futuramente, qualquer lembrança que eu possa ter dos saudosos anos 80 e 90, eu volto aqui para contar, ok?

Até mais!

    


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