quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

2nd Master Review - Golden Axe (1989)


Golden Axe (Sega, 1989), a versão de uma das mais famosas franquias da Sega também pintou no Master e agradou aos donos de console e todos que tiveram contato com o original dos arcades. Apesar de aquém nos gráficos, e um ou outro “defeito”, o game é bem interessante e a matéria de hoje procura ressaltar seus pontos positivos e negativos.


Particularmente eu sou um grande fã da série. Conheci no Mega Drive (já na sua bela continuação Golden Axe 2) e depois qual não foi minha surpresa quando descobri a caixa do jogo na minha locadora preferida. Aluguei algumas vezes Golden Axe na época, infelizmente nunca consegui zerar. Até mesmo nos dias de hoje chegar na última fase (e passar mais do que alguns minutos vivo) é um grande feito.

A história
Tudo começa com o Golden Axe, um místico e poderoso machado que confere poderes ilimitados ao seu possuidor. Esse machado foi roubado pelo tirano Death Adder que deseja governar Yuria com mão de ferro. Eis que surge o poderoso guerreiro Tarik, o mais habilidoso que até então se ouviu falar. Com sua grande espada, após pedir proteção aos deuses, Tarik parte em sua jornada decidido a acabar com os desmandos de Death Adder.

A tela de escolha das magias e o elemento terra em ação
A versão Master System do jogo curiosamente conta o enredo sob a perspectiva do bárbaro (um dos protagonistas da trama original), sendo aqui chamado de Tarik (ao invés de Ax-Battler). Outra mudança circunstancial foi o uso de qualquer magia enquanto que nos arcades (e consoante no Mega Drive), cada um dos três personagens podia utilizar somente um elemento para conjurar magias.

Jogando
Dito isso, vamos ao jogo somente com o bárbaro (não existe o multiplayer característico da série) que munido de sua espada e potentes golpes enfrentará hordas de guerreiros inimigos, monstros, esqueletos e outros seres mitológicos como dragões. As magias são acionadas pela combinação dos dois botões sendo que de acordo com a quantidade de poções mágicas em cada slot o efeito e o poder desferido pela magia mudam de maneira considerável.

Roubando poções de um gnomo, em um dragão cospe-fogo e conferindo o mapa das fases
As fases seguem rigorosamente o mapa que é mostrado no desenrolar das fases e essa estranha mistura de beat’m up com Conan tornam Golden Axe um jogo bastante interessante. Pode-se dizer que a conversão preservou o essencial da produção original e conseguiu seus pontos dentro das limitações de hardware do Master System.

O grande senão fica pela dificuldade e boa parte por erros (aqui mais no sentido de falhas) na conversão do game. Um bom exemplo é o “sistema de colisões” (como assim vou chamar). Por vezes não se tem a exata precisão do posicionamento do personagem e, pior, se os golpes estão encaixando na quantidade necessária para derrubar os adversários. Mesmo com algum tempo de jogo é normal golpear o nada e ser surpreendido por algum inimigo. Outro ponto negativo: a jogabilidade. Tarik, e até com certa demora, não responde muito bem aos comandos do jogador. Faltou capricho da Sega nesse ponto.

Recuperar energia é outra preocupação constante

Um destaque positivo do jogo fica por conta dos montarias (sim, elas estão presentes). Temos o característico chicken leg e dois dragões disponíveis. Mantendo o padrão da série, os animais vem montados por inimigos como as amazonas. Ou seja, o jogador deve primeiro derrubá-los para assim se apossar dessa ajuda. Prosseguindo: a dificuldade se resumirá a desferir muitos golpes nos personagens que apesar de não muito variados, com o passar das fases se tornam mais fortes e resistentes quando comparados com o começo do desafio, além de sempre atacarem em bom número.

Veredito
Golden Axe é um jogo médio que não faz feio. A adaptação dos arcades serviu para Sega exibir as diferenças entre o hardware do seu poderoso Mega Drive e o 8-bits. Ainda assim, é importante ressaltar a boa qualidade dos gráficos e as músicas características da franquia. Sua conversão para o console doméstico não agrada uma boa parte dos gamers visto que o jogador conta apenas com uma pequena barra de energia e apenas dois continues (totalizando nove vidas) – números nada razoáveis para chegar ao final do jogo mesmo com muito treino.

Até o próximo jogo!

ps: esse é o 2º review do game. Quem quiser conferir o primeiro, dá uma passada no post do Rodrigo (O Devaneio de Rute) de fevereiro de 2012. 

5 comentários:

  1. Eu não joguei esta versão do Master. A impressão que fica é que o pessoal focou na visibilidade e beleza das magias e tela inicial e música, e deixou de lado fatores muito característicos do game, com por exemplo, seu modo multiplayer. Pior, pelo que eu entendi, me corrija se estiver errado, no Master você só pode lutar com um personagem. Mesmo single player, a opção de escolha de personagens deveria estar presente. Eu adoro jogar com a amazona. Mas no Master é ficar só com o principal mesmo. Se você pensar por outro lado, parece que a SEGA transformou, ou tentou colocar elementos de um adventure em um beat´n up, e é claro que o game original, desse modo, fica diferente.

    ResponderExcluir
  2. Quanto a mim, já conhecia Golden Axe antes do Master System ser lançado no Brasil. Jogava sempre nos flipers pois, era fácil de achar uma máquina deste jogo aqui em Cubatão, já que era muito famosa.
    Então, quando um amigo meu comprou o cartucho de Master, já em 1991, fiquei um pouco desapontado pois o game foi muito capado. Mas, ainda assim, "a Aventura do Tarik" divertiu bastante pois a Sega conseguiu fidelizar o que tinha de mais importante.

    P.S.: Os controles são duros mesmo... até pegar o timing, dá para apanhar bastante dos inimigos.

    ResponderExcluir
  3. Apesar da jogabilidade travada, gostava muito deste jogo, pois era a possibilidade de jogar o arcade dentro de casa!
    As diferenças entre o arcade e o master são inúmeras, além das já comentadas, os inimigos não tinham a corrida quando estavam longes, os duendes continuavam com os "sacos cheios" mesmo depois de tirarmos as magias deles, os aldeões não estão presentes, o final é totalmente diferente (uma foto do filme Conan), o golpe de bater com a espada na cabeça dos inimigos não existe...
    Mesmo com estas diferenças sempre alugava este jogo, conseguia fazer final sem perder uma única parte de uma vida (praticamente um perfect), sendo que assim conseguia a maior "class" na força (strengh).
    Para mim, este jogo é um dos clássicos do console e tenho um carinho especial por este game!!

    ResponderExcluir
  4. Muito boa a segunda dose de Golden Axe aqui no QG!
    De fato, eu concordo com o que você falou. Minha experiência com Golden Axe foi no Arcade primeiro. Mas eu tinha uma ideia ingênua quando vi a versão Master quando garoto, as diferenças não me irritavam. Aliás, achei que a escolha das magias foi uma forma boa de compensar a ausência de multiplayer (e a presença de todo elenco Arcade no spin-off Golden Axe Warrior também compensatório). A abertura e o Fim exclusivo também. Mas, bom acho que algumas coisa que eram impossíveis de reproduzir eu acredito que a SEGA poderia ter alterado nos gráficos invés de "tentar fazer igual".
    Hoje acho GA fácil demais e curto demais, zero ele com controles duros sem sentir dificuldade, mas creio que porque fiquei só nele depois que ganhei o Master.
    É realmente um game médio, mas que tenho carinho especial.

    ResponderExcluir
  5. Golden Axé ou traduzindo: Baianos Dourados, para os íntimos, ficou com gráficos estupendos no Master System, uma pena que roda a 5fps. Tenho um carinho especial por esse port.

    Old-Hutter.

    ResponderExcluir