terça-feira, 24 de abril de 2012

Master Review - Indiana Jones e a Última Cruzada (1990)









A bela capa do game, lançado aqui pela Tec Toy.
Se eu perguntar por Henry Jones Júnior, é bem provável que muitos não conheçam. Entretanto, se eu disser que este é mais conhecido por Indiana Jones, a coisa muda completamente de figura. Este famoso personagem criado por Steven Spielberg e George Lucas (vivido no cinema por Harrison Ford) protagonizou filmes, série de televisão e, claro, videogames.
Além de professor de Arqueologia, o Sr. Jones é um intrépido aventureiro. Acompanhado de chicote e o inseparável chapéu, suas empreitadas ocorrem, principalmente, na década de 1930. No primeiro e terceiro filmes, chegou à enfrentar Nazistas durante a Segunda Guerra Mundial que visavam se apossar de relíquias judaico-cristãs (o Santo Graal e a Arca da Aliança) para dominarem o mundo com seus poderes sobrenaturais. 
Os filmes para cinema foram, Os Caçadores da Arca Perdida (1981); Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984); Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008). Os games caminharam junto com o sucesso da telona e vários foram produzidos ao longo de todos esses anos. 
No caso de “A Última Cruzada”, o game foi portado para Mega Drive, Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, DOS, Game Boy, MSX, NES, ZX Spectrum, Game Gear e, claro, nosso idolatrado Sega Master System (SMS).
A Versão SMS – Evidente que, o assunto em questão trata-se das “Chicotadas de Indy” neste console de 8 bits. Para muitos, este jogo pode ser motivo para um verdadeiro “Estudo Arqueológico”, não pelo fato dele ter sido feito há mais de 20 anos, mas porque ele dividiu opiniões dos gamers... não foram poucos os que acharam que este deveria estar numa sarcófago qualquer, de tão ruim. Para estes, sinto muitíssimo mas vou encarar o espírito e “desenterrarei esta relíquia gamística”.
Dr. Jones terá que atravessar 6 fases labirínticas (chamadas de “Cenas”, como num filme), dentro de um tempo curtíssimo e encontrar tesouros que estão em algum canto das mesmas:
Primeira Cena - Percorrerá os corredores de uma mina para encontrar a Cruz do Coronado. O lugar parece estar abandonado, com pontes que se quebram, abismos e buracos com água;

O ato de atacar, em Indiana Jones e a Última Cruzada, requer certa prática, principalmente com o chicote. Os inimigos costumam "atropelá-lo".


Segunda Cena - Você caminhará por cima de um trem de circo. Precisará ainda pular por entre os vagões, saltar por cima dos animais da composição além de se ocupar dos inimigos que o querem morto;
Terceira Cena - Indiana agora adentrará nas catacumbas sob as ruas alagadas de Veneza. Até achar o Escudo do Graal, a relíquia deste estágio, terá de evitar vários perigos que envolvem ratos e muitas bolas de fogo que matam num único hit.

A terceira fase é um inferno para os iniciantes... tem até bolas de fogo!

Quarta Cena - Indiana Jones terá que mostrar que tem “colhões”, porque terá que escalar a Muralha de Brunwald... pelo lado de fora! A famosa habilidade do herói de se dependurar no chicote se fará necessária.
Quinta Cena - Agora, a missão é encontrar o Diário do Graal em algum lugar dentro de um enorme Zeppelin Nazista.
Sexta Cena - O Pai de Indiana Jones está em perigo, baleado e à beira da morte. Para salvá-lo, terá que pegar o Cálice Sagrado à tempo. Para isto, precisará ultrapassar todos os desafios sagrados do cenário. Se assistiu ao filme, sabe do que estou falando.

Homem Aranha, quê nada! Indiana é "cabra macho" e faz isto sem disparador de teias.

Dados em Geral – Você terá à disposição o número de 6 vidas para superar este game. Percorrendo os estágios, conseguirá obter itens, os sagrados e os de ajuda imediata ao herói.
A Cruz do Coronado, o Diário do Graal, o Escudo do Graal e o Cálice Sagrado valem 500 pontos cada. A ampulheta, além de 50 pontos, te dará mais tempo para percorrer toda a extensão da fase. O chicote também vale 50 pontos e pode ser usado como arma (total de 5 ataques), para se dependurar e alcançar lugares mais distantes do que um simples salto.   
A personagem encontrará inimigos pelo caminho e pode golpeá-los com socos ou chicotadas, desferidos ao se pressionar o botão 1. Outra habilidade que será muito usada (na maior parte do tempo) é a de saltar, feita com o botão 2. Saltando em direção à uma corda, Indy irá agarrá-la automáticamente. Subir ou descer nelas (ou em escadas), pode ser feito com o direcional para cima e para baixo.
Detalhes Técnicos – Aí reside toda a discórdia em cima deste jogo... há os que o amam, e os que o odeiam. 
Graficamente falando, Indiana Jones não faz feio em hipótese alguma. Vemos cenários muito bem trabalhados, detalhados, com um bom emprego de cores, tudo contribuindo para uma identificação visual que remete ao filme facilmente. A animação do herói merece parabéns pois Indy anda, golpeia e salta com suavidade... o mesmo vale para os sprites inimigos, com animação bem executada.
Agora, o mesmo não se pode dizer quanto à sua parte sonora. Este jogo é um “silêncio de madrugada no interior”, ou seja, não há músicas embalando as aventuras durante as fases. Se tratando de um jogo onde o protagonista “respira aventura”, é uma falha gravíssima. As poucas vezes que ouvimos músicas são na abertura e no início de uma nova cena... e, mesmo assim, com uma qualidade que me lembra os PC Speakers dos antigos computadores, um som estridente que chega à incomodar (vide a que toca entre as fases). 
Quanto à questão “In Game”, a jogabilidade também remete aos antigos jogos de PC. Esta versão - portada para o Master pela US Gold - segue este mesmo padrão, um jogo de ação cadenciada, com aparições muito limitada de inimigos onde, o desafio maior, é percorrer os estágios dentro do tempo estipulado.
Os programadores souberam driblar, em parte, este problema. O primeiro desafio é você não tomar o caminho errado, ou não achará a ampulheta para prosseguir até o fim da fase... é como se fosse um “Check Point”. O segundo, é dominar os comandos pouco convencionais para um jogo de videogame. Claramente elaborado para se jogar em teclados (as primeiras versões deste jogo foram para computadores), você pode manter o botão de pulo pressionado e o herói sairá pulando feito um canguru. No começo, isto pode ser um complicador.
Outra questão que deverá ser superada de início é com relação aos inimigos. Eles surgem muito perto do herói, atirando ou andando diretamente em sua direção, te matando só em te encostar. Mas, como eles surgem sempre nos mesmos lugares, são facilmente evitáveis posteriormente.

A Última Cena da Última Cruzada: "Vamos Indy! Seu pai depende de você."

Considerações Finais - Indiana Jones e a Última Crusasa é um jogo curto, mas que te tomará certo tempo até aprender à transpor todos os desafios elaborados pelos programadores. Há situações bem chatinhas, como as bolas de fogo nas Catacumbas, que lhe custarão muitas vidas caso não consiga descobrir o “macete” (sim, há um). Isto torna o jogo um desafio acima da média, mas, que não terá vida longa logo após superá-los, tornando o “Fator Replay” próximo à zero.
Se você conseguir superar o fato que o jogo se desenrola, praticamente, em um silêncio total, até conseguirá encará-lo... só não espere muito além disto.

Curiosidade da época do lançamento – “Malandramente” (em comerciais no fim de 1991), a Tectoy divulgava o game com tema original dos filmes. Tudo numa edição que dava e transmitia toda uma empolgação à quem assistia aquilo... e eu fui uma das vítimas. (“Rss!”).




11 comentários:

  1. rapaz, sempre ouvi dizer que os jogos do Indy no Master são difíceis que fazem chorar a partir da segunda fase...vou tentar isso aí.

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  2. Maneiro seu post, Douglas!
    Olha, eu não joguei muito esse game, confesso.
    Quando vi na loja o jogo ligado, achei que era o máximo.
    Aí quando joguei, achei muito dificil na época e desisti. Mas isso não quer dizer que não é um jogo bom.
    Um detalhe é que tendo direitos sobre o jogo no Brasil, a Tectoy podia pegar cenas do filme referente pra usar. É um marketing benéfico tanto pro jogo quanto pro filme.
    Abraço.

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    1. Salve Rodrigão!
      Tudo beleza?
      Indiana é, de fato, um game desafiador. Ele concentra algumas "manhas" que precisam ser sacadas, ou virará um pesadelo. Mesmo assim, não é tão complicado, bastando saber como proceder.
      E aí, é que mora o problema. Perde-se a graça rápido, assim que se descobre como se proceder nele, já era. Sem falar que é um jogo muito curto, não dura mais do que 10 minutos até o seu término.
      A questão de não ter música me incomodou bastante também na época. E a Tectoy sabia disto, por isto, usou a trilha no filme dos comerciais.
      Não chego a ter ódio deste Indiana (como poderá ler à seguir, na resposta que dei ao Adinan), mas não era o game que eu queria ter ganhado naquele momento, veio à contra-gosto, e ainda não foi o que esperava.
      Mesmo assim, procurei fazer o review da forma mais isenta de emoção possível.... e, não sei bem se consegui. Rss!
      Até mais, amigo!

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  3. Excelente review, Douglas! Cara, até um tempo atrás eu odiava esse jogo, pois quando criança achei ele muito difícil, mas depois de encará-lo recentemente acabei curtindo ele. A jogabilidade a lá PC antigo acaba sendo um charme, e apesar dos diversos problemas ele fica muito divertido depois que se pega o jeito. No geral eu não posso dizer que é um ótimo jogo, mas posso dizer que gosto dele. Abraços

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    1. Valeu Adinan!
      Tudo bem?
      Então... eu tenho este jogo desde seu lançamento em 1991, ou seja, o tenho aqui há quase 21 anos. Não sei explicar o que sinto por este "Indiana Jone e a Última Cruzada"... é como se fosse um "filho bastardo" já que, quando o ganhei, queria mesmo era Shadow Dancer (SD), também, um lançamento naquele fim de ano.
      Contei essa história à vocês (membros do QG) por email, mas para os que estiverem lendo isto agora...
      Estávamos em Santos (eu, meu pai e minha mãe) para fazer as compras de fim de ano e pagar algumas contas. Entramos numa loja para ver qual game comprar e, eis que vejo o SD no expositor.
      Fiquei maluco na hora, porque, estava muito difícil de achar este cartucho pois todos o queriam. Me contrariando, meu pai sugeriu voltarmos depois de pagarmos a parcela do consórcio (de uma TV e um video-cassete) dizendo: "Na volta compramos esse joguinho. Eles são muito caros e não vão comprar de uma hora para outra".
      Não me recordo quando tempo se passou, se foram 30 minutos, não saberia dizer. Mas, estava tão nervoso que pareceram dias de espera. Voltamos na loja e: "O quê?! Já compraram?! Não há outro igual?" e, para minha tristeza, era o único exemplar.
      Sem graça, meu pai deu a idéia de rodarmos a cidade, ir em outras lojas atrás do jogo (pois "Eu quero é o Shadow Dancer!") e não achamos.
      Assim, restou pegar o Indiana Jones mesmo. Pra piorar a situação, assim que liguei este no Master System: "Cadê a porra da música?!", o quê ajudou à manter uma certa bronca.
      Nunca vi um cartcho de SD na minha frente, mas tive que me contentar com o "prêmio de consolação". Joguei o Indy, mas não durou muito pois ele é muito curto e logo o larguei... ao todo, não foi mais do quê 3 dias de tentativas até sua conclusão.
      Entretanto, para fazer este review, eu o joguei novamente e me senti como se fosse em dezembro de 91: "Liguei, joguei o terminei". Quem sabe, daqui há 20 anos, o jogue novamente. Rss!
      Até mais!

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  4. Eu tinha esse cartucho mais o vendi junto com o master pra comprar meu super nes que tehno ate hoje,apesar de tudo gostava do game terminava ele perdendo apenas duas,tres vidas apesar de todos os impecilios que ele proporciona eu o curtia muito gostei muito de poder ver ele novamente num review do qgmaster mandou bem douglas.

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  5. Este foi o primeiro jogo que rodou em meu Master! [Momento nostalgia...]
    Não acho que ele seja ruim ou algo assim, pois a dificuldade faz os 10 minutos de jogo se transformarem em dias de jogatina até que se pegue todas os macetes.
    Lembro que eu tinha assistido ao filme a pouco tempo e poder jogar "o filme" era uma coisa do outro mundo (antes tinha um Atari). Tambem me lembro que este jogo acendeu uma paixão por desenvolver jogos (que dura até hoje, hehe): queria poder fazer novas fases baseadas em mais cenas do filme, mas na época eu nem sabia o que era programação, hehehe

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  6. Fala Douglas! Parabéns pelo review! Adoro esse jogo, mas demorei pra gostar. Acha massante jogar sem musica nenhuma e ficava puto com a dificuldade. Mas aprendi a gostar e virei fã, aluguei muito! Preciso retomar a jogatina com ele. Abração!

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  7. Se é uma coisa que eu não me simpatizo em um game, é o fator de tempo, ter que cumprir metas de olho ko relógio realmente não é comigo. E no caso desse que não chega a ser tão linear onde vira e mexe vc tem que voltar a um determinado lugar para pegar a ampulheta, realmente me incomoda, pois qualquer perda de tempo e lá se vai o progresso...Mas se tratando de Indiana Jones, pra quem é fã compensa e muito a jogatina.
    Abraço!

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  8. Eu gostei muito deste jogo. Claro que quando eu conseguir zerá-lo, eu farei o repeteco! Master System como sempre com ótimos jogos!

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