sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Master Review - Zillion II - Tri Formation (1987)

Saudações!!
Preparem suas pistolas para detonar o Império alienígena. Um dos nossos clássicos preferidos das locadoras! Vamos encerrar o ciclo com o último jogo da série Zillion, Zillion II ou Tri-Formation!

 O interessante era que a capa dizia Zillion II e na tela inicial aparecia apenas o Título Tri-Formation.
O game traz uma curiosidade na História dos games: um segundo lançamento no mesmo ano (1987). É como uma banda que lança dois álbuns duplos. 
Se você é um ancião como eu, conhece a História, e se você já era um gamer como eu sabe o enredo do jogo. A eterna luta do no planeta Maris entre os descendentes do terráqueos e o império Noza (ou Norsa). A situação começa a melhorar pros humanos com a descoberta das pistolas "Zillions". A equipe White Nuts é escalada para usar as pistolas e enfrentá-los. 
O roteiro do jogo é semelhante ao primeiro, você controla J.J. que deve adentrar na nova base Noza e salvar os colegas Apple e Champ.  

O Game gira em torno do Tri-Charge que aparece primeiramente no Episódio 6 construído por Dave ("Nunca imaginei que fosse andar num triciclo nesta idade"! - disse J.J.) e se torna o segundo elemento marcante da série. Vamos ver o que mudou.

Capa japonesa, bem mais bonita que a Ocidental.

GRÁFICOS E SONS
A primeira mudança, para um jogo do mesmo ano foi o gráfico. Ficaram muito melhores que o primeiro.  A movimentação é bem feita, e os disparos da Zillion melhores. Para a época, as cores saltavam na tela, a sprite dos personagens bem melhor desenhada e o fundo cyber da base Noza mais convincente. O interessante é que vemos parte dela reaproveitada em jogos posteriores da SEGA... A janela de céu estrelado na primeira fase foi a primeira coisa que me agradou quando joguei pela primeira vez. A Base Noza passa realmente a sensação de "tecnologia incompreendida" por nós, coisa que caracteriza sempre os animes.  

Ainda vai comparar com o game anterior?
Já o som, é um caso a parte. A trilha se repete, "Pure Stone" de Risa Yuki domina com um arranjo mais sóbrio nas fases impares, terminando sincronizada no fim da fase. Já as fases pares, são vinhetas dos temas de combate da série. Os sons, principalmente os tiros, são menos estridentes, exceto quando seu Tri-Charge estoura no espaço...  

O resgate de Apple. Mais lacônico que no primeiro jogo.

ATIRE PRIMEIRO, PERGUNTE DEPOIS
O game está mais focado em reflexos do que em estratégia nesta versão. Nas fases impares você deve correr num corredor polonês montado no Tri-Charge, enfrentando uma penca de inimigos. São as únicas fases que possuem power ups: A Caixa com "L" recarrega o Life (quase sempre na hora que um novato está quase zerado); a Caixa "Z" aumenta o nível da Zillion e quando chega no nível 3, libera um tiro devastador.  Já a Caixa "A", permite você converter a Moto na Alpha Armor, podendo voar! Pisos elétricos e buracos são o que vai te tirar do sério.

Dica: Quanto mais bem armado você estiver, mas as Unidades Rakers vão dificultar.
A dica é que o mini Raker ao dar um loop, J.J. a pé, deve abaixar e correr.

Já nas fases pares, você controla J.J. a pé no Labirinto, que não é tão complexo assim. Você atravessa plataformas e elevadores, procura seus amigos (Apple na fase 2 e Champ na fase 4) e no final, um Boss te espera numa sala.


O charme deste jogo é que se o tamanho é menor, os inimigos são bem mais explorados, o manual descrevia diversas categorias de Nozas, quase a sensação de enfrentar uma colmeia. Além do soldado comum, o inimigo básico era o Noza Noza, uma versão maligna do Opa-Opa e Black Opa-Opa que não morria com um tiro só.
Dica: Na fase 6, os Norsas caem dos tubos, a manha é num único ritmo,
 pular, atirar o que está na frente e prosseguir sem parar pra matar outro.
CATEGORIAS
SOLDADOS
Norsa Warrior - 300 pts. 
Norsa Jet Warrior - 500 pts.
Norsa Aeroboat Warrior - 500 pts.

NAVES
Noza Noza - 300 pts.
Black Noza Noza - 500 pts.
Autocraft - 400 pts.

UNIDADES DE DE DEFESA (Em ordem de fase)
Flying Harri Site - 200 pts
Flying Skofu Site - 200 pts
Mega Harri Site - 200 pts
Mega Skofu Site - 200 pts

CHEFES
Cap. Olivion Platoon - 2000 pts. (aparecem no episódio 3)
Radajian Defense Leader - 5000 pts.
Alleevian Supreme Comander - 7000 pts.
Barão Ricks - 10000 pts.

Haverão fases que você já estará armado com o Alpha e vai se sentir um verdadeiro super-herói quando conseguir desviar ILESO de 4 canhões de tiro e ao mesmo tempo um Norsa montado num Aeroboat. . Entre os bosses, o Barão Ricks deixa o posto de comandante e enfrenta J.J. pessoalmente (Confira os episódios 07 e 29), o que esperávamos, mas não ocorreu em Zillion I. Será por que já tinha previsão de último jogo?


   

CURIOSIDADES
- Você, após cada resgate, pode troca J.J. por um colega com o Tri-Charge, basta aperta o Start no controle 2, recomendo fazê-lo quando seu primeiro Life estiver quase vazio.
- A série foi exibida entre 12 de Abril a 13 de Dezembro de 1987, e a produção dos games no mesmo período. 
- O título Zillion ausente na TELA do jogo, é mais uma das interrogações da briga entre a SEGA e a Tatsunoko.
- Não é ponto pacífico o porquê do gráfico do primeiro jogo seja bem diferente do segundo, alguns acusam a pressa para o primeiro lançamento, mas a elaboração do labirinto pode desmenti-lo. Outros teorizam que o segundo é que foi feito com pressa, pela quebra de contrato entre o Estúdio Tatsunoko e a SEGA.
- A pistola de J.J. foi destruída  e modificada (episódio 9 a 11) alguns especulam como consequência da quebra de contrato, para dar fim à série, outros especulam o contrário, a sua causa.  
- A segunda temporada mostraria a origem da Zillion, e o que sobrou foi apenas um OVA para finalizar a série.
- A maioria dos garotos brasileiros que assistiu a série, entre 8 a 15 anos, compreendeu parcialmente o enredo da série, mais interessado nos efeitos especiais, lutas e piadas que na estória.
- A imagem dos Norsas é inspirada nas máscaras de Kabuki, aliás, como vários monstros de seriados posteriores. 
- Embora a série mostra várias paisagens de Maris (montanhas, cidades) no jogo somente aparece a Base Norsa.
-   A dublagem brasileira da série enchia de gírias bem ao gosto dos adolescentes da época.
- Como no primeiro game, é omitido o número de Megas na versão americana. E aparece um medidor de combustível (???) talvez de alguma versão Beta.
- Na capa da versão americana, diz que J.J. é comandante dos Whites Nuts, definitivamente não assistiram o desenho... 
- Nas dublagens ocidentais, Opa-Opa personagem de Fantasy Zone recebeu o nome de Bongo, que horrível...

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Zillion II seria apenas um shooter gostoso, não fosse a série que lhe inspirou. Ele inspirou a imaginação da maioria dos jogadores da primeira fase do Master System. Disputado sempre nas locadoras nos primeiros anos de lançamento. Já especulei tanto como seria um Zillion 3... Se seu tiro não foi bem sucedido no Japão, ao menos foi o ponto inicial para aterrissar com tudo no Brasil. 




8 comentários:

  1. Saudações, Rodrigo! Tudo bem?
    Mandou super-bem novamente em seu texto, para este, que é um grandioso game de uma época igualmente grandiosa.
    Sabe de uma coisa que sempre me encucou? O porquê de a Sega nunca ter lançado um "Game de Pistola" sobre Zillion. Se ela é dententora da marca e a danada, não só aparece no anime, como dá o nome à produção, como é que conseguiram deixar essa chance escapar?
    Lembro que, na época, deve ter sido a primeira vez que fiz alguma associação de empresa e produto pois, assim que ganhei meu Master System, vi que "aquele tal de Sega" era a mesma das pistolas Zillion lançadas um ou dois anos antes. E, o que ficou escancarado de vez, foi notar que a Light Phaser que usei tanto ao disparar contra a tela de minha TV, era idêntica à primeira versão da arma usado no desenho.
    Então, se tinha um estilo de jogo OBRIGATÓRIO, antes de qualquer outro, sobre Zillion, teria que ser um de pistola.
    Abraço.

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    1. Saudações, tudo em ordem!!
      Obrigado. Olha, eu também costurava essas relações entre desenho-pistola-Master System aos poucos. Até porque esse merchandising foi jogado no ar, ninguém explicou, os garotos (nós) é que foram ligando os pontos.
      EU ACHAVA que um dos jogos já era de Pistola, pelo mesmo motivo que você pensava que tinha que ter um.
      Nas minhas especulações (pois o assunto Zillion na SEGA temos poucas informações) isso pode ter sido um projeto que não vingou, devido à quebra de contrato.
      Já vi alguns entusiastas num site fazer esboços de uma versão caseira. Mas o que podemos fazer é sonhar e talvez inventar na Subseção de Jogos Inventados do Leo.Eu já pensei nisso também. rss
      Abraços.

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  2. Belo post esse hein curto muito o anime que tenho todos os episódios e o ova e também a trilha sonora que é demais enquanto ao jogo nunca cheguei a jogar na época.

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    1. Eu curti muito a série, mas aos poucos consegui achar os episódios no Youtube, assisti de novo, já que sou fã dos jogos também. O segundo joguei mais que o primeiro. Os dois muito bons!

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  3. Pensar que foi esse jogo que me fez ter um Master e começar toda a minha história com a SEGA me emociona até hj. Esse jogo é incrível, até mesmo pensando como jogo. Vc mesmo descreveu muito bem: um shooter gostoso. Eu gosto de cada detalhe dele, pena que é tão curto. E pena que as coisas explodem, até mesmo os inimigos. Bem Japão isso! hehehehe!
    Eu não lembrada da frase do JJ sobre o Tri-Charge, que boa lembrança! Deu vontade de assistir tudo de novo!
    Outra coisa, ainda sobre o anime, nunca achei ruim o nome Bongo, mas concordo que Opa-Opa é bem melhor. Além disso, não lembrava que os maléficos se chamavam Noza Noza, muito bem lembrado. Acho que preciso reler o manual do jogo.
    Que sonho seria um Zillion III, hein? No Mega Drive então? Eu sei, eu sei, QG Master é sobre Master, mas quando era criança/adolescente eu sempre fiquei sem entender pq Zillion nunca mais apareceu em jogos, ainda mais no console de 16 bits. Mais pra frente fui saber o lance da briga das duas empresas e a coisa toda. Uma pena, quem saiu perdendo fomos nós, os fãs.
    Ah, claro, preciso assistir o OVA!
    Muito bom o post, parabéns!
    Abraços

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    1. Olha, somos bem parecidos neste ponto: Zillion, tesouro da infancia, pesou muito na minha decisão de escolher qual videogame (é verdade, Monica e Moonwalker influenciaram também). Mas era uma época que anime do jeito que era feito, era um sonho (inclui um texto sobre Zillion na minha prova deste bimestre). Mesmo que não houvesse o desenho, o jogo ainda assim seria recomendado.
      Eu pensava que explodir era coisa do Talibã... :P Brincadeira, antigas séries japonesa exploravam muito a explosão como fechamento de estórias. Minha outra boa surpresa foi quando aluguei um tal Fantasy zone com uma navezinha Opa-Opa e apareceu o Bongo, rss
      Zillion III já pensei tanto, especulei tanto, acho que vai rolar um post nos Jogos Inventados, que tal um Zillion III e um Zillion IV?
      E verdade, quem mais perdeu fomos nós, herdeiros desta época fantástica!
      Abraços

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  4. Matheus T. por favor, termine o detonado do Ancient Ys Vanished Omen!!! :D

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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