sexta-feira, 27 de junho de 2014

Master Catálogo - Jogos "Japoneses" (2ª parte)



Olá a todos. Estamos de volta com a segunda parte sobre os jogos para o mercado japonês.
Agora vamos aos jogos culturalmente nipônicos, sem relação com mídias japonesas. Gambate!






JOGOS DE CULTURA NIPPONICA
- Double Target
- Megumi Rescue
Argos no Juujiken
Nekyuu Kousien
Hoshi wo Sagasite
- Cloud Master 
- Kenseiden
- Psycho World
- Aleste 2

JOGOS DE CULTURA NIPPONICA


Double Target (1987)
Conhecido no Ocidente como Quartet, era um jogo bem popular nos arcades. Num futuro distante, a Colônia Espacial numero 9 está sendo atacada por alienígenas e somente um grupo de elite pode detê-los. Nos arcades, o nome vinha da possibilidade de usar 4 personagens simultâneos. Na versão Mark III, o nome foi modificado para Double Target, e manteve apenas os 2 personagens principais Mary e Edgar. É um joguinho com aqueles gráficos bem primários, mas são bonitos e charmosos. Nossos heróis contam com uma pistola e um aleatório foguete. Você deve encontrar chaves e portas pelas curtas, mas dificílimas fases. No Ocidente, o nome Quartet foi mantido e Mary trocou o visual oriental por uma morena castanhas. De qualquer forma, o joguino é bem divertido. 




Megumi Rescue (1988)
Este game é o menos pretensioso da lista. Os personagens são uma equipe de bombeiros que salvam os personagens no incêndio. Não há muito o que dizer, saltar, pegar a vítima e mirar na rede de salvamento. Este jogo de puzzle para alguns pode ser tedioso, (coisa de japonês, primeira coisa que pensei) mas você pode experimentar e rir um pouquinho.  




Argos no Juujiken 
(1988)
Fiquei surpreso quando liguei este game, que já pairou nas bandas brasileiras nos fliperamas, mas nunca lembrei nos consoles domésticos.  Já tinha jogado e esquecido este jogo no Barra Shopping... Num período épico da Terra, no reino de Argos, um guerreiro Legendário chamado Rygar enfrenta criaturas malignas chefiadas pelo maligno Lygar, sua arma é o lendário Silver-armor, um escudo que conforme adquire power ups, aumenta seu poder. O herói é só um pouco menor que o árcade e de menos detalhes. O som é bem legal, o jogo é ágil e de ótima jogabilidade com habilidades com o escudo, saltando e se agarrando em cordas, o único problema é parecido com Capitain Silver, em que uma única bordoada e lá se vai mais uma vida. 


Nekyuu Kousien (1988)
Quando liguei o jogo, a única coisa que pensei foi: “gosto não se discute”. Não consigo ver jogos de baseball populares em outro lugar que não seja o EUA ou o Japão. O gráfico é muito bom, de estilo anime, transferir o jogo para a telinha torna um game às vezes tedioso para quem não é fã do esporte, e pela mecânica dos controles e os turnos lançador-rebatedor. Mas se é sua praia, com certeza é um dos melhores do gênero em 8 bits .



Hoshi wo Sagasite (1988)
Conhecido também como Story of Mio conta a estória de um gatinho (ou seria cãozinho) alado alienígena parecido com Myau de Phantasy Star. e sua missão é protegê-lo  O jogo é um adventure com menu no estilo de Spellcaster. O conceito é corajoso, pois tudo é feito no menu e até há uma referencia ao planeta Palma de Phantasy Star no espaçoporto. Os gráficos em mangá são encantadores. Para se divertir há um patch pra traduzir a Rom pro inglês.




Cloud Master (1987)
Deve ser estranho incluir este game na lista. Qual seria a sensação de ver um garoto nas nuvens voando sobre templos e disparando raios? O menino, mago senhor dos raios e nuvens, parte em busca de joias místicas enfrentando outros seres místicos. É um shooter que parece beber de lendas sino-japonesas, como Dragon Ball. Sim, quem já conhecia Dragon Ball pelas revistas importadas, achava estar jogando com Goku! O desafio é terrível, tem hora que parece impossível desviar dos obstáculos indestrutíveis e raios. Mas que é bonitinho, isso ninguém pode negar! Recomendado para jogadores muito frenéticos!





Kenseiden (1988)
A “Lenda da Espada Sagrada” ou “Lendário Santo da Espada”. O jogo conta a estória de Hayato, um samurai que tem a missão de derrotar demônios que se apossaram do Japão, bem como 5 pergaminhos e a espada do Lorde Dragão. Fica óbvio seu objetivo de emplacar no mercado japonês, pois manteve palavras em Kanji (ideogramas) e o samurai era loiro, como nos mangás. Isto tornou perplexa sua divulgação no ocidente, que consideravam absurdo um samurai ser loiro como os próprios jogadores... e jogaram henne no cabelo do herói.
O jogo tem características de adventure, com a seleção de qual província ir no mapa, o aperfeiçoamento por fases de treinamento, e o Boss que após sua derrota, “desbloqueia” o lugar e lhe dá uma nova tática de luta.
O action adventure, que foi feito pra competir com Castelvania no gênero Thriller, passou batido aqui como um jogo de artes marciais. Só foi reconhecido bem depois, considerado uma obra prima para muitos retroplayers!
Por curiosidade, recomendo a versão coreana: Hwarang Ui Geom. O samurai é trocado por um lorde da Coréia feudal (até mais bonito), e o mapa é da península coreana, o que o torna muito interessante.  



Psychic World (1992)
Outro jogo que foi memorável para jogadores, mas não muito divulgado. O jogo lançado originalmente pela Hertz para MSX, conta a estória de Lucia e Cecile, irmãs gêmeas (de cabelo diferente) que trabalhavam para o Dr. Knavik. Num acidente, o laboratório explodiu e Cecile caiu nas mãos de um dos monstros que fugiu, agora cabendo a Lucia munida de um capacete que lhe dá poderes psíquicos, salva-la. Lucia aprimora seu tiro psíquico e tem outros poderes como velocidade sônica, tiro de gelo que cria blocos, invencibilidade temporária e até levitação. Na tela grande fica bem melhor. O enredo e a arte das cut-scenes em mangá era para o agrado dos  japoneses, originalmente feito para o Game Gear. A versão Master System no Ocidente aproximou Lucia de Alis de Phantasy Star. Embora nem fosse muito necessário, na verdade o uniforme da versão game gear é bem mais bonito. O game é um ótimo shooter com várias opções de poderes para Lucia e puzzles criativos. Super-recomendado!



 

Aleste II (1993)
O game já foi coberto pelo nosso amigo Douglas numa super matéria! Produzido pela Compile, é no Ocidente conhecido como Power Strike II. O enredo é baseado no Steampunk, isto é mistura tecnologias atuais e futuristas com um período antigo, no caso, a década de trinta. O personagem, na posse do seu poderoso Falcon Flyer, parte pra enfrentar piratas aéreos.  A introdução e as options nos trazem cut-scenes perfeitas do gênero mangá. É um ótimo shooter com várias opções de poderes para sua nave marcado por números. Felizmente, apenas o nome foi modificado, e bem aceito no ocidente. Super-recomendado e pode ser visto no review de nosso amigo Douglas!
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este catálogo, infelizmente é menor do que queríamos, dado o gostinho das temáticas orientais no Master.  Como seria bom se houvessem outras franquias como Sailor Moon e Yu Yu Hakusho do Game Gear, Saint Seiya do NES, ou ainda jogos originais como Nadesico, Macross ou Gundan Wing. Poderiamos incluir no catálogo RPG's como Golvelius, Miracle Warriors ou Monster Word, mas já temos outro catálogo maravilhoso do Adinan anteriormente. Destacamos desta coletânea Kenseiden, Spellcaster, Psichic World e a série Zillion como os melhores do filão. É para você que sonhava com as revistas, mas só agora pode emular os jogos restritos ao Oriente! Esta listinha é diversão garantida para as férias! Sayonara!









8 comentários:

  1. Joguei somente o Kenseiden destes jogos citados, como na época não tínhamos recursos para analisar os jogos, a maneira que eu mais usava era analisar as fotos minúsculas atrás das capas dos jogos, fato que me fez nunca alugar a maior parte destes jogos. O review me instigou a conhecer estes jogos, vou procurar os mesmos e tirar o atraso.

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    1. Eu também ficava viajando nas capas, e pelo menos as do Master eram em português. Kenseiden me animou pela temática samurai, a maioria destes valem a pena a jogatina, procure sim!
      Abraços!

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  2. Excelente catálogo Rodrigo!
    Megumi Rescue é joguinho de iPhone rsrsrs simples, bobinho mas casualmente divertido.
    Da lista destaco 3 jogos: Argos no Jujiken, o Rygar que eu babava nos fliperamas e nem sabia que tinha um port excelente pro Master, mais uma prova de que a SEGA queria mesmo era recriar a experiência do arcade na casa dos seus consumidores!
    Cloud Master é um jogo que me deixava frustrado pela dificuldade mas me mantinha grudado na TV, é viciante ao extremo!
    Psychic World, nossa é o meu favorito da lista toda! O estilão de jogo de PC japonês convertido para o Master, é um jogo de plataforma diferente do que estávamos acostumados a ver, é muito bom!
    Abraços

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    1. Olha, eu curto Megumi Rescue, mas só quando não quero estressar. rss
      Argos era um dos primeiros mais elaborados que joguei nos arcades, e só muito depois fui conhecer esta pérola no Master.
      Mas Psychic me dá nostalgia dos primeiros animes que assisti, mesmo não sendo um. A diversidade de poderes e o visual psicodélico que só os japas fazem, era pra mim o limite. Curto muito!

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  3. Dentre todos esses jogos só joguei o Kenseiden e zerei ele por emulador o resto eu só vi por aqui no site do QG Master.

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    1. Então corre, Kenseiden é muito bom, joguei apenas ele por um bom tempo, quando estava me "aposentando" da vida de gamer. Mas tem outros como Spellcaster que com certeza vai gostar!

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  4. Excelente post Rodrigão!! Preciso conhecer a maioria aí, dos que já joguei Kenseiden e Psychic World são os meus preferidos sem dúvida.

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    1. Estes, junto com Spellcaster são os meus preferidões da lista. Aliás, Spellcaster pretendo ressuscitá-lo em breve aqui no QG. Abraços!

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