terça-feira, 26 de maio de 2020

Console Wars: Mega Drive vs Super Nintendo


Saudações galera!

Já faz algum tempo que vejo nas redes sociais posts sobre a guerra dos consoles da quarta geração, em especial Mega Drive vs Super Nintendo. Infelizmente muitas dessas postagens acabam sendo meramente ofensivas e sem muita noção, tornando um assunto querido por muitos em motivo para criar brigas desnecessárias.

Assim hoje venho com um post mais informativo e técnico, não querendo definir um vencedor ou perdedor. Quero apenas escrever sobre o que foi essa época, alguns dados e curiosidades, e claro o legado que essa guerra deixou para a indústria de games




A Nintendo estava tendo sucesso com os arcades e o Game & Watch no Japão. O próximo passo era criar um console de videogames. O Family Computer (Famicom) foi criado com a idéia de ser barato porém poderoso, capaz de recriar os sucessos da Nintendo para os jogadores em casa. Com o tempo o console atingiu sucesso tanto no Japão quanto nos Estados Unidos, onde foi rebatizado de Nintendo Entertainment System (NES) numa tentativa de fugir da idéia de ser um videogame, já que nos Estados Unidos havia ocorrido o crash dos videogames, onde inúmeros consoles e jogos de baixa qualidade desacreditaram o mercado.

Outra empresa estava tendo ainda mais sucesso nos arcades. A Sega reinava soberana com seus arcades de alta tecnologia com efeitos de zoom e escalonamento de sprites. Assim a mesma partiu para o mercado de computadores pessoais (PCs) com o SG-3000. Sabendo que a Nintendo estava prestes a lançar o Famicom, a empresa adaptou seu computador para um modelo mais focado em jogos, criando assim o SG-1000 e lançando o console na mesma data de lançamento do Famicom. As vendas foram boas a princípio mas logo era notável a diferença entre os consoles: o Famicom era bem mais potente por ter scroll lateral e outros recursos que tornavam seus jogos superiores.

A Sega bem que tentou combater o console da Nintendo através de remodelagens do SG-1000, chegando até o Mark III e posteriormente Master System, mas este só teve sucesso na Europa e no Brasil, terras onde a Nintendo pouco se aventurou. A Sega deixou o Master System nas mãos de uma fabricante de brinquedos nos EUA, a Tonka Toys, mas a empreitada foi um fracasso. Esse fracasso por pouco impediu a Tec Toy de ter os direitos dos consoles da Sega no Brasil.

Restava apenas criar um novo console, capaz de derrotar o 8-bits da Nintendo tecnologicamente. Assim adaptando a placa System-16, um sistema de arcades que a Sega estava utilizando na época, surge o Mega Drive, rebatizado Genesis nos Estados Unidos pois o nome Mega Drive já era patenteado. Dessa vez a própria Sega cuidaria do console nos EUA, através da Sega of America (SOA).

Com o Mega Drive e a NEC prestes a lançar seu console, o PC Engine, a Nintendo percebeu que precisava evoluir também, e assim surge anos depois o Super Famicom, ou Super Nintendo Entertainment System (SNES) no ocidente. E assim, na quarta geração de consoles, teve início a primeira grande guerra dos consoles.




No Japão, a Sega ficou de fora da guerra

Infelizmente a Sega conseguiu ter sucesso com o mercado de consoles apenas na geração 32-bits com o Sega Saturn, mas mesmo o todo poderoso Mega Drive não foi capaz de fazer frente à Nintendo. O Mega Drive foi lançado em 1988, numa época onde os japoneses estavam ocupados demais jogando Super Mario Bros 3.

Com o tempo surgiu o Super Famicom e o PC Engine, e por algum motivo o Mega Drive ficou de canto, tendo um longínquo terceiro lugar. Aparentemente a biblioteca de jogos da Nintendo e da NEC agradaram muito mais os japoneses do que o que a Sega estava oferecendo na época. Mesmo investindo em gêneros populares no Japão, como RPGs, a oferta para esses jogos era maior nos outros consoles.

Quem assistiu o anime Hi Score Girl, disponível no Netflix, deve ter sentido falta do Mega e muito foco no PC Engine. Essa foi a realidade da quarta geração para as crianças japonesas: a guerra foi entre Nintendo e NEC, e não Nintendo vs Sega.



Na Europa, a guerra era entre os PCs

A Nintendo teve muita dificuldade em conquistar o público europeu. A Sega obteve bom sucesso desde o Master System graças ao marketing e jogos localizados, mas a febre dos europeus estava mesmo em outra máquina de jogos: o computador pessoal, ou PC. ZX Spectrum, Commodore 64, Atari ST e Commodore Amiga eram as plataformas prediletas de jogos para os europeus.

Talvez por isso há tantos ports de Amiga para o Mega Drive. Simplesmente o SNES não era tão atrativo quanto um Amiga 1200 e sua vasta biblioteca de jogos focados no gosto dos europeus, e a Nintendo não parecia se importar tanto em reverter esse quadro.

Os jogos europeus merecem um capítulo a parte, eles possuem uma definição de design bem característica. Exemplo, os chamados europlatformers são jogos de plataforma com inúmeros itens coletáveis, fases gigantescas tanto verticalmente quanto horizontalmente, e inimigos que levam muitos hits para serem derrotados, além do jogador levar muitos hits também. Euroshmups (Jogos de navinha europeus) possuem um design similar, e RPGs europeus são muito próximos dos cRPGs, mas com um design próprio também. Tanto o Master quanto o Mega possuem jogos europeus, mas os jogadores queriam mesmo era ter Amiga ou Atari ST.



Nos Estados Unidos, a guerra foi pesada

Falar sobre a guerra dos consoles nos Estados Unidos seria repetitivo, ainda mais com tanto material disponível para leitura. Recomendo fortemente os livros a seguir:

  • The Ultimate History of Video Games: From Pong to Pokemon - Steven L. Kent
  • Os Mestres do Jogo (Game Over) - David Sheff
  • A Guerra dos consoles (Console Wars) - Blake J. Harris
  • Service Games: A Ascensão e Queda da SEGA - Sam Pettus & David Munoz
Mas em resumo, a Nintendo já dominava o mercado e a SOA começou a agir com campanhas de marketing agressivas (Sega does what Nintendon't, Welcome to the Next Level, Blast Processing), aos poucos tornando a Nintendo uma empresa infantil na visão dos clientes. Algumas decisões causaram revolta com a Sega of Japan (SOJ), como trocar Sonic por Altered Beast para o bundle do Genesis. Mas em 1993 a Sega dominava a maior fatia do mercado. Por muito tempo ter um SNES era pedir pra sofrer bullying nas escolas norte americanas, se você queria ser legal e descolado, tinha que ter um Genesis, essa sim era uma plataforma séria para os adolescentes e jovens adultos ainda dedicados ao hobby.

O jogo virou após decisões ruins, como o lançamento do 32X e diversos periféricos que foram aos poucos destruindo a credibilidade da empresa, e a SOJ que de alguma forma boicotava a SOA em outras decisões, talvez a pior foi sem dúvida o fim do Genesis quando o mesmo estava no auge do sucesso para mudar o foco pro Sega Saturn. Isso permitiu um contra-ataque doloroso da Nintendo, que lançava jogos impressionantes com gráficos 3D pré-renderizados ou uso de chips especiais.  

Assim no final da quarta geração de consoles o SNES retomava a liderança, dominando o mercado de 16-bits que ainda era forte mesmo com a quinta geração na ativa.





No Brasil a guerra foi apaixonante

Aqui no BR a guerra foi muito parecida com o que foi visto na terra do tio Sam, com algumas diferenças. No início da quarta geração, a Sega dominava tudo graças a Tec Toy que fez muito bem o seu dever de casa e aproveitou o melhor da SOA e SOJ para criar experiências mais interessantes para o público brasileiro. Jogos traduzidos, romhacks com os personagens famosos do país e até jogos de desenvolvimento próprio garantiram o sucesso da Sega no país.

Eis que uma negociação com a Nintendo feita pela Gradiente e a Estrela, que até então parecia que nunca se concretizaria, fez com que nascesse a Playtronic, uma joint venture focada em produtos da Nintendo no país. Assim surge em 1993 o SNES para competir com o Mega Drive.

É bem difícil definir um vencedor, pois não há dados oficiais de vendas da época. Já vi muitos falarem coisas do tipo "na minha rua todo mundo tinha Mega Drive" ou "no meu rol de amigos da escola SNES reinava absoluto". A Tec Toy garante que tinha uma fatia enorme na época, mas não sei se inclui apenas Mega Drive ou se o Master System estava incluso, pois mesmo em meados de 1997 o Master ainda vendia muito bem!

Assim acredito que se houve um vencedor, foi por uma margem muito pequena, pois ambos os consoles eram muito bem vistos, tinham representação nacional e jogos lembrados até hoje pela galera dos 30 anos pra cima. É talvez a geração com mais jogadores dedicados até hoje! Se você quer vender um Raspberry Pi com emuladores, basta apresentar o mesmo rodando SNES e Mega e vai garantir uma boa parcela de interessados.

Este que vos fala saiu da terceira geração, do Master System, e entrou na quarta geração com o Super Nintendo, e admito que o SNES é o meu videogame favorito. Mas eu sempre olhei para os jogos exclusivos do Mega Drive, e a inveja batia com força. Eu tava muito feliz com Super Mario, Top Gear, Killer Instinct e Megaman X, mas como não querer Sonic, Shadow Dancer, Streets of Rage e Super Monaco GP?



E qual console é mais poderoso?


Recomendo fortemente a leitura deste artigo: https://hackaday.com/2015/11/06/winning-the-console-wars-an-in-depth-architectural-study/ e o vídeo no final deste tópico.

Mas em resumo vale notar que o Mega de fato não apresentava slow down nos jogos, algo que ocorria com frequência no SNES, mas este tinha uma paleta de cores maior. O Mega tinha maior resolução padrão, mas o SNES tinha modos gráficos que quando explorados apresentavam quase o dobro de resolução. O SNES tinha mais vantagem com gráficos menores, podendo ter mais sprites menores na tela, mas o Mega permitia uma quantidade maior de sprites médios e grandes na tela. Os donos de SNES se gabam até hoje do Mode-7, mas era possível usar esse efeito no Mega, embora fosse mais trabalhoso de usar e com menor resolução. O SNES tem um chip sonoro mais abafado do que o do Mega que apresentava um som mais limpo, mas o Mega tem um som com maior ruído.

No Mega temos dois processadores, um que permite rodar jogos do Master System e que cuida de outras tarefas como som, enquanto que no SNES o processador cuidava de tudo. Mas apesar do blast processing do Mega, ou seja o processador ter maior clock, o SNES permitia executar mais instruções por segundo, e ainda era possível acessar o processador gráfico diretamente do cartucho, permitindo o uso dos chips especiais (Super FX, Cx4, DSP). No entanto existem jogos poligonais no Mega sem uso de chip especial, como o RPG japonês Star Cruiser e demos de Star Fox para Mega Drive.

Enfim, cada console tem pontos fortes e fracos, mas ambos tiveram desenvolvedores competentes que souberam fazer bom uso e extrapolar as suas capacidades para criarem experiências incríveis. Como não lembrar de Gunstar Heroes com toda aquela ação e explosão acontecendo na tela, ou ainda a beleza dos gráficos de Yoshi's Island? E aquela trilha sonora lindíssima de Donkey Kong Country, ou o port incrível de Virtua Racing?





O legado dessa grande guerra

Como eu havia mencionado anteriormente, cada console ganhou em determinados locais. Mas no geral a Nintendo saiu vitoriosa dessa guerra. Claro, houveram baixas dos dois lados.

As brigas internas entre SOA e SOJ culminaram num lançamento desastroso do Saturn no ocidente, e a situação se inverteu. A Sega finalmente estava tendo sucesso no Japão, mas no ocidente perdia feio com seu console caro e trabalhoso para se desenvolver. Ocorreu novamente a descontinuidade prematura de um console Sega, agora no Japão, para dar foco ao Dreamcast. Este finalmente parecia agradar tanto SOA quanto SOJ, mas a briga interna ocorrida nas duas gerações anteriores causaram um estrago forte, e a Sega sangrava dinheiro. Um novo CEO ocupou o cargo, e com ele uma nova reestruturação foi feita na SOJ, demitindo o antigo corpo de executivos que boicotaram a SOA, mas foi tarde demais. Mesmo o Dreamcast sendo um ótimo console, a Sega não tinha mais força para competir com o aguardado PlayStation 2, encerrando de vez a participação da Sega no mercado de consoles.

A Nintendo não teve um fim tão trágico mas até hoje ela precisa sobreviver com outra estratégia. Até a sexta geração a Nintendo focava em criar o melhor console em especificações técnicas, mas lá na quarta geração ela mesma criou seu maior inimigo. Uma parceria frustrada com a Sony para criar o SNES CD fez com que esta continuasse sozinha em seu projeto, agora um console com drive de CD e tecnologia de gráficos poligonais com um kit de desenvolvimento mais amigável para o desenvolvedor. Assim surge o PlayStation, e desde então a Nintendo nunca mais conseguiu dominar o mercado como na época do NES. Grandes desenvolvedoras partiram para a Sony, e a Nintendo perdeu muitas franquias consagradas. A situação só melhorou quando a Nintendo mudou sua estratégia, focando em novas experiências e menos no poderio gráfico, como fez com o Wii e agora com o Switch.


Mas apesar dessas baixas, nós jogadores saímos ganhando, independente de qual lado esteve durante a guerra. E aqui fica meu desabafo quanto a continuar brigando e discutindo sobre qual empresa é a melhor. Vejo muitas pessoas se sentindo ofendidas por causa de um post ridicularizando seu console favorito, e pessoas perdendo tempo criando esses posts. Acho que o mais importante são os jogos que foram lançados nessa época. E teve muita coisa boa de todos os lados!

Veja só alguns exemplos:

  • Plataforma: Sonic the Hedgehog, Super Mario World, Ristar, Donkey Kong Country, QuackShot, Yoshi's Island, Rocket Knight Adventures, Sparkster, Aladdin, Rei Leão, Revenge of Shinobi, Joe & Mac, e tantos outros. A quarta geração teve plataformas maravilhosos!
  • Shmup: Mega reinou com Gaiares, Zero Wing, Thunder Force, Twin Cobra, Arrow Flash, GleyLancer; mas o SNES teve bons jogos como R-Type, Star Fox, Macross, Gradius 3, UN Squadron, entre outros
  • RPG: SNES era a guilda certa para sua próxima quest, com Chrono Trigger, Final Fantasy, Legend of Zelda, Dragon Quest, Bahamut Lagoon, Lufia, Secret of Mana, Romancing Saga; mas a guilda do Mega valia a pena ser desbravada, com Phantasy Star, Crusaders of Centy, Beyond Oasis, Shinning Force, King Colossus, Dungeons & Dragons, Sword of Vermillion e muitos outros
  • Esporte: Ambos os consoles possuem vasta biblioteca de jogos do gênero, alguns icônicos são FIFA Soccer, International SuperStar Soccer, NBA Jam, Madden e tantos outros
  • Corrida: Super Monaco GP, Super Mario Kart, Top Gear, Out Run, Biker Mice from Mars, Super Hang On, Rock'n Roll Racing, Virtua Racing, entre outros
  • Luta: Esse gênero popular teve muitos jogos legais para os consoles. Street Fighter II foi exclusivo da Nintendo por algum tempo, mas logo depois o Mega recebeu uma ótima versão ainda mais completa. Além disso diversos ports da SNK chegaram para ambos, como Fatal Fury, Art of Fighting, Samurai Shodown, e algumas surpresas como Eternal Champions e Killer Instinct, ambos inspirados no sucesso de Mortal Kombat, que teve jogos para ambas as plataformas, sendo que o primeiro foi censurado na Nintendo, mas depois do fiasco os jogadores de SNES puderam curtir toda a violência da franquia nos jogos seguintes.
Eu mesmo sempre fui muito fã de Super Nintendo, tive o console na época e me diverti demais com ele. Tenho muita nostalgia toda vez que vejo um jogo de SNES ou material sobre o console, desde lista de jogos até o desenvolvimento e dados técnicos. Mas uma das primeiras plataformas que fiz questão de emular foi o Mega Drive, para poder curtir os exclusivos que o console oferecia, e até mesmo constatar que determinados jogos ficaram melhores no Mega. E acredito que muitos donos de Mega fizeram o mesmo para emular o SNES e finalmente aproveitar os exclusivos deste console.



Aqui no QG Master temos um foco maior na Sega, então convidamos ao leitor para aproveitar nossos reviews de Mega Drive e conhecer jogos incríveis deste console lendário. Mas claro, não deixe de curtir também o Super Nintendo, tem muita coisa legal também por lá!

Abraços e até o próximo post!

9 comentários:

  1. Adinan, que post bacana. Você conseguiu falar sobre um tema que impactou diretamente nas nossas infâncias sem polarizar. Parabéns.

    Vou destacar alguns trechos aqui:
    [...]
    "Os jogos europeus merecem um capítulo a parte, eles possuem uma definição de design bem característica. Exemplo, os chamados europlatformers são jogos de plataforma com inúmeros itens coletáveis, fases gigantescas tanto verticalmente quanto horizontalmente, e inimigos que levam muitos hits para serem derrotados, além do jogador levar muitos hits também."

    Bem relevante ao que você falou sobre o design de fases. Realmente me fez lembrar de alguns jogos, vou dar um exemplo recente (ou quase) Rayman Origins, e nunca me toquei o porquê! O desenvolvimento foi pela Ubisoft (estúdio Montpellier). Ou seja, tem um pézinho na Europa. E ainda que o jogo absorva várias influências do estilo plataforma mais consagrado e muita ação; ao mesmo tempo ele tem uma pegada bem diferente: seja o fator exploração, música ou mesmo o humor "mais quadrinhos" bem marcante da produção.

    [...]
    "Como eu havia mencionado anteriormente, cada console ganhou em determinados locais. Mas no geral a Nintendo saiu vitoriosa dessa guerra. Claro, houveram baixas dos dois lados."

    Sim. Você está correto. A maior prova que foi uma "guerra" foram as baixas que ficaram no caminho como cancelamento de consoles e acessórios que se perderam nessa inovação sem direção que as empresas tanto apostaram. Ex: 32X, Sega CD, Virtua Boy, etc.

    Parabéns mais uma vez pelo texto e pela bela análise.

    Um abraço

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    1. Opa valeu Marcel! Verdade, acabei me esquecendo do Virtual Boy, comentei sobre o 32X e o Sega CD mas talvez o Virtual Boy tenha sido a maior vergonha alheia da geração.

      Quero um dia escrever sobre os jogos europeus. Não sei se você consome podcasts mas tinha um em especial, o Pouco Pixel, que comenta sobre a escola japonesa de jogos, a escola americana e a escola européia. Cada um desses episódios eles comentam sobre o design dos games nessas regiões, e o da européia foi o mais interessante, porque de fato tem um estilo próprio que eu identificava mas nunca associei ao fato de ter sido desenvolvido na Europa, é bem interessante!

      Abração

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    2. Opa. Valeu pela dica. Vou atrás desse episódio do Pouco Pixel

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  2. Belo post viu Adinan li o livro sobre a Guerra dos Consoles algum tempo e curti pra caramba e não sabia que tinha sido tão acirrada esse embate entre as empresas lá fora.

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    1. Fala Rock! Pois é, aqui tivemos uma briguinha leve e que ficou mais acirrada atualmente com as redes sociais, mas lá nos EUA o negócio foi pesado mesmo, uma guerra bem acirrada! Esse livro da Guerra dos Consoles é muito bom né? Tô no aguardo do prometido documentário baseado no livro que anunciaram há alguns anos.

      Abraços

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  3. Caramba Adinan, parabéns pelo post!
    Ficou sensacional, um baita consolidado de informações super importantes da história dos videogames, feito de forma não cansativa e em nenhum momento de forma rasa, além de colocar fontes para quem quiser se aprofundar ainda mais. Ficou realmente sensacional.
    Tô querendo ler os demais livros que vc citou, por enquanto passei apenas pelo Console Wars, que é agradabilíssimo! Quando acabarem meus estudos pesados eu vou tentar tirar um tempo para ler... rs
    Muito bom mesmo o texto, parabéns mais uma vez!
    Valeu!

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    1. Fala Cadu, blz? Então, eu tive trabalho em escrever este post por causa disso mesmo, eu queria abordar muita informação mas sem passar correndo e sem cansar o leitor, ainda mais hoje em dia que um textão já não agrada mais o pessoal. Foi difícil conseguir um equilíbrio e postei achando que ainda não atingi o equilíbrio desejado.

      Esses livros são muito bons, em especial o Ultimate History of Videogames que engloba desde a época da Atari mesmo quando se inspiraram no Space War!, tem uns bastidores muito doidos da indústria. E o livro da Sega é bem bacana também, vai até a queda do Dreamcast, eu li só o original mas agora que soube dessa tradução pro português acho que vou acabar comprando para ler novamente, agora traduzido.

      Abraços

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  4. Poxa que super matéria, Adinan!
    Poucos focam a Console War com tanta imparcialidade.
    A revista que você ilustrou, eu cheguei a lê-la.
    Gostei muito da parte técnica que vc abordou e diferença do exterior pro Brasil nos eventos.
    Parabéns

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    1. Valeu Rodrigão! Na maior parte dos posts sobre a Console Wars vejo muito pouco ser mencionado sobre os aspectos técnicos, e tudo bem que sou da área de computação mas mesmo para o fã que vivenciou a época é bacana compreender o que era o Blast Processing e que havia outros 7 modos gráficos além do Mode-7.

      Abraços

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