sábado, 20 de maio de 2017

MD Review - Shining Force (1992)

E aí pessoal,
Uns meses que não abordamos RPG's, então que tal retornarmos com a continuação inovadora de Shining in the Darkness? Acompanhe nossa análise de Shining Force.




Para os desavisados, Shining Force é a segunda principal franquia RPG da Sega. Só perde para Phantasy Star como mais popular. 
A História carrega os elementos de Darkness. O velhinho que apresenta a história e carrega o seu Save é substituído por uma menina elfa que lê um livro antigo, virando tradição da série. Você é um jovem aprendiz de guerreiro, Max, escudeiro de Lord Varios. Max, apesar de inexperiente, tem a oportunidade de investigar um problema no Santuário dos Ancestrais, suspeitando de um ataque a seu Reino, Guardiana. Por trás de tudo isso, está um velho inimigo do jogo anterior, Darksol, vilão de Tornwood, e ele não está apenas interessado em sequestrar princesinhas, mas liderar o Reinado de Runefaust com seus goblins e anões malignos contra Guardiana. Max contará com seu amigo Lowe (um frade que lembra o Samwise de Senhor dos Aneis) e logo outros aprendizes de herói aderem a ele formando a Shining Force.    


MUSEU DE NOVIDADES
Apesar de pertencer a franquia, Force inovou em relação a Darkness. O primeiro ponto é a ambientação. A Arte Gráfica usa o mesmo estilo de arte e ambientação, mas como não é mais um Dungeon Crawler, você verá belos cenários coloridos de vilas e cidades, sprites simpáticos de Max e seus amigos, e o mais marcante: Cutscenes golpe-a-golpe da Batalha. Para mim, iniciante nos RPG's de mesa delirei com este elemento, pois isso que achava que faltava nos demais games.  A música é razoável, mas ela sempre tem uma quebra com a vinheta das Cutscenes. Os personagens são bem aqueles do primeiro jogo, inspirados em Dungeons & Dragons, com elfos, goblins e anões, mas há raças bem exóticas, como Nova, general de Max, que é um homem cachorro ou Zylo, um Lobisomem que se torna aliado numa parte da história. A raça mais marcante é dos centauros que possuem um profissão já bem específica de herói, o primeiro que você conhece é seu tutor, Lord Varios.  

Dica: Inimigos voadores atravessam obstáculos
e não tem penalidade por cenário.

XADREZ VIRTUAL
Mas Shining Force não é um J-RPG tradicional.Primeiro, você não precisará de mapas, a história já te dirige aos locais, pois o game é dividido em capítulos. O jogo praticamente tem dois elementos separados: Os puzzles de exploração e as batalhas.

No primeiro, você para em uma cidade, castelo ou vila e além de abastecer-se de itens, deve descobrir alguma situação para seguir adiante. Em uma cidade empurrei uma donzela vaidosa e ela me jogou no lago, o que me ajudou a chegar numa ilhazinha que tinha um baú, em outro fui transformado em uma galinha (referencia a Ghouls n' Ghosts? ) pra entrar num trecho estreito de um castelo. O Save é marcado por um Templo ou Frade como em Darkness que você tem que achar de acordo com o cenário atual. E cada cidade você tem um quartel general pra organizar seu grupo.

Não se intimide com o Oráculo desta bruxa.
A sua adivinhação não te afetará diferente.
Já as batalhas, ah, aí está a fama de Shining Force. Fãs do antigo D&D de tabuleiro, verão aqui a evolução desse jogo de estratégia na telinha. O game funciona como um xadrez. Cada personagem tem uma movimentação no cenário e alcance de ataque, e o objetivo pode ser derrotar o exército inteiro ou detonar o líder inimigo. Se o inimigo derrotar Max, o Rei do seu Tabuleiro, é Game Over. Se Max só se protege, não evolui em relação a seus amigos. Se se arriscar muito, pode cair rápido no cerco da CPU e perder logo. O terreno pode afetar o personagem, menos se ele for voador. Curiosamente, não há mortes explícitas (só no Story rola duas mortes) dos heróis ou dos monstros, parecendo bem voltado pro público infantil. Vale lembrar que a lista de magias pra mago e clerigo são as mesmas de Shining in the Darkness, (veja Milo e Pyra) mas evoluem diferentes pra cada personagem.

Aqui começa sua luta.

O PRIMEIRO ELENCO
MAX  (LUTADOR ) - É o seu herói principal. Dado seu papel é bom de ataque e seu negócio são espadas. Possui a magia Egress, que retira da luta. Evoluindo, poder promovido a Hero.

KEN (CAVALEIRO) - Centauros parecem feitos pra serem cavaleiros. Também são bons de ataque físico. Lembrando o Cavalo do Xadrez, pode atravessar seu ataque por cima dos aliados com a arma Spear. Mas pode causar grande dano com a Lance.

LUKE (GUERREIRO) - O Baixinho causa um belo dano, além de trocar de armas como Espadas e Machados, mas não possui magias.

TAO (MAGA) - Essa elfa maga iniciante já começa com a Magia Blaze que no nível 1 que dá dano único, mas quando aumenta o nível atinge dano de área. Mas  sua arma inicial quase nem causa dano. Evoluindo ela pode ser promovida a Wizard.

LOWE (CURANDEIRO) - Este aprendiz de clérigo possui a magia Heal no nível 1. Útil pra salvar aquele colega no fim da vida. O uso de itens de cura lhe dá mais experiência que outros personagens. Sua arma inicial também é fraca.

HANS (ARQUEIRO) - Este elfo arqueiro é de grande valia. Ele é inofensivo muito perto, mas pode atingir o inimigo de longe ou na diagonal. Útil pra cobrir a retaguarda dos guerreiros.


Mas este elenco não para aqui. Outros Personagens de classes iguais ou totalmente diferentes podem se unir à Shining Force, precisando trocar, caso o limite de personagens exceda. Fora das batalhas, poucas dificuldades, como descobrir qual passagem secreta num castelo o rei se referia. Uma cena muito legal foi encontrar o capitão do exército inimigo e ele tratar Max com cortesia na taverna, anunciando que "o esperava lá fora, no campo de batalha, traga seu exército". Isso são homens de verdade!

Cada cidade achará um quartel general pra promover seus heróis
e organizar o exército que só aumenta. Ouça os conselhos de Nova.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Simples na Engine, complexo nas decisões de cada luta, Shining Force é minha dica para curtir um RPGzinho das antigas sem esquentar a cuca com regras. Conhecendo da lista de Magias de Shining in the Darkness foi facílimo acostumar. Bonito, simpático e leve. Aproveite!!


6 comentários:

  1. Curto muito essa franquia no Mega Drive apesar de ter jogado nenhum mas tenho a vontade de jogar um dia desses.

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    1. Olha, digo que está perdendo, Rock. Eu tenho estado preso a essa franquia e até deixado de lado outros games, só pra desbravar todos.
      Abraços

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  2. Sendo fã de Mega Drive e de RPGs táticos, eu não consigo explicar pq nunca joguei este jogo. De novo tinha esquecido dele, vou botar na minha lista aqui pra não esquecer, obrigado por me lembrar... rs!
    A parte gráfica dele é muito bonitinha, eu sempre que vejo fotos eu fico impressionado.
    Muito bacana o review!

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    1. Cadu, eu demorei pra jogar Shining até por causa de ser em inglês na época, mas o Darkness era traduzido e me foi ponte pro Force. E sim, Phantasy Star era entre o épico e o dark, Shining é bonitinho, colorido, e isso me agrada muito.
      Obrigado, abraços.

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  3. Eu nunca tive muita paciência para RPGs de videogame pois, prefiro, os "de raiz" (com livros, dados, tabuleiro e galera reunida). Ainda assim, Phantasy Star 1 e 4, me prenderam até o fim.
    Agora, Shinning Force, caiu como uma luva para mim, por ser mais "Tatics" e menos "Role Playing". Me amarro neste jogo... um dos melhores do Mega Drive fácil.

    P.S.: Parabéns pelo Texto, Rodrigão.
    Se já não conhecesse o game, seria capaz de jogá-lo, só de ler o que escreveu sobre ele.
    Abraço!

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    1. Acho que tendo PS e SF, a SEGA fecharia sua cota de RPG's. traduzisse este também. Eu gosto é justamente o "Tatics", coisa que meio mundo me advertiu quando disse que ia investir nesta franquia.
      Tô jogando agora as versões GG.
      Abraços

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