quarta-feira, 10 de julho de 2013

Master Review - Borgman/ Cyborg Hunter (1988)

Saudações, amigos!
Cansado dos mesmos shooters realistas e futuristas? Aproveitando as férias, vamos afundar na nostalgia para falar de um jogo em suas duas versões conhecidas. Para fãs de shooters e animes, desbravaremos Borgman, mais conhecido como Cyborg Hunter


Capa da versão japonesa.
O ENREDO DO ANIME 
No ano de 1999 E.C. uma catástrofe chocou a Terra. Quatro enormes meteoritos cairam devastando a cidade de Tóquio. Vimos mais uma vez a persistência dos japoneses, quando inauguram a nova capital em 2030, agora chamada Megalocity.

 Tudo parecia se restabelecer, quando os cidadãos começam a ser atacados por criaturas de outra dimensão conhecidos como Youmas. Aparentemente há uma relação entre eles e a catástrofe. 
A polícia mostra-se incapaz de deter os monstros, quando surge um grupo de vigilantes usando armaduras metálicas conhecidos como Borgman. Ryo Hibiki, Chuck Swegger e Anice Farm, jovens estudantes e professores partem para enfrentar os Youmas equipados em seus baltectors.
Sua mentora é a cientista conhecida como Memory Gene. Somente eles poderão deter os Youmas e seu misterioso líder Gilbert Mesh, de controlar Megalocity.



Se você é fã de animes antigos e jogos da SEGA, vai perceber algumas coisas interessantes, como os constantes desastres no mundo ou ao menos no Japão na virada do século e cidades reconstruídas (cf. Evangelion), monstros sem endereço ou conhecimento deles (Macross, Nadesico), uma equipe cyberpunk usando armaduras num futuro próximo (Bublegum Crisis 2040), monstros cujos chefes tem formas humanas usam roupas imponentes (Mars) e uma cidade de nome Megalocity (Masters of Combat). A esposa, leiga  em games,  lembrou na hora de Robocop e Jaspion quando viu o jogo. Chouon Senshi Borgman é um anime pioneiro no estilo Super Sentay, quando ainda era charmoso o herói japonês usar um traje que lembra um motoqueiro e um soldado ao mesmo tempo. 

Os trajes dos heróis sendo projetados.
No explícito sucesso de Zillion, a SEGA lançou um game sobre este popular anime em sua terra de origem. Nele, você controla Ryo, que sobre orientações de Memory Gene, invade o esconderijo dos Youmas. E como ficou o enredo quando  este game chegou ao Ocidente?

Muito prazer, esta é Gene Memory que você deve sempre escutar.
                                             
QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM... 
Assim ficou a estória de sua versão euro-americana: O ano é 2242. Você é Paladin, um afamado caçador de recompensas, que recebe a missão de salvar o universo da ameaça de ciborgues liderados pela terrível criatura Vipron. Você invade a fortaleza e recebe ajuda de sua Staff na Organização, Adina. Nas versões brasileiras, algumas tem tradução do game que o tornam mais agradável de jogar. 


Capa da versão europeia, que diferença...
Sai Gene, entra Adina que parece a típica informante de James Bond.
   Fazendo um balanço das duas versões, lembro (momento Antropologia) que enquanto americanos fazem um desastre em criar enredos para temas japoneses como ninjas e samurais (soa falso ou forçado na maioria das vezes), os japoneses são péssimos para pensar em títulos em inglês (como vender um personagem chamado "Changeman"?!!). Logo, é meio óbvio que Sonic Soldier Borgman não pegaria pra quem fala inglês fluente. A adaptação, num futuro que os ocidentais viam mais longe de chegar que os japas. O termo ciborgue não é mais referido ao herói, mas aos vilões. O jovem herói reduzido a um mercenário, uma fria japonesa de óculos trocada por uma deslumbrante loira, ficou mais ao gosto ocidental e desta vez, não achei que foi tão "um erro" como foi em Spellcaster. Considerando o jogo em 1988, animes eram considerados esquisitos e herméticos para a maioria dos consumidores do Primeiro Mundo; até nós brasileiros que já éramos amaciados com Tokussatsus e uns poucos animes, tínhamos barreiras para esses temas. 


Curiosidade: Mesmo na versão ocidental você pode
ver nesta tela acima à direita o nome "Ryo" na abertura...
GRÁFICOS E SONS
Posso resumir os gráficos e sons facilmente comparando com aquele game que tanto projetou sua sombra na família Master no Brasil: Zillion II. Nos dias de hoje vemos o contraste de animes futurísticos dos anos 80 (que já eram sinistros, o melhor americano da época, o Thundercats, teve ajuda japonesa) com os limites gráficos do Mark III ainda sem explorar todos os seus recursos. Até as cores das paredes  verdes e branco-gelo nós lembraremos do jogo de J.J. O maior barato do game é o visor que aumenta a sensação de estar realmente numa armadura com sensores no melhor estilo Jaspion e Jiban. Você consegue  ver os inimigos com uma silhueta infravermelha antes deles aparecerem, além da visão da estrutura do prédio em que está. Um charme à parte é o elevador que você digita comandos para escolher onde vai. A única critica maior é que ao usar o Jato, você apenas flutua imóvel, não tem uma fumaça ou fogo indicando seu uso, nem um barulhinho. Sempre no momento "se" eu penso como seria este jogo na leva dos jogos do Master em 91-94. Os sons acho adequados sem nenhum brilhantismo. A música traduz a tensão e o mistério do anime, com aquelas vinhetas típicas de abertura de Anime. Os sensores ainda aumentam sua tensão quando apitam ao inimigo (que você ainda não vê) se aproximar.


EXPLORANDO ÁREAS
O jogo em si, tem mais uma semelhança com Zillion, desta vez o game I. Você explora com as dicas de Gene/Adina as diversas áreas dominadas pelos Youmas/Cyborgs na busca de itens. Embora pareça livre a exploração, ela acaba sendo um pouco linear: Fica quase ou realmente impossível ficar sem um item para ir pro próximo. A principio parecia previsível as fases, mas de repente, o negócio te surpreende, os inimigos mais simples (os "paiakans", como a galerinha costumava falar) começam a te pegar de surpresa. Sem um manual, apanhei um pouco para aprender a usar o elevador. 
ATENÇÃO: Você precisa ao menos de um segundo com controle com um botão funcionando para acessar o menu de itens. Na versão japonesa aparece os sensores no menu, que estão sempre ligados. No mais, os controles respondem bem, diferente da sensação que temos ao acessar os videos no Youtube, em que os herói metálico parece meio duro.

Dica: Cuidado com estes pisos quando luminosos,
use o Jato.  
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Antes que alguém pergunte por que eu não disponibilizei habitualmente os itens, decidi fazer o Guide do game, mesmo sendo um game de Action, acho que merece um pouco mais de atenção. Redescobri este jogo junto com o Master Collection que adquiri. Borgman/Cyborg Hunter é um jogo que de novo me fez lembrar quando eu caçava com colegas (quando tudo era raro aqui) títulos japoneses dos anos 80, que ainda considero com maior quantidade de enredos bons do que hoje. Aquela sensação de nostalgia com pérolas que conheci pouco por oportunidade e quero me saciar mais. Vamos à caça!




7 comentários:

  1. É interessante ver que o Master System, embora não tenha sido tão popular quanto o NES, acabou recebendo uma boa quantidade de adaptações de animes para o console. Além desses tem Sukeban Deka, Hokuto no Ken, entre outros.

    Esse em especial é bem interessante e divertido. Vale a pena conferir pelo seu estilo mais adventure. É meio complicado acertar os socos mas depois que pega o jeito o jogo fica bem gostoso de jogar, muito bom!

    Excelente análise Rodrigão, abraços!

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    1. Obrigado, Adinan.
      Eu não tinha dado muito ideia a este game, até ver o anime. rss Aí me animei. É gostoso e quebra a rotina de jogo linear.
      Naqueles posters-catálogos antigos ele vinha na mesma categoria de Ultima IV e Monster Land.
      Os socos a gente vai se acostumando, eles não prejudicam o timming em receber os inimigos.
      Eu acredito que farei um catálogo de jogos de anime, mas bem futuramente.
      Abraços

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  2. Mais um game desconhecido para mim... não totalmente, por já ter ouvido falar. Mas, foi só isto mesmo.
    Na época, eu já tinha uma idéia que os jogos de empresas japoneses eram mais legais que os do EUA. Borgman, parece não me deixar mentir. Rss!
    Abraço!

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    1. Sim, tenho uma fila de jogos que ouvi dizer mas não joguei na época. rss
      Eu percebo essa diferença até no enredo (sempre mais complexo) e até no gameplay, sou fanzaço do Black Belt, mas quando joguei o Hokuto no Ken, vi outro jogo.
      Borgman eu recomendo a versão brasileira, pois apenas é a garota staff que muda e o texto que aparece em porutguês, pra quem gosta mais de loiras que japonesas... rss
      Abraço.

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    2. Versão brasileira?
      Esse jogo saiu no Brasil com legendas em português ou se trata de um "rom hack caseiro"?

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    3. Nos Masters Collection, a Tectoy traduziu o game.

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  3. uma coisa q queria saber, se os personagens q aparecem no zeramento do game são selecionaveis?E se são como faço para jogar com eles?

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