domingo, 23 de dezembro de 2012

Master Review - Road Rash (1993)


Olá amigos, após um longo período de ausência resolvi nesse fim de ano falar sobre um game meio esquecidinho do Master mas que eu sempre curti muito e espero que vocês curtam também. Fiquem comigo nessa viagem ao passado e embarquem em mais essa aventura.

Eis uma bela surpresa para os amantes do 8-bits da SEGA: Road Rash (US Gold/Probe, 1993). Distribuir sopapos enquanto cruzam-se vales e rodovias apostando um racha com adversários apaixonados por velocidade nunca foi  tão divertido. Mais do que um simples jogo de corrida, um beat’m up sobre duas rodas.

Atenção às mensagens que surgem no rodapé da tela de seleção de pistas.
A franquia nasceu nas mãos da Eletronic Arts em 1991 para o saudoso Mega Drive. Da lá para cá (fonte Wikipedia) foram lançadas seis versões e conversões do jogo sob o mesmo nome, ganhando o ar da graça até no portátil da Nintendo o Game Boy Advanced. Dentre essas uma das que mais se destacou foi a versão para 3DO, que se assemelhava muito com a versão PC.

Vamos ao jogo

Road Rash desde sua primeiro momento demonstrou ser um jogo diferente dos tradicionais jogos de corrida. O jogo não prioriza disputas em circuitos fechados e sim trechos de rodovias e estradas desertas onde demais gangues rivais vão utilizar todos os recursos sujos e trapaças possíveis para impedi-lo de cruzar a linha de chegada. Não existem regras nesse mundo das corridas clandestinas, por isso os pilotos (incluindo o próprio jogador) são livres para socar, chutar, usar cassetetes, empurrar o adversário para fora da pista e até derrubá-lo da moto se possível.

Os cruzamentos são os pontos mais complicados. Um carro atravessando na hora errada pode lhe tirar uma vitória ou segundos preciosos.
Road Rash parte desse princípio e pode proporcionar ao jogador bons momentos no comando de máquinas duas rodas enquanto diversas gangues de motoqueiros disputam prêmios em dinheiro. Não existe opção de compra de peças e acessórios para incrementar a possante, a premiação em dinheiro conseguida ao final de cada corrida  servirá para aquisição de motocicletas mais potentes para assim alcançar os prêmios mais altos com certa facilidade.

O jogador começa com a simples (e mirrada...) Shuriken 400cc e seus 60HP e após muitas horas de insistência e sorte pode juntar os necessários absurdos $25.000 para comprar a sonhada Diablo 1000cc. A palavra insistência foi proposital. Apesar de estarmos falando sobre um jogo de corrida (com sua veia Velozes e Furiosos) não há exatamente uma dinâmica agradável de jogo. E é aqui que entram alguns dos defeitos dessa produção.

Busque sempre os melhores resultados (1º ou 2º lugares). Somente assim pode-se sonhar com motos melhores.
No jogo parece que estamos a todo tempo correndo devagar demais, ainda que o ponteiro indica se passar das 100 milhas por hora. Mesmo em curvas muito acentuadas apenas tirar o dedo do acelerador será mais do que suficiente para contorná-las (aliás, freio nem existe). Os circuitos são bem repetitivos e podem deixar o jogador com uma sensação de intermináveis.

Falando sobre a parte técnica, a música acompanha bem e os cenários variam pouco mas são no todo agradáveis. Os efeitos sonoros são escassos e as vezes precisam de uma “segunda chance” para acontecer no jogo (acho que foi a melhor maneira para descrevê-los).

Race Results
A condição para passar de nível é no mínimo um quarto lugar em cada pista. Para melhorar o escore, uma boa pedida é correr novamente em algumas pistas e conseguir mais algum dinheiro.
Entretanto o jogo pode ser bem interessante. A paleta de cores é muito bem usada (com destaque para os bonitos cenários no fim de cada corrida) e mesmo detalhes como cavaletes e faróis de carros podem ser percebidos com clareza e certo grau de definição mesmo a alguma distância. A jogabilidade satisfaz, ainda que acertar alguns adversários não seja nada fácil nas primeiras tentativas.
 
Jogando, a principal preocupação do player dever ser com a quilometragem (milhagem). Perder alguns segundos ou minutos tentando derrubar um oponente pode significar ficar para trás tempo demais, tempo esse que pode não sobrar nas milhas finais que antecedem a linha de chegada. O mesmo pode ser dito para tombos e trombadas com outros veículos e obstáculos na pista.

No começo as coisas são simples como de costume. Apenas sua moto contra as demais, um tráfego irrisório, trechos curtos e certeza de vitória em quase todos os circuitos. Após completados os 5 percursos do level 1 o jogador entra no segundo nível onde cada pista passa a contar agora com 8 milhas em cada trecho, mais veículos circulando a torto e a direito, oponentes mais combativos e uma ou outra curva mais traiçoeira que pode lhe jogar em cima de uma placa ou poça de óleo.

A constante mudança no relevo das pistas vai ocasionar muitos pontos cegos. Cuidado com tombos e principalmente com o patrulheiro.
Deste ponto em diante, a miragem de uma pista sem surpresas pode levar o jogador a erros bobos, uma queda e até (o pior dos cenários) a prisão por parte de um patrulheiro rodoviário (que apesar de não descontar pontos na sua carteira lhe tira suados $400!!). Vale ressaltar que motos mais potentes (100HP ou mais) tornarão as curvas mais complicadas assim como o simples ato de desviar de outros veículos (o 3º nível torna cada corrida um senhor desafio).

Finalizando, um bom jogo que vai exigir boa dose de paciência e pode se tornar desafiante visto que ganhar (ou o simples completar) em algumas corridas se torna bastante complicado com o avançar.

Tenha um bom jogo e meus votos de feliz natal e um próspero ano novo!

9 comentários:

  1. Excelente review, MarCel! Muito bom mesmo! E bom te ver de volta! :)

    Cara adoro esse jogo, e o port para Master System ficou caprichadíssimo, mas realmente ele parece ser um jogo mais lento em relação a outros jogos do gênero. Também tenho essa sensação de que a velocidade do jogo não corresponde ao que aparece no velocímetro. Mas fora isso ele continua sendo um jogo bem divertido!

    Abraços, um Feliz Natal e um próspero 2013 cheio de saúde, paz, felicidades e muito retrogaming! :D

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    1. Opa! Obrigado pelo elogio Adinan e muitas felicidades no ano que se aproxima.

      Eu curti muito Road Rash no Mega (nossa, como eu joguei). Depois foi a versão do 3DO que me deixou de queixo caído toda vez que eu ia na locadora. Dada as devidas proporções a do Master é muito boa apesar de uma dificuldade exagerada em alguns niveis. Ainda assim, um bom jogo.

      Um abraço e até a próxima!

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  2. Caramba nem sabia que tinha saido esse grande jogo para Master System eu curto muito a série no Mega Drive cheguei a jogar durante muito tempo nele e também no PSX que não chega a ser a mesma coisa mas vale a pena.Curto muito a trilha sonora dele muito rock n roll apartir desse jogo em diante comecei a gostar muito de jogos de moto hoje em dia é difícil encontrar um jogo a altura de Road Rash em alguma plataforma dessa geração atual.

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    1. Beleza Rock? Concordo com você, depois de Road Rash eu não conheço algum game de moto que marcou tanto.

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  3. Excelente review. Eu me lembro que ficava jogando manhãs inteiras este game, me divertia demais com isso! Saudades do tempo em que os jogos eram simples, mas eficientes!

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    1. Road Rash é mesmo muito divertido. Sua fórmula é simples e não conheço um só game que tentou copiar e teve êxito. Realmente um game que dá saudades.

      Um abraço e obrigado por comentar.

      Feliz ano novo!

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  4. Ótimo texto, Marcel!
    Eu confesso que só joguei a versão do Mega, mas eu também senti esse lance da velocidade e repetição na versão de 16 bits. Pelo visto no Master não mudaram muito, né? Aliás, vendo as imagens, os gráficos não parecem tão abaixo dos do Mega, o jogo ficou bonitão em 8 bits também.
    Vou ter que conferir algum dia pra ver o que acho! Não deve ser muito comum o cartucho, o jeito vai ser emular... hehehe.

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  5. Fala gamer, beleza?

    É, hoje em dia não deve ser fácil encontrar o cartucho mesmo. Bom, eu joguei a versão do Mega e acho bem melhor sem dúvida. Mas a do Master conseguiu, ainda que com algumas limitações, manter aquele clima bacana que o original tinha: corridas clandestinas com pancadaria rolando solta.

    Valeu pelo elogio e até a próxima.

    Um abraço!

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