sexta-feira, 10 de junho de 2011

Master Review - Wonder Boy in Monster World (1993)

Saudações galera! =D

Depois de um pequeno tempo sumido, estou de volta, e desta vez para finalizar a minha série de reviews de Wonder Boy. Já tá na hora de me dedicar à outros games, então sem delongas, vou analisar Wonder Boy in Monster World, ou Monster World 3 como foi conhecida a versão japonesa do jogo (para Mega Drive).

Wonder Boy in Monster World é o único game da série a utilizar o nome Monster World no ocidente, sendo que no Japão o nome é justamente o que define a série toda. Foi um dos primeiros games a serem lançados para o bom e velho Mega Drive, e foi considerado um ótimo jogo, embora tenha chegado um pouco tarde e com características de jogo ultrapassado, já que Sonic the Hedgehog era um recém-nascido que mudou paradigmas dos jogos de plataforma, enquanto que MW3 parecia caminhar contra o vento sem lenço e sem documento com um personagem mais lento e travado.

O port para Master System foi lançado apenas na Europa, e por um motivo muito simples: o Master System era rei no velho continente! O Mega Drive teve muito sucesso por lá também, mas tudo graças ao irmão mais velho de 8-bits que dominou o mercado de games europeu. Assim, com tamanha base de Master Systems, nada mais justo do que estender o tempo de vida do console com mais jogos.

Mas será que a conversão ficou boa, ou foi apenas mais uma daquelas tentativas falhas de manter vivo um velho console? É o que vamos conferir.



O Jogo
  • Desenvolvedor: SEGA/Westone
  • Nome Alternativo: Monster World 3 
  • Outras plataformas: Mega Drive, Turbografx 16, Wii (Virtual Console)

Após alguns anos de paz, Monster World é mais uma vez invadida e dominada por hordas de monstros. O herói de outrora já não está mais disponível, e o medo passa a tomar conta da população. Assim, um novo herói chamado Shion cria coragem e parte em uma jornada para enfrentar sozinho todas essas criaturas, para que a paz volte a reinar na terra dos monstros.

A história em si não é lá muito criativa e diferente de Wonder Boy in Monster Land. Mas agora temos um novo protagonista (considerando que Tom Tom era o herói da série até Dragon's Trap) e novas localidades.

O jogo em si parece uma fusão entre Dragon's Trap e Monster Land. Temos a jogabilidade similar à do terceiro game, num excelente estilo Metroidvania, mas boa parte do jogo parece homenagear Monster Land. Temos a primeira fase de Monster Land fielmente reproduzida, moedas escondidas pelo cenário, inimigos antigos, retorno das botas na lista de equipamentos, entre outros.

Mas o mais interessante é que ainda temos aquela sensação de liberdade que Dragon's trap oferecia, embora ainda haja uma linearidade para completar o jogo. O mundo em si ficou bem maior, deixando a experiência ainda mais complexa e duradoura. Você irá literalmente percorrer todo o mundo de Monster World, indo desde o encontro com a rainha das fadas no céu até o fundo do mar. São diversas localidades habitadas por muitos NPCs, desde comerciantes a meros cidadãos. Ao contrário de Dragon's Trap, a interação com NPCs é ainda mais forte, o que deixou o jogo muito mais próximo à um RPG.


Para explorar Monster World, o jogador precisa adquirir diversos equipamentos. Há armas que quebram paredes, botas para andar pela areia quente do deserto sem queimar os pés, e temos até mesmo uma ocarina que serve para abrir as portas de um castelo. E pensar que esse tipo de solução seria utilizado mais tarde no clássico The Legend of Zelda: Ocarina of Time!

Além disso, é importante adquirir novas armas, escudos e armaduras para poder encarar os inimigos que ficam cada vez mais fortes. Uma novidade interessante é que em MW3 Shion pode manusear tanto espadas como lanças. Shion não pode usar lanças e escudos ao mesmo tempo, mas pode girar a lança com as duas mãos, tendo um escudo e uma nova forma de ataque ao mesmo tempo.

Por fim, assim como MW2 que apresentou o sistema de transformações, na versão original deste game temos um sistema de ajudantes. Dependendo da área onde Shion está, ele pode receber a ajuda de algum NPC local. Pode ser uma fadinha, ou um anão que quebra paredes, um dragão ou um gato vestido de dona morte (?!?). Não é uma característica tão interessante e divertida quanto o sistema de transformações do jogo anterior, mas é bem legal e deixa o jogo mais divertido.

Ok, mas e quanto ao port para Master System? Como ficou?

Para que MW3 pudesse ser portado para o Master, alguns cortes foram feitos. O jogo em si ficou bem mais curto pois certas áreas foram resumidas, eliminando alguns dos desafios presentes na versão do Mega. Na minha opinião o pior corte está na ausência dos ajudantes. Eles não fazem tanta falta em termos de gameplay, mas a remoção deles tira um pouco a graça do jogo. Além dos ajudantes, alguns NPCs foram cortados ou resumidos a poucos personagens. E o mais estranho é que os NPCs que restaram possuem uma arte muito diferente do protagonista, o que dá a sensação de ser um jogo feito às pressas.

Quanto à jogabilidade, Shion se move mais rápido no SMS, mas há um problema grave: a colisão. A espada tem um alcance muito curto, e pra piorar os inimigos não possuem uma animação de receber danos; eles apenas pulam alguns passos para trás e continuam indo em sua direção de forma suicida como se nada tivesse acontecido. Essa forma de se recuperar do dano recebido é bem mais rápida do que a velocidade de manuseio da espada. Assim, o jogador vai tomar danos desnecessários enquanto ataca, o que é frustrante até que o jogador se acostume a atacar e recuar alguns passos.


O visual do jogo no Mega Drive era bem interessante. Cenários bem desenhados e coloridos com texturas que davam a impressão de que tudo foi colorido com lápiz aquarela. A tela de apresentação é épica e muito bem desenhada. Felizmente o Master System conseguiu fazer bonito neste port, perdendo apenas algumas cores. Mas os cenários ainda apresentam beleza e qualidade acima da maioria dos jogos do console. Já na parte sonora o jogo deixa a desejar. As músicas ficaram bem irritantes e repetitivas, parecendo som de piano infantil de camelô em certos momentos. Já os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel, nada excepcional mas também nada desagradável.

Por fim, vale lembrar também até mesmo o final da aventura sofreu cortes. No jogo do Mega Drive temos uma boa noção de como a aventura termina e o destino de Shion, mas no Master temos apenas os créditos e o retorno para a tela título, o que estraga um pouco a sensação de recompensa ao terminar o jogo. Ah, e falando em terminar o jogo, o progresso é salvo via passwords. E o pior é que cada password é gigantesca, o que me lembra de como devemos ser gratos pela criação do Memory Card na época dos 32-bits.

Conclusão

Wonder Boy in Monster World para o Master System não é o melhor port que existe para o console. Há problemas na jogabilidade e a trilha sonora que sempre foi um ponto forte da série deixa muito a desejar aqui. Mas temos que aplaudir os desenvolvedores, afinal não é tão simples fazer um demake de um jogo de 16-bits, e este game é jogável apesar de suas falhas.

A melhor forma de curtir este capítulo da série é através do jogo original para o Mega Drive, que é excelente e merece muitos elogios. Mas vale a pena conferir este port também por mera curiosidade.



E é isso pessoal! Encerrei a série de reviews, mas para encerrar de verdade o assunto, pretendo falar sobre os clones, a Mônica, e o que aconteceu com a série depois do Master System. Mas vou deixar isso para o próximo post! =)

Abraços e até o próximo post!
Good night, brave warrior. Good night, Monster World...

12 comentários:

  1. Bela resenha... As tiradas cômicas foram bem boladas "cada password é gigantesca, o que me lembra de como devemos ser gratos pela criação do Memory Card na época dos 32-bits." haha

    Um abraço Adinan

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  2. Ótimo review,sobre um jogo clássico do MS,em tese sinceramente ele é um ótimo RPG mas ele nunca despertou minha atenção,mas era um jogo razoavelmente bom.

    Abraço Adinan

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  3. @MarCel
    Valeu, fico feliz que tenha curtido a resenha! Pois é, sofri demais com as passwords antes dos 32 bits, quem dera o Memory Card tivesse existido na época dos 16-bits. Ainda tenho trauma da password gigantesca do International Superstar Soccer Deluxe!
    Abraços

    @L. Henrique
    Wonder Boy in Monster world me despertou a atenção somente por causa das screenshots (da versão do Mega) porque se dependesse da boxart, eu corria longe!
    Abraços

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  4. E com esse término eu fico ainda mais preocupado por até hoje não ter conseguido jogar nenhum desse jogos... Aff. Vou para o inferno. Ótimo texto!

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  5. ola amigo to afim de fazer parceria comtigo !!
    site
    download-jogo.com

    aceita parceria de link

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  6. Esse jogo é mesmo muito bom!!
    Não sabia que tinha uma versão pro Master System...
    Sem dúvidas, acho ele um dos melhores jogos de Mega Drive! Não vejo o porquê em não chamá-lo de RPG, ele tem todos os quesitos!
    Tem gente que fala que ele copia muito Zelda, porque o personagem não sobe de level e você precisa encontrar recipientes de coração pra aumentar sua saúde etc.
    Mas esse jogo que trouxe a Ocarina Mágica! Muito legal você lembrar disso...
    Wonder Boy copiou Legend Of Zelda e Legend Of Zelda copiou Wonder Boy. Estão quites! :D
    Ótima review! Só discordo quanto aos memory-cards, na versão de MegaDrive salva sem isso, jogos de NES salvam sem memory-card... Cartuchos detonam Discos! \o/

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  7. @GLStoque
    Valeu! Quando puder jogue pelo menos o Wonder Boy 3, aquele é um verdadeiro clássico do Master! =)
    Abraços

    @Diogo Farias
    Opa, valeu Diogo! É verdade que ele tem elementos de Zelda, mas cada capítulo da série Wonder Boy consegue se destacar de alguma forma. O terceiro jogo mesmo possui o sistema de transformações que é animal (que trocadilho horrível).
    Quanto aos memory cards, bom eu também sou muito mais cartucho do que disco, mas essa versão do Master system possui um sistema muito chato de passwords que tira qualquer um do sério! Memory card para os jogos que não possuem bateria interna é o ideal! =D
    Abraços.

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  8. Boa Adinan, muito bom mesmo! Mas preciso confessar que esse só joguei a versão 16-bits... e com a Mônica... e no emulador. Preciso corrigir isso rapidamente e jogar a versão 8-bits original. Em tempo, a série Wonder Boy é uma das melhores de todos os tempos, pena não ser tão divulgado aqui no Brasil por culpa dos ports da Mônica... mas eu adoro todos os jogos da série.
    Valeu! Abraço!

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  9. @Leo S.
    Valeu Leo! Essa versão do Master vale a pena conferir por curiosidade, mas no geral é bem melhor ficar com a versão do MD para este jogo. Realmente é uma pena a série Wonder Boy passar despercebida aqui no Brasil. Muita gente ainda toma susto quando conto que os jogos da Mônica eram hacks feitas pela Tec Toy.
    Abração

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  10. Essa série eu não cheguei a jogar pois peguei meu Master bem tarde mas o jogo da Mônica eu joguei e era muito legal apesar de dificil viu .

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  11. @aki é rock
    Pois é, embora o jogo tivesse a Mônica como protagonista, o jogo era pauleira pura! Acho que só fui zerar no emulador mesmo.

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  12. Esta versão com a Mônica é apenas encontrada no Mega Drive. Infelizmente nunca vi este game.

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