domingo, 12 de novembro de 2017

Master Review - Robocop 3 (1993)








Saudações!
Aqui estou eu, de volta, aos reviews de jogos do nosso amado Master System. Desta vez, falaremos da versão deste console de Robocop 3. Vamos lá?

A capa nacional do game.
O Game - Baseado no filme de mesmo nome, é um porte das versões lançadas para o Mega Drive e Super NES, produzidas pela Ocean. Desenvolvido pela Eden Software e publicado pela Flying Edge, uma subsidiára da Acklaim (para driblar a cláusula de exclusividade com a Nintendo), você controla o policial ciborgue mais famoso do cinema e sai “sentando o dedo” na bandidagem.
Apesar de ser um produto licensiado, ele não é muito fiel ao que é visto na telona. A Ocean, não deve ter tido acesso ao roteiro, só à algumas informações básicas, dada às diferenças gritantes entre as mídias (“Robô Capeta com Trabuco na Mão”? Dá onde tiraram isto?!). No geral, o jogo é um típico do gênero, com ação lateral e algumas poucas plataformas para pular, sem qualquer novidade que se destaque.

Gráficos, sons e controles – Robocop 3 não é um jogo impressionante, nem nas versões mais parrudas. Entretando, para um 8 bits, ele não faz feio. Levando em conta o material de origem, a fidelidade é grande. Este, conseguiu entregar, um game acima da média, o que não rolou nos 16 bits. Explicando... considerando o que cada console é capaz de fazer, para um Master, está satisfatório, enquanto os  outros, ficaram devendo. Portanto, esta conversão até que surpreendeu, por ter conseguido reproduzir, cerca de 80% dos elementos vistos.

Fique espero! Os meliantes vão te receber à bala!
Os gráficos ficaram bacanas, um trabalho competente que cumpre seu papel. As músicas são boas, mas são poucas. Ao todo são seis, entre Abertura/Encerramento, Fase de Visão Lateral, Fase de Visão Aérea, Chefe de Fase, Status no Fim de Fase e Game Over. Mesmo em número reduzido, não chegam à incomodar. Já os efeitos sonoros, são o ponto fraco. São tão “econômicos” que, só se ouvem, uns dois tipos de barulhos para tiros e explosões. Não há mais que meia dúzia de sons no jogo todo e, nem tem um, para quando você é atingido, por exemplo.
Os controles, respondem bem. Robocop anda, pula e atira de forma eficiente. Dado o estilo de jogo, um “lag”, não daria nada certo aqui. Com o direcional, além dos movimentos comuns (andar, achachar, etc), pode-se atirar para cima e as diagonais superiores. Para selecionar armas, pressione o direcional para baixo mais o botão de pulo. Aqui, tem um probleminha... como o controle só possui dois botões de ação, os desenvolvedores, resolveram fazer desta forma. Não vai faltar momentos que trocará de arma sem querer pois, é comum, você saltar e o direcional “escorregar” para baixo, ou, agachar e apertar o pulo rapidamente, dando o mesmo efeito indesejado.

Mecânicas de jogo – Durante as seis fases, encontrará ítens que o auxilarão em sua jornada, representados, por caixinhas com as letras E, P e “tracinhos verticais paralelos”. O E, recuperará seu “life”, o P lhe fornercerá uma arma nova em seu arsenal e os “tracinhos”, representam o aumento da munição usada no momento.
Com relação às armas, você começa com a pistola padrão, passando pelo Tiro Triplo, o Laser, o Lança-Chamas e o Lançador de Foguetes. A cada P recolhido, a progressão será esta. Isto varia um pouco na fase com visão aérea, onde nossa personagem, sobrevoa a cidade de Detroit com seu Jetpack. Aqui, só os Ps e Es surgirão. O P evoluirá o tiro, de uma rajada, para até quatro simutâneas.


Uma coisa que não curti muito no começo mas, levando em conta como o herói é no cinema, até que faz sentido. Robocop é lento, toma tiro pra caramba, e isto, acontece também no jogo. Então, fique atento e busque minimizar a quantidade de dano sofrida que, em determinados momentos, será crítico (cuidado com os ratos da quarta fase! Sim... ratos mesmo!).

A "fase de tiro" também está presente na versão Master System.
Considerações Finais – Esse Robocop 3 de Master, só conhecia por revista... nem em emulação, até, cerca de 4 anos atrás quando adquiri o cartucho. Havia jogado a versão de Nintendinho apenas, que é bem legal e melhor que esta a meu ver. Ainda assim, é um porte bem feito, com uma dificuldade “OK” (não é um absudo mas, te desafiará, em determinados momentos) e que vale a pena ser conferido.
Até mais e...

_ Thank You for your cooperation!

3 comentários:

  1. Mandou bem, Douglas!
    Eu curti muito a matéria. Tentei arriscar este jogo, mas lentidão me atrapalhou um pouco. Quem sabe, uma segunda tentativa. Parabéns!

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    Respostas
    1. Valeu, Rodrigão!
      Então... o jogo não é lento, o Robocop sim. Mas foi proposital, pois, os comandos respondem direitinho. Quiseram representar essa caracterísca da personagem no game também, imagino eu.
      Este é um caso que, não sinto falta de uma versão 16 bits, tendo esta de 8. O conteúdo principal, é o mesmo.
      Abraço.

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  2. Joguei a versão dos 16 bits para o Super Nintendo e odiei pra caramba será que essa do Master é um pouco melhor.

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