sábado, 8 de novembro de 2014

Master Review - Alien 3 (1992)



Saudações moçada, hoje temos carne nova no pedaço. Esta semana a NASA confirmou que há vida lá fora, e por isso vamos comemorar de uma maneira bem assustadora. Acompanhe nossa matéria sobre um clássico da ficção científica: Alien 3.


O Game é baseado na terceira parte do filme Alien – O oitavo passageiro. Alien foi aclamado como clássico mesclando ficção cientifica e terror de décadas, falando sobre o medo do desconhecido.



No filme, a tenente Ripley junto com seus amigos Newt e Hicks estão finalmente voltando pra casa, eles os únicos sobreviventes do filme anterior. Mas o pior está por vir, há uma pane, e Ripley cai com sua nave e perde seus amigos. Ela acaba em Fiorina-161. Um planeta usado como prisão, e seus anfitriões são os piores prisioneiros da galáxia. Como tudo tem que piorar, seu grande trauma a persegue: No planeta-prisão, ela reencontra seu velho inimigo, Alien, e desta vez muito bem acompanhado da família toda. Ele vai perseguindo e matando os prisioneiros em sua caça. Ripley agora luta desarmada para salva-los, mas há um mistério: desta vez ele não ataca Ripley.


Na versão game, mesclando com outras visões, você está muito bem armada e deve salvar os prisioneiros, mas desta vez os Aliens também estão dispostos a te machucar! 
Alien 3 foi mais um jogo que eu subestimei. Só a ideia de uma corrida contra o tempo, me dá nos nervos. Vejam porquê:



GRÁFICOS E SONS
O primeiro efeito que senti no game, é o ambiente cyber-punk do jogo, digno de um jogo de terror. Só a cut-scene inicial, em que um alienzão em primeiro plano é tombado por Ripley no fundo é empolgante. A Tela de Options no espaço sideral te ambienta muito bem, e o destino dos prisioneiros não resgatados... bom, é traumatizante. A música traz um misto de etéreo e dark. Trilhas boas assim me lembram as de  Streets of Rage. Tanta coisa boa que nem reclamei de jogar com uma mini Ripley que tem movimentação quase perfeita (com 42 polegadas hoje em dia, por que reclamar?), fora alguns slowdowns. O rosto de Ripley brilha ao fogo da metralhadora, foi um dos lances bem realistas. Ao contrário do que pensei os cenários tem boa variedade, mesmo dentro de uma nave-prisão. E ao oposto de Ripley, o tamanho dos aliens é bem satisfatório. Pequeno, sim. Bonito, também!

Dica: os barris explodem quem
estiver ao redor, inclusive você!

O (A) TALENTOSO (A) RIPLEY
A principio, eu demorei para entender os primeiros movimentos de Ripley. Ela não pula ao mesmo tempo que atira (já não curti), mas pode mirar a arma para as diagonais superiores e inferiores. Ripley em túneis e plataformas agacha-se automaticamente com o direcional pros lados. Ela conta com vários tipos de munição: Balas, lança chamas, o foguete, granadas e as baterias. Mesmo as balas simples tem uma carga finita, precisando recarregar, não senti injustiça no momento que cai num buraco com um monstrão sem balas, já tinha desperdiçado a toa e troquei correndo de munição como numa das cenas do filme.

Dica: use as portas para escapar, ou preparar um bom ataque!


Para fazer a troca de armas, você deve apertar o botão 2 abaixado ou durante o pulo. Há um realismo, como Ripley ser atingida pelas suas próprias explosões e se machucar quando escorrega ou cai de uma grande altura.  Conforme a necessidade, o display no meio da tela te avisa das situações, como o life que aparece com um símbolo médico. Show a parte os movimentos da personagem.

Se liga na Primeira Fase. Fonte: www.smspower.com


O DÉCIMO OITAVO PASSAGEIRO
Sua missão em cada fase é recolher todos os prisioneiros, até 18 pessoas, e achar a saída antes do tempo acabar, senão todos virarão papinha de bebê alien. Eu que tenho aversão a games com time como principio, curti muito, pois Ripley é muito rápida correndo e escalando, o que compensou sua pequena Sprite na tela. Posso dizer que quando joguei pra valer, senti que dá pra completar a fase com folga. 

Dica: No "Açougue", há plataformas que tem interruptores,
são acionados apertando pra cima ou baixo.

De pensar que meus únicos inimigos seriam aliens, pareciam repetitivas as sequencias de fases. Mas não! O game te prende pela variedade de cenários. Depósitos, prisões, restaurantes, e sala de telão entre os ambientes do game. Alguns deles tem pegadinhas, túneis que te enganam bem o caminho que você está indo, e plataformas que se você perder, fica preso no cenário.



Repito: não curto jogos de corrida contra o tempo. Mas não achei injusto os desafios fase-a-fase que encarei nas primeiras fases. Se morria na primeira tentativa por faltar algum resgatado (traumática a ceninha!), na segunda tentativa já conseguia reparar o erro na maioria das vezes. Agora, o combate com os aliens é que são outro detalhe. Quem jogou Masters of Combat, sabe o que vai encarar. Bichos que se penduram, pulam em você e cospem ácido. Além disso, alguns surgem do teto e do chão pra te lançar longe! Você ainda tem de temer os ovinhos, pois larvas pegam sua cara e te drenam mais life que os adultos. E no fim de 3 fases enfrento uma mãe alien gigantesca, num cenário cada vez mais complicado.   



CONSIDERAÇÕES FINAIS
Eu me surpreendi com Alien 3 e recomendo. Jogo fácil de pegar, despretensioso, mas extremamente caprichado. Fãs do filme e de futuro cyberpunk vão curtir muito! O fim vai te surpreender!








9 comentários:

  1. Este jogo apresenta um clima sombrio, criando uma tensão através das suas características. Os gráficos são excelentes para o Master System, os túneis de ligação entre as salas geram expectativa devido não sabermos o que iremos encarar em seguida. Os inimigos que surgem de surpresa também são outro fator que só aumenta a tensão. Por ultimo, o tempo também é crucial para o clima do jogo retratar toda a sensação que sentimos.
    Os programadores realizaram um excelente trabalho com o hardware que tinham, a dificuldade deste jogo fez com que nunca conseguisse terminá-lo.

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    1. Eu também achei bem completa a ambientação, trabalhar com limites virou uma especialidade da SEGA em 1991-1994, com jogos tão bons, o clima sombrio dá uma tremenda expectativa, mesmo pensando que apenas tem aliens no jogo.
      Tenta sim, que uma hora você zera!

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  2. Confesso que nunca joguei e vivo subestimando, nunca fui muito fã dos filmes, mas lendo esse review percebo que estou perdendo uma pérola por bobagem. Vou conferir e reparar esse erro! :)
    E mais uma vez parabéns pelo review Rodrigo, muito bom como sempre!
    Abraços

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    1. Eu achava que nunca ia jogá-lo ou ia partir pra uma versão 16 bit do jogo. Mas, valeu e muito o game! Repito, todos os detalhes valem a jogatina. É uma pérola, diverte pacas!
      Abraços!

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  3. Eu odiava jogos com tempo, mas isso porque causa medo em quem joga. Depois, eu percebi que o tempo é um fator legal, mas pouco explorado em jogos de terror. No cinema, tempo não causa medo, mas em jogos ele pode ser uma fonte perfeita de medo. Uma pena que não o utilizam tanto hoje em dia. Esses inimigos dos 8 bits, primitivos, selvagens, só querem saber de atacar. O Alien atual é inteligente e você pode até enganá-lo. Antes, não.
    Descobri que o tempo também evitaria essas bobagens:
    https://www.youtube.com/watch?v=O0-W9OoxoRo

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    1. Ah, mas os programadores ainda acreditavam no time como elemento picante neste tempero, o Monster Land sempre foi meu inferno, mas valeu. Em jogos é muito bom, enganei alguns aliens durante o jogo enquanto corria para saída, a sensação foi como nos filmes da Ripley.

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  4. Esse jogo eu só fui jogar na época dos emuladores, mas até lembro que de uma revista Ação Games que saiu o review dele e falaram que ao jogar o game parecia estar jogando um game de 16bits de tão bom trabalho que foi feito.

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  5. Esse jogo eu só fui jogar na época dos emuladores, mas até lembro que de uma revista Ação Games que saiu o review dele e falaram que ao jogar o game parecia estar jogando um game de 16bits de tão bom trabalho que foi feito.

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  6. Tenho Alien 3 pra S.Nes mas sabendo disso agora vou atrás desse..
    Abraço.

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