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domingo, 26 de abril de 2026

Michael Jackson está vivo!

Saudações, amigos dos QG Master!

Tudo bem com vocês?

Não poderia começar o texto com outro título. Mais uma vez, pegando carona em um hype do momento, estou aqui novamente. No último dia 25/04, assisti a cinebiografia do Michael Jackson e, como o Rei o Pop tem uma conhecida ligação com a Sega, achei que precisava fazer esse registro pessoal.

A sala de projeção estava lotada mas, não apenas este recinto, o cinema inteiro estava cheio de espectadores de todas as idades, alguns, vestidos à caráter. Antes mesmo do filme começar, na fila, havia os que cantavam, dançavam e os que lembravam daqueles gloriosos anos 80. O clima era bastante festivo.

No meu caso, foi inevitável lembrar dos games, tendo o filme Moonwalker como tema. Tenho meu cartucho do Master System até hoje, ganho, na época de seu lançamento no Brasil e possuo muito carinho por ele. Entretanto, não foi a primeira versão que tive contato, mas sim, a de fliperama quando em visita ao Playcenter em 1991.

O gabinete era muito legal. Com três controles, poder escolher com qual cor de Michael jogar, era um charme a mais. Sem falar em vê-los lutando juntos, nos cenários inspirados nos maiores sucessos do artista, foi de encher os olhos. E como não poderia deixar de ser, a qualidade sonora tinha que estar à altura e, quando começavam a dançar na tela, até quem estava nos controles, não conseguia ficar parado. Memorável!

No mesmo ano, a Tec Toy, começou a divulgar seus lançamentos daquele período... Moonwalker era um deles. Queria, a todo custo, ter aquele game. Quando, enfim, pude tê-lo, a emoção foi grande. Talvez, para quem não era vivo na época, não compreenda a dimensão do que foi Michael Jackson. Ele era onipresente e, toda aparição gerava comoção, um fenômeno midiático sem precedentes. Então, ser fã e não ter o cartucho rodando em meu videogame, era inconcebível. Tive esse privilégio e sempre fui muito grato.

Hoje, com a internet e plataformas como o Spofy, não existe a necessidade de gravar as músicas do game em uma fita cassete para poder escutar num “Walkman do Paraguai”... sim, eu fiz isto! E nem eram os sons da versão Mega Drive, muito melhores que os do Master, hein?

E por falar no 16 bits, foi o título que me fez ter a dimensão exata entre Mega e Master. Até então, como não entendia esses conceitos técnicos e tecnológicos, pensava, que os “Megas” ditavam tudo sobre o quão bom um jogo era. Em partes sim mas, dentro de um mesmo sistema, não de forma geral e em consoles diferentes: “São 2 Megas de um Master System, Douglas”, disse um primo meu e nunca mais esqueci desta lição.

Comparativamente, tem coisas que gosto mais em cada uma delas. Com exceção  da versão de arcade, que é totalmente diferente que a de consoles, Mega e Master se assemelham no principal, uma aventura de plataforma onde exploramos o cenário em busca das Annies* raptadas pelo Mr. Big, o vilão (*só há a mesma menina, a Annie, espalhada no jogo inteiro).

Assim, tirando os limites de cada aparelho, gosto mais do combate final no Master, enquanto, ver os inimigos no Mega perfilando para dançar juntos, é sensacional. Nem os cachorros resistem ao poder da música do astro, lembro de ter rido muito ao ver pela primeira vez.

Sabem o que é curioso? Eu não sabia que Moonwalker era baseado em um filme até me deparar com ele na locadora... foi uma baita surpresa. Eram outros tempos, muita coisa passava batido e nem fazíamos idéia. Claro, no meio daquele frenezi, tive que assistir e o ciclo se fechou, tudo no jogo passou a fazer mais sentido.

Então, vou ficando por aqui. Esta foi, apenas, uma forma de externar os sentimentos que tive ao assistir Michael no cinema. A despeito das polêmicas que o cercam, a história ali contada me despertava memórias de criança. Na estreia mundial de Thriller que, aqui no país, passou no Fantástico da Rede Globo, não havia uma alma viva na rua. Todos estavam em suas casas para assistir aquele evento histórico. No dia seguinte, na escola, a molecada não fala em outra coisa.

Saí da sala de projeção com um sentimento leve e feliz, em ver, que as novas gerações estão curtindo algo que eu adorava quando eu era mais novo. Michael Jackson continua vivo por meio de sua obra e, seu legado, também alcançou nossos amados vídeo games. Então, que tal darmos uma jogadinha no Moonwalker também? Não sei vocês mas, eu já fiz isto. Assim que cheguei em casa, espetei meu cartucho no Master System para, continuar, àquela “overdose de anos felizes”.

Até mais, pessoal!

P.S.: Não dêem crédito às críticas enviesadas. Se gosta do Michael, podem assistir sem medo. É diversão, emoção e nostalgia garantida.

 




 

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