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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O Reencontro com Safari Hunt (Feat. Rambo 3 e Wanted)

Saudações, amigos!

Tudo bem?

Recentemente (dia 24/01), estive na inauguração da Mundo Warpzone, na cidade de São Paulo. Capitaneada pelo grupo do canal do You Tube Warpzone, tem de tudo para virar um ponto de encontro para os adoradores de videogames. Recomendo a visita, é muito bacana mesmo.

Mas, o que me fez escrever essas linhas, tem a ver, com a experiência que tive ao jogar Grand Shooter (da Grumpyfox Games), arcade “de pistola” exposto no local. Disparar naquela tela, ativou lembranças da época que ganhei um Master System e tive contato, pela primeira vez, com Safari Hunt. De 1990 para cá, muitos anos se passaram e, por diversos motivos, nunca mais pude abater aqueles bichinhos virtuais, naqueles cenários tão coloridos e cativantes... até hoje (27/01).

Não sei porquê, “cargas d’águas”, olhei para uma TV antiga aqui de casa - que, acreditava-se, não funcionar mais e que iria ser jogada fora – e resolvi ver se dava sinal de vida: “Lembro que parou do nada... deve ser algum mal contato”, pensei. Ao colocar na tomada, ouvi barulho de corrente passando pelos componentes e me enchi de esperanças. Apertei o botão de ligar, nada num primeiro momento, porém, o led acendeu: “Opa! Será que vai?!”. Mas, na segunda tentativa, o que ninguém mais esperava, aconteceu: “GENTE! A TV FUNCIONA!”.  

Foi um corre-corre danado, para ver o milagre (?): “Como assim, ainda funciona? Ficou parada por anos!”. Na mesma hora, peguei meu Master, o Everdrive, a Light Phaser e, a escolha do game, não poderia ser outra: Safari Hunt!

Fui tomado por lembranças de uma época mágica. O dia da compra do console, a vinda de Santos/SP para casa, lendo os encartes no ônibus, a instalação do console e, enfim, vê-lo ligado e decidindo qual aproveitar primeiro – na tela, entre Hang-On e o próprio Safari Hunt. Tudo tão vívido em minha cabeça, como se fosse ontém. 

Também, fiquei feliz em saber, que minha Light Phaser estava funcional, afinal de contas, não a usava há mais de trinta anos! E não foram apenas as lembranças “na cachola” que voltaram, a memória muscular foi reativada com sucesso, a ponto, da taxa de acertos ser alta, com pouquíssimos erros nas primeiras fases.

E fiquei apenas nisto? Claro que não!

Como estamos 2026, o problema de escassez de cartuchos não existe mais. Logo, aqueles que só via nos catálogos, estão todos disponíveis dentro de um mesmo cartão SD. Ainda não brinquei em todos neste estilo mas, Wanted, não poderia deixar escapar neste meu resgate gamístico. A partir deste ponto, virará “mini reviews”, ok?

Wanted (1989) - Com ambientação no velho oeste norte-americano, a produção, captura toda a vibe que víamos nos filmes de “bang-bang”. A ação se passa nas ruas de areia das cidades, em saloons, nas galeria de tiros improvisadas, no galopar por paisagens desérticas, tudo incluso, num grafismo bonito e colorido, típico, do 8 bits da Sega.

É dividido em sete fases onde, terá de abater, uma horda de foras da lei que, estão dispostos, a te transformar em peneira. Para que isso não ocorra, seja mais rápido e sente o dedo sem dó na bandidagem. Entretanto, só tome cuidado com os civis, nem atire, quando um meliante estiver com os braços levantados ou não tiver sacado a arma pois, será penalizado, com a perda de seu life. Lembre-se, você é o cherife, não um cangaceiro.

Um detalhe que achei bem legal é que, apesar de atirar contra a tela como forma de gameplay, nós, na verdade, encarnamos o “bonequinho” (o cherife) embaixo da tela. As ações dele estão sincronizadas com nossos disparos... realmente, muito criativo.

Rambo 3 (1988) – Este, era sonho de consumo da molecada e, tive a sorte, de me deparar com o cartucho na única locadora que tinha jogos de Master System na cidade.

A Sega, fez um trabalho caprichadíssimo neste jogo e, arrisco dizer, que é o mais completo do sistema neste segmento. Além de possuir gráficos extremamente detalhados e bem ambientados, a ação é frenética e exigirá precisão nos disparos. Os sons também são competentes e, as músicas, apesar de não serem os temas dos filmes, são boas e cumprem seu papel.

A gameplay, mesmo não evitando o óbvio (é só uma pistola), há recursos extras como a granada, a garrafa de bebida (está assim no manual) e o contador de munição. O primeiro, explode tudo na tela, eliminando todos os inimigos na tela (inclusive civis, cuidado), a bebida recupera todo a barra de vida e a munição, ao zerar, só disparará uma bala por vez (seja preciso, ou estará lascado).

Um dos destaques, vai para as ilustrações, presentes, na abertura, entre as fases e no final. Num período onde, a economia de memória era grande, ver tantas imagens digitalizadas em um título de 8 bits, foi de encher os olhos... coisa rara.

Considerações Finais – Este texto não estava planejado, sendo fruto, de uma empolgação súbita. Reviver momentos de minha juventude, fazendo algo que curtia demais depois de tanto tempo, é algo que não tem preço.
Talvez, quem estiver lendo, possa achar exagero... até entenderia tal pensamento. Entretanto, para mim, o prazer de ter contato novamente com algo na forma como foi concebido (no “tubão” e light gun), é incomparável. Poderia ter usado emuladores com mouse? Sim, chances eu tive mas, por não ser a mesma coisa, nunca cogitei.

Sei também que, TVs de tubo de imagem, são artigos em extinção. Sinto que, em dado momento, elas não existirão mais e, a única forma de usufruir esses jogos antigos, se perderá para sempre. Ainda assim, como ainda existem algumas por aí, quem puder ter a mesma experiência que tive hoje, pode se sentir um privilegiado... é para poucos sortudos.

Até mais!

 

 

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