quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Master Review - Bruce Lee (2015)


Saudações pessoal!
Aqui estou eu novamente para, compartilhar com vocês, a experiência de ter jogado mais um game de Master System (SMS): Bruce Lee.
O quê?!
Não conhecia?
Eu também, não… ele é novo.

Homebrew - Esta é a “palavra-mágica” que tem mantido, sistemas de videogames antigos, na ativa e fazendo a alegria dos amantes dos clássicos. As produções “caseiras”, feitas por fãs, tem se tornado cada vez mais frequentes. A qualidade destes costumam variar de “Cara, você se esforçou, mas não deu certo” e “Puuuuuts! Que jogo animal!”.
E não é exagero dizer isto, porque, temos visto lançamentos muito bons, que não devem em nada, à produções dos grandes estúdios. Em alguns casos, até disponibilizam o game em mídia física, com cartucho, manual, embalagem, etc! 
No caso deste Bruce Lee, é a prova que o Master System, mesmo que não tenha tido o sucesso de seu concorrente direto (o Nintendo), tem sua base de fãs fiéis ao redor do globo.


O Game - O original foi lançado em 1984 pela Datasoft e desenvolvido por Ron J. Fortier, com gráficos de Kelly Day e músicas de John A. Fitzpatrick. O game saiu para os computadores da época, como o Atari 800, Commodore 64, Sinclair ZX Spectrum e Amstrad CPC. Este homebrew para o SMS foi programado pelo membro do fórum SMS Power, o Kagesan.
O jogo consiste em um Plataforma/Beat 'em Up onde, o jogador, controla a lenda das artes marciais, Bruce Lee. O herói deve adentrar as câmaras da torre de um “mago maluco” (que não faça idéia do nome) que está em busca alucinada por vida eterna (Nada original, não? Anos 80... não se podia esperar muita coisa).
Ao todo, são 20 ambientes à serem explorados. Deve-se percorrer plataformas, subir e descer escadas, coletando lanternas chinesas. Uma vez que todas estas forem obtidas, terá acesso à próxima sala. Entretanto, não vai achando que irá passear à vontade.
 
Alguém aí poderia dizer "Eu vi isto... virar isto"?. Eu não posso... nem videogame eu tinha, em 1984.

Os Perigos - Sua missão dentro da torre não será tranquila. Terá que evitar espetos nos chão, bolas de fogo, minas explosivas, chão eletrificado... a variedade de ameaças espalhadas pelas salas, é grande.
Como se não bastasse isto, será perseguido incessantemente pelo ninja Kage e pelo lutador de Sumô, Yamo. Se o chefão do jogo busca a imortalidade, esqueceram de avisar à ele que, seus capangas, já possuem esta capacidade... eles sempre voltam a te perturbar, momentos depois, de serem abatidos, num “respawn” infinito. Este joguinho pode ter aparência singela, mas te fará suar bastante.  

Comandos e Game Play - Como um bom game de sua época, os comandos são bem simples. O Botão 1 serve para atacar com os punhos e, se usado com o direcional para a direita ou esquerda (a frente da personagem), aplicará voadoras. O Botão 2, ficou responsável pelos saltos, tanto no lugar, como em movimento. Com o direcional, é possível deitar-se no chão (para baixo), subir e descer escadas (cima e baixo) e mover-se pelo cenário.
Existe ainda o modo multiplayer, onde se pode alternar a jogatina entre Bruce, o Ninja e o lutador de Sumô.
 
O trabalho gráfico, mesmo simples, é bastante competente. Isto, resultou em ambientes bem variados.

Considerações finais - Bruce Lee foi uma grata surpresa, não só porque desconhecia sua existência, mas por se tratar de um jogo muito bem acabado.
O desenvolvedor se esmerou bastante pois, até os “labels” (imitando a embalagem e o cartucho), ele produziu. Caso deseja imprimir, poderá usar em uma peça de cartucho (como aqueles dispositivos tipo Everdrive)... com certeza, é um brinde bem legal.
O gameplay é constante, bem típico dos jogos do início dos anos 80 onde, a “pegada”, era mais lúdica e casual. Os gráficos são bem agradáveis e, a forma como foram elaborados, parece que buscaram emular o visual dos games lançados para o Master System, principalmente, os feitos pela Sega (algumas das artes nos cenários, lembram Black Belt e Shinobi).
Os sons são os básicos - entre música e efeitos - e cumprem seu papel... nem mais, nem menos. Não irão te fazer apaixonar mas, também, não irão te irritar (o quê, convenhamos, já é ótimo).
Os comandos são bem responsivos, tudo funciona precisamente. O que é muito importante pois, ter controles travados, estragaria tudo em um game tão simpático, com fator viciante bem alto.
Enfim... Bruce Lee vale a pena. Experimente você também!
Até mais!


O game te interessou? O link para o download desta belezinha, está logo aí: http://www.smspower.org/Homebrew/BruceLee-SMS


10 comentários:

  1. Excelente post Douglas! Rapaz já vi esse jogo em algum top de jogos do C64, mas ver um homebrew e para o Master, com gráficos ainda melhores, é uma grata surpresa! Quando se fala em homebrew de consoles já vem na mente o NES e o Dreamcast, mas é muito bom ver que o Master tem seus fãs desenvolvendo novidades para ele!

    Vou testar esse jogo em breve, pelo video eu gostei bastante da idéia.

    Abraços

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    1. Valeu Adinan!
      Assim que vi este jogo, corri para escrever este review, de tanto que eu gostei!
      E é bem o que você disse mesmo... infelizmente, o Master System não é atendido com mesma intensidade no cenério homebrew como outros consoles... o Mega Drive mesmo, recebe bastante trabalhos assim (já ouviu falar do port de Wolfestein 3D?). Acredito que, isto se deve, à pouca representatividade do 8 bits da Sega no mundo dos games, uma vez que, não emplacou em todos os países.
      Até mais.
      Abraço.

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    1. Concordo contigo... torço para que mais iniciativas como esta, sejam realizadas.
      Imaginei certos jogos de Atari sendo repaginados assim, como River Raid, Frostbite, Keystone Kapers, Adventure... pena eu não saber nada de programação.
      Rss!!!
      Até... abraço!

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  3. Caracas, que show! Não sabia que a comunidade Master ainda desenvolvia. Gostei da pegada do game.
    Baixando em 3, 2, 1...

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    1. Nem eu sabia... achei por acaso, vendo vídeos de hacks de Sonic no You Tube.
      Foi uma grande e agradável surpresa.
      Até mais!
      Abraço.

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  4. Melhorou muito, muito mesmo.O jogo continua simples e jogabilidade travada, mas em comparação a versão de 84 de computador, está bem melhor.Está jogável.
    É incrível como um mito que influenciou dezenas de jogos, vários personagens em várias plataformas, nunca conseguiu emplacar um grande jogo.

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    1. O legado de Bruce Lee continua vivo, mais de 40 anos de seu falecimento.
      Mas acredito que, se ele estivesse entre nós, teria feito muito mais filmes e seria muito mais famoso do que já é. Isto, com certeza, o faria estampar muito produtos e, com videogames, não ser diferente.
      Obrigado e até mais!

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  5. Aaaaaaah tá, ele é novo!
    Cara, vc me assustou! Eu tava muito indignado de nunca ter nem ouvido falar sobre um jogo do Bruce Lee pro Master durante esses anos todos.
    Enfim, se este jogo lembra Black Belt e Shinobi, tem tudo pra ser um jogão mesmo. Vou ter que baixar e experimentar algum dia! :D
    Ótima dica e ótimo post!

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  6. Cara, como já disse antes: Fantástico!
    É legal ver um homebrew, alguém tá fazendo alguma coisa.
    É melhor ainda ver um homebrew bom: vale a pena jogar o trabalho de outro fã.
    É muito melhor ver um homebrew caprichado: não basta montar o jogo, se o cara ainda melhorou gráfico e som, merece palmas. Já vou por na minha jogatina de férias!
    Gostaria de ver mais homebrews por aí, dos poucos que achei realmente bons, foi o Darc, mas este também parece excelente. Devíamos ter uma sessão só pra estes games, seus programadores merecem aplausos.
    Ótimo review.

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