domingo, 28 de outubro de 2018

Master Catálogo - Super-Poderosas do Master


Salve Pessoal!
Fazia muito tempo que não fazíamos um Master Catálogo. E este aqui foi desafiador. No nosso mês comemorativo, selecionamos os jogos da biblioteca Master System estrelado por personagens femininas. Sim, você não leu errado. Não nos referimos à donzelas em perigo como Mary Ann ou Minnie Mouse, mas aquelas que você controlará em busca dos desafios.

O surpreendente foi, ao contrário do que achávamos, encontrarmos um número grande de protagonistas e coadjuvantes pro 8 bits. Parecia que não tinha fim. E a partir daqui, fazemos a divisão do nosso catálogo. Na primeira parte, todos os jogos com detalhes sobre as protagonistas.
Na segunda parte, por uma questão de justiça, lembramos das coadjuvantes, seja de grandes equipes em que elas tem um papel abaixo ou equivalente, seja por exemplo, nos Fighting Games, em que encontramos uma ou mais presenças femininas.


AS PROTAGONISTAS
  • Sega Ninja 
  • High School Kimengumi
  • Anmitsu Hime
  • Double Target
  • Sukeban Deka II
  • Phantasy Star
  • Mônica no Castelo do Dragão
  • Psychic World
  • Ariel: The little Mermaid
  • Alien 3





SEGA NINJA (1985)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Também conhecido como Ninja Princess é a primeira versão do clássico The Ninja, em que a princesa Kurumi no periodo Edo, aproximadamente em 1630, luta com um exército de guerreiros pra enfrentar o tirano Gyokuro.  
De enredo simples, mas com uma bela ambientação oriental, Kurumi usa facas, shurikens e invisibilidade contra os inimigos num cenário de visão vertical.
É um jogo pra quem tem reflexos rápidos mas sem muita complexidade.



HIGH SCHOOL KIMENGUMI (1986)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
High School Kimengumi baseado num anime homônimo da Shueisha, fala sobre as bizarras aventuras dos estudantes da escola Kimengumi. Anime bem escrachado com personagens estranhas. O jogo é um adventure que foi lançado originalmente para MSX e depois convertido para o Master System pela Sega.  

Você controla a estudante Yui Kawa que anda pela escola, e sua missão é sobreviver explorando-a e capturando os colegas do anime, inclusive o aluno que ela é a fim, e fugir dos valentões. O jogo tem a sensação de ser uma ingênua, mas inconsequente anarquia. Yui transmite no jogo a imagem da estudante atrapalhada e divertida.

High School Kimengumi ganhou uma tradução em Inglês feita por fãs. Se você curte jogos de pesquisa e exploração, mas fácil e bem simples, pode se divertir com ele.


ANMITSU HIME (1987)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Anmitsu Hime, também baseado no anime homônimo do estúdio Pierrot, conta a história da princesa (Hime) chamada Anmitsu com a típica rebeldia de fugir das tarefas reais no estilo O Principe e o Plebeu.

O jogo é um adventure em que Anmitsu terá que recolher os pedaços de um mapa para um restaurante, estudar, lutar contra o tempo e alguns ninjas na floresta. O elemento action só vem depois dos puzzles pelo castelo, o jogo era bem focado para meninas.

Anmitsu Hime foi localizado no Ocidente como Alex Kidd High Tech World. Mas, para se ter ideia, esta localização é a menos popular de todos os jogos do Alex Kidd. Mas você pode jogar para se conhecer e quem sabe você goste.


DOUBLE TARGET (1987)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Conhecido no Ocidente como Quartet, era um jogo bem popular nos arcades. Num futuro distante, a Colônia Espacial numero 9 está sendo atacada por alienígenas e somente um grupo de elite pode detê-los. Nos arcades, o nome vinha da possibilidade de usar 4 personagens simultâneos. 

Na versão Mark III, o nome foi modificado para Double Target, e manteve apenas os 2 personagens, sendo a principal, a Sargento Mary. É um joguinho com aqueles gráficos bem primários, mas são bonitos e charmosos. Mary, com seu parceiro Edgar, contam com uma pistola e um aleatório foguete, embora o gráfico da versão Master ficou bem atarracada. Você deve encontrar chaves e portas pelas curtas, mas dificílimas fases. No Ocidente, o nome Quartet foi mantido e Mary trocou o visual oriental por uma morena de cachos castanhos. De qualquer forma, o joguino é bem divertido. 


SUKEBAN DEKA II (1987)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Mais um Game feminino vindo de mangá, conta a história de uma garota, Saki Asamiya, que sendo delinquente (Sukeban) se torna uma agente (Deka) para tirar sua mãe do corredor da morte.
O jogo é baseado no OVA “The Girl of the Iron Mask”, em que Saki Asamiya com suas amigas investigam escolas enfrentando gangues, Yu-Yu Hakusho pra mulheres. Sua arma é um singelo e mortal yo-yo.

O jogo é um action RPG, funciona como Spellcaster, com um menu para diálogos, pegar itens e escolher cenários. Já a parte action, Saki luta no estilo Double Dragon. E de quebra, entra uma parte do jogo que temos labirintos 3D como em Phantasy Star. Saki luta com o Yo-yo e voadoras, embora o Menu é pouco dinâmico. Os gráficos são básicos como em Hokuto no Ken, e as músicas bem divertidas.
Tivesse sido produzido em 1988, sabemos que seria um jogo maravilhoso, mas vale a pena pra fãs de lutadoras e animes.


PHANTASY STAR (1987)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Um clássico obrigatório do Master System! Neste game, cuja trama foi elaborada por Rieko Kodama e a programação mais pesada foi feita pelo lendário Yuji Naka, a jovem Alis deseja vingar a morte do irmão Nero, vítima da ditadura de Lassic. Para isso, ela deve reunir guerreiros dispostos a enfrentar o tirano governante.

A aventura se passa em 3 planetas do sistema solar Algol, e no decorrer da aventura Alis, uma jovem determinada e com qualidades de líder, deverá visitar esses três planetas, cada um com sua cultura e clima. Some à isso personagens marcantes, uma deliciosa mistura de fantasia com ficção científica, e assim temos um verdadeiro épico à frente de sua época.

Seja empunhando uma espada ou fazendo encantos, quem segue o QG, sabe do carinho que temos por Alis, como ponto de partida de uma das sagas mais prósperas da SEGA.



MÔNICA NO CASTELO DO DRAGÃO (1991)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: Tectoy
Localização brasileira de Monster Land, ajudou a alavancar vendas do Master System no Brasil. Ao substituir o herói do jogo pela heroína brasileira dos quadrinhos, Mônica chega à terra dos Monstros com o objetivo de derrotar o Capitão Feio, mas pra isso deve derrotar o Dragão Cospe Fogo.

Sabemos que a localização tem uma sensação de incompleto, mas era o que poderia ser feito com a Tectoy iniciando nos Games. Mônica enfrenta os monstros no estilo Beat n' Up com seu coelho, mas depara-se com elementos RPG, como equipamentos variados e diálogo com os monstros bons, além de alguns segredos que ela descobre. Continua sendo um jogo ótimo, mas o Labirinto final com aquele Timing é medonho! 



DISNEY'S ARIEL: THE LITTLE MERMAID (1992)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
As aventuras da pequena sereia Ariel foram bem representadas em um joguinho bem legal para o NES. Pena que o mesmo não pode ser dito nos consoles da SEGA. No comando de Ariel, o jogador tem que percorrer labirintos aquáticos para salvar outras sereias que foram aprisionadas pela bruxa Ursula, usando bolhas como arma.

Unica heroína de um jogo Disney pro Master, para não afastar os meninos, existia também a opção de jogar com o Tritão. Uma pena que no Master, Ariel ficou com uma  movimentação travada e música irritante.
Aqui no QG apelidamos carinhosamente este jogo de "pequena sereia dos 300 reais". Há uns anos atrás, encontramos no Mercado Livre  um anuncio em que o vendedor pedia a bagatela de R$ 300,00 pelo jogo completo da Pequena Sereia para Master System. Hoje encontramos games básicos mais caros, mas na época, chegamos a achar graça.




PSYCHIC WORLD (1992)
Desenvolvedor: Hertz, Publisher: SEGA
Uma pérola que só se tornou conhecida bem depois. O jogo lançado originalmente pela Hertz para MSX, conta a estória de Lucia e Cecile, irmãs gêmeas (de cabelo diferente) que trabalhavam para o Dr. Knavik. Num acidente, o laboratório explodiu e Cecile caiu nas mãos de um dos monstros que fugiu, agora cabendo a Lucia munida de um capacete que lhe dá poderes psíquicos, salva-la.

Lucia aprimora seu tiro psíquico e tem outros poderes como velocidade sônica, tiro de gelo que cria blocos, invencibilidade temporária e até levitação. Foi inovador que além da moça ser a heroína, sua missão é salvar a irmã.  O enredo e a arte das cut-scenes em mangá é tão boa quanto o level design.
A versão Master System no Ocidente aproximou Lucia de Alis de Phantasy Star, embora o uniforme da versão Game Gear é bem mais bonito. O game é um ótimo shooter com várias opções de poderes para Lucia e puzzles criativos. Super-recomendado!



ALIEN 3 (1992)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Baseado no tenebroso filme homônimo, Alien 3 mistura terror com ficção científica. Nele, Helen Ripley cai com sua nave numa prisão espacial e encontra-a infestada com a raça do seu maior inimigo. 

Na realidade, há aqui uma adaptação. Ripley é caracterizada neste jogo como a lutadora dos filmes anteriores, e sendo extremamente rápida, tem de regastar em tempo recorde um numero de prisioneiros. A cada três fases, um duelo com a mãe alien. Pra isso, ela usará uma boa variedade de armamentos. 
Alien 3 é um dos shooters mais queridos pra nós na Biblioteca Master System.



AS COADJUVANTES
  • Akai Koudan Zillion
  • Miracle Warriors
  • Heroes of The Lance
  • Streets of Rage
  • Streets of Rage II
  • Mortal Kombat
  • Mortal Kombat II
  • A Turma da Mônica em: O Resgate
  • Virtua Fighter Animation
  • Mortal Kombat 3
  • Street Fighter II
  • X-Men: Mojo World

AKAI KOUDAN ZILLION (1987)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
O jogo inspirado no anime, que  foi utilizado para fazer propaganda do SEGA Mark III. Uma guerra entre os humanos e raça Norsa divide o planeta Maris. Você controla uma equipe de personagens com a missão de encontrar 5 disquetes (isso, no século XXII voltaram a usar disquetes!), para digitar a destruição do computador e escapar da explosão.

A Coadjuvante feminina é Apple, uma das atiradoras de elite dos White Knights, ela primeira é salva por J.J. para estar disponível. Apple já é a personagem mais rápida e que dá os saltos mais altos, o que faz que seja a melhor pra fuga final do game.

Infelizmente, Apple no jogo 2, é deixada de escanteio. Ela é encontrada como refém na Fase 2 (a pé) e com o controle 2, ela é liberada pra pilotar a moto Tri-Charge na Fase 3. Na prática, só um truque pra recarregar a vida de J.J. quando baixa.

O jogo estreou o gênero Metroid no Master System. Os puzzles são de esquentar os miolos! O maior barato é a alternação dos personagens após resgatados, diferenciados por seus níveis e habilidades, o que o torna quase um RPG. Vale a pena voltar e jogar de novo.


MIRACLE WARRIORS (1987)
Desenvolvedor: Kogado, Publisher: ASCII/SEGA
Lançado originalmente para o MSX no Japão, com o nome "Haia no Fujin". Aqui controlamos um cavaleiro convocado pelo rei para derrotar Terarin, uma demônia que curte ficar de topless e liberou vários demônios pelo reino das Cinco Terras. Para isso, o jovem cavaleiro precisa encontrar mais 3 aliados (um guerreiro, um pirata e uma amazona), e também encontrar as armas místicas necessárias para derrotar Terarin.

O jogo entra no catálogo pela presença da Amazona Medi, que se destacava do resto da equipe com itens relacionado a deuses femininos, como Selene, Athena e Eros, e seu golpe único, o Crushing Attack. 
Apesar da interface datada e a evolução lenta, é um jogo que dá liberdade ao jogador, permitindo  caminhar pelo mundo todo do jeito que quiser. É claro que quanto mais distante você caminhar, mais fortes são os monstros. O jogador encontra também mercadores e viajantes, podendo conversar com eles ou matá-los. O problema é que matar monstros e viajantes afeta a fama do grupo.

O curioso é que antes de Medi ser despertada, ela assume uma forma que eu jurava que era a Blaze de Streets of Rage!



HEROES OF THE LANCE (1991)
Desenvolvedor: Simulations Strategics, Publisher: SEGA
Um dos muitos ports do jogo original para Amiga. Baseado em um livro de Advanced Dungeons & Dragons, Heroes of the Lance é um Action RPG que conta a aventura de 8 heróis que juntos partem para a cidade devastada de Xak Tsaroth com o objetivo de derrotar um dragão e recuperar os lendários Discos de Mishakal.

Quase incluiria como protagonista a primeira personagem, a sacerdotisa Goldmoon que junto com seu noivo, Riverwind, carregam o misterioso Blue Crystal.
Heroes of the Lance é um RPG sidescroller. possui problemas como  jogabilidade travada, péssima detecção de colisões e interface bem confusa.

Goldmoon, possui magias voltadas pra Cura e pode até ressuscitar heróis, o que impele o jogador a protegê-la de morrer primeiro. O próprio grupo parece perceber isso, quando ela está com Life baixo, Riverwind toma seu lugar pra protegê-la.

Parafraseando o Adinan: A idéia é bem bacana e acaba divertindo depois que se pega o jeito, mas no final do dia há opções bem melhores.




STREETS OF RAGE (1991)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Um clássico do Mega Drive portado pro Master System com quase perfeição. Uma cidade americana é dominada por um sindicato do crime. Um grupo de ex-policiais largam seus distintivos e partem atrás da cabeça do chefão.

Das estrelas deste jogo, surgiu Blaze Fielding, famosa por lutar judô e dançar lambada nas horas vagas. Comparada com seus colegas, Adam e Axel, Blaze tinha o melhor salto e velocidade, mas a pior força. Tão poderosa que há duas sósias dela nas fases finais. 

A conversão Master System conseguiu o primor de não dever nada ao jogo 16 bits, embalada pelas músicas do imortal Yuzo Koshiro. E Blaze se torna ao lado de Tyris Flare (Golden Axe) a musa da SEGA. 




STREETS OF RAGE II (1992)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: Tectoy
Continuação do jogo anterior. A diferença no enredo é que Mr. X, sequestra Adam e Axel e Blaze correm pra resgatá-lo com ajuda do jovem Skate. 

O jogo ganha Golpes especial, mas como preço, perde duas fases, além da qualidade gráfica e sonora. Blaze, que agora deixa a barriga de fora, ganha golpes do tipo KI e cambalhotas mortais. 

O jogo só vale como quebra-galho, mas se você tem a versão Mega Drive, fique com ela. 



MORTAL KOMBAT (1993)
Desenvolved: Midway /Probe Publisher: Arena
O primeiro game de luta para o Master System que causou filas nas locadoras. "Yes, we have Mortal" diziam os donos de SMS. O famoso torneio Shaolim de Artes Marciais que foi corrompido    pelo feiticeiro Shang Tsung e seu campeão, o homem dragão Goro (que parecia o Kawa Mung, o gigante do Caverna do Dragão...).  Este game foi guerreiro, com todos os seus problemas, pois tinha lutadores digitalizados e sangue com a paleta de 64 cores do SMS.

O elemento feminino aqui é a presença de Sonya Blade, militar que na busca do competidor Kano (único que nem aparece nesta versão) é feita prisioneira de Shang Tsung. Sonya era totalmente diferenciada dos outros personagens. Tinha a magia mais fácil de executar. Não tinha golpe de Investida sobre o inimigo, mas tinha um arremesso poderoso com as pernas e a única com ataque especial anti-aéreo.

Esta versão de MK ainda é jogável se você não tem preconceitos. E o melhor era levar o Beijo da Morte de Sonya. Isso que era morrer feliz!



MORTAL KOMBAT II (1994)
Desenvolvedor: Midway/ Publisher: Acclaim/Probe
Parecia impossível superar a limitação que Mortal Kombat 1 mostrou. Fizeram a proeza de incluir mais dois personagens normais e 2 secretos.  Temos então 3 ninjas (os favoritos: Scorpion Sub Zero e Reptile), 3 descamisados (que são os principais da estória: Liu Kang, Jax e Shang Tsung). e de femininos, temos 2 kunoichis (ninja meninas): Kitana e Mileena. Kitana é a princesa de Edenia, armada com seu leque e a melhor no combate aéreo. Mileena, seu clone que trazia uma surpresa desagradável quando tirava sua máscara, e além dos Sais, possuia ataques muito rápidos. Não fosse isso, ainda temos a primeira e única personagem secreta do Master, Jade.  

Como game de SMS, a variedade de táticas é muito maior que o primeiro, isto é, muito mais diversão. O CPU também varia mais suas táticas. Golpes especiais aéreos, teleportes, invisbilidade, metamorfose e até golpes no solo, fazem vibrar as lutas. Para o Master, é um bom game de lutas.


A TURMA DA MÔNICA EM; O RESGATE (1993)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: Tectoy
Já falamos pacas de Wonder Boy aqui no QG, além do Master Review de Wonder Boy III. Mas de qualquer forma não cansamos de repetir: Wonder Boy III é um jogo maravilhoso, com um mundo divertido e desafiador com suas transformações, bons gráficos e trilha sonora marcante. 

Para nós brasileiros o jogo veio hackeado com a turminha do bairro do Limoeiro protagonizando a aventura. Além da Mônica que você já controlava no jogo anterior, agora inclui também a Magali, que é a personagem mais poderosa do jogo. No mundo do Maurício, as meninas são mesmo as mais poderosas. Comparado com o título anterior, Mônica no Castelo do Dragão, os sprites dos personagens ficaram ainda mais caprichados, e o manual com a história em quadrinhos é show de bola.



VIRTUA FIGHTER ANIMATION (1996)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: Tectoy
Último jogo de anime para o Master System, fora do ciclo 1986-1988, por ter sido portado do Game Gear pela Tectoy.  Baseado no jogo de Saturn, o anime criou aparência própria se afastando dele, inspirado na versão Anime de Street Fighter. Nele, Akira e Pai se conhecem e lutam contra um inimigo (que nem existia no game) chamado Liu e sua criação, o robô Dural.  

A representatividade é dupla tendo a chinesa Pai Chan com seu Kung Fu e a americana Sarah Brightman com seu kickboxing/tae kwon do, que alternam no modo Story entre o protagonismo de lutadora e o papel de "donzela em apuros". 

É um fighting game com cutscenes baseados no anime, com leves diferenças. Não é um jogão, mas é bem divertido.



MORTAL KOMBAT 3 (1996)
Desenvolvedor: Midway /Willians/ Publisher: Tectoy 
Terceiro game, agora feito pela Willians, que se passa num ambiente mais urbano. Os lutadores disponíveis são Sub Zero dos heróis, Kabal e Kano dos anti-heróis e Sector e Cyrax dos ninjas robôs (como???). A representatividade feminina fica com a militar Sonya, guerreira Sheeva da raça de Goro e a feiticeira Syndel

Se seguissem a mesma fórmula de Mortal Kombat 2 seria um bom game, mas não foi bem assim. Há cortes de quadros que o tornaram extremamente duro com flutuações estranhas dos personagens, a jogabilidade é estranha. Os cenários só aumentaram de 2 pra 5 porque usam fundos pretos e desenhos esfumaçados. Foi uma das tristes despedidas do Master, um game mal aproveitado, e nem mesmo as meninas, três delas, animam pro game. Só o próximo da lista é pior...





STREET FIGHTER II (1996)
Desenvolvedor: Tectoy, Publisher: Tectoy
Versão da Tectoy do clássico jogo de Luta da Capcom. Considerado também um dos últimos suspiros do Master. Apesar de ser contemporâneo da versão Super e incluir seus perfis de rosto, só possui 8 dos personagens e a figura feminina é a musa Chun-Li.
Chun-Li nesta versão, além do ritmo estranho, tem apenas dois especiais: o Kikouken e o Lighting Kick. 
O jogo tem muitos problemas de jogabilidade, e o interessante é que a chinesinha, dada a velocidade de suas pernas é a que se saí melhor para o jogador. Só use por curiosidade.


X-MEN: MOJO WORLD (1996)
Desenvolvedor: SEGA, Publisher: SEGA
Este game é um port da terceira versão Game Gear. Spiral, a linda mutante (como consegue ser linda com seis braços?) filma um reality show planejado pelo nojento Mojo, um monstro de outra dimensão, em que num jogo de sobrevivência, os X-Men viajam pelo passado, presente e futuro pra resgatar seus colegas. 

Existem aqui duas personagens femininas: Vampira (Rogue) e Lasca (Shard). É bacana saber usar os poderes de cada X-Men. Embora Vampira seja a melhor personagem com sua super força e voo, Lasca e seu único raio, é dispensável, poderia ser trocada por Tempestade ou mesmo Jubileu. 

Quanto ao jogo, a música e a jogabilidade é média, sem brilhantismo e os chefes (Magneto principalmente) desvalorizados. Mas ainda é digerível. Bem que a Tectoy poderia ter portado o jogo 2 do Game Gear que haviam 3 heroínas e uma jogabilidade
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se pensarmos que antigamente não havia espaço pra heroínas nos games, estaríamos sendo muito injustos com toda a lista que surgiu. Uma das coisas mais curiosas é a presença massiva de heroínas nos jogos baseados em anime, visando o público japonês. Vimos também sua participação pra entreter tanto o público masculino (com belas gatas) como feminino (com heroínas que se identificassem). Fica de lembrança a iniciativa da Tectoy de criar um "Master System Girl" quando o Master estava quase entrando em declínio.
Ficam os jogos em nossa dica de recomendação. Quem quiser  mais detalhes o Top 5 do Léo S. mostra quem são as mais queridonas do pedaço. Aproveitem!

3 comentários:

  1. Mais uma matéria excelente! Parabéns pelo compilado!

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  2. Só jogo bom ai pessoal catalago bem interessante esse viu joguei alguns deles e zerei uns dois ai vendo as imagens.

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