sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Master Catálogo - Jogos de RPG (2° parte)


Saudações galera!

Enfim, a segunda e última parte do Master Catálogo de RPGs.

Na primeira parte deste catálogo, resolvi não me preocupar com a classificação polêmica de RPGs, mas ao mesmo tempo separando os jogos que não deixam dúvidas de que se tratam de RPGs daqueles que geram discussões.

Esta segunda parte é dedicada à esses jogos que, embora não tenham uma ou mais características que definem o gênero, ainda assim apresentam uma experiência RPGística para os jogadores.

Enfim, após o break vamos ao Master Catálogo de hoje!





Títulos da segunda parte
  • Golden Axe Warrior
  • Golvellius - Valley of Doom
  • Lord of the Sword
  • SpellCaster
  • Wonder Boy III: The Dragon's Trap
  • Wonder Boy in Monster World
Assim como na primeira parte, teremos apenas 6 jogos. Dois desses títulos costumam não estar presentes na classificação de diversos sites, mas optei por incluí-los por conta própria, já que eles também possuem elementos importantes que definem um bom RPG.



Golden Axe Warrior (1991)


Poderia simplesmente dizer que é o "Zelda da SEGA", mas aí eu estaria desmerecendo o jogo. Bom, é verdade que Golden Axe Warrior bebe até demais da fonte de Legend of Zelda, mas tem algumas peculiaridades.

No jogo, o protagonista deseja vingar a morte de seus entes queridos, cruelmente assassinados pelo supremo vilão Death Adder. Embora o jogo carregue o nome da franquia de hack n'slash da SEGA, o cenário não parece estar de acordo com o que vemos no jogo original. Mas sem dúvida é um dos melhores gráficos do Master System, com cenários e personagens bem desenhados.

A jogabilidade é bem similar ao jogo da Nintendo, onde o jogador deve encontrar e desvendar os 10 calabouços e derrotar os chefões. Mas o mais interessante é a quantidade de armas disponíveis, e cada arma possui uma forma de ataque diferente. O machado, por exemplo, é mais lento que a espada, mas tem um campo de ataque maior.

No geral é um ótimo game que se propõe a evoluir o jogo da Nintendo, e em muitos pontos conseguiu essa façanha, além é claro de ser uma excelente alternativa para os donos do Master System.

Golvellius - Valley of Doom (1988)


Enquanto Golden Axe Warrior pode ser considerado um clone de Zelda, o mesmo não pode ser dito de Golvelius, que apesar de se basear no mesmo conceito, adicionou elementos próprios que fazem dele um jogo único.

Em um reino dominado por demônios, o jovem guerreiro Kelesis parte em uma jornada para resgatar a Princesa Rena das garras do terrível Golvellius. No começo do jogo, somos apresentados à uma visão sidescroller típica de plataforma, e ao enfrentar o chefão passamos para a visão topdown tradicional, onde devemos explorar a região em busca de informações e do próximo calabouço. Os calabouços são mais focados na ação, podendo ser em estilo plataforma, ou no estilo top-down mesmo, mas com a tela forçando o scroll e obrigando o jogador a seguir em frente derrotando monstros.

O jogo pode ser brutal na maioria das vezes, e sua jogabilidade pode ser considerada um tanto arcaica em alguns momentos, mas avançar pelo cenário infestado de inimigos e encontrar itens para evoluir o herói é incrivelmente recompensador e viciante. Sem dúvida Golvelius é um clássico obrigatório do Master System.

Lord of the Sword (1988)


Confesso que nunca dei muita atenção para este game, mas hoje lamento muito pelo que eu perdi por não tentar algumas partidas de Lord of the Sword.

Ra Goan, um demônio cruel e poderoso ressurge após anos adormecido, e mata o Rei e sua família real, deixando nenhum herdeiro para o reino de Baljinya. Assim os anciões decidem que o novo rei deve passar por três desafios para provar sua coragem e ser capaz de assumir o trono e derrotar o terrível demônio.

Talvez este jogo seja o menos complexo de todos os RPGs do console. Não há tela de status, o personagem possui duas formas de ataque, sendo que uma delas consiste em arco e flechas infinitas, e pode carregar apenas 3 itens por vez. Mas não deixe que isso o engane, Lord of the Sword possui um mapa bem complexo capaz de confundir muitos gamers desavisados, e como toda boa aventura é preciso visitar diversas vezes os mesmos lugares com os itens certos para prosseguir na aventura.

O jogo possui aquela cara de jogo de lançamento do console com gráficos bem simples, mas a trilha sonora é bacana, embora um pouco repetitiva, e o jogo é bem divertido. Vale a pena dar uma chance à este game.

SpellCaster (1988)


Para quem ainda não viu, o Leo fez um Master Review caprichadíssimo deste game baseado em uma série de mangás.

Spellcaster conta a história de Kane, um jovem treinado para lutar contra demônios, que teve de parar o seu treinamento para investigar as destruições de templos ocorridas em diversas cidades.

Assim como Lord of the Sword, a jogabilidade é a de um sidescroller de ação. Mas o jogo possui maior complexidade com uma boa lista de feitiços, interação maior com NPCs e pontos onde se deve investigar cenários em busca de pistas. Além disso, o personagem vai evoluindo e ficando mais forte com o decorrer da aventura, adquirindo também novos equipamentos e melhorando seus atributos de força e magia. Além disso, os gráficos são excelentes, com boa arte de anime e uma ótima trilha sonora.

Spellcaster é uma das pérolas raras escondidas pela biblioteca do Master System. Basicamente a SEGA pegou tudo o que funcionava em Lord of the Sword e elevou à um nível superior. Outro clássico obrigatório!

Wonder Boy III: The Dragon's Trap (1989)
AKA Turma da Mônica em O Resgate (1993)



Curiosamente, nenhum dos jogos do Wonder Boy costumam ser incluídos nas listas de RPGs, embora o criador da série tenha incluído muito mais elementos de RPG do que o jogo anterior.

falei pacas de Wonder Boy aqui no QG, além do Master Review de Wonder Boy III. Mas de qualquer forma não canso de repetir: Wonder Boy III é um jogo maravilhoso, com um mundo divertido e desafiador, bons gráficos e trilha sonora marcante. O conceito de se transformar em outros personagens deixaram a exploração deste mundo ainda mais interessante, e os elementos de RPG do jogo o deixaram ainda melhor.

Para nós brasileiros o jogo veio hackeado com a turminha do bairro do Limoeiro protagonizando a aventura. Comparado com o título anterior, Mônica no Castelo do Dragão, os sprites dos personagens ficaram ainda mais caprichados, e o manual com a história em quadrinhos é show de bola!

Wonder Boy in Monster World (1993)


O terceiro capítulo de Monster World, o qual eu também analisei aqui no QG Master. Joguei muito este game no Mega Drive, e este aqui é o que mais se aproxima de uma experiência RPGistica, com bastante interação com NPCs, inúmeros equipamentos e um mundo ainda mais complexo, recheado de puzzles e pegadinhas.

A versão para o Master System foi sem dúvida um feito incrível considerando as limitações do console, mas não foi um milagre. O port reduziu o tamanho do jogo, a trilha sonora deixa a desejar e a jogabilidade não é tão boa quanto à do original.

Assim, resta apenas recomendar a versão superior em todos os requisitos do Mega Drive, ou a versão bizarra mas de alta qualidade do PC Engine CD (bizarra por causa da armadura de besouro do herói).

Vale lembrar que, assim como nos jogos anteriores do Wonder Boy, a versão do Mega também tem a Mônica como protagonista, e a Tec Toy fez um ótimo trabalho no hack deste jogo, com gráficos ainda melhores.



Conclusão

Todos nós sabemos que, para quem gosta de ter muuuuitos títulos de RPG disponíveis, o Master fica devendo. No total são apenas 6 RPGs puros e 6 jogos com elementos de RPG. Na época isso não era problema, pois o gênero era para poucos, mas se o RPG tivesse a mesma popularidade que teve na geração 32-bits, o Master teria apanhado ainda mais do que apanhou nos EUA e principalmente no Japão.

Mas isso não quer dizer que os fãs de RPG devem esquecer que o Master System existe. Muito pelo contrário: se o Master peca em quantidade, com certeza não peca em qualidade. Dos 12 títulos catalogados, apenas 2 eu classificaria como meia-boca (Heroes of the Lance e Wonder Boy in Monster World). O restante são jogos únicos e inesquecíveis.

O jogo que mais me surpreendeu deste catálogo foi Lord of the Sword, que antes eu dava nada para ele, mas que apesar de sua simplicidade apresenta um ótimo desafio. O mais viciante é sem dúvida Golvellius, que recentemente me fez perder uma boa noite de sono mesmo em sua versão para iPad. E como eu disse antes, Heroes of the Lance é o pior jogo do gênero para o Master, embora tenha conceitos interessantes.

Um bom fã de RPG irá se divertir muito com o Master System. Phantasy Star sozinho já vale o investimento. Adicionando Y's, Ultima IV, Miracle Warriors, Golvelius e Wonder Boy III, o jogador estará bem mais ocupado do que imagina.



E é isso, galera. O que acharam deste catálogo? Concordam em ver os jogos do Wonder Boy na lista? Qual destes jogos é o seu predileto? Me deixem saber nos comentários.

Abraços, e até o próximo post!

15 comentários:

  1. Muito bom!!! Adoro todos dessa lista. O que menos joguei foi Golden Axe Warrior. Os que mais joguei foram Turma da Mônica o resgate e SpellCaster (alias valeu pelo link, rs). Ah e Golvellius hein!!! Que jogasso, como eu gosto! Viciante mesmo!!!
    Lord os Sword também dispensa comentários.
    Só Wonder Boy in Monster World que preciso confessar, só joguei no Mega Drive com a versão Turma da Mônica na Terra dos Monstros.
    Que post pra deixar a gente com água na boca, preciso urgentemente jogar esses, fiquei com vontade de relembra-los. =D

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  2. O Leo disse tudo: que post pra deixar a gente com água na boca, hein? Parabéns, muito bom!

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  3. Não conheci Golvellius, fiquei interessado por essa alternância de topdown e sidescroller.

    Lord of the Sword, tenho uma raiva desse jogo. Já tentei joga-lo várias vezes, mas o acho muito difícil. E ainda tem essa jogabilidade horrível.

    Não conhecia SpellCaster. Vou conferir assim que comprar um controlador.

    O Master não possui quantidade, mas qualidade nem se fala.

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  4. Fala Adinan! Bela matéria

    Eu não considero Wonder Boy III/Turma da Mônica exatamente um RPG mas fico feliz da menção dele aqui. Pra mim (e falo isso sem medo) esse é o melhor jogo da história do Master System. Eu curto demais esse jogo e na minha opinião qualquer elogio para ele ainda é pouco. Esse jogo é demais!

    Quanto aos demais o único que não me agrada muito é Lord of the Sword que achei muito confuso e não consegui passar de algumas telas. Depois que li sua matéria estou pensando em dar a ele uma segunda chance.

    Govellius e Golden Axe são ótimos jogos. Não devem em nada a um Zelda, pena que não compartilharam da mesma fama na época. Eu joguei muito Golden uma época (o jogo é muito bom) e acabei desistindo por causa de alguns compromissos. Acho que talvez esse ano pinte alguma coisa no meu blog sobre ele.

    Um abraço!

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  5. Belo post. Nâo conhecia todos os jogos, vou correr atras.

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  6. Valeu galera! =D

    @Leo S.
    Turma da Mônica em o Resgate foi o jogo que me fez voltar a jogar o Master depois de eu ter sido fisgado pelo SNES (ainda conto essa história um dia desses). Lord of Sword foi uma grata surpresa, mal conhecia o jogo. Quero zerá-lo o quanto antes.
    Abração

    @Felipe | VGs com Cerveja
    Hehehehe sem dúvida! Os catálogos eram as melhores propagandas de um console, eram como menus para deixar a gente com água na boca pra jogar. E espero fazer o pessoal jogar mais Master System com essas séries de post.
    Abraços

    @IghorH (64gamers)
    Golvellius é maravilhoso! Tem uma jogabilidade meio travada e tal, mas vale a pena conferir. E concordo, o Master pode pecar em quantidade, mas a qualidade é fantástica.

    @MarCel'
    Pois é, por pouco não incluo Wonder Boy III no catálogo, mas decidi incluí-lo por alguns fatores chave dele e também porque decidi tornar o catálogo mais abrangente. Vou ver se consigo zerar Lord of the Sword, gostei bastante dele, mas pelo visto o jogo é pauleira pura. E concordo, Golvellius e Golden Axe Warrior são excelentes respostas da SEGA ao Legend of Zelda.
    Abração

    @Anônimo
    Boa, bora correr atrás, tem muito RPG bom no Master System. =)

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  7. Gostei de ver esses posts sobre os RPGs do bom e velho Master, tá até me dando vontade de começar algum deles em breve.
    Aliás, eu sempre ensaiei jogar o Golden Axe Warrior, mas sempre que tentei começar, eu desistia na primeira ou na segunda morte. Não sei explicar o pq. Talvez pq só tentei jogar depois de velho e aí o tempo ficando cada vez mais curto atrapalha um bocado. Mas, vai saber.
    Já Golvellius é o que eu sempre falo que vou jogar e nunca nem comecei. Grande vacilo da minha parte pelo visto!
    Lord of the Sword eu joguei quando criança e não entendi patavinas dele, talvez seja legal eu dar atenção a ele qualquer dia.
    Spellcaster eu só vi em imagens, quando criança achava que era o J.J. (Zillion) o personagem principal, mente de criança é uma doidera, não? huauha
    E os Wonder Boy eu joguei ambos como Mônica, mas são ótimos jogos e as adaptações pra Turma da Mônica ficaram excelentes, diga-se de passagem.
    Pra finalizar meu "pequeno" comentário, meu preferido é sem dúvidas o Phantasy Star. É meu jogo favorito do console, não tem como não ser! :)
    Abraços

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    1. Opa valeu! Golden Axe Warrior é um jogão, mas eu também acabei parando de jogar depois de enfrentar uns 3 calabouços. Vou ver se volto a jogar em breve, mas quero me concentrar mais no Lord of the Sword agora, que me pareceu ser um jogo bem interessante.
      E assim que puder corre pra jogar Golvellius, ele vicia que é uma beleza! Perdi boas horas de sono por causa do vício. =P
      Mas realmente, comparando os RPGs, Phantasy Star é a experiència suprema. Na minha opinião é o melhor jogo de RPG do Master e dos 8-bits em geral!
      Abraços

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  8. muito bom esses jogos. o Golden Axe Warrior é bem dificil, não apenas pela dificuldade, mas pelo mapa...que não tem nenhum. praticamente tem que se ir as cegas para achar o lugar certo. e o da turma da mônica ainda tenho que jogar.

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    1. Joga o Turma da Mônica sim, é um dos melhores games do Master. E realmente Golden Axe Warrior, assim como a maioria dos jogos da época, era um daqueles games que obrigavam o jogador a ter o manual com o mapa, comprar um guia ou se virar sozinho contando com a sorte. Hoje em dia os jogadores estão muito mimados, na nossa época os programadores falavam "ema ema ema, cada um com seus pobrema" e a gente tinha que se virar.
      Abraços

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  9. Bom post esse Adinan sobre os rpgs de Master eu curti pra caramba mas eu no maximo cheguei jogar foi Mônica no Castelo do Dragão se não me engano .De resto ai eu só fui conhecer bem depois vendo em algumas revistas antigas ou por aqui mesmo .

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    1. Valew! Mônica no Castelo do Dragão é inesquecível, é difícil encontrar alguém que não tenha jogado esse clássico. Mas se você ainda não jogou Turma da Mônica o resgate, Golvellius e Phantasy Star, não perca tempo e corra pra tirar o atraso, são excelentes jogos!
      Abraços

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  10. Opa tenho que correr atrás mesmo de jogar esses clássicos viu Adinan quando mais novo eu não curtia só depois que eu joguei o Zelda de Snes que comecei a curtir os rpgs .

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  11. Ótimo post Adinan, eu curto muito RPG e apesar de não serem aqueles RPGs tradicionais, esses jogos ficaram bem legais com os elementos de RPG que cada jogo tem, o que me agradou bastante.
    Abraços!

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  12. Acho que a mistura ação/RPG bem produtiva. Eu vivia jogando turma da monica e pensando "seria legal se fosse RPG" antes de saber que tinha gente que considerava um "semi-RPG". Bom saber! Bora jogar de novo!

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