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domingo, 7 de dezembro de 2025

Especial Zeebo 02 - Need for Speed Carbon (2009)


Saudações amigos!

Tudo bem com vocês?

Como “Especial de Fim de Ano”, trouxe esse texto há muito engavetado. Demorei bastante para voltar a falar do Zeebo e o farei agora, porém, antes de continuar, preciso fazer uma consideração.

Este material estava “pré-feito” há anos sem que, tivesse tido a chance, de voltar à escrevê-lo. O tempo passou, muitas coisas aconteceram e, uma delas, foi a morte de meu console... ele liga mas, não acessa a bios. Não sou um colecionador e, os games que tenho, eu jogo. Por essa razão, senti muito o ocorrido pois gosto bastante dele.

Esta parte inicial, usei para justificar uma mudança de decisão, do que seria, uma coluna dedicada à este famigerado aparelho da Tectoy. Pensei em não dar mais continuidade, somente, entregar este que já estava quase pronto e outro sobre o Double Dragon, título, que se tornou o mais cobiçado do sistema.

Não sei o “Dia de Amanhã” mas, por enquanto, fica assim, ok?

Então, feita a explicação, sigam com o material original...

Assim como no primeiro texto, falarei dele por meio dos jogos disponíveis no sistema. Como proprietário de um, tentei fazer algo que não caísse no escárnio, que costumam fazer, em cima desta empreitada desastrosa da Tec Toy.

De início, havia a promessa de bons horizontes, com anúncios, de títulos consagrados de empresas famosas... a Eletronic Arts, foi uma delas. A empresa brasileira, já tinha enfiado, games da EA naquele "Mega Drive Saboneteira" anos antes. Por conta disto, tal parceria, propiciou que chegassem ao Zeebo também.

As coisas começaram razoavelmente bem, mesmo, com as turbulências vindas desde o projeto (esperava-se um processador e, tiveram que se contentar, com um mais modesto). Jogos novos chegavam com certa regularidade, porém, no dia 21 de julho de 2010, Need for Speed Carbon sumiu do catálogo para download da Zeebo Net. O quê estava acontecendo? Era o início do fim... aliás, um fim anunciado, disfarçado como "realinhamento de mercado".

Reza a lenda que, os associados mexicanos - os majoritários - tiveram a infeliz idéia de alinhar o console brasileiro com o da terra de Chapolim Colorado, focado no público infantil e forte caráter educativo. A Tec Toy havia apostado no extremo oposto, jogos mais maduros como Quake 1 e 2 (também retirados do catálogo neste período). Nunca se deram conta que, tal abordagem, não deu certo em lugar nenhum do mundo? Imagino que sim pois, acabaram dando kits com teclado e controles novos para os antigos proprietários na, tentativa vã, de salvar a reputação.

Abrir mão da base instalada de games mais "parrudos", foi a causa principal do fracasso? A própria trajetória do aparelho, demonstrava, que não teria vida longa de qualquer forma. Todavia, ajudou sim, na sua derrocada.

O Jogo - Todo console que se preze, tem que ter bons jogos de corrida. Por incrível que pareça, o Zeebo tem bons exemplos à disposição... Need for Speed Carbon, é o mais completo deles. Assim como os grandes do gênero, possui bastante conteúdo à ser explorado e rende bastante tempo de jogatina.

Os modos disponíveis são:

Domine a Cidade:

_  É onde tudo acontece, o "Modo História" do game.

Partida rápida:

_ Corra Já (O game, escolhe para você, o carro e a pista de forma aleatória);

_ Corrida em Gangue (Corra, tendo o apoio tático de um membro de sua gangue. Ele, será o mesmo, que estiver selecionado no "Modo História");

_ Corrida Rápida (Pode-se escolher qualquer pista e um dos carros adquiridos no "Modo História").

Meu NFS:

_ Estatística (Conferir a carreira, gangue e bônus destraváveis);

_ Opções (Parâmetros como controles, sons, etc);

_ Dados do Jogo (Salvar, Carregar e Apagar).

Extras da EA:

_ Perguntas Frequentes (O "Manual de Instruções" de NFS);

_ Galeria de Arte (Ilustrações, encontradas em caixotes espalhados na cidade. Algumas, estão bem escondidas);

_ Créditos (Os envolvidos na produção do game). 

O Modo História - Como dito antes, é aqui, que NFS Carbon rola para valer. A longo das corridas e territórios conquistados, será narrado os desdobramentos da trama, sempre, acompanhada de belas ilustrações.

Tudo isto acontece dentro do mapa da cidade, que é bem grande. Graças à isso, é possível ter trajetos bem variados para todos os tipos de provas e desafios propostos. Tais missões, também incluem, a destruição de um determinado número de viaturas da polícia, entregar um pacote em uma determinada localidade ou derrotar um líder de gangue, entre outros.

E como manda a cartilha desta série de velocidade, a quantidade de possantes disponível é respeitável. Você tem à disposição 29 modelos emblemáticos como o Pontiac Firebird, Ford Mustang 1967, Lotus Elise, Aston Martin DB9, Porsche 911 Carrera S, Lamborghini Gallardo e mais... todos customizáveis. 

Parte Técnica - Aqui, rola uma divergência. Como o Zeebo teve vendas baixíssimas, muitos dos que criticam, sequer, viram um de perto. Desta forma, estes que falam mal, provavelmente, só viram vídeos no Youtube.

De fato, se formos comparar essa versão com a de consoles mais poderosos, o desempenho deste “Need” é inferior. Ao começar à jogar, nota-se uma lentidão que chegou a me incomodar quando o encarei pela primeira vez. Entretanto, com o passar do tempo, comprando veículos e fazendo upgrades, os “bichinhos” ficam bem velozes, eliminando, a sensação ruim do começo... é questão de costume.

A parte gráfica é competente e a construção da cidade é convincente. Dá para perceber que estamos saindo do centro e indo para o subúrbio, ou, adentrando na zona portuária pois, vemos a mudança nas edificações e mudanças no cenário de forma bem natural.

A parte sonora, possui todos os sons característicos de um game do tipo mas, o ponto forte, são suas músicas. Temos canções como Bounce e After Party (Dynamite MC); Hard Drivers (Ekstrak feat. Know-1), Signs Of Life (Every Move A Picture), Sugar (Ladytron), por exemplo e, todas, capturam o clima underground das ruas e combinam com a ação perfeitamente.

A jogabilidade é precisa e, os carros, respondem de pronto aos comandos. Evidente que, em jogos assim, alguns serão mais rápidos e ágeis que os demais e, comprando outros ou adicionando os kits de desempenho, influenciará no comportamento na pista. Mas, em nenhum momento, haverá delay que atrapalhará sua condução. 

Todavia, para não dizer que “tudo são flores”, há um probleminha sim. Sempre que houver carregamento de uma música, o jogo dá uma travadinha de leve que, em alguns momentos, pode te prejudicar em um ponto mais delicado do circuito. Felizmente, elas ocorrem poucas vezes e, por conta disto, não chegam à comprometer as partidas como um todo. 


Considerações Finais -  Esta parte, não existia ainda no material original. Segmentos acima, da “Parte Técnica”, também sofreram modificações e acréscimos inexistentes antes. Infelizmente, não tive como, tirar alguma foto da tela de um gameplay pois, meus carros são customizados na cor dourada e, nem todos, possuem kits de desempenho completos (gosto de privilegiar a estética). Mas, como estava em dívida, fiz este review agora em 2025.

Need for Speed Carbon é um game bastante divertido, com conteúdo suficiente para horas e horas de jogatina. Percorrer a cidade, desafiar e vencer outros competidores, ganhar grana para comprar novos veículos e fazer os “tunings” são uma marca registrada desta franquia da Eletronic Arts e, esta versão, tem tudo isso.
Além disto, é possível destravar conteúdos extras - as artes conceituais – espalhadas e escondidas no cenário. Embora não seja algo extraordinário, com certeza, agrega valor à produção.

O chato de se recomendar um game de uma plataforma como o Zeebo, é a dificuldade de se conseguir um. Somado ao fato do console não ter trabalhado com mídias físicas, torna a tarefa de se experimentar seus exclusivos (como o famoso Double Dragon) quase impossível.

Ainda assim, caso tenha a oportunidade de ter um com todos os títulos instalados, digo que vale a pena ter em seu acervo. Eu mesmo, sinto, que o meu não funcione mais. Só o fato de escrever estas linhas, já me deu vontade de jogar e ficarei sem poder fazê-lo. É a vida... nada dura para sempre.

Vou ficando por aqui.

Até mais!

 

 

3 comentários:

  1. Opa!! Que achado, temos Review novo! Eu sempre fui fã do primeiro NFS, agora não sabia que o Zeebo tinha uma versão, Douglas. Parece que vale a pena conhecer esta versão. É um achado você ter tirado da gaveta esta matéria, parabéns! Curti bastante!

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  2. P.S: lamento muito a morte do teu console. Eu só tenho um que se extinguiu e mesmo com substitutos, eu lamento. É um item de ouro um console raro como o Zeebo!

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  3. Saudações, Rodrigão!
    Tudo bem?
    Infelizmente, o principal motivo deste texto ter demorado à sair, foi mesmo, a "morte cerebral" do meu Zeebo. Até tenho como fazer mais reviews pois, o joguei bastante mas, o ocorrido me desanimou. Mas, como disse no texto, nunca se sabe, como será o amanhã.
    Muitíssimo grato pelas palavras.
    Abraço.

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