quinta-feira, 21 de março de 2019

Master Review - E-SWAT (1990)



Saudações, “Masters Maníacos”!
Como vocês estão?
Essa foi direto dos anos 80, não é? Mas, como nosso negócio são os games antigos (em sua maior parte), calhou de combinar.
Falarei hoje de E-SWAT, em sua versão do Master System. Na verdade, ele já foi abordado em setembro de 2016, em texto escrito pelo Marcos. Porém, como curto bastante este game, quis me aprofundar um pouco mais.
Vamos lá, então? 

A tela de abertura, com arte "sombria" e música heróica.
Policial do Futuro – Neste título da Sega, um port da versão de arcade, você encarna um policial em um futuro próximo (não definido, por questões óbvias) em sua misssão de combater a bandidagem. À mando do cientista louco chamado Balzac, o terror  tomou conta das ruas e precisamos dar um fim nisto. Diferente do que acontece em nossa triste realidade – onde, os agentes da lei, precisam enfrentar os meliantes com equipamentos “obsoletos” (para não dizer outra coisa) – aqui, terá a chance de usar uma armadura de combate de alta tecnologia.
Como o Robocop estava muito popular naqueles tempos, a Sega, não perdeu tempo e já preparou algo no estilo. Diferente do filme, não precisamos chegar à beira da morte (e ter seu corpo estraçalhado à bala) para ser convertido em ciborgue, e sim, somos convidados à ingressar nos quadros da Enhanced Special Weapons and Tactics, a E-SWAT.
No começo do jogo, somos um policial comum, armado apenas de pistola. Porém, ao concluirmos a primeira fase, “a mágica acontece” e vemos uma tela bem bacana de nosso personagem vestido com seu novo traje futurista.

AGORA O BICHO VAI PEGAR!!!
E-SWAT, OSSO DURO DE ROER!


 O Jogo - Como dito antes, você começa como um policial comum. Então, todo cuidado é pouco pois, não aguentará muitos ataques. Com dois ou três hits, será “Game Over”. O que agrava ainda mais a situação é que, a horda de inimigos é incessante e surge de todos os lados da tela, seja da esquerda, da direita e das janelas dos prédios, por exemplo. Serão bandidos atirando, jogando facas, te cercando... uma “coisa de doido”. Conheço alguns que desistiram de E-SWAT logo na primeira fase... um exagero, porque, não deu tempo do game mostrar seu valor e o porquê de seu nome.
Usando o Direcional, andará para os lados, agachará (podendo engatinhar) e apontará o braço do “tira” para cima e diagonais superiores, efetuando disparos nestas posições (apertando o Botão 1). Com o Botão 2, você realiza os saltos. Tudo dentro dos “conformes”, não?
Ao completar a primeira fase, você entra na E-SWAT.
Como mencionado também, a partir do momento que envergar a armadura, as coisas mudarão. De cara, ganhará mais proteção, podendo ser atingido mais vezes. Caso receba muitos danos, a blindagem vai se perdendo, até ficar “pelado” novamente.
Outra mudança, desta vez radical, é com a arma. Agora, estará de posse de uma metralhadora, que tem cadência de tiro muito mais rápida e é ótima para abrir caminho em meio à tanto vagabundo querendo te matar. Mas, não se empolgue... use-a com calma pois, se ficar sem munição, estará bem lascado. Por isto, não deixe de pegar o “ítem da bala”, que lhe dará 80 tiros de munição.   
Não acabou ainda! O armamento da E-SWAT conta com poderosas armas especias, acionadas, ao se pressionar os botões 1 e 2 simultâneamente. Existem três tipos, que surgem flutando no cenário. O representado por três “bolinhas”, disparam seis esferas para cima, em sentido diagonal (três à sua frente e três atrás). São as que tem poder mais fraco e podem ser usadas por 6 vezes. A “barra vertical”, dispara feixes em forma de arco à sua frente. Tem cadência rápida, poder mediano e pode ser usada 4 vezes. Já o “fogo” é a mais poderosa, por isto, só pode ser usada 3 vezes. Consiste num “vendaval flamejante” que varre toda a tela, eliminando os inimigos. Caso consiga economizar no uso destas, a próxima vez que pegar o mesmo ítem, somará à quantidade disponível.
Um detalhe ainda sobre este armamento é que, o tipo que aparecerá, é aleatório durante a partida. Portanto, com o tempo, você saberá o ponto onde elas surgirão mas, qual será de fato, não. Isto dá um fator de imprevisibilidade para o game, fazendo com que se adote táticas diferentes por conta destas nuances.

Ítens importantes em sua missão contra as forças do mal.

Parte Técnica – E-SWAT do Master System (diferente da versão maravilhosa do Mega Drive, que consegue ser ainda melhor que a original de “flíper”), divide opiniões. E, consigo entender os dois lados.
Graficamente falando, ele está longe de ser algo que encantará o jogador. O acho apenas correto, cumprindo bem seu papel. Mas, ele traz algo que me surpreendeu bastante naquele longíquo ano de 1991. A tela de abertura possui uma arte inspirada, com um tom meio sombrio e embalado por uma melodia com tom épico/heróico. Isto, já dá aquela motivação extra.
Se prepare! Neste jogo, é bandido pra todo lado!
Se sobreviver à saraivada de tiros da primeira fase, poderá curtir outra tela legal, a que você passa usar à amardura. E mais... se conseguir concluir o game, será agraciado com um dos melhores finais já feitos em um game de 8 ou 16 bits. Na época fiquei embasbacado porque, até então, tinha sido o melhor final que tinha visto. O que é bem bacana, pois, faz todo o esforço valer a pena.
A parte sonora, cumpre seu papel também. Tem os sons característicos do gênero, com sons de tiros, “hits”, explosões... nada de muito destaque. Porém, as músicas são muito boas, bem compostas e que combinam com rítmo da aventura. Se bobear, vai se pegar cantarolando elas.
Já a jogabilidade, é um tanto truncada. Num jogo como esse, cheio de inimigos te atacando o tempo todo, fica complicado de lidar de início. Sempre que for mirar para o alto, seu “boneco” ficará imóvel e, caso precise realizar um salto repentino, ele não responderá de imediato. Entretanto, não chega a ser um problema completo, é mais uma questão de costume e, pegando o jeito, tudo fluirá numa boa.
Por fim, o game te dá a opção de escolher entre as dificuldades Normal e Easy. Em ambos, só terá uma única vída para encarar as cinco fases e, em caso de “Game Over”, os continues são infinitos.

Não se empolgue. Se tomar muito dano, sua blindagem "vai pro saco".

Considerações Finais – Mesmo não sendo uma obra de arte, como sua contra-parte de Mega Drive, E-SWAT, consegue divertir... desde que não se asssuste com a dificuldade acentuada logo no ínicio. Superando essa parte, o jogo mostrará todo seu pontencial e te recompesará de forma justa. Afinal de contas, feitos heróicos, precisam ser eternizados com honra e glória.

Até mais!




2 comentários:

  1. Me lembro de ter visto esse jogo na casa de um amigo da escola achei bem interessante e bem difícil por sinal viu. Mas ai vale a pena a ser jogado hoje em dia num fim de semana ou quem sabe se tiver um tempinho durante a semana.

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  2. Muito bom, Douglas.
    Eu confesso que a dificuldade de E-SWAT me assustou no inicio, mas conforme fui me familiarizando com a armadura e os itens, o jogo me prendeu e consegui ao menos passar as primeiras fases, entendendo que é um jogo que vale a pena ser explorado.
    A ambientação e alguns elementos como a refém do primeiro boss, acho bem atrativos.
    Parabens pelo Review.

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