quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Master Review - Aztec Adventure: The Golden Road to Paradise (1988)


Saudações galera!

Hoje vamos falar de um joguinho bacana do Master System, um jogo que praticamente todo dono do console já jogou pelo menos uma única vez. Foi presença constante nos catálogos e quase sempre está presente nos relançamentos da Tectoy.

Estou falando de Aztec Adventure, um dos jogos mais curiosos do Master. Me lembro que aluguei este game perto de casa, em uma noite de sábado com a locadora quase fechando. Aluguei mais porque faltavam opções (a capa do lado não ajuda muito também, ao contrário da bélissima capa japonesa desenhada pelo lendário mangaká Akira Toriyama) mas depois que liguei o console eu me diverti bastante com o joguinho, principalmente pela possibilidade de subornar  inimigos para que aliem-se ao herói.

Ainda hoje é muito comum rotularem este game como um clone de Legend of Zelda, mas Aztec Adventure é muito mais simples e linear do que parece.

Sem mais delongas, vamos ao Master Review de hoje.


SEGA Classic Jukebox deste post


É uma pena que eu nunca tenha jogado um capítulo sequer de Panzer Dragoon, mas reconheço que este game é um verdadeiro clássico capaz de estufar o peito de qualquer dono de Sega Saturn. Aliás tô muito afim de comprar um Saturn para poder curtir alguns desses clássicos dos 32-bits.

A música sugerida para este post é "Premonition of War", de Panzer Dragoon Saga.



O Jogo
  • Desenvolvedor: SEGA
  • Publisher: SEGA
  • Ano de Lançamento: 20/09/1987 (Japão), 1988 (América e Europa)
  • Nome Alternativo: Nazca '88 - The Golden Road to Paradise

Ao ver as screenshots do jogo, podemos concluir erroneamente que Aztec Adventure é mais um clone de Legend of Zelda, ou talvez seja um Action RPG. Mas ao jogar, percebe-se que Aztec Adventure é apenas um jogo de ação bem descontraído com visão aérea e dividido em estágios, sem grandes pretensões em ser um épico. E isso não é ruim, a não ser que você esteja procurando algo mais complexo. Caso esteja procurando por um bom jogo de aventura ou um bom RPG de ação, Golden Axe Warrior e Ys são as melhores pedidas.

Na versão japonesa a aventura se passa em Nasca, no Peru; mas no resto do mundo a aventura se passa nas ruínas astecas. A mudança foi apenas no nome, pois todos os detalhes de Nasca estão presentes, incluindo as misteriosas linhas de Nasca que aparecem nos estágios finais do jogo.

O objetivo é ajudar Nino, o protagonista, a encontrar um paraíso perdido. Para encontrá-lo, Nino parte em uma jornada dividida em 11 fases, cada uma delas consistindo em um labirinto recheado de inimigos e obstáculos. Os estágios variam entre florestas, cavernas, templos, desertos e plataformas de madeira em cima de rios.

Os inimigos são bem variados, indo de nativos com máscaras tribais, plantas carnívoras, tótens flutuantes (ranbaikes), e alguns inimigos básicos como morcegos e lesmas. Além de Nino, há outros aventureiros rivais em busca do tesouro do paraíso: Papi, um pássaro com asas na cabeça; Pupe, um felino, e Poh, o cachorro. Esses aventureiros são extremamente mercenários: dedicarão suas vidas a qualquer um, desde que sejam bem pagos.

História



Há uma lenda sobre o paraíso asteca, um lugar recheado de fortuna e felicidade. Muitos aventureiros tentaram chegar à este local proibido, mas nenhum deles conseguiu retornar com vida. Mas um garoto decide enfrentar esta aventura em busca da felicidade que o paraíso pode lhe proporcionar. Ele não é o único a explorar esse labirinto recheado de monstros, mas com alguns sacos de ouro é possível adquirir novos "amigos".

É uma história bem simples, mas acaba instigando o jogador. Afinal, dizem apenas que o paraíso traz felicidade, mas o que tem nesse paraíso asteca capaz de dar felicidade aos aventureiros que conseguirem vencer esse desafio?

Apresentação

Por ser um dos primeiros games do Master System, os gráficos são bem simples. A textura do chão, por exemplo, lembra aqueles papéis de parede antigos do windows 95, quando repetíamos uma pequena imagem de bolhas ou areia pela tela toda. Mas o mais importante é que não há slowdowns e nem queda de quadros por segundo na jogatina. Os objetos e elementos dos estágios são bem desenhados para a época, retratando bem o que deveriam representar. Os personagens e inimigos estão muito bem definidos também, e com uma boa quantidade de detalhes. A animação é bem simples mas não deixa passar a idéia de que tudo é robótico e sem vida.

A trilha sonora é satisfatória. Tem algumas músicas bem legais, e por alguma razão resolveram ir para um lado mais infantil na hora de criar as músicas: todas as melodias são alegres com aquele jeitão de piano infantil ao fundo. Não é uma trilha sonora memorável, mas não incomoda nem um pouco. Já nos efeitos sonoros ficaram devendo. São poucos efeitos na verdade, muitos inimigos sequer emitem algum som. Mais efeitos deixariam o jogo ainda mais divertido, mas não chega a ser incômodo a escassez deles.

Jogabilidade

Aprender a jogar Aztec Adventure é bem simples. Com o direcional movemos Nino em até 8 direções, com o botão 1 atacamos ou usamos o item selecionado, e o botão 2 percorre pela lista de itens no topo da tela, selecionando-os.

Sobre os itens, temos algumas armas como as flechas e as bolas de ferro. Cada inimigo possui sua fraqueza, assim é importante estudar quais armas são efetivas para cada inimigo.
Temos também um item especial que varia de acordo com o estágio: na floresta, temos bolas de fogo que podem queimar plantas que impedem o caminho do herói, já nas cavernas temos botas para atravessar os rios, e por aí vai.

O outro item é o saco de ouro, que pode ser arremessado para Papi, Pupe e Poh. Com isso o jogador pode convencê-los a formarem uma equipe, sendo o ponto mais divertido do jogo! Cada um tem o seu preço, sendo Poh o mais exigente (requer 4 sacos de ouro), e seu preço determina também o quanto de dano ele pode desferir ou levar antes de morrer. Ter aliados é muito legal, pois eles tomam dano em seu lugar, e há muitos trechos onde o jogo tenta ser um humilde bullet hell com cactos atirando projéteis em sua direção. Nesses momentos os aliados são uma grande ajuda, embora morram com certa facilidade e sua inteligência não seja das melhores, já que muitas vezes podem ficar enroscados pelo cenário e desaparecer.

Quanto aos inimigos, os únicos que o game exige que o jogador derrote para prosseguir são os chefes, indicados no início de cada fase. O restante dos inimigos pode ser ignorado, mas a única forma de adquirir novos itens é derrotando os inimigos, que na maioria das vezes são fáceis de derrotar.

A dificuldade do jogo pode ser bem brutal em alguns momentos, mas infelizmente isso nem sempre se dá pelas razões corretas. Um exemplo disso é a forma como Nino anda, que às vezes é lento demais comparado aos chefes. Some a isso o curto alcance da espada e o fato de termos apenas 3 vidas sem nenhum continue para enfrentar as 11 fases, e assim temos o inferno de Aztec Adventure.

Para recuperar danos durante a fase, é preciso encontrar fontes e atirar dinheiro nelas. É possível aumentar também a quantidade de vidas ao derrotar ranbaike, o tótem voador. Mas este chefe é tão master apelão que certamente vai lhe arrancar uma vida ou mais até derrotá-lo. Felizmente, o jogo contém um truque para selecionar fases, amenizando a dificuldade em zerar o game.

Conclusão


Aztec Adventure é sem dúvida um clássico do Master System. Além de ser um jogo fácil de aprender, a idéia de subornar inimigos deixa o game muito divertido. Contudo, alguns problemas com a jogabilidade fizeram com que o jogo não envelhecesse tão bem quanto outros clássicos do console, mas na época era um bom motivo para se ter um Master System. Vale a pena jogar umas partidinhas neste game só pela curiosidade.



E é isso galera, espero que tenham curtido este post. Em breve começo um novo Master Catálogo, que acredito que será bem curto, já que há poucos jogos do gênero para o console.

Abraços e até o próximo post.

11 comentários:

  1. Cara, muito boa a postagem... esse jogo é um dos meus favoritos e acho que só zerei ele indo direto para última fase (não me lembro se fiz isso jogando no começo).

    Interessante o detalhe que você sobre o jogo do Japão, pois vendo agora dá para perceber que as vestimentas de Nino de outros personagens lembra mais as roupas dos nativos do Peru. Acho que eu já tinha essa dúvida, mas nunca parei para analizar de fato.

    Outro fato interessante é que Akira Toriyama tenha feito a capa japonesa, que é muito linda. Lembra até traço dos personagens do jogo.

    Bem... continue assim, pois esse blog é um dos poucos que eu sigo que vale a pena ler e comentar.

    Abraços!

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  2. @Guilherme
    Opa, Valeu! =D

    @Big Lui
    Fico feliz e motivado com as suas palavras, brigadão pelo elogio! =D

    Esse jogo é dificil pacas mesmo. Até deve ser possível zerar indo do começo ao fim, mas só com muita dedicação para conseguir esse feito.

    Abração!

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  3. Acho que esse é o primeiro game que você contrata pessoal pra fazer o serviço sujo pra você, tudo disfarçado com visual infantil.

    Joguinho difícil, raramente consigo sair vivo do segundo mundo, mas mesmo assim, é um jogo muito bacana.

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  4. Bela matéria, gosto demais desse joguinho! Um abraço pra equipe QG!

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  5. Jogo difícil dos infernos!!!! "Alguei" (entre aspas pq a dona da locadora era minha amiga e quando sobrava cartuchos ela levava pra mim) um vez e curti! No começo estranhei a tela, não tinha nada indicando que tinha que subir o boneco até o topo e só aí trocava para a outra tela. Fiquei um tempão pra descobrir hehehehe

    Nunca passei do terceiro nível, morria pro ranbaike hehehehehe

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  6. Muito bom Adinan! Aztec Adventure é sem dúvida um super clássico! Lembro quando ganhei meu Master System I, que vinha com a cartela dos jogos muitos jogos disponíveis, e um deles era o Aztec Adventure, eu ficava namorando os screen shots imaginando como seria aquele jogo diferente, pois podia andar pela tela... bons tempos.
    Mas infelizmente eu nunca consegui zerar ele. To pensando seriamente em botar a mão na massa e concluir ele, você me deixou com vontade de jogar novamente.
    Abração.

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  7. @Rodrigo Rodrigues
    Ranbaike era o verdadeiro inferno! Um dos chefes mais apelões que já vi. Na época que aluguei o jogo também não consegui ir muito longe não, acho que fiquei pela terceira fase também.

    @Leo S.
    Opa, valeu! Esse jogo era um dos mais atraentes nos catálogos. E a jogabilidade era muito legal para a época. Pena que o jogo é master difícil, mas era muito divertido!
    Abraços

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  8. Opa! Meu texto anterior está faltando um monte de palavras. Tenho que parar de escrever na mesma velocidade que penso, he, he...

    Quanto a dificuldade, acho porque naquela época os produtores se preocupava mais com os desafios do que com gráficos. Hoje em dia tem muitos jogos com visuais belíssimos... mas fáceis demais.

    Bom mesmo era jogos dessa época, pois a gente morria de raiva quando não conseguia vencer os obstáculos... mas quando finalmente zerava, a satisfação era quase um orgasmo.

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  9. Esse jogo pra mim é um dos mais interessantes do Master System, por causa da ambientação. Action RPGs e jogos de ação costumam ser baseados na era medieval, já Aztec Adventure transpira originalidade. Tenho que zerar um dia ^^

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  10. Eu adorava esse jogo, mas putz, a dificuldade me traumatizou quando eu era moleque! Chegava até a quinta fase e olhe lá!

    Bacana o post, legal você resgatar o Aztec Adventure. Pouca gente lembra dele hoje, mas ele tinha um charme na época.

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