terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Master Review - Bubble Bobble (1988)

Saudações galera!

Já jogaram algum game onde os personagens são fofinhos e a boxart deixa aquela sensação de que o jogo é bobinho, infantil e fácil pra caramba, mas na verdade foi programado pelo próprio capeta?

Sim, Bubble Bobble (vendido como Dragon Maze pela Tec Toy) é um desses jogos. Em especial esta versão do Master System, que no Japão ficou conhecida como Final Bubble Bobble. Mas fiquem atentos: esse Final no nome não é à toa, é um indício de que o cão foi quem botou pra nóis jogá! Pode parecer exagero, mas você leitor já conseguiu ver o final feliz deste jogo? Acredite, Bubble Bobble esconde um desafio de dar medo em muito gamer metido a durão.

Sem mais delongas, vamos ao Master Review de hoje!



Sobre o Jogo

  • Desenvolvedor: Taito
  • Publisher: SEGA
  • Data de lançamento: 02/07/1988
  • Outras Plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Apple II, Atari ST, Commodore 64, DOS, FM Towns, Game Boy, Game Boy Color, Game Gear, J2ME, MSX, NES, Sharp X68000, Wii, ZX Spectrum
  • Gênero: Arena Platform, Ação
  • Tamanho: 256KB (2Mbit)

Bubble Bobble é um clássico dos arcades, e um dos precursores dos jogos de plataforma em arena, definido pela Wikipédia como Comical Adventure, e nos jogos mobiles como Arena Platformer. É um estilo de jogo muito bacana, razoavelmente comum nos arcades dos anos 80 e 90 e perfeito para partidas multiplayer. Bons exemplos deste sub-gênero incluem Snow Bros, Joe & Mac Returns e Super Crate Box. Na maioria destes jogos temos fases que cabem na tela toda, sem sidescrolling, e o objetivo é derrotar todos os inimigos para passar de tela. Houve jogos nesse estilo antes de Bubble Bobble, mas foi neste game que o gênero ficou popular.

Até dois jogadores podem encarar a aventura de Bub e Bob, dois garotos que passeavam pela floresta com as suas namoradas quando alguns monstros os cercaram e raptaram as garotas, transformando os pobres moleques em dragões que cospem bolhas. Mesmo estando enfeitiçados, Bub e Bob partem para a caverna onde estão os monstros, liderados pelo feiticeiro Super Drunk (Super Bêbado...não me pergunte), para resgatar suas amadas namoradas e encontrar uma forma de retornarem à suas formas originais.

Na maioria das análises que eu via na época e mesmo nos dias atuais, há um consenso de que Bubble Bobble do Master System é o melhor port do arcade, e de fato ele dá um show em comparação aos demais, sendo quase uma réplica autêntica do original. É verdade que o jogo dos arcades não era lá um jogo graficamente avançado, mas para a época o Master era o melhor hardware, permitindo o uso das mesmas cores do arcade e a trilha sonora com praticamente a mesma qualidade, reproduzindo fielmente o ambiente fofinho e colorido do jogo original.

Dica: Na primeira fase, evite tocar nos inimigos e apenas fuja deles até aparecer
o fantasma. Após alguns segundos uma porta azul aparece, dando acesso a
uma sala de tesouros e alimentos.
Entretanto, assim como o arcade, os gráficos em Bubble Bobble são bem simples, sem um cenário de fundo e repetindo à exaustão a música tema, que embora seja bonitinha e bem feita, vai enjoar rapidamente.

Fofinho, mas muito marmanjo não zerou

Aprender a jogar Bubble Bobble é extremamente simples. Um botão atira as bolhas, enquanto que o outro pula. Para derrotar os inimigos, é preciso prendê-los em suas bolhas, e uma vez presos basta estourar as bolhas onde se encontram para destruí-los. Inimigos derrotados costumam deixar power-ups e itens colecionáveis como alimentos e cristais. Ao derrotar todos os inimigos de uma sala, você pode ir para a próxima. Fácil, né?

Dica: Em fases como esta onde há bolhas de água, procure chegar até o topo e  estoure
uma das bolhas. Com isso, a água limpará o estágio, levando com ela todos os inimigos.
Mas Bubble Bobble, apesar de ser bonitinho e fácil de aprender, esconde um labirinto imperdoável que pode levar muitos jogadores ao desespero, ao choro e ao ranger de dentes!

O jogo original já era bem difícil: o jogador tem que enfrentar 99 telas para enfrentar Super Drunk, o vilão supremo que raptou as garotas. Mas chegar lá não consiste em apenas sair derrotando os inimigos. Nos estágios mais avançados, é necessário usar as próprias bolhas como transporte para alcançar lugares altos, usar a direção da circulação de ar a seu favor para atirar bolhas e até mesmo explorar um "bug" que permite aos dragõezinhos passar pelas paredes. Lá pelo level 99, tem um item que apenas o Player 1 consegue alcançar, e caso ele não a alcance a tempo, o jogo entra em um looping retornando a alguns levels anteriores. Além disso, o verdadeiro final só é atingido quando se está jogando de dois! Caso o jogador tenha enfrentado tudo sozinho, no final as garotas evaporam e o jogo pede para tentar novamente com um amigo. Só faltou a cara do coolface para tornar a cena ainda mais épica!

Problem, single player?
Mesmo assim, o jogo é zerável com um bom treino e esforço. Já a versão do Master System tem algumas peculiaridades que o tornam uma verdadeira viagem ao inferno. Primeiro, para conseguir passar pelo nível 99 e enfrentar o Super Drunk é preciso encontrar os itens secretos que estão escondidos em algumas telas. São 3 bolas de cristal essenciais para chegar ao estágio 100, onde Super Drunk o aguarda para o duelo final.

Dica: Use as bolhas como plataformas e meio de transporte.
Basta segurar o botão de pulo enquanto pula em cima de uma bolha.
Dessa maneira a bolha não estoura e assim é possível
até escapar de valas altas como a da imagem acima.
Agora o grande problema, a maior mancada desta versão, é que não há nada que dê dica ao jogador sobre o que deve ser feito para encontrar os itens secretos. E o pior é que não são coisas triviais: alguns itens requerem que o jogador não mate os inimigos, ou mate todos de uma determinada forma, ou é preciso chegar na tela com uma quantidade X de pontos...são condições bizarras que tornam esse jogo impossível de zerar sem um guia ou um detonado por perto.

A versão japonesa tem uma vantagem, nela o jogo oferece dicas nas telas de game over, dicas do tipo "sabia que tem uma surpresa para quem chegar ao level X com 1000000 pontos?". Agora, sabe-se lá o porque a versão localizada teve esses textos removidos, o que é ridículo! Sem essas dicas, é impossível encontrar por conta própria esses itens, o que tira um pouco a diversão deste port. Eu mesmo costumo dar preferência a versão de NES e Arcade justamente porque naquelas versões posso zerar o jogo tranquilamente, sem a necessidade de truques e bastando apenas habilitar o segundo jogador quando o chefão final estiver nas últimas para ver o final verdadeiro.

Dica: cuidado com o inimigo de capuz branco, ele atira pedras assim que
você estiver na sua mira. Pegue-o com a sua bolha assim que ele chegar
ao solo, ou quando estiver de costas.
Mas fora isso, com um detonado em mãos o jogo passa a ser bem divertido. É legal e extremamente desafiador tentar atender as condições necessárias para encontrar os itens secretos, e ao coletar um desses itens a satisfação é incrível! Mas imagine só, após chegar ao último estágio e derrotar Super Drunk, temos uma cutscene onde Bub e Bob conseguem chegar a tempo de evitar o casamento forçado de suas namoradas com dois monstros, mas eles conseguem escapar com as garotas para uma nova caverna contendo mais 99 estágios, bem mais difíceis do que os levels anteriores.

Esses estágios são na verdade um set de telas mais difíceis que compunham uma versão especial do jogo de arcade, o Super Bubble Bobble. Na maioria dos ports é preciso digitar um código ou password para acessar esse set de telas, mas na versão do Master o jogador é obrigado a passar por essas telas para ver o final verdadeiro. E como se não fosse estressante o suficiente, é preciso encontrar mais 4 itens secretos nesse set de telas para chegar ao último nível do jogo. Tenso hein? Felizmente temos um sistema de password, mas boa sorte para encontrar os novos itens secretos sem dica nenhuma.

Conclusão


Bubble Bobble é um jogo que divertiu muita gente na época, sendo um verdadeiro clássico, mas infelizmente não envelheceu tão bem na minha humilde opinião. O level design é bem bizarro nos últimos níveis, afastando os jogadores menos hardcore, e a única música em constante reprodução pode irritar os jogadores ao ponto de fazer a orelha sangrar.

Mas isso tudo não seria um problema se o jogo fosse um pouco mais justo. A remoção das dicas para encontrar os itens foi uma mancada grave que tira bastante da diversão deste jogo. Se não fosse por isso, esta versão seria altamente recomendada. Mas sem um detonado por perto, é melhor carregar seu Dingoo com a versão do NES ou até do MSX que será bem mais divertido. Mas caso tenha um detonado na mão e esteja disposto a encarar o desafio de encontrar os itens secretos, vá em frente e encare essa caverna infernal de Bubble Bobble do Master system. Para quem curte desafios de arrepiar os cabelos, esta é uma ótima opção!



E é isso galera. 2012 está acabando, e se o mundo não acabar estaremos aqui fornecendo mais nostalgia neste novo ano que se aproxima. Antes de terminar devo postar um texto especial de natal e ano novo. Aguardem! =)

Abraços e até o próximo post!

8 comentários:

  1. Fala Adinan!

    Aproveitando para pedir desculpas pelo meu loooonnnnnngo período de ausência (já tava vendo a hora do meu chefe Leo me dar as contas, hehe) dei uma lida no seu review e gostei muito.

    Nossa, sempre joguei Bubble Bobble no emulador e não sabia dessa complexidade. Zerar esse jogo me pareceu um senhor desafio (digno de um 8-bits!). Qualquer dia vou ler com atenção o detonado do jogo para sacar mais o que fazer.

    Um abraço a até breve (estou preparando algumas coisas para o QG para logo, logo).

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    Respostas
    1. Fala MarCel, blz? E nem esquenta pela ausência, andei bem sumido também, infelizmente faz parte XD

      Pois é, na primeira vez que eu aluguei Bubble Bobble eu nem imaginava que o jogo era tão complexo! Um colega meu tinha esse jogo e ele comentou que não conseguia passar do level 99 de jeito nenhum, ficava num looping direto. Depois a gente descobriu que tinha uns itens para pegar, e só depois de muito tempo que eu descobri pela net o quão complexo é localizar esses itens, e que na verdade são 200 fases! Impossível zerar sem detonado!

      Tem um guia que eu tô usando para zerar esse jogo e já tô lá no level 168, mas tô vendo que não vou conseguir chegar ao level 185 com 1 milhão de pontos, é uma das condições para pegar o último item secreto que preciso pra zerar esse pesadelo mas tô tomando game over direto.

      Opa e tô ansioso para conferir o que você tá planejando para o QG. Fico no aguardo! =)

      Abração!

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  2. Rapaz, nunca ia passar na minha cabeça que esse jogo, que traz uma imagem tão infantil, fosse tão complicado assim. E que trollagem esse lance de chegar ao final verdadeiro somente com 2 jogadores hein? Esse jogo deveria ser obrigado a vir com aviso dizendo "ONLY FOR 2 PLAYERS" hauhauha.

    Parabéns pelo ótimo texto e me desculpe por estar demorando para comentar nos textos que você e o pessoal postam aqui do blog, vou procurar fazer isso com mais frequência. =D

    Abraços!!

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  3. Opa! Adorei o blog cara, muito nostálgico!
    Na época em que possuía meu Master System e jogava em frente à velha televisão, eu jogava apenas o Rainbow Islands, continuação direta do Bubble Bobble, que vim a jogar realmente anos depois por emuladores, na versão de arcade e, mais tarde, a do SMS. Me lembro da terrível frustração que era ficar num lopping infinito no level 199, sem entender o porquê do jogo não avançar de fase, ehuhauhea
    Mas este post maravilhoso acendeu minha chama novamente e irei atacar este game mais uma vez, pra enfim poder dizer que consegui vencer o desafio! Até porque o game em que estou trabalhando atualmente puxa muita referência do Bubble Bobble, nada como uma boa dose de inspiração.

    Estarei acompanhando o blog, muito bom!

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  4. Minha nossa, fiquei sumido daqui e só agora vi que tenho uma cacetada de posts pra ler, então vou aos poucos!
    Sabia que eu nunca joguei esse jogo, nem em emuladores? O engraçado é que eu lembro da boxart e lembro também que eu tinha muita vontade de ver como era esse jogo por causa dela. Não fazia idéia da dificuldade dele, mas vou deixar a dica anotada aqui! hahahaha
    Esses jogos de arena costumam ser bastante viciantes, lembro que desse estilo eu joguei mais o Mario Bros, talvez por ter mais familiaridade com o personagem. É, eu sei, aqui é blog de Master e não de NES, não me xingue! huauhahuahua
    Comical Adventure é um termo que eu nunca tinha lido ou ouvido falar, mas começo a ter idéia do que ele significa.
    Super Drunk é dose, hein? Com o perdão do trocadilho! kkkk
    Senti uma ironia no seu "Fácil, né?" do texto, a ponto de começar a pensar em ficar longe desse jogo... kkk
    NOOOOOOOOOOOOOOOOO! Que mancada esse negócio do Single Player!!!!!! Totalmente trolls mesmo!
    Bacana o esquema de dicas no Game Over da versão japonesa, muito estranho terem tirado na americana. E pensar que os jogos de hj dão dica de tudo que vc tem que fazer, olha como era antigamente. Aprendia tomando na cabeça mesmo. As vezes sinto falta, mas quando vou encarar um jogo assim em dias atuais, fico muito perdido sem saber o que fazer. Os jogos atuais tão me tornando burro, provavelmente! :(
    Pô, eu preocupado que vc ia me xingar sobre o lance do NES e no fim vc recomendou a versão do jogo deste console ou do MSX... ufa... acho que não serei banido do QG! hahahaha
    Ótimo texto, Adinan! Felizmente o mundo não acabou e eu consegui ler e deixar meu breve comentário! hehe
    Abraço

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  5. são 300 fases terrivel.Ficar tudo invisivel a fase os inimigos os itens
    200-300 invisilvel

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  6. são 300 fases terrivel.Ficar tudo invisivel a fase os inimigos os itens
    200-300 invisilvel

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  7. UAU! como eu joguei isso com uma prima... eram madrugadas, dias e noites de final de semana quando ela vinha em casa! E nunca consegui acabar... era tão difícil!!!! e tudo aprendido na tentativa e erro... AH! amei o detalhe da portinha azul! que ÉPICO quando aquilo aparecia na tela!! era a salvação hahahaa <3

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