Saudações, amigos!
Tudo bem?
Recentemente (dia 24/01),
estive na inauguração da Mundo Warpzone, na cidade de São Paulo. Capitaneada
pelo grupo do canal do You Tube Warpzone, tem de tudo para virar um ponto de
encontro para os adoradores de videogames. Recomendo a visita, é muito bacana
mesmo.
Mas, o que me fez escrever
essas linhas, tem a ver, com a experiência que tive ao jogar Grand Shooter (da
Grumpyfox Games), arcade “de pistola” exposto no local. Disparar naquela tela,
ativou lembranças da época que ganhei um Master System e tive contato, pela
primeira vez, com Safari Hunt. De
1990 para cá, muitos anos se passaram e, por diversos motivos, nunca mais pude
abater aqueles bichinhos virtuais, naqueles cenários tão coloridos e
cativantes... até hoje (27/01).
Não sei porquê, “cargas
d’águas”, olhei para uma TV antiga aqui de casa - que, acreditava-se, não
funcionar mais e que iria ser jogada fora – e resolvi ver se dava sinal de vida:
“Lembro que parou do nada... deve ser algum mal contato”, pensei. Ao colocar na
tomada, ouvi barulho de corrente passando pelos componentes e me enchi de
esperanças. Apertei o botão de ligar, nada num primeiro momento, porém, o led
acendeu: “Opa! Será que vai?!”. Mas, na segunda tentativa, o que ninguém mais
esperava, aconteceu: “GENTE! A TV FUNCIONA!”.
Foi um corre-corre danado,
para ver o milagre (?): “Como assim, ainda funciona? Ficou parada por anos!”.
Na mesma hora, peguei meu Master, o Everdrive, a Light Phaser e, a escolha do
game, não poderia ser outra: Safari Hunt!
Fui tomado por lembranças de uma época mágica. O dia da compra do console, a vinda de Santos/SP para casa, lendo os encartes no ônibus, a instalação do console e, enfim, vê-lo ligado e decidindo qual aproveitar primeiro – na tela, entre Hang-On e o próprio Safari Hunt. Tudo tão vívido em minha cabeça, como se fosse ontém.
Também, fiquei feliz em saber,
que minha Light Phaser estava funcional, afinal de contas, não a usava há mais
de trinta anos! E não foram apenas as lembranças “na cachola” que voltaram, a
memória muscular foi reativada com sucesso, a ponto, da taxa de acertos ser
alta, com pouquíssimos erros nas primeiras fases.
E fiquei apenas nisto? Claro
que não!
Como estamos 2026, o problema
de escassez de cartuchos não existe mais. Logo, aqueles que só via nos
catálogos, estão todos disponíveis dentro de um mesmo cartão SD. Ainda não
brinquei em todos neste estilo mas, Wanted, não poderia deixar escapar neste
meu resgate gamístico. A partir deste ponto, virará “mini reviews”, ok?
É dividido em sete fases onde,
terá de abater, uma horda de foras da lei que, estão dispostos, a te
transformar em peneira. Para que isso não ocorra, seja mais rápido e sente o
dedo sem dó na bandidagem. Entretanto, só tome cuidado com os civis, nem atire,
quando um meliante estiver com os braços levantados ou não tiver sacado a
arma pois, será penalizado, com a perda de seu life. Lembre-se, você é o
cherife, não um cangaceiro.
Um detalhe que achei bem legal
é que, apesar de atirar contra a tela como forma de gameplay, nós, na verdade,
encarnamos o “bonequinho” (o cherife) embaixo da tela. As ações dele estão
sincronizadas com nossos disparos... realmente, muito criativo.
Rambo
3 (1988) – Este, era sonho de consumo da molecada e, tive
a sorte, de me deparar com o cartucho na única locadora que tinha jogos de
Master System na cidade.
A Sega, fez um trabalho
caprichadíssimo neste jogo e, arrisco dizer, que é o mais completo do sistema
neste segmento. Além de possuir gráficos extremamente detalhados e bem
ambientados, a ação é frenética e exigirá precisão nos disparos. Os sons também
são competentes e, as músicas, apesar de não serem os temas dos filmes, são boas
e cumprem seu papel.
Um dos destaques, vai para as
ilustrações, presentes, na abertura, entre as fases e no final. Num período
onde, a economia de memória era grande, ver tantas imagens digitalizadas em um
título de 8 bits, foi de encher os olhos... coisa rara.
Considerações
Finais – Este texto não estava planejado, sendo fruto, de uma
empolgação súbita. Reviver momentos de minha juventude, fazendo algo que
curtia demais depois de tanto tempo, é algo que não tem preço.
Talvez, quem estiver lendo, possa achar exagero... até entenderia tal
pensamento. Entretanto, para mim, o prazer de ter contato novamente com algo na
forma como foi concebido (no “tubão” e light gun), é incomparável. Poderia ter
usado emuladores com mouse? Sim, chances eu tive mas, por não ser a mesma
coisa, nunca cogitei.
Sei também que, TVs de tubo de
imagem, são artigos em extinção. Sinto que, em dado momento, elas não existirão
mais e, a única forma de usufruir esses jogos antigos, se perderá para sempre.
Ainda assim, como ainda existem algumas por aí, quem puder ter a mesma
experiência que tive hoje, pode se sentir um privilegiado... é para poucos
sortudos.
Até mais!




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