Saudações amigos!
Tudo bem com vocês?
Neste primeiro texto de 2026,
falarei de um game que citei no fim do ano passado para a coluna Meme
Retrogamer. Tem a haver com um segmento que tenho acompanhado com bastante, a cena indie de desenvolvimento. Se você curte os videogames
clássicos e, não sabe, que existe uma galera que se dedica à manter esses
aparelho vivos, não faz ideia do que está perdendo. O Master System – por
exemplo ao nosso blog - tem recebido lançamentos com frequência e, o que trago
hoje, é um dos mais legais.
O Brasil é um universo à parte no mercado mundial e, o Master, é adorado por uma legião de fãs. Igualmente adorado, o Alex Kidd, deixou muitos gamers desejosos por outros títulos além do último, saído para o Mega Drive. A sorte é que, existe gente talentosa dando conta do recado.
Foram realizadas continuações
de “Miracle World” que, são projetos, muito bacanas. São hacks que reorganizam
os elementos presentes no original, tornando-os, assim, novos jogos.
Entretanto, a sensação de mesmice neles, é alta. Felizmente, com Stella the
Adventure World, esse sentimento quase não existe... pelo contrário, tudo
ressoa como novidade, dada, a quantidade de melhorias vistas aqui.
Nesta produção - feita em 2024
pelo grupo TSP - toda a arte foi refeita, bem como, sua trilha sonora inédita.
Temos novos layouts de fases, inimigos, ambientação e, claro, nossa heroína
Stella, a namoradinha do Alex Kidd como a personagem principal.
Entretanto, o caminho que ela
terá de percorrer é bastante longo e difícil. Ao todo, são 17 níveis a serem
superados: City of Silence, The Wrong Side of Town, Pastel Beach, Amakara
Cowntryside, Autumn Grove, Hightech World, Speedboat River, Lamerburg, Little
Jambarik, Mount Leone, Adventurers Plaza, Sunken Acropolis, The Living Horror,
Jungle Pyramid, ????? (assim mesmo), Path to Sky Zyggurat, The Sky Zyggurat. E
aí, tem coragem? Olha o tamanho da encrenca!
Jogabilidade
– Quem
já encarou o original “Miracle”, saberá como desempenhar aqui pois, são os
mesmos comandos. A Stella, também, domina a arte marcial Shellcore que a faz
arrebentar pedras, como se estivesse espatifando pamonhas (pressionando o Botão
1). Ela é super ágil, capaz de saltos gigantescos, assim como, seu namorando
famoso (Botão 2).
Como o botão Pause, você
acessa os itens mágicos que auxiliam na missão. Embora o visual tem sido
alterado, são os mesmos de Miracle World. Portanto, o bracelete de poder, as
cápsulas Alfa e Beta, o escudo, entre outros, estão presentes e com as mesmas
funções.
Resumindo este quesito, a
palavra que pode definir esta produção é “difícil”. Fica evidente que, levaram
em conta, que as mecânicas já são conhecidas, portanto, precisou-se subir o
nível. Podemos notar saltos milimétricos, inimigos estrategicamente
posicionados e puzzles não muito óbvios que, farão o jogador, sofrer bastante (porém,
sem ser injusto).
Outro fator a ser considerado,
é o elevado número de fases. Enfrentá-las aos moldes de antigamente, sem nenhum
tipo de “save state”, custará muito tempo e paciência (principalmente).
Todavia, o final reserva uma surpresa muito bacana e que, com certeza, compensa
todo o sacrifício. Eu mesmo, curti demais e até chegou a emocionar.
Considerações
Finais – Fico, de verdade, contente em saber que há fãs do Master
System, capazes, de manter o legado do console vivo após 40 anos. Stella the Adventure World é uma prova que, a dedicação gera, não somente
tais lançamentos mas, acima de tudo, obras primas como esta.
É uma hack mas, de tão bem
feita, poderia ter sido comercializada nos anos 80/90 sem problemas e teria
agradado, elogiado e, quem sabe, incentivado Sega a não abandonar o Alex Kidd
da forma como fez. Hoje, talvez, teríamos aventuras dele junto do Sonic, os
dois, recebendo games novos e oficiais regularmente. Mas, se a dona deles não
faz, os fãs, dão um jeito... ainda bem!
Até mais!




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