
Não, essa não é a Alis Landale de Algol (Phantasy Star) em uma aventura solo. Essa é Lucia, a protagonista de Psychic World. Ela e sua irmã gêmea Cecile são assistentes do Dr. Knavik, um cientista que manipula genes de monstros em laboratório.
Porém um dia algo dá muito errado e uma explosão detona parte do laboratório. Com isso, alguns monstros fogem levando Cecilia junto. Agora cabe a Lucia trazê-la de volta. Mas que chances a pobre coitada tem contra abomináveis monstros malignos criados em laboratório?

É então que o Dr. Knavik tira da cartola, digo, do laboratório um experimento que permite que quem o use tenha poderes psíquicos, chamado "ESP Booster". Lucia pega o capacete especial, põe na cabeça, faz um juramento (salvar a irmã) e sai pro fervo.
Menininha boa de briga
Lucia é uma mocinha linda, delicada e meiguinha. Com essas características ela deveria ser a princesa do jogo e esperar um encanador italiano vir salvá-la. Mas no Universo SEGA as coisas são diferentes: aqui a mulherada pega no batente e não tem essa de ficar esperando o herói chegar. Lucia é o maior exemplo disso e entra de cabeça (literalmente) nessa jornada.
A princesa, digo, a mocinha! Na guerra homens usam capacete, meninas também! Mas não é um capacete comum, o ESP Booster dá à Lucia poderes psíquicos para afastar seus inimigos. Ela começa o jogo com apenas um tipo de onda mental, mas ao decorrer do jogo ganha itens deixados pelos monstros, aumentando assim seus poderes.
Não é o ESP Booster de Lucia, mas é parecido...
Até o final do jogo, Lucia tem o domínio completo do capacete, com poder do fogo, gelo, ondas sonoras, invencibilidade temporária, levitação, e outros. O visor de controle do capacete aparece no rodapé (na verdade pega quase metade) da tela. No lado esquerdo você tem um quadrado vermelho com uma espécie de cruz azul, no início ele aparece vazio, apenas com a arma de ondas simples (no centro) mas até o final do jogo você tem ele completo.
É assim que você começa o jogo...
Durante o jogo você adquire poderes novos.
E é assim que você termina o jogo, turbinadasso!Monstros e mais monstrosEu ainda não sei como o Dr. Knavik mantinha em cativeiro os monstros do jogo, principalmente os chefões. São enormes! É bem bacana esse tamanhão todo, porque da um ar de importância para o desafio. O monstrengo ai de baixo deve ter saído de um desenho estilo Caverna do Dragão. Uhuuu!!!

Poderes inteligentes
O mais interessante do jogo é que os poderes não são coletados por acaso, cada fase tem uma temática diferente e o uso correto do capacete é imprescindível. Por exemplo, na fase que tem gelo, o poder de gelo cria o quê? Gelo! Mas não é simples assim, você só pode criar se lançar o poder sobre águas que caem de fontes. Dessa forma você pode subir nelas como plataformas. E em alguns casos terá que usar a arma de fogo para derretê-los. Em outras fases precisa levitar para alcançar plataformas altas e por aí vai.
E o que Lucia tem que a baiana não tem? 
Lucia anda, corre, abaixa, pula e lança poderes. Para acionar os poderes, você deve pressionar para baixo + botão de pulo para acessar o seu arsenal. Quando Lucia usa seus poderes nos monstros, eles somem e deixam itens para equipar o capacete dela. Para pega-los basta enconstar neles. Para correr é preciso andar por uns 2 segundos, a própria moça pega embalo e sai desembestada.
A primeira vista, o jogo não lembra em nada o herói azul da Nintendo. Mas as semelhanças no jogo são grandes:
1º > Um doutor gênio que cria maravilhas tecnológicas de última geração. No caso da Nitendo é um robô, no caso da SEGA é o capacete.
2º > Personagens principais coloridos, um todo azul, outra toda rosa.
3º > Um herói(na) que começa com uma arma simples e se apossa de diversas formas de poder com características próprias durante sua jornada.
4º > Tanto os principais dos jogos quanto suas irmãs são assistentes dos doutores.
5º > Chefões que devem ser detidos com a escolha certa de arma.
Trio "cabeça" de Psycho World
Trio "parada dura" de MegamanSim, eu sei que exagerei na comparação, até porque a engine dos jogos são diferentes, no Megaman você escolhe que fase quer passar primeiro, enquanto no Psychic World é linear. A comparação é simbólica, pois acredito que o jogo do Master System sofreu influências positivas do jogo da Nintendo (que saiu antes).
ConclusãoO jogo começa morno, sem muitas possibilidades, mas vai evoluindo e a cada fase o ritmo vai ficando mais alucinante, pois o legal está no desenrolar da jornada, quando então Lucia começa a dominar os poderes do capacete. A jogabilidade é simples e fácil, talvez você se enrole um pouco ao ter que selecionar algum poder, mas é questão de costume. Os gráficos são bonitos, bem coloridos e bem trabalhados: cada fase segue uma temática diferente, como campos, interior de vulcões, cavernas geladas e lugares futuristas. Na minha opinião a sprite de Lucia podia ser um pouco mais detalhada, ficaria melhor, mas nada que desabone o jogo. A trilha sonora e os efeitos sonoros são bem legais.
Enfim, Psychic World é muito bom, um jogo que apresenta todos os requisitos básicos para ser viciante. Eu mesmo aluguei varias vezes e zerei quando moleque. Aconselho sinceramente que experimentem!