terça-feira, 21 de maio de 2013

Master Review - Lord of the Sword (1988)


Olá pessoal,
Peguem o mapa e afiem a Espada! Vamos aqui tratar de um jogão (no sentido de tamanho mesmo) que despertou alguma curiosidade para a geração RPGista no Master System: Lord of the Sword.

No game controlamos o herói Landau que precisa salvar o Reino de Baljinya das garras do demônio Ra Goan. Ra Goan ressurge após anos adormecido, e mata o Rei e sua família real, deixando nenhum herdeiro para o reino de Baljinya. Para isso ele tem de passar por três provas exigidas pelos anciãos: Encontrar a Árvore de Marill, simbolo real, derrotar o Gobllin e por fim, destruir a Estátua do Mal.
Este game, apesar de ser uma boa opção para os fãs do estilo Metroid, que aparece na capa a categoria adventure role-playing, deu muita dor de cabeça para os jogadores dos anos 90. Mas acho que vale vê-lo pela curiosidade.

GRÁFICOS E SONS
Os gráficos parecem mesmo de estreia de console, bem simples, mas tem algo de bom. Enquanto as fotos de close podiam ser mais trabalhadas (parece que os interlocutores estão com sono!), as florestas parecem pinturas de iluminuras medievais. Foi até comum as estórias de mães que ficaram griladas ao verem "diabos flutuando" no campo. Alguns locais tem realmente a sensação de frio nas cavernas. A movimentação é que não é muito ligeira, mas isso não atrapalhará em nada os reflexos e timming do jogador. A trilha sonora é bacana, mas em alguns momentos se repete.

Você recarrega o life cada vez que entrar numa casa.
"Ok, senhor! Mas por favor, abra o olho!"
SENHOR DO DESTINO
Em termos de combate, há duas armas para o nosso guerreiro: além de ser um Lorde de espada, ele conta com um arco também. O direcional pra cima como em Black Belt tem função de salto, o que agiliza o combate com os dois botões, um pra cada ataque. Você pode segurar a flecha na mira, mas não pode atirar saltando. 

Os peixes que lembram os de Kenseiden são
necessários muita mira pra pegar no ar.

Mas o outro diferencial do jogo é o elemento de exploração do jogo (eu relacionava com Kenseiden a principio) que relacionado com a interação com outros personagens, lhe coloca na categoria RPG. Você ao morrer pode recomeçar na última placa que passou, os save points. Alguns bosses só estarão prontos pro combate se você falar com as pessoas certas ou adquirir os itens certos. Mas é o menos complexo de todos os títulos já lançados, você pode por exemplo adquirir itens como livros, espadas e flechas especiais, mas só pode carregar três por vez, tendo de se livrar dos anteriores ao adquirir mais.

Dica: o "ladrão de livro" teleporta do alto para te atingir.
E ao te atingir,  leva teu livro embora.

Infelizmente, muitos gamers velhos de guerra sucumbiram ao desafio do jogo pelo seguinte fato: o mapa não tem indicação onde você está. Só aparece quando você pode parar na cidade e pausar o game. Foi por dedução que me localizei quando encontrei uma ponte e assim me mapear no jogo. 

Tá difícil assim?..
Agora melhorou né?
Sorte que depois, muitos gamers disponibilizaram a versão do mapa com as rotas e os nomes dos locais. Mesmo assim, o desafio do game é grande, precisando de timming e fibra pra localizar as pessoas certas, encontrar os melhores itens e assim caminhar no game.

Se no inicio do jogo você caminhar para a esquerda, só encontrará uma estátua de pedra.
Você precisará seguir as informações por outros caminhos para enfrentar a Medusa!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não espere algo como os clássicos do primeiro escalão do SMS, mas por que todo game tem que ser o melhor? Lord of the Sword pelo seu tamanho e descobertas pode ser um fonte de diversão para quem não tem medo de ser um mestre da espada. O Rei está morto. Viva o Rei!




20 comentários:

  1. Cara eu me lembro desse jogo na casa de um amigo mas nunca tive a coragem de jogar ele.Por acaso você conseguiu zerar esse jogo nunca ouvi alguem que tenha zerado entre os meus amigos.

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    1. Hehehe!
      Isto está me sugerindo "faça um detonado do game"! Quem sabe a gente faz. Eu também não conheço ninguém e seria uma boa oportunidade de tentar algo.

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    2. Parabéns pra ele! Assim que o tempo puder, publicamos nosso Guide Oficial.

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  2. Alugei na época umas 3 vezes, gosto desse jogo mas nunca consegui avançar justamente por causa do mapa, eu ficava perdido e não sabia o que fazer! rsrs

    voltei a jogar no emulador... e continuei perdido rs

    Boa review!

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    1. O mapa é o grande terror, ninguém entendia nada, e uma tendencia da SEGA era realmente deixar vago a exploração do game!
      Acompanhe com a gente o blog, que talvez role algumas dicas!
      Abraços!

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  3. Seria muito interessante ver um detonado sobre esse jogo ajudaria muito.

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    1. Quero avançar mais no Diário do Golden Axe Warrior pra começar um novo projeto mais longo... mas vamos tentar ;)

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  4. cara tenho 1 castle of ilusion japones pra genesis na caixa se eu fizer um video mostrando ela vcs postam aqui ?

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  5. Lord of the Sword (LOTS) foi um dos que chamou minha atenção no primeiro catálogo de jogos do Master System. Víamos uma imagem bem colorida, um herói grande na tela e a descrição contida ali dava a idéia de algo épico.
    Na esteira do estrondoso sucesso que foi o Phantasy Star, traduzido para o português pela Tec Toy, a empresa se empolgou em lançar outros títulos em estilo RPG ou que tivessem, ao menos, uma temática similar. Isto, foi até matéria em uma das edições da revista Videogame tendo LOTS como um dos destaques.
    Cheguei a jogar Ys, Miracle Warriors e, claro, Phantasy Star (uma obrigação, afinal de contas) mas, "Lord", não passou nem perto de minhas mãos só tendo experimentado de fato, e de forma bem breve, em emulação muitos anos depois.
    Estamos em 2013 e tenho o cartucho aqui - adquirido ano passado numa "catança" em uma locadora destivada - e ainda não me prestei à me aventurar neste clássico. Bom... quem sabe agora, com esse excelente review, eu não crie vergonha na cara, o encarando como uma "Dívida do Passado"?
    Até mais!

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  6. Douglas, considero esta uma pérola que faz falta outros títulos do mesmo estilo no SMS. Assim, um mapa, espada e exploração. Eu tenho um cart também e parece também que tem no Master Colection que estou pra receber... Acho que assim que voltar a ter Master ligado aqui em casa, vou fazer o detonado do game, mas o GAW ainda tá na frente.

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  7. Olá!! encanta-me seu blog quisesse afiliarlo em meus sites e você enlaça ao mio, se aceita me responde com uma mensagem a emitacat@gmail.com
    beijos!!

    Emilia

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    1. Olá Emilia, tudo bom?

      Obrigado pela visita! Caso queira uma parceria entre em contato conosco pelo nosso email, qgmaster@gmail.com

      Beijos.

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  8. Fala Rodrigo! Excelente review!

    Este é uma pérola que só o Master pode oferecer! No começo parece um sidescroller bem simples, mas depois o jogador percebe que há uma aventura bem complexa! Se não tiver um mapa ou uma forma de se localizar você acaba perdido facilmente.

    Abraços

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    1. Sim, na verdade, ouvi de alguns colegas: tinha que ser professor de Geografia e História pra tratar desse jogo! Pegar referencias de localização, entender simbolos e compreender a intenção do gráfico tão diferente dos estilos SMS.
      Abraço.

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  9. O Adinan falou tudo! Esse jogasso é mais do que um simples sidescroller e é por isso que merece destaque. Acho esse e SpellCaster (que já fiz um review) jogos diferenciados e que marcaram muito para mim.
    Seu review ficou excelente!!!

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    1. Brigado, chefe!!!
      Eu me apaixonei por Spellcaster depois do teu review e acho que os dois são ótimos exemplos de action+RPG queria muuuito mais títulos, mas não houve... rss
      Aguarde o detonado, se eu detona-lo antes é claro!

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  10. Eu adoro esse jogo. Tenho ele no meu console. Acho um clássico, tanto que vive na memória dos consoles do Master System. Acho os gráficos muito bons, jogabilidade excelente e uma grande diversão. Nunca zerei.

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    1. Eu já evolui no game, mas ainda falta muito! Recomendo a todos, ele proporciona uma aventura única no Master!

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