terça-feira, 10 de julho de 2012

Master Review - Dead Angle (1989)



Dead Angle (Seibu Kaimatsu, 1989) surgiu nos arcades e rapidamente foi convertido para o 8-bits da Sega. O jogo inova ao mostrar a silhueta do jogador enquanto desfere tiros e desvia de balas e adversários. Olhando rapidamente algumas imagens pode-se pensar num jogo feito para a pistola-acessório do console e eu tenho até uma história rápida a contar sobre esse jogo: eu o confundia com Gangster Town! Pelo fato de Gangster ser um jogo que possibilita dois jogadores usarem pistola (algo raro, diga-se de passagem), ao olhar a contracapa de Dead Angle e me deparar com aquela figura amarela do player um em meio a mafiosos, eu atribuía o jogo aos usuários da Light Phaser – a época eu não conhecia mais ninguém que possuía um Master System com pistola ou conhecesse o jogo para me tirar a dúvida.

Dito isso, vamos ao jogo. George Phoenix, um importante detetive, colocou o mafioso Robert King na cadeia. Após isso, de férias na Itália com sua namorada Jane, capangas de King a sequestram e faz com que Phenix percorra diversas cidades do mundo na pista dos criminosos em busca do seu amor.

Os gangsters não perdem tempo e atiram correndo ou mesmo no chão enquanto rolam
O jogo é divido em seis fases: Nápoles, Nova York, Chicago e a Mansão de Robert King – algumas fases possuem mais de uma rodada na mesma cidade, por exemplo Nova York (fases 2 e 3). Cada uma possui um mafioso (chefe da família local) a ser derrotado. Após derrotá-lo uma nova fase tem começo.

Ao se iniciar o game, o jogador tem a visão do que seria sua silhueta em amarelo. A silhueta acompanha os movimentos feito pelo jogador e revela marcas de bala (caso o jogador seja atingido) e fica vermelha caso o mesmo se encontre na mira dos bandidos. Essa deve ser a referência para o jogador que quiser avançar nas fases de Dead Angle. Além disso, na tela são exibidas a mira e algumas informações: o mostrador de tempo, a quantidade de inimigos a serem abatidos e a barra de energia. A pontuação (importante para a conquista de chances extras) só é mostrada no fim das fases ou nas telas de game over e após a perda de uma vida. 

Gangster abatido: 300 pontos; uma vida extra: 30mil pontos; é..., ainda não foi dessa vez ¬¬ 
Além da movimentação por meio do direcional, as ações do jogador são resumidas a atirar e esquivar. Essa última muito útil principalmente nos confrontos com os chefes. A pistola, arma principal do jogo, consegue dar conta em boa parte do tempo mesmo com diversos adversários a serem abatidos. Há ainda a metralhadora leve, de munição limitada (300 tiros), que possui auto fire e dá um descanso para o jogador cansado de moer o botão nos momentos mais tensos do jogo. A metralhadora, assim como os kits de primeiros socorros aparecem no transcorrer das rodadas e o ideal é que os mesmo sejam sempre coletados ao primeiro sinal pelo jogador visto que, um acerto do adversário retira um terço da energia do detetive.

Basicamente o que se faz o tempo inteiro é percorrer as telas em busca dos gangsters que aparecem de todos os lados e a todo instante. É nesse ponto que se nota o estranho slowdown em que a ação se desenrola. Toda movimentação de Phoenix e até a sobreposição de telas ocorre de maneira lenta. Ponto apenas para os chefes que possuem velocidade e movimentação dignas de um ginasta, diferente do personagem que se arrasta aos seus comandos.

Uma boa tática é sempre estar um pouco acima dos bandidos e atirar ao primeiro sinal 
Ainda sim, Dead Angle é um bom jogo e um clássico sobre todos os aspectos. Cada fase tem uma boa ambientação (ainda que carente de mais detalhes), as músicas são bem simples e os efeitos sonoros não possuem nada a destacar. Finalizando, um bom desafio que vai requerer bons reflexos, movimentação incessante nos níveis finais e sangue-frio.

Tenha um bom jogo!


7 comentários:

  1. Excelente Master Review, MarCel! O engraçado é que eu nem sabia da existência desse jogo, conheci no mês passado enquanto eu estava fuçando as ROMs perdidas no meu PC. No geral curti o joguinho, não é nada espetacular mas é bem divertido. Pena que sou ruim demais, não consegui nem passar da primeira fase rsrsrs mas vou me esforçar na próxima partida. =)
    Abração!

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  2. Muito louco o texto, Marcel! Parabéns!
    Dead Angle (DA) é muito legal... eu o tenho aqui e curto bastante.
    Na época, também não fazia idéia do que se tratava até que um conhecido apareceu com ele, pois havia acabado de comprar.
    Por falar na sua produtora original, a Seibu Kaihatsu, ela é conhecida ainda por outro jogão famoso, no mesmo estilo de DA: o Dynamite Duke.
    Até mais!

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  3. vou dar uma olhada, espero que pegue no emulador sem precisar da pistola. lembra o Lethal Enforcers, no mais excelente matéria.

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  4. Bem legal, mais uma pérola que não conhecia, os gráficos achei bem bacanas! Vou procurar, Marcel!

    Abraços.

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  5. Obrigado a todos pelos elogios. Minha estreia no QG!

    Um abraço pessoal!

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  6. Muito bom post pra estréia, MarCel!
    Era como eu esperava! :)
    Dead Angle... mano, não me lembrava desse jogo! E o curioso é que eu aluguei uma vez achando também que era jogo pra jogar com a Light Phaser e fiquei frustrado por não ser. Daí entra o trauma de infância e eu lembro que na época não curti, precisaria jogar agora e tentar superar o trauma pra ver se curto! hehehe!
    Ótimo review!
    Abraço

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  7. Ótima estréia Marcel, parabéns!!
    Eu fui outro que achava que seria um jogo pra jogar com a Light Phaser, mas mesmo não sendo eu até que me divertia bastante, apesar de não passar da 4ª fase na época. Esse era daqueles jogos de raciocínio rápido, qualquer descuido trazia um belo prejuízo. Vou ver se consigo terminar dessa vez.

    Abraços!!

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