domingo, 18 de novembro de 2012

Master Review - Submarine Attack (1990)


Saudações galera,

No post de hoje farei mais um review, e desta vez de um jogo que eu simplesmente desconhecia até semana passada. O leitor TonhaO mencionou que na infância ele jogava horas e horas um jogo que acidentalmente sua mãe jogou fora e agora ele tá correndo atrás para comprá-lo novamente.

O nome do jogo é Submarine Attack, e sinceramente esse nome não me é nada familiar. Talvez as locadoras que eu frequentava não possuíam este game, ou eu simplesmente deixei passar pois eu nunca fui muito fã de submarinos, embora eu gostasse do clássico Sea Quest do Atari 2600. Mas infelizmente não tenho nenhuma lembrança desse jogo, e pelo que andei pesquisando se trata de um título obscuro para o Master System. Porém, após algumas partidas no meu Dingoo, me animei o suficiente para escrever um review deste jogo, e já adianto que de fato não é um clássico imperdível, mas vale a pena dar uma chance e conferir este shmup.

De qualquer forma, se você nunca jogou Submarine Attack, continue lendo para conhecer este jogo. E se você conhece e já jogou, está mais que convidado a reviver suas memórias desbravando o fundo do oceano e protegendo a ilha de Balderia a bordo do submarino Nautilus. Desejo a todos uma ótima leitura! =)



O Jogo
  • Desenvolvedor/Publisher: SEGA
  • Ano de lançamento: 1990
  • Gênero: Shoot’n Up
  • Tamanho: 2 Mega (256KB)


Há 4 anos atrás, a criatura Meta atacou a pequena ilha de Balderia e seus habitantes, causando muitas mortes inocentes. Muitos viraram as costas para a ilha, exceto o capitão Mikan que com um simples submarino e uma equipe corajosa conseguiram aprisionar e selar a criatura em uma caverna subterrânea. Assim o povo de Balderia reencontrou a paz e a oportunidade para reconstruir suas vidas, e o jovem capitão Mikan tornou-se um herói nacional.

Quatro anos depois, os habitantes de Balderia ainda estavam se recuperando quando foram novamente surpreendidos com o desaparecimento de pescadores e muitas mortes nas praias, indícios de que o pesadelo estava de volta, só que ainda mais forte: um grupo terrorista libertou a criatura Meta, manipulando a mesma para seus propósitos malígnos, transformando Meta em uma ameaça mundial. Assim todas as expedições para o Oceano Atlântico foram canceladas, e o sofrimento da pobre ilha de Balderia continua.


Mais uma vez, o jovem Mikan, agora Almirante, parte em uma nova jornada para trazer paz à população de Balderia, desta vez equipado com o poderoso submarino Nautilus. Mikan precisa derrotar a organização criminosa que protege Meta a todo custo, além de criaturas bizarras encontradas no fundo do oceano, abrindo caminho para o confronto final e definitivo contra a criatura Meta.

As belezas do Oceano Atlântico

Para um jogo dos anos 90, Submarine Attack tem bons gráficos, com cenários bem detalhados e com uma grande quantidade de cores, deixando os cenários muito bonitos, embora não haja nada de excepcional na tentativa de extrair o máximo do console, mas no geral ele demonstra melhorias ao ser comparado com os jogos da primeira leva de games do Master System sem afetar o desempenho, o que é muito bom. Vale notar que, apesar da temática aquática, o jogo não fica na mesmice e varia bastante os cenários em cada fase, indo desde o tradicional fundo do mar até cavernas subterrâneas, cidades antigas submersas e até construções tecnológicas recheadas de detalhes futuristas.


Os veículos em geral são muito bem desenhados, tanto o Nautilus como os inimigos, sem contar os chefes que embora estáticos consistem em sprites gigantescos com muitos detalhes. É uma pena que nem todos os inimigos possuem o mesmo nível de detalhes, em especial as criaturas aquáticas que receberam menos tratamento e acabam parecendo deslocadas em relação aos cenários e aos veículos.

A trilha sonora é muito boa, apresentando algumas composições legais como as músicas da tela de apresentação, da fase 5 e a da fase 6, composições muito empolgantes no bom e velho estilo de trilha sonora de jogos de ação do Master System. Não é nada memorável mas agrada e cai bem com a temática do jogo.

Pilotando Nautilus


A jogabilidade é bem simples: o direcional move o submarino enquanto que os botôes disparam as armas. Como o jogo se passa debaixo d'água, o ritmo do jogo é um pouco mais lento, se refletindo tanto na velocidade do seu submarino quanto na velocidade dos inimigos. Até mesmo os projéteis são um pouco mais lentos,  o que pode ser estranho no começo, mas com o tempo se acostuma e passa a ser uma experiência bem legal se sentir no fundo do mar pilotando um submarino.

Nautilus possui duas armas: o disparador de mísseis (o tradicional tiro dos shmups) e o arremessador de bombas (ataque similar ao das machadinhas do Wonder Boy). O primeiro é o ataque básico e ideal para inimigos debaixo d’água, enquanto que o segundo é perfeito para atacar inimigos aéreos ou que se encontram acima do submarino. O ideal é segurar ambos os botões e se preocupar apenas em desviar dos inimigos e seus projéteis.

O desafio é simples porém muito bom e viciante! O objetivo é o tradicional de qualquer representante do gênero: passar pelos estágios atirando nos inimigos, desviando dos projéteis e mantendo-se vivo até a batalha contra o chefão no final do estágio. Nautilus pode aguentar apenas dois acertos do inimigo, piscando em vermelho constantemente após o segundo dano para indicar perigo ao jogador. Caso tome um terceiro dano, Nautilus explode e o jogador perde uma vida.


O jogador possui 3 vidas e continues infinitos. Contudo, assim como todo bom shmup, é praticamente impossível encarar os estágios mais avançados sem estar bem equipado com os power-ups. Existem 3 tipos de power-ups que podem ser adquiridos ao destruir pequenos barcos e submarinos vermelhos: o H repara os danos recebidos, o S aumenta a velocidade da Nautilus, enquanto que o A aumenta o poder de fogo do ataque, deixando o tiro mais rápido e em maior quantidade. Mais pro final do jogo o Nautilus recebe uma arma de tiros laser, mas no geral temos poucas opções de ataque, o que tira o brilho deste jogo para quem curte muitas armas diferentes no seu shmup.

A primeira fase começa bem simples e sem muitos atrativos, chegando até a ser meio repetitiva, o que pode afastar alguns jogadores. Mas a partir da segunda fase em diante, o design de fases fica bem mais interessante e complexo, com uma chuva de inimigos, túneis subterrâneos e caminhos alternativos, pedras vulcanicas, e os chefes gigantescos, onde é preciso explorar os pontos fracos para atacar, enquanto se desvia da chuva de balas e projéteis. Não chega a ser um Bullet Hell, mas tem uma boa quantidade de tiros rolando nas batalhas contra os chefes, principalmente no combate final contra o Meta.

Mas, no geral, o jogo é bem fácil depois que se pega o jeito. Basta não perder os power-ups e a jornada até Meta se transforma em um passeio sem muitos segredos. As 6 fases são curtas e ao morrer o jogador recomeça exatamente do ponto onde parou, o que facilita inclusive a batalha final. A situação complica nos últimos estágios caso o jogador perca os power-ups, mas depois de um pouco de decoreba é possível vencer tranquilamente o desafio sem perder vidas.

Pra finalizar, uma curiosidade. Ao derrotar Meta, temos um final bem simples, mas o jogo pergunta se queremos continuar ou encerrar o jogo. Caso encerre a aventura, o jogo retorna para a tela principal e o placar é zerado. Agora, se quiser continuar, o jogo retorna para a primeira fase mantendo a pontuação, o que deve ter sido muito útil para quem quisesse estourar o placar e mandar o resultado para as revistas de games da época. =)



Conclusão


Submarine Attack é um jogo bem interessante para o Master System. É verdade que há opções melhores de shmup para o console, mas não deixe que isso o impeça de curtir este jogo, que tem o seu brilho e seus bons momentos. Com uma boa trilha sonora, boa jogabilidade e aquele charme característico que só a SEGA consegue adicionar em seus jogos, pilotar Nautilus é uma boa opção para quem curte shmups e já experimentou de tudo no console. É uma jornada curta e relativamente fácil, mas vale a pena conferir este título obscuro da biblioteca do nosso querido 8-bits da SEGA.



E por hoje é só, pessoal! Espero que tenham gostado deste review. Devo lançar mais uma análise em breve e logo em seguida um Master Catálogo, que aliás vai ser bem longo, prevejo uns quatro posts para catalogar todos os jogos desse tema que era muito popular nos anos 90.

Abraços e até o próximo post!

15 comentários:

  1. Legalzinho, é tipo um R-Type embaixo d'água, kk. Mas como disse tem seus momentos.
    Abraço!

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    1. É bem por aí mesmo, Logan, é um R-Type Aquático, embora não chegue nem aos pés do R-Type mesmo, mas tem seus bons momentos. =)
      Abraços

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    2. Nunca vi este game, Adinan!
      Mas agora que vc mostrou parece tãããõo bom!!
      Acho que minha coleção ainda tá incompleta!
      kkkkk

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    3. Deu saudade daquele desenho da Hanna-Barbera dos anos 80, 20 mil léguas submarinas! rsss

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    4. É bem legal este jogo, apesar dos seus probleminhas, mas vale a pena ter na coleção! :)
      Abraços

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  2. Olá! Sou blogueiro e escritor, e tenho um site de análise de retrogames, com conteúdo muito bom. Estava buscando sites com conteúdo parecido e fiquei muito feliz de encontrar seu site! Já estou curtindo o site e gostaria de convidar você para conhecer o http://velhonoob.blogspot.com , onde analisamos em detalhes e profundidade os games que marcaram época. E ficaria feliz se houvesse uma parceria, pois nossos sites tem muito em comum! Grande abraço a todos da equipe e SUCESSO a todos nós.

    http://velhonoob.blogspot.com

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    1. Opa vou conferir aqui! Valeu pela visita! Abraços

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  3. Caramba está ai um jogo de Master que nunca vi nas locadoras onde alugava e frequentava é bem obscuro pelo jeito mas vendo a sua analise fiquei bem interesado em conferir esse game viu.

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    1. Pois é, este é bem obscuro mesmo, eu tb nem lembro de ter visto nas locadoras...mas se puder jogue, é um joguinho muito bacana!
      Abraços

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  4. Muito bom, apesar de so te-lo conhecido via emulador, anos depois.

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    1. Eu tb, fui conhecer só este ano XD
      Abraços

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  5. Po, fiquei com vontade de testar!! Shmup no Master system é coisa rara XD só jogeui R Type!!!!

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    1. Quê isso, Sabat?! Tem um monte de Shmup pro Master System!

      Bom, não tem na mesma quantidade que o NES, mas tem muita opção bacana, como o Sagaia, Astro Warrior, Bomber Raid, Choplifter, e até o clássico Aleste! Aliás, preciso fazer um Master Catálogo de Shmups XD

      Abraços

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  6. Fazia um tempo que não entrava aqui no blog(Maldito TCC haha) e fiquei muito feliz por você Adinan ter cumprido a promessa de fazer um post sobre o Submarine Attack que te falei....Cara gostei muito do que você escreveu sobre o jogo...e da parte que a minha mãe jogou ele fora hahaha sensacional cara...É bom ver um blog que cumpri o que promete, que está atento as dicas dos leitores...Salvei ele nos meus favoritos e estou recomendando o blog para meus amigos, e conhecidos no facebook....Continuem assim manos e ate um algum post haha

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    1. Valeu TonhaO, fico feliz que tenha gostado do post e que esteja recomendando o nosso QG, sempre que tiver alguma dica, sugestão ou idéia fique a vontade para postar, estamos sempre de olho nos comentários, mesmo que demore um pouquinho pra responder rsrsrs

      Abração e obrigado por sugerir o Submarine Attack! :)

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