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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Master Review - Stella in Adventure World (2024)

Saudações amigos!

Tudo bem com vocês?

Neste primeiro texto de 2026, falarei de um game que citei no fim do ano passado para a coluna Meme Retrogamer. Tem a haver com um segmento que tenho acompanhado com bastante, a cena indie de desenvolvimento. Se você curte os videogames clássicos e, não sabe, que existe uma galera que se dedica à manter esses aparelho vivos, não faz ideia do que está perdendo. O Master System – por exemplo ao nosso blog - tem recebido lançamentos com frequência e, o que trago hoje, é um dos mais legais.

O Brasil é um universo à parte no mercado mundial e, o Master, é adorado por uma legião de fãs. Igualmente adorado, o Alex Kidd, deixou muitos gamers desejosos por outros títulos além do último, saído para o Mega Drive. A sorte é que, existe gente talentosa dando conta do recado.

Foram realizadas continuações de “Miracle World” que, são projetos, muito bacanas. São hacks que reorganizam os elementos presentes no original, tornando-os, assim, novos jogos. Entretanto, a sensação de mesmice neles, é alta. Felizmente, com Stella the Adventure World, esse sentimento quase não existe... pelo contrário, tudo ressoa como novidade, dada, a quantidade de melhorias vistas aqui.

Nesta produção - feita em 2024 pelo grupo TSP - toda a arte foi refeita, bem como, sua trilha sonora inédita. Temos novos layouts de fases, inimigos, ambientação e, claro, nossa heroína Stella, a namoradinha do Alex Kidd como a personagem principal.


História –
Os eventos se passam antes de Alex Kidd and The Lost Stars, e possui ligações com Shinobi World e Hightech World... preparem-se, para ver, referências à estes ao longo da aventura. Stella fica sabendo que alguém está atrás das Pedras do Sol e da Lua, partindo ao encontro do Alex Kidd no Castelo Amakara para investigar esse mistério.

Entretanto, o caminho que ela terá de percorrer é bastante longo e difícil. Ao todo, são 17 níveis a serem superados: City of Silence, The Wrong Side of Town, Pastel Beach, Amakara Cowntryside, Autumn Grove, Hightech World, Speedboat River, Lamerburg, Little Jambarik, Mount Leone, Adventurers Plaza, Sunken Acropolis, The Living Horror, Jungle Pyramid, ????? (assim mesmo), Path to Sky Zyggurat, The Sky Zyggurat. E aí, tem coragem? Olha o tamanho da encrenca!

Jogabilidade – Quem já encarou o original “Miracle”, saberá como desempenhar aqui pois, são os mesmos comandos. A Stella, também, domina a arte marcial Shellcore que a faz arrebentar pedras, como se estivesse espatifando pamonhas (pressionando o Botão 1). Ela é super ágil, capaz de saltos gigantescos, assim como, seu namorando famoso (Botão 2).

Como o botão Pause, você acessa os itens mágicos que auxiliam na missão. Embora o visual tem sido alterado, são os mesmos de Miracle World. Portanto, o bracelete de poder, as cápsulas Alfa e Beta, o escudo, entre outros, estão presentes e com as mesmas funções.

E, como não poderia faltar, a motoca, a lancha e o peticóptero podem ser pilotados no game. Todas as máquinas, exigem boa dose de habilidade para serem controladas e, os desenvolvedores, tornaram as coisas ainda mais complicadas que o jogo base. Desta forma, graças aos próprios desafios dos estágios, perdê-las é bem fácil.

Resumindo este quesito, a palavra que pode definir esta produção é “difícil”. Fica evidente que, levaram em conta, que as mecânicas já são conhecidas, portanto, precisou-se subir o nível. Podemos notar saltos milimétricos, inimigos estrategicamente posicionados e puzzles não muito óbvios que, farão o jogador, sofrer bastante (porém, sem ser injusto).

Outro fator a ser considerado, é o elevado número de fases. Enfrentá-las aos moldes de antigamente, sem nenhum tipo de “save state”, custará muito tempo e paciência (principalmente). Todavia, o final reserva uma surpresa muito bacana e que, com certeza, compensa todo o sacrifício. Eu mesmo, curti demais e até chegou a emocionar.  

Considerações Finais – Fico, de verdade, contente em saber que há fãs do Master System, capazes, de manter o legado do console vivo após 40 anos. Stella the Adventure World é uma prova que, a dedicação gera, não somente tais lançamentos mas, acima de tudo, obras primas como esta.

É uma hack mas, de tão bem feita, poderia ter sido comercializada nos anos 80/90 sem problemas e teria agradado, elogiado e, quem sabe, incentivado Sega a não abandonar o Alex Kidd da forma como fez. Hoje, talvez, teríamos aventuras dele junto do Sonic, os dois, recebendo games novos e oficiais regularmente. Mas, se a dona deles não faz, os fãs, dão um jeito... ainda bem!

Até mais!



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