sábado, 28 de abril de 2018

MD Review - Sunset Riders (1992)

Salve, Cowboys!
Peguem suas armas para desbravar o Oeste Selvagem Faremos uma breve análise de um grande jogo da Konami, Sunset Riders pra Mega Drive.  Vejamos como ficou!




Quando fui apresentado ao mundo dos Games, só conhecia os de Cowboy aqueles com Pistola no Fliperama, como os clássicos Wanted e Bank Panic
Mas logo no início dos anos 1990, vi algo que me agradou muito, este shoot n' up com temática de Velho Oeste, afinal, o gênero Action sempre se alimentou da grande variedade de ambientações pra aventuras, embora a temática Gangue de rua e Medieval sempre foram preferidas. 


Eu curti muito o fato de serem 4 heróis diferentes, embora estranhei a combinação de 3 pistoleiros platinados e um mexicano de rosa. Acredito que por alguma "inclusão", até eu lembrando os velhos filmes do Trinty (a dupla Bud Spencer e Terence Hill), o mexicano era um elemento comum do gênero. O enredo era bem simples, estes justiceiros decidem viajar pelos Estados Unidos do Oeste ao Leste caçando malfeitores, até descobrir o chefão de uma imensa gangue, o inglês almofadinha Richard Rose.


Tinha de tudo que um bom filme de faroeste macarrônico tinha (Far West), Bandidões, estouro de boiada, dinamites, trens, indios e dançarinas de can-can!  Apesar da pesquisa dos programadores japoneses em reproduzir este ambiente viril, haviam vários alívios cômicos: Os hábitos alimentares (Billy é vegetariano e a bebida preferida de Cormano é leite), os personagens viram um palito de fósforo quando incendiados e folhas de papel quando caem objetos em cima.
Quebrando um jejum antigo, a Konami decide converter seu Arcade para o Mega Drive,  com a quebra do contrato de exclusividade com a Nintendo. E é a versão Mega Drive que vamos falar!

UM HOMEM CHAMADO CAVALO CORMANO



A primeira coisa que estranhei quando liguei super ansioso em ver o Game, foi porque havia na Tela Título apenas duas silhuetas. Fui descobrir que a versão Mega só tinha dois personagens! São Billy e Cormano. Alguns se perguntarão porque dessa escolha e explico: São os heróis com menor variedade de cores, um azulão e outro rosa, e possuem recursos de armas diferentes. Billy com sua pistola e Cormano com sua espingarda.  

Essa cena só lembro de Rolf West do Adinan! =)

GRÁFICOS E SONS
Quando liguei o Mega, animado por encontrar uma versão do Arcade Game, percebi diferenças que não dava pra ignorar. Preocupados com a limitação de cores do Mega (o mesmo console que processa um Sonic ou Ristar), as cores do jogo tendem a ser repetitivas em relação ao Arcade, os bandidos pistoleiros não mudam a cor. Dado a limitação de Sprites, os tiros e cenários foram adaptados.  O imperdoável foi justo o corte dos movimentos de algumas cenas. As dançarinas loiras de Can-can que aparecem nas portas foram substituídas por uma bonecas ruivas atarracadas. A música achei pouca diferença do original, mas as vozes que ocorrem nos diálogos entre heróis e chefões foi trocado por diálogos, apenas há 3 vozes no jogo.
 

Na dúvida, use o Dash pra chegar logo na mocinha.

ENTERREM-ME COM MEU DINHEIRO
E por falar em cortes, não bastasse os personagens e cores, as fases também foram cortadas! Os oitos chefes foram reduzidos a quatro apenas. Apenas o primeiro Chefe, o banqueiro Grendwell e os chefes finais, o guerrilheiro Paco Loco, o índio Chief Scalpen e o Big Boss Richard Rose. Todos eles tem uma recompensa a prêmio. A Conversão nos dá a impressão de ser tão curto quanto Beat n' Up antigos, como Double Dragon ou Golden Axe. Pra tentar corrigir este problema, as fases foram divididas em duas partes, na primeira há uma donzela sequestrada no final como check-point que lhe agradecerá com beijos (você ouvirá "Thank you nice boy!") e o famoso gritinho quando uma ficha era colocada na máquina.

Dica: às vezes é a distancia que ajuda a pegar os itens.

Dos pecados cometidos, foi o corte das duas fases  a cavalo, para mim isso foi pra economizar os quadros dos heróis em suas várias posições de luta. Para compensar, eles estão a cavalo num bônus stage em que você pega de uma carroça moedas e vidas de uma bela donzela. Um Cowboy sem cavalo não é Cowboy. 
Perdemos também os Irmãos Smith incendiando o Saloom, uma das quebras de ritmo mais legais do game, lá as dançarinas sequestradas fazem um "show particular" aos seus heróis e anunciam os chefes finais.

No Trem cuidado com o poste.

E não é só isso. Você verá Grendwell numa cidade bem capada em relação ao original, no trem encontrará Paco atirando, na montanha após descer no "teleférico" (um dos detalhes mais bacanas do jogo) o Chief Scalpen com suas facas, e numa chique fortaleza, Richard. 


Acredito que foi novamente visando "economia" que Paco surge no trem, mas é o chefe mais sem graça do jogo, enquanto o original, El Greco, outro mexicano, é não só um desafio mais interessante, como ele tem uma história com o Cormano, ficando com seu sombrero, caso o derrote.

Uma exclusividade do Mega é o "efeito Sonic", em que a cada tiro os personagens liberam moedas, várias vezes vi Cormano perder moedas com tiros, mas recuperá-las também. Os chefes no ultimo golpe liberam essa grana que você tem que ser esperto pra pega-las no ar. Paco ao gritar "Hasta la vista, Baby" cai do trem e libera doces como uma Piña mexicana (????) 

Dica: O Boss Índio tem como ponto fraco as costas.
Se atirar muito perto, ele contra-ataca com a facada!
A fase dos índios mudou que eles não sobem as montanhas, mas num caminho quase linear, descem dos paredões com suas flechas que podem ser desviadas pelas balas. O Chief Scalpen merece o título de chefe mais difícil, com seus saltos e facas. 
Curiosamente, após a vitória, Ma'an, a irmã do chefe, aparece e pede perdão, dizendo que apenas estava seguindo ordens, e o seu herói o poupa. Parece estranho, mas era um onda do cinema que rolou em rever o papel do Índio nos filmes (lembra de "Dança com Lobos"?), então se são inimigos, que fossem usados pelos vilões de verdade.


ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ


Agora tenho a notícia que essa versão é mais difícil que o Arcade. Só fui fazer uso do Dash (diagonais inferiores + salto) pra escapar da chuva de balas no Mega, coisa que desprezava quando era moleque. Os itens são a Cabeça (mais uma vida), a Pistola (aumenta o alcance) e a Bala (tiro mais rápido). A Mobilidade de Sunset Riders é muito boa, com o botão de pulo e o direcional, você pode escalar escadas no trem, subir ou descer plataformas. Esses movimentos conferem uma temporária invencibilidade ao personagem. A velocidade das estacas na fase do trem é muito maior que o costume. A dinamite explode mais horizontal, o que na prática você crê estar seguro e voa pelos ares. 

Dica: Richard tem nesta versão um primeiro ataque exclusivo.
Se está acostumado com o Arcade, cuidado!

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sunset Riders de Mega Drive teve elementos exclusivos, mas não há justificativas por um pequeno motivo. Todo este jogo tem apenas 4 Megas! Com uma maior limitação de vozes e cores, poderia ter sido uma conversão pro Master System! Acredito que a Konami subestimou totalmente as possibilidades do console em 1992, fazendo uma conversão mais caprichosa pro SNES um ano depois. Meio triste, pois meu papel seria recomendar os emuladores, mas não é a mesma coisa de jogar num console sabendo que tem uma versão no seu 16 Bits preferido. Bem que queríamos dar as estrelas pra esse jogo, mas não deu, embora, felizmente, tal história não se repetiu no casamento Konami + SEGA. É o que veremos em futuras matérias. Vale aqui como documentação.  I see you, Cowboy!



Um comentário:

  1. Muito bom o review!
    Acredita que eu nunca joguei nenhuma versão deste jogo? Nem Mega, nem SNES, nem Arcade.
    Pelo que vi, talvez seja mais interessante um dia jogar a de Mega pra depois ver Arcade, pra não sentir falta das fases. Ao mesmo tempo, se a versão de Mega é mais desafiadora, talvez jogar a de Arcade primeiro seja um treino. Difícil saber por qual começar! hahahah! O que vc diria?
    Valeu Devaneio!

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