quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Master Review - Hang On (1985)


Fala pessoal, beleza? Bom, eu sou o Adinan, do blog Side Scroll Castle. Sei que estive meio sumido, mas hoje estou de volta e muito empolgado também, pois a partir de hoje vou auxiliar o Leo e o Matheus aqui no QG Master. Vou continuar postando sobre a minha paixão por jogos de plataforma no Side Scroll Castle, mas quero também expressar meu amor pelo bom e velho Master System, o meu console 8-bits favorito e minha grande paixão de infância. Vou postar análises, falar um pouco sobre emulação do Master System, entre outros.
Assim termino a minha apresentação e boto a mão na massa para analisar o Hang On, um dos jogos de lançamento do nosso querido SMS.

Tela título de Hang On

O jogo
  • Desenvolvedor: SEGA
  • Outras plataformas: Arcade, MSX, PC-88
  • Data de lançamento: 1985
  • Gênero: Arcade Racing Game
A SEGA japonesa sempre foi conhecida por insistir na idéia de que um bom console é aquele capaz de trazer a diversão dos arcades para as residências. Desde o Master System até o Dreamcast, a intenção da SEGA era de ter a melhor experiência "arcade em casa" do mercado de consoles. Isso fez com que a SEGA desse tiro no pé inúmeras vezes, contudo essa estratégia gerou excelentes ports dos arcades que davam motivo de sobra para os Seguistas se gabarem de sua empresa favorita.

Com o Master System não foi diferente, e a SEGA lançou seu console em duas versões: uma delas com Hang On e Astro Warrior, e outra com a Light Phaser e o cartucho com Hang On e Safari Hunt.

Mas afinal, porque Hang On? Ambos os consoles vinham com este jogo, que depois foi substituído pelo nosso querido Alex Kidd in Miracle World na memória. É verdade que o jogo é importante pois nos arcades foi um dos primeiros a ter uma máquina personalizada, em forma de moto. Mas será que este port para o SMS é tão bom assim ou foi mais um tiro no pé da SEGA?

Arcade em casa

Hang On é um jogo de corrida de motos no estilo arcade. Se você jogou OutRun ou SEGA Rally Championship, já sabe que o verdadeiro oponente neste game é o relógio: o jogador tem em torno de 1 minuto para alcançar o próximo checkpoint, onde receberá mais um minuto para continuar a jogatina. Caso consiga terminar o curso, o tempo restante é adicionado ao placar, e o jogador poderá desafiar o próximo percurso. Se falhar em alcançar o checkpoint antes de acabar o tempo, a moto desacelera até parar totalmente, resultando em Game Over.

Claro que os 8 percursos não apresentam apenas as curvas como desafio. Há outros pilotos na pista, os quais o jogador deve evitar ao máximo, pois o menor toque explode a sua moto, perdendo assim tempo precioso. Além dos pilotos adversários, há obstáculos fora da pista, como postes de luz e arbustos, que ao menor toque resultam também em explosões e perda de tempo.

O mais cômico é com certeza essa questão de explodir a moto com qualquer toque. Como se não bastasse o desafio do tempo, os pilotos chatos e as curvas perigosas, estamos controlando a moto mais frágil do mundo.

Provavelmente pela pressa em lançar o jogo, faltou tempo para criar uma animação com o piloto caindo da moto, o que deixaria o jogo menos absurdo.

Mas obviamente isso não estraga a diversão que Hang On oferece.

Diversão

Diversão é a palavra chave para este game. Aqui não precisamos selecionar motos, comprar peças ou tentar chegar em primeiro num campeonato. O objetivo é correr contra o tempo, evitando todos os obstáculos. E como é divertido sair correndo neste game. Os controles são bem precisos e respondem muito bem aos comandos do jogador. Para dirigir: D-pad esquerda e direita para esterçar a moto, os botões 1 e 2 para acelerador e freio, e D-pad cima e baixo para alternar entre as 3 marchas da moto. Simples de aprender a jogar, mas difícil de masterizar devido à dificuldade que aumenta a cada percurso.

Dentre os obstáculos, as curvas apresentam o maior desafio, pois com o tempo correndo sem dó nem remorso, é preciso encontrar a velocidade certa em cada curva para não perder tempo e evitar sair da pista, enquando desvia dos pilotos e evita beijar os postes fora da pista.

Como eu mencionei anteriormente, são 8 circuitos ao todo. Após completar o oitavo circuito, o jogo retorna para o primeiro, com dificuldade maior, e repete infinitamente até que o jogador tome um game over.

Áudio e Vídeo

Quanto a questão gráfica, a taxa de quadros é constante, o que impressiona considerando que é um dos primeiros jogos do Master System. É claro que para isso os gráficos são bem simples: não há simulações de subida e descida, a pista é totalmente plana, são no máximo dois pilotos adversários por vez que aparecem na tela, não há música de fundo, e o background possui poucos detalhes. OutRun teria gráficos bem melhores, mas a sua taxa de quadros não é tão suave e regular quanto a de Hang On.

Além disso, a cada checkpoint, o cenário muda as cores do chão, os obstáculos fora da pista e o cenário de fundo. O cenário varia desde desertos até a cidade de Streets of Rage =P. É um efeito gráfico simples que ajuda a tirar a monotonia do jogo.

O jogo possui apenas 3 músicas: tela de título, vitória e game over. A música da tela de título é bem legalzinha, mas no geral esse jogo fica devendo no quesito sonoro. Durante a corrida a única coisa que se ouve é o barulho levemente irritante da sua moto, e ocasionalmente o som de ultrapassagens e das explosões.

Mas mesmo esses problemas não tiram o brilho de Hang On, pois a idéia é apenas a de ter um jogo bem rápido e simples, capaz de demonstrar o potencial do console, e Hang On consegue muito bem impressionar o jogador acostumado com a paleta de cores mais humilde do Nintendinho. Além disso, torno a repetir que o jogo é muito divertido, tendo como base de replay a disputa por placar tão comum aos jogadores da época. Não cheguei a jogar no meu SMS, mas imagino que deveria ser muito comum criar disputas do tipo quem chegava mais longe, quem fazia mais pontos, entre outras formas de competir com os amigos.

Conclusão

Challenge the next course... forever!

Hang On é um joguinho bem divertido, um ótimo passatempo. Há opções bem melhores de jogos de corrida no Master, mas para um jogo de lançamento, Hang On é um port competente do arcade original e vale a pena a jogatina.

Apesar disso, para mim Hang On não é o software recomendado para acompanhar o SMS. Para combater a Nintendo e seu carismático encanador bigodudo, era preciso muito mais do que um port de arcade. Felizmente a SEGA percebeu isso, criando Alex Kidd e Sonic mais a frente. Mas Hang On ainda é uma boa opção para os donos do Master System.


Espero que tenham gostado desta análise. Abraços! =)

9 comentários:

  1. Grraaannndee Adinan!!!! Chegou detonando!
    Adorava esse jogo, lembro que quando ganhei meu Master no final de 89, ganhei também a Light Phaser pra jogar Safari Hunter, e outros tantos jogos mais. Mas me amarrava em Hang On e demorei muito pra entender que tinha que trocar a marcha e apanhei muito. Lembro que eu achava que tinha que ficar mexendo o direcional pra todos os lados pra pegar velocidade (assim trocava as marchas sem querer e dava certo, hahaha).
    Cara, seja bem vindo ao QG Master e boa sorte!
    Abração!

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  2. Pois é, o Hang On é super simples, não tem lá muita variedade, mas funciona tão bem... como você disse, o lance do jogo é a diversão mesmo.

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  3. Lembro que Hang On foi o primeiro game que joguei de Master System. Na verdade, foi o primeiro jogo que joguei da Sega, hehe

    Mesmo apesar de parecer um pouco precário, me impressionava na época. E eu sempre ficava chocado com a moto explodindo. Meio trágico, né?

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  4. @Leo S.
    Valeu Leo! =D
    Eu também tive problemas no início por causa dessa questão de marcha no OutRun, nunca entendia o porquê de eu estar tão lento até pressionar sem querer o d-pad para cima e ver a ferrari decolando como deveria ser, ae depois dessa tirei Hang On e outros games similares de letra.

    Abraços Leo, e mais uma vez obrigado por essa oportunidade de colaborar com o QG Master. =)

    @Orakio
    Verdade, Hang On é apenas um jogo feito para divertir. No emulador que tenho no Nintendo DS ele é presença obrigatória. Perco alguns minutos fácil com Hang On.

    @00_Agent
    A moto explodindo chega a me assustar quando estou muito concentrado tentando fazer uma curva: penso que estou longe o suficiente de um corredor ao meu lado, mas o jogo detecta colisão e BOOM, lá vou eu pular da cadeira de susto e de raiva ao mesmo tempo rsrsrs.

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  5. E aí Adinan como vai? Vim te dar os parabéns pelo ótimo review. Esse jogo é um grande clássico da Sega, e mesmo ele sendo simples, ele consegue nos divertir até no dias de hoje.
    Bem vindo ao QG Master!
    Abraço!

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  6. @Matheus
    Opa, fala Matheus, beleza? Cara fico muito feliz que tenha curtido o review, e obrigado pelas boas vindas. =)
    Hang On é um clássico. Apesar da simplicidade, cumpre o papel fundamental de um jogo: ser divertido.
    Abraços.

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  7. kra, muito legal! Hang On é um jogo que eu gosto muito. (bem mais que road rush 3 - que acho os gráficos IGUAIS >.<) hehehehe
    ainda jogo de vez em quando, normalmente qdo ligo o master e não entra o cartucho, aí eu clico e jogo hang on até morrer, e tento entrar o cartucho =D heheheheeh

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  8. Como eu tinha o primeiro Master System, joguei muito Hang On quando não tinha nenhum cartucho disponível, ou quando já estava enjoado de jogar os games que possuía. É um game simples, mas que realmente garante boas horas de diversão.

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  9. @Edwazah e @André Breder
    Verdade, para quem teve Hang On devia ser uma excelente forma de passar o tempo. É como o Enduro do Atari 2600, era um jogo simples, mas capaz de proporcionar horas e horas de diversão. Nessa época a SEGA era muito feliz! =)

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